Novo curso superior vai preparar profissionais para trabalhar com energias alternativas
15 setembro, 2007 - 08:07h Délcio Rocha
Não será por falta de profissionais especializados que o Brasil deixará de caminhar célere no desenvolvimento de energias alternativas. Quatro Universidades brasileiras estão em processo de implantação do Curso de Engenharia Bioenergética - CEB -, que já será disponibilizado no primeiro semestre de 2008.
O novo curso tem por objetivo o estudo, pesquisa, produção, distribuição e consumo de biocombustíveis (álcool, biodiesel, biogás, biomassa, entre outros) e bioenergias (eólica, solar, do mar, geotérmica, célula de hidrogênio, hidráulica, entre outras) de forma renovável, ambientalmente sustentável e socialmente justa.
Toda a formatação da proposta foi idealizada pelo engenheiro civil gaúcho Gustavo Isaia, especializado em Patrimônio Natural pela Universidade Federal de Santa Maria, cidade onde hoje reside.
Ele disse a AmbienteBrasil que só está autorizado a antecipar o nome de uma das quatro instituições de ensino que vão lançar a Engenharia Bionergética - é a Universidade do Oeste de Santa Catarina - Unoesc -, Campus de Xanxerê.
"Concebi o curso do zero", afirma Gustavo. "Trata-se da união de vários Cursos de Engenharia, como Agronômica, Mecânica, Elétrica, Civil, Ambiental, Química, de Produção e Florestal, entre outras".
Ele explica que o grande diferencial do CEB é que ele trata a cadeia dos Recursos Bioenergéticos de forma abrangente. "No caso da Energia Hidráulica, por exemplo, o aluno estudará desde as disciplinas mais básicas, como mecânica dos fluidos, hidráulica e hidrologia, até as de recursos hídricos, aproveitamento hidroelétrico, conversão eletromecânica e turbinas e geradores, passando pelo estudo do impacto deste tipo de recurso bioenergético no meio ambiente", explica.
Outro exemplo dado por ele: em se tratando da geração de energia elétrica através da biomassa, o aluno estudará os fundamentos da termodinâmica, os conceitos de combustão, os mecanismos dos motores a combustão, a geração biotermelétrica e co-geração, até a poluição causada por este tipo de atividade.
Em termos gerais, o CEB pretende formar profissionais com uma visão holística do setor bioenergético, de maneira a capacitá-lo a atuar desde a produção do recurso bioenergético até seu gerenciamento.
Gustavo Isaia diz que um outro viés importante no CEB é a análise conjuntural do setor bioenergético. Neste campo o aluno estudará fundamentos de economia, administração e finanças, economia ambiental, política e legislação ambiental, engenharia econômica e recursos bioenergéticos e desenvolvimento, entre outros temas. "Assim, o egresso do CEB poderá também atuar no setor de planejamento", coloca.
O mentor do curso não tem dúvidas de que, aos novos profissionais, se abrirão perspectivas animadoras de trabalho com energias alternativas. "Não existe nada parecido no Brasil, vejo um mercado muito grande", diz ele. "Outros campos da Engenharia vêem partes de um todo; a Engenharia Bioenergética reúne tudo sob um mesmo guarda-chuva".
Por: Mônica Pinto
Fonte: AmbienteBrasil / www.brasilatual.com.br
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Biotecnologia, Energia, AMBIENTE URBANO, Educação
4 Comentários Adicione o seu
1. wagner | 21 setembro, 2007 - 15:00h
Este parece um curso bem promissor, tem uma boa perspectiva de área de atuação, mas qual seria o tempo para que o MEC regularize e autorize este curso? já estaria autorizado para o inicio do proximo ano? Qual a garantia para quem prestar o vestibular?
2. Luiz Philippe Cunha | 6 janeiro, 2008 - 16:47h
Por favor, gostaria de saber o e-mail ou telefone para contato do Professor Gustavo Izaia. Obrigado por sua atenção.
Luiz Philippe Cunha
lpacunha@terra.com.br
11 8284-1078
11 4153-8047
3. tania regina maia | 6 março, 2008 - 15:42h
Gostaria de saber se as faculdades já tem algum projeto para que seus alunos já começam a se profissionalizar na área.
4. Ananda Prates | 19 novembro, 2008 - 19:56h
Prezado Professor,
Sou formada em direito e tenho mestrado em direito administrativo/constituional pela universidade de lisboa. Entrentanto, sou uma pessoa que pretende investir em outras areas para ter um retorno financeiro maior. O curso de direito tende hoje ou para concursos públicos ou para escritórios grandes, de ponta onde se trabalha muito e ganha pouco. procuro uma alterativa onde um outro curso me ofereceria oportunidade financeira maior desde que compatibilzado com o direito. Não pretendo cusos que não tem promessas de retorno financeiro. Vc poderia me informar o alcance desse curso? promessas financeiras diante de necessidades? att.
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