Tibete inaugura estação para observar buraco na camada de ozônio
7 janeiro, 2008 - 07:06h Délcio Rocha
A China, preocupada com o surgimento em 2003 de um buraco na camada de ozônio sobre o Tibete, inaugurou uma estação de observação dos níveis desse gás na região. A informação é da agência estatal de notícias Xinhua.
A estação, que começou a operar no fim de semana, recebeu um investimento de 1,52 milhão de iuanes (US$ 208 mil) e está localizada a 3,64 mil metros em Lhasa, a capital tibetana.
A maior parte do investimento foi destinada à construção de um espectrômetro de última geração que custou US$ 190 mil.
Em dezembro de 2003 foi descoberta uma área de 2,5 milhões de quilômetros quadrados com menos de 220 unidades Dobson (medida que descreve a densidade da camada de ozônio), baixando depois para até 190.
Os cientistas chineses asseguram que esta queda não se deve à atividade humana, mas a movimentos atmosféricos, correntes de ar altas e baixas em ozônio que se deslocam.
- O planalto tibetano é uma zona vital para a pesquisa da mudança climática - assinalou Zhang Yong, um dos responsáveis pelo observatório meteorológico do Tibete, que assinalou que a nova instalação fornecerá dados precisos sobre a radiação ultravioleta-B (UVB), que pode causar câncer de pele.
A China conta com outras quatro estações de observação da camada de ozônio, incluindo uma em sua base de Zhongshan, na Antártida.
Fonte: Agência Efe
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, INTERNACIONAL, Aquecimento global
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