Cientistas dos EUA criam cenoura enriquecida com cálcio
17 janeiro, 2008 - 06:57h Délcio Rocha
Cientistas dos Estados Unidos criaram uma cenoura geneticamente modificada enriquecida com cálcio.
Os pesquisadores do Colégio de Medicina da Universidade de Baylor, no Texas, afirmam que a pessoa que consome esta nova cenoura absorve uma quantidade de cálcio 41% maior do que no consumo de uma cenoura comum.
Mas a nova cenoura com cálcio ainda precisa passar por uma série de testes de segurança.
"Estas cenouras foram cultivadas em ambientes cuidadosamente monitorados e controlados. Serão necessárias mais pesquisas antes de colocar (o produto) à disposição dos consumidores", disse o professor Kendal Hirschi, que faz parte da equipe de pesquisa.
Os cientistas esperam que uma eventual dieta com o vegetal modificado possa ajudar na prevenção de problemas como a osteoporose.
A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
Gene - A nova cenoura teve um de seus genes modificados, permitindo uma distribuição do cálcio contido no vegetal através das membranas da planta.
Esta não é a primeira vez que a cenoura é modificada. A cenoura atual, de cor laranja, é resultado de cultivos na Holanda, no século 17, quando fazendeiros nacionalistas transformaram o vegetal, que antes era roxo, para que ele passasse a ter a cor da bandeira do país.
Cientistas também estão usando a engenharia genética para desenvolver batatas com mais amido e menos água, para que elas absorvam menos óleo durante o processo de fritura.
Dietas - As cenouras enriquecidas com cálcio podem ser uma boa alternativa aos laticínios, que são as fontes primárias de cálcio. Algumas pessoas são alérgicas as estes produtos e outros ainda recebem a recomendação de evitar os laticínios devido à grande quantidade de gordura nestes alimentos.
"As pessoas recebem recomendações de comer de forma mais controlada para evitar o ganho de peso, e muitas dietas atualmente não fornecem tudo o que precisamos", disse Susan Fairweather-Tait, da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha.
"Há muita oposição aos transgênicos, mas, aos poucos, estamos nos afastando da sombra dos 'alimentos Frankenstein' e começando a apreciar os benefícios que (estes vegetais) podem trazer à saúde", acrescentou.
Fonte: Estadão Online
- Categoria: AGRONEGÓCIOS, ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, VIDA E SAÚDE, INTERNACIONAL, AGRICULTURA, Humana, culturas, Transgênicos
1 Comentário Adicione o seu
1. Renata | 28 janeiro, 2008 - 10:46h
Eu quero convocar que eu gosteimuito perobenispelo trabalho
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