Greenpeace aposta nas energias renováveis contra previsões da AIE
11 novembro, 2007 - 10:32h Délcio Rocha
A organização ambientalista Greenpeace destacou a importância de promover as energias de fontes renováveis na China de modo a evitar as conseqüências negativas para o meio ambiente que estão no relatório anual da Agência Internacional da Energia (AIE).
Num comunicado ao governo chinês, o Greenpeace recomendou aumentar e implementar os objetivos na área de energias renováveis e melhorar a eficiência energética. As medidas limitariam o crescimento do consumo de energia no país.
A organização ambientalista também lembra que China e Índia produzem cerca de 25% da eletricidade renovável no mundo. Mas o relatório da AIE prevê que os dois países construirão, até 2030, 57% das novas centrais elétricas utilizando carvão como combustível, as mais poluentes.
O relatório também afirma que, pouco após 2010, a China superará aos Estados Unidos e se transformará no maior consumidor mundial de energia, devido às necessidades de sua indústria pesada e de transporte.
O especialista em energia do Greenpeace Sven Teske disse que o cenário descrito pela AIE não é inevitável e não leva em conta as opções realistas de limitar as emissões de dióxido de carbono na China e na Índia.
O trabalho de Teske demonstra que grandes investimentos em energias renováveis e tecnologias de eficiência energética podem estabilizar as emissões de dióxido de carbono nos níveis atuais até 2050.
Para o Greenpeace, o combate à mudança climática requer que os países industrializados reduzam as suas emissões de CO2 em 30% em relação ao nível de 1990, até 2020, em lugar do aumento de 15% previsto no relatório da AIE.
Fonte: Agência EFE
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