Após leilão de usinas do Rio Madeira, população ribeirinha está apreensiva
23 janeiro, 2008 - 07:45h Délcio Rocha
Depois de um ano marcado por protestos, moradores das margens do Rio Madeira (RO) que serão atingidos quando a água for represada para formação das barragens das usinas de Santo Antônio e Jirau estão ainda mais apreensivos com a perspectiva do início das obras, após o leilão que definiu o consórcio executor das usinas, em dezembro.
O começo das obras depende da licença de instalação, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em entrevista à Agência Brasil no início de janeiro, o diretor de Licenciamento Ambiental do órgão, Roberto Messias Franco, afirmou que a autorização para as obras deverá sair entre o fim de 2008 e o começo do próximo ano. O complexo é um dos principais empreendimentos energéticos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que completou um ano na terça-feira (22).
"Quando eles anunciarem que vão fechar as comportas, se não tiverem retirado a gente de lá, vamos ter de sair, porque ninguém é peixe para viver na água", desabafa o agricultor José Ferreira da Silva, ribeirinho da comunidade de Joana D'Arc, próxima à futura hidrelétrica de Santo Antônio.
Assim como a família de Silva, outras 2,5 mil terão de deixar a área próxima às hidrelétricas - segundo cálculo das empresas Furnas e Odebrecht, responsáveis pela obra. De acordo com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no estado, esse número pode chegar a 10 mil.
Antes do início das obras, as famílias deverão ser reassentadas em outras regiões. No entanto, grande parte dos ribeirinhos não acredita que a mudança será positiva, de acordo com um dos representantes do MAB, José de Oliveira Paes. "Não queremos que a situação da usina de Samuel se repita. Até hoje, há famílias não indenizadas", afirmou, em referência aos atingidos pela barragem da hidrelétrica de Samuel, construída a 50 quilômetros de Porto Velho na década de 1980.
De acordo com o MAB, os moradores ainda não têm data ou previsão de quando serão transferidos, o que aumenta a preocupação das comunidades ribeirinhas. "Isso é que eu estou matutando. Só sei que, mais cedo ou mais tarde, vou ter de sair. A minha idéia é sair por morte. Nasci e me criei lá. Jamais quero sair", conta o pescador José Maria Silva Mendes, morador de uma comunidade próxima à Cachoeira de Teotônio, que ficará submersa com a construção da primeira usina.
O complexo hidrelétrico do Madeira produzirá 6.450 megawatts - aproximadamente metade da potência de Itaipu, usina mais potente do país. Segundo o governo, as duas usinas deverão suprir 8% da demanda energética do país, por meio da integração ao Sistema Interligado Nacional. De acordo com o consórcio Furnas-Odebrecht, a energia produzida pelas turbinas atenderá primeiramente o estado de Rondônia, ainda abastecido por termelétricas. O excedente será exportado para outros estados. Fonte: Agência Brasil
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2 Comentários Adicione o seu
1. simael nunes da cunha | 6 fevereiro, 2008 - 20:15h
o complexo hidroeletrico do rio madeira pode passar dos 6.450
w e em muito o necessario e adotar o seistema que inventei e tenho certeza se o menlor porque nao mexe com ribeirinhos indios nao destroi florfestra e gera energia eletrica e isto pode acontecer en qualquer rio palno desde que corra agua.//imagine que ea engenharua pode instalar em determinado luugar no fundo da barragem de sobradinho onde nao gera mais nada, en algnuslugares proximo ao complexo de paulo afonso / ai ja aproveita as linha de trasmissao.O negocio e inventar um jeito de gerar enegia eletrica e bem mais barata esse e o meu ideal, e tambem ganhar um premio o premio BRASIL de invencoes.
end r.dr j.ribeiro caldas n. 18 B barris cep p40 070 660 saldador bahia brasil.
2. Plinio | 24 junho, 2008 - 16:08h
Não acredito que ninguem sai deste projeto com alguma situação ruim, salvo pelo carater poetico enraizado de nascencia tipo; ” sempre morei aqui agora vou ter de deixar este lugar” Pois estas empresas trabalham com esmero e cuidado sobre questõe sócio ambientais.
Vale lembrar que barragens para geração de energia causam um grande impacto ambiental porem, parece ser este o preço do conforto da energia gerada por hidroeletrica que todos usas e todos querem.
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