Funasa alega dificuldades em manter profissionais de saúde no Vale do Jamari
12 janeiro, 2008 - 06:20h Délcio Rocha
A Fundação Nacional da Saúde (Funasa) alega dificuldades em manter profissionais na região do Vale do Rio Jamari, onde cerca de 500 índios estão atravessando a fronteira com o Peru em busca de atendimento médico.
A Funasa alega ter 60 profissionais "atuando em prol da saúde da população indígena". No entanto, segundo o coordenador do Conselho Indígena do Vale do Javari (Civaja), Clóvis Marubo, há apenas 17 pessoas prestando atendimento e nem todos percorrem as aldeias.
"Como foi determinado pelo Conselho de Saúde Indígena, deveriam ter sido contratados 37 técnicos de enfermagem, 14 enfermeiras, quatro médicos, três odontólogos, dois bioquímicos", enumera Marubo.
O coordenador regional da Funasa, Narciso Cardoso Barbosa, admite ter problemas para manter profissionais no Vale do Javari. "Existe uma dificuldade de fixar profissionais naquela região. Apesar de, por diversas vezes, ter tentado contratado médicos. Por causa do acesso, há poucos profissionais que queiram ir", explica.
Barbosa anunciou que a Funasa pretende viabilizar o atendimento por meio de parcerias com as Forças Armadas e com a Universidade Federal do Amazonas.
Segundo a Funasa, não é possível estabelecer convênios para atendimento dos indígenas por meio do Civaja. Isso porque o conselho não concluiu a prestação de contas nem apresentou documentos de três convênios da autarquia com o conselho - total de R$ 7,2 milhões, repassados em 2001 e 2002.
A Funasa acrescenta que a invasão de 150 indígenas na coordenação regional do Amazonas, ocorrida entre 13 e 30 de novembro, acarretou atraso das atividades previstas nos dias finais do exercício orçamentário, quando se preparam os empenhos (autorizações de gastos) para a realização de compras de equipamentos e materiais, contratos e licitações de obras.
Desde 2002, a Funasa afirma ter investido R$ 25 milhões em saúde na região do Vale do Javari. Somente no ano passado, foram prestados mais de 11 mil atendimentos. A autarquia ainda informa que até o final deste semestre será concluída a construção dos pólos-base, conforme novo prazo estabelecido pelo Ministério Público Federal.
A Rádio Nacional da Amazônia não obteve retorno do contato com o Ministério Público Federal em Brasília, Manaus e Tabatinga. O prefeito Rosário Conte Galate Neto, de Atalaia do Norte (município onde vivem os índios), está em Manaus, mas não foi localizado por telefone.
Fonte: Agência Brasil
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3 Comentários Adicione o seu
1. PAULA VANESSA BOBATTO | 25 agosto, 2008 - 00:54h
Sou Enfermeira formada há sete anos, tenho experiencia profissional em trabalho com assentamentos no estado do mato grosso , e atualmente estou trabalhandoo na área de programa de saúde da familia,tenho pós graduação em saúde preventiva e atuo nessa aréa desde minha formação ,gostaria de fazer contato com a secretaria de saúde , pois há enteresse da minha parte em tarbalhar com a FUNASA ; Desde já antecipo meus votos de agradecimento.
Fone para contato (018)91149080
2. PAULA VANESSA BOBATTO | 25 agosto, 2008 - 00:56h
Por favor respondam ao meu email; obrigado
3. CLÁUDIA AIRES VASCONCELOS | 5 janeiro, 2009 - 10:22h
Sou enfermeira, formei em junho d 2008 tenho experiencia como voluntariada em clínica médica, centro cirurgico e experiencia em Urgência e Emergêcia.Tenho um grande interesse d atuar nessa área, em novembro tentei contato com a FUNASA mas eles m formaram q iam ter contratação em janeiro,então gostaria muito d mostrar o meu trabalho e desempenhar bem a minha profissão diante da FUNASA, se possível gostaria de ter respostas.Tenho disponibilidade.Agradeço……..(62-81531649)
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