Estudo mostra que países ricos não combatem as mudanças climáticas
30 julho, 2008 - 08:36h Délcio Rocha
Em 2005, ano de grandes catástrofes provocadas pelo clima - como o furacão Katrina, que devastou parte do sul dos Estados Unidos -, as companhias de seguro em todo o mundo gastaram US$ 60 bilhões em indenizações. Nos últimos trinta anos, o número de indenizações por perdas relacionadas a eventos climáticos cresceu quinze vezes. Atualmente, cerca de 40% dos danos cobertos pelos seguros são relativos a enchentes e tempestades. Estima-se que, entre 2010 e 2019, a média anual desses gastos chegue a US$ 41 bilhões.
Esse quadro só pode levar a uma conclusão. "As mudanças climáticas são um grande desafio para o setor financeiro", afirma Lutz Cleemann, chairman de Desenvolvimento Sustentável Corporativo do Grupo Allianz, uma das empresas líderes mundiais em seguros, serviços financeiros e administração de fundos. Cleemann esteve no Brasil para apresentar o estudo G8 Climate Scorecard, realizado pela consultoria alemã Ecofys a pedido da Allianz e da ONG WWF International. Esse estudo avalia se os países do G8 - os sete países mais desenvolvidos do mundo, mais a Rússia - estão no caminho certo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: Agência Brasil
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