Botânicos descobrem palmeira gigante ’suicida’
18 janeiro, 2008 - 10:29h Délcio Rocha
Botânicos anunciaram a descoberta em Madagascar de uma espécie de palmeira gigante "suicida", que se autodestrói. A planta é tão grande que pode ser vista em fotos tiradas por satélite.
A palmeira, que só existe em uma área remota no noroeste da ilha, não se assemelha a nada encontrado antes em Madagascar, que fica na costa sudeste da África.
Embora moradores de vilarejos conheçam a planta há vários anos, eles nunca a tinham visto produzir flores.
Quando isso aconteceu no ano passado, os botânicos descobriram que a árvore gastou tanta energia na criação de flores que morreu.
'Espetacular' - Com 20 metros de altura e folhas com cinco metros de comprimento, esta é a árvore mais alta do tipo no país.
Durante a maior parte de sua vida - estimada em cem anos - a planta não tem uma característica muito distinta, além de seu tamanho.
Só quando botânicos do Kew Gardens, de Londres, foram informados de seu padrão extraordinário de produzir flores é que começaram a se interessar pela vegetação.
"É espetacular", disse Mijoro Rakotoarinivo, que trabalha em Kew Gardens e viu a planta.
"Primeiro há apenas um longo caule como um aspargo no topo da árvore e, então, poucas semanas depois, este caule incomum começa a apodrecer", conta. "No final deste processo, você pode ver algo como uma árvore de Natal."
Lugar 'intrigante' - Os galhos então ficam cobertos de centenas de flores minúsculas, que contêm pólen e se transformam em frutas.
Mas a árvore gasta tanta energia ao produzir flores que acaba morrendo.
John Dransfield, que anunciou a nova descoberta, está intrigado em saber como a árvore cresceu em Madagascar.
A planta da ilha na costa africana tem alguma semelhança com uma palmeira encontrada na Ásia, a uma distância de 6 mil quilômetros.
É possível que a palmeira, da qual existem menos de cem exemplares, tenha passado por uma notável evolução desde que Madagascar se separou da Índia, há cerca de 80 milhões de anos.
Espera-se agora que a planta seja conservada e que a venda de suas sementes possa produzir renda para o povo que vive nas suas proximidades.
Fonte: Estadão Online
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, FLORA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, INTERNACIONAL, Florestal, AGRICULTURA, culturas
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