Benefícios sociais cresceram 25,4% entre 2003 e 2005
11 novembro, 2007 - 10:28h Délcio Rocha
O valor adicionado pela produção do setor institucional famílias (que agrega a produção de pessoas físicas não formalizadas como empresas) ao PIB brasileiro cresceu apenas 15,3% entre 2003 e 2005, enquanto o valor adicionado total evoluiu 25,4%. Essa variação bem abaixo da média fez com que a participação do setor famílias no total da renda gerada caísse quase dois pontos percentuais. Em compensação, as remunerações recebidas pelos empregados cresceram 28,1% no período, chegando a R$ 861,4 bilhões, o que indica uma maior formalização da produção.
Segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta sexta-feira, dia 9, os benefícios sociais recebidos pelas famílias cresceram 25,4% entre 2003 e 2005, chegando a R$ 321,7 bilhões, sendo que o subitem benefícios de assistência social em numerário praticamente dobrou, chegando a R$ 15,9 bilhões, com destaque para os benefícios de assistência ao idoso e ao deficiente e o Bolsa Família.
Há dois anos, o consumo final das famílias atingiu R$ 1,26 bilhão, estimulado pelo aumento do crédito. Sua variação em valor corrente foi de 22,7% em relação a 2003, maior que a da renda disponível bruta, que cresceu 20,6%, chegando a R$ 1,32 bilhão. Como conseqüência, a poupança das famílias apresentou queda de 2,4%, passando de R$ 94,6 bilhões em 2003 para R$ 92,4 bilhões em 2005.
A poupança das famílias financia sua formação bruta de capital (investimento), que cresceu 17,5%, chegando a R$ 84,4 bilhões. Com menos poupança e mais investimento, a capacidade de financiamento das famílias caiu de R$ 19,9 bilhões, em 2003, para R$ 4,9 bilhões, em 2005.
Outro item com forte crescimento entre 2003 e 2005 foi o juro pago pelas famílias. As despesas com juros cresceram 70,9%, chegando a R$ 47,4 bilhões. Com mais acesso ao crédito, as famílias aumentaram seu endividamento e, assim, assumiram uma despesa maior com pagamento dos juros desses empréstimos
Fonte: IBGE
- Categoria: NOTÍCIAS, POLÍTICA, AMBIENTE URBANO
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