Governo amplia vacina, mas nega risco de febre amarela urbana
10 janeiro, 2008 - 06:35h Délcio Rocha
O Ministério da Saúde anunciou uma intensificação na vacinação contra febre amarela em Goiás e no Distrito Federal, mas o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna afirmou que o risco de a doença reaparecer em áreas urbanas está descartado.
Segundo Penna, desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil. Todos os casos registrados atualmente são de pessoas que contraíram a doença ao entrar nas matas.
O alerta para a doença foi dados após a morte de macacos no Distrito Federal, aparentemente da doença. O laudo final sobre a causa da morte dos primatas é aguardado para dentro de nove dias. Mais recentemente um macaco também morreu, com suspeita de febre amarela, em Minas Gerais.
De acordo com Penna, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação em regiões endêmicas, pois no verão há uma maior circulação de mosquitos, somada ao fato de mortes de macacos próximos a áreas urbanas.
O Ministério da Saúde deslocou 300 mil doses de vacina de seu estoque estratégico para o Centro-Oeste. "Precisa vacinar quem vai por turismo ou a trabalho para áreas endêmicas, principalmente aqueles que vão entrar nas matas", afirmou ele.
No Brasil a vacina é gratuita e sua proteção dura por 10 anos.
Brasília registrou três suspeitas de febre amarela depois do alerta dado na última semana de 2007, quando macacos morreram na cidade. O caso onde há mais convicção de contaminação é o do paciente Graco Carvalho Abubakir, de 38 anos. Ele ingressou no hospital sexta-feira, apresentando dores no corpo e de cabeça, diarréia e náuseas - sintomas da infecção. Morador do Lago Norte, Abubakir não é vacinado contra a doença.
Entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro, ele fez passeios em cachoeiras de Pirenópolis, cidade a 150 quilômetros de Brasília. Nos dois casos restantes, a hipótese de infecção é mais remota.
São consideradas áreas de risco para a febre amarela no Brasil as regiões Norte e Centro-Oeste, além dos Estados de Maranhão e Minas Gerais. Nessas partes do Brasil, o vírus da doença mantém-se circulando.
São consideradas áreas de transição para a doença as regiões oeste dos Estados de Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Também há risco potencial no sul da Bahia e do Espírito Santo.
Fonte: Estadão Online
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6 Comentários Adicione o seu
1. Fabiana S. Leal | 18 janeiro, 2008 - 13:36h
Fui ao posto de saúde próximo a minha casa no bairro de Boa Viagem em Recife e me senti sem a mínima importância para os servidores públicos que ali estavam. Ao informar que eu viajaria de carro nas férias do meu marido para a Bahia, não me foi dada a mínima importância, fui direcionada ao segurança da únidade que só disse poder me vacinar com comprovante de passagem em mãos. Penso então que tudo o que aprendi no curso técnico em enfermagem não existe, profilaxia não existe para o governo e secretária de saúde. Garanto que todos eles estão “vacinadinhos” e protegidos contra essa doença, mesmo que sem nenhum comprovante de vacinação em mãos, mas e eu vou de carro, que comprovante eu posso ter??
Fica aqui meu protesto contra o péssimo atendimento em postos de saúde.
2. BRUNO | 18 janeiro, 2008 - 15:05h
tem,algum remedio que pode cura a febre amarela
3. Kelly | 29 janeiro, 2008 - 18:02h
Fui ao posto de vacinaçao localizado na Rua:Borges Lagoa em São
Paulo.
Disseram que eu e minha familia não precisamos tomar vacina da febre amarela.
Mesmo falando que ia viajar para Minas Gerais( 4 dias em Santos Dumont e 4 em Silverania)
Por gentileza este locais tem casos de febre amarela.Pois Minas Gerais tem.
ATENCIOSAMENTE
kELLY
4. Tamires | 4 fevereiro, 2008 - 16:43h
onde se sabe que lugares estao enfectados???
se nao dá para saber isso como vamos reagir, isso nao ajuda
5. simone amaral | 4 abril, 2008 - 16:05h
a escola do meu filho etá programando uma excursão para Bonito. Gostaria de me posicionar sobre a iirresponsabilidade do colégio com as crianças em propor tal excursão para uma area de risco para febre amarela nesta época. Gostaria de saber também se a eficácia da vacina é de 100% e se não há risco de vacinar a criança. Como é uma excursão eletiva, entendo que uma escola deveria se preocupar em criar conceitos preventivos e não propor uma viagem sem sentido, para uma área endêmica, que inclui vacina e riscos.
Colégio Progresso- Campinas-SP
6. Patrícia Meinerz | 16 dezembro, 2008 - 10:17h
Eu gostaria de saber se a região nordeste é uma região de risco para a febre amarela. Em especial Recife.
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