Seca afeta 81 municípios no RS; no NE, chuva desabriga e mata 36
11 abril, 2008 - 07:58h Délcio Rocha
As fortes chuvas que atingem vários Estados do Nordeste desde o começo do mês deixam 35 municípios em estado de emergência no Piauí, segundo o governo do Estado. Ao mesmo tempo, a estiagem que afeta os reservatórios de água no Rio Grande do Sul desde novembro já fez 81 municípios decretarem a mesma situação.
Todos os índices pluviométricos da Defesa Civil gaúcha registram pluviosidade zero nos últimos dois dias, situação que vem se repetindo desde o começo do ano. No rio Uruguai e no rio Gravataí (região metropolitana de Porto Alegre) o volume é preocupante.
Segundo o governo do Rio Grande do Sul, também há dificuldade para retirar água de poços e a seca já afetou lavouras de soja, arroz e o gado de corte do Estado. A região que mais tem problemas é a de Santo Ângelo, no noroeste do Estado.
A primeira cidade a decretar estado de emergência foi Iraí, em janeiro deste ano. A última foi Relvado, ontem, juntamente com Caiçara, um dia antes. Confira a lista completa no site da Defesa Civil do Rio Grande do Sul.
Cheias - O Piauí, por causa das enchentes e chuvas fortes, 35 cidades decretaram estado de emergência. Apenas no Estado, 6.000 famílias (cerca de 30 mil pessoas) foram afetadas. No Nordeste todo, mais de 390 mil pessoas, segundo a Defesa Civil nacional, tiveram problemas com as chuvas e 36 morreram em toda a região até domingo (13).
No Rio Grande do Norte, por exemplo, onde há 124 mil afetados, os estragos no Vale do Açu, oeste do Estado, prejudicam as produções de banana, camarão e sal, fundamentais para a economia potiguar.
Segundo o vice-governador, Iberê de Souza (PSB), há risco de 6.000 trabalhadores perderem o emprego no Estado. Somente no setor do camarão foram inundados 1.550 hectares de viveiros, com perdas de 1.440 toneladas do crustáceo, de acordo com a ABCC (Associação Brasileira de Criadores de Camarão).
As chuvas no Estado também causaram a interdição judicial de um presídio de regime semi-aberto em Caicó (304 km de Natal). Para evitar acidentes, 60 detentos vão dormir em casa até a reforma do local.
Na Paraíba, onde há 26 mortos e 18,5 mil afetados pelos temporais, a agricultura também sofre. "As lavouras no oeste do Estado estão irreversivelmente prejudicadas", afirmou o diretor técnico da Emater-PB (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba), Francisco Elias. Ainda não há estimativa dos estragos, mas hortaliças e frutas já estão mais caras nos supermercados.
Fonte: Folha Online
- Categoria: AGRONEGÓCIOS, ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, VIDA E SAÚDE, Recursos Hidricos
1 Comentário Adicione o seu
1. thiago | 23 junho, 2008 - 18:32h
Vlw.. eu tava presisando dissso para um trabalho..
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