Mais 3 cidades de SP estão em alerta contra a dengue
14 abril, 2008 - 08:11h Délcio Rocha
Além dos 622 casos confirmados de dengue em Araraquara (SP) outras três áreas estão em alerta por causa da doença. Ribeirão Preto tem 320 casos confirmados, Mogi-Guaçu, 156, e Bauru, 79. A situação dessas regiões contrasta com a queda de 97% no total de casos de dengue registrada no restante do Estado no primeiro trimestre deste ano. Foram 1.297 registros contra 44.760 no mesmo período de 2007, ano em que São Paulo viveu uma epidemia.
Em Bauru (343 km de São Paulo), no ano passado, 281 casos de dengue foram registrados na cidade. Em 2008, já são 79 casos confirmados no trimestre. Nesta semana, 32 funcionários da Sucen foram enviados para a região. Os 120 agentes municipais de controle de endemias, no entanto, estão em greve há dez dias e acusam a prefeitura de pagar-lhes menos do que o piso salarial estabelecido nacionalmente para a função.
A prefeitura alega que a categoria não tem direito ao piso estabelecido pelo Ministério da Saúde, embora seus pagamentos sejam feitos com verbas federais. Também há uma pendência no Ministério Público do Trabalho, que estuda a proposição de ação contra a prefeitura por não oferecer aos agentes os equipamentos de segurança previstos em lei.
Epidemia no Rio de Janeiro - A redução do atendimento nos hospitais de campanha das Forças Armadas instalados na cidade do Rio está mais relacionada à desorganização dos hospitais e postos de saúde públicos do que a um refluxo da epidemia de dengue, avaliou o secretário estadual da Saúde, Sérgio Côrtes. "O hospital deve se organizar no fluxo interno para que esses pacientes sejam encaminhados para os centros de hidratação", disse. Com a atualização do número de casos e mortes na capital, o registro de óbitos por dengue no Estado subiu para 81, sendo 48 na cidade do Rio, onde houve 47.012 casos da doença.
Desde sábado (5), os hospitais de campanha vivem dias de relativa tranqüilidade, enquanto os hospitais e postos de saúde ainda acumulam filas. Na quinta-feira (10), a situação era crítica no Posto de Atendimento Médico (PAM) da prefeitura, no Méier. Pela manhã, cerca de 60 pessoas aguardavam atendimento na unidade. Algumas passavam mal durante a espera, que demorava em média três horas. "A prefeitura reservou o Hospital Salgado Filho (no mesmo bairro) para atender crianças e o PAM para receber adultos, mas aqui há poucos médicos", disse a aposentada Marluce Queiroz, de 55 anos.
Já na tenda de hidratação montada pelo governo do Estado no mesmo bairro, o movimento era tranqüilo e os médicos vindos de outros Estados pouco tinham a fazer. O quadro se repetia nos hospitais de campanha. A unidade montada pelo Exército para receber pacientes do Hospital Carlos Chagas, em Deodoro, zona oeste, área de maior incidência da dengue, recebeu até o final da tarde 117 pessoas. Nos dias de pico, o número chegava a 300. De 16 leitos, 4 estavam ocupados.
Missão - Os militares continuam à busca de focos do mosquito da dengue no Rio. A ação concentra-se nas zonas oeste e norte da cidade. Na quinta-feira, na Ilha do Governador (norte), militares da Marinha encontraram casas e estabelecimentos comerciais fechados, que não foram vistoriados. Ontem, a juíza Regina Coeli Medeiros de Carvalho, da 18ª Vara Federal, deu prazo de 72 horas para que a prefeitura do Rio cumpra decisão anterior e mantenha abertos todos os postos de saúde do município. No dia 2, ela já havia concedido liminar determinando a abertura dos postos.
Fonte: Estadão Online
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