Proposta climática dos EUA supera Protocolo de Kyoto
15 setembro, 2007 - 07:56h Délcio Rocha
Uma proposta dos Estados Unidos para acelerar a eliminação do uso de gases que danificam a camada de ozônio terá o dobro da eficácia do Protocolo de Kyoto no combate ao aquecimento global, disse na sexta-feira (14) o principal consultor ambiental do presidente George W. Bush.
James Connaughton, presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, afirmou que os EUA vão propor que o prazo para a eliminação do uso dos gases HCFC, utilizados em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, seja antecipado em 10 anos.
"Vamos propor uma redução significativa desse cronograma, porque podemos ter os benefícios no ozônio e porque são gases do efeito estufa muito fortes", disse ele. "Isso produziria pelo menos o dobro de reduções (de gases do efeito estufa) em relação ao Protocolo de Kyoto".
Esse tratado internacional determina que os países desenvolvidos reduzam suas emissões de gases responsáveis pelo aquecimento. Bush retirou os EUA do Protocolo de Kyoto em 2001, alegando que suas regras seriam nocivas à economia do país e que os países em desenvolvimento também deveriam ter sido incluídos.
A proposta sobre os gases HCFC será apresentada numa reunião na semana que vem em Montreal, com quase 190 governos. Washington quer reduzir o prazo para a eliminação desse material de 2030 para 2020 (no caso dos países desenvolvidos) e de 2040 para 2030 (países em desenvolvimento).
Ainda em setembro, a ONU - Organização das Nações Unidas realiza uma conferência climática em Nova York. Em seguida, grandes potências econômicas se reúnem em Washington, convocadas por Bush, para discutir um tratado que suceda o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Connaughton, que visita capitais européias para preparar a conferência, disse que os EUA não aceitariam um sistema de créditos para a emissão de dióxido de carbono, um mecanismo autorizado pelo Protocolo de Kyoto e já estabelecido pela UE - União Européia.
"O sistema de limites e comércio global (de créditos de carbono) se provou terrivelmente falho", disse ele. "Toda a estrutura não contém o sistema de incentivos que a limitação e comércio deveriam criar".
Segundo ele, a reunião de Washington vai buscar estratégias 'definidas nacionalmente' para o combate ao aquecimento global, o que inclui medidas compulsórias e facultativas.
"Gostaríamos de encontrar consenso em uma meta global de longo prazo para a redução das emissões", afirmou.
O assessor disse que a proposta européia de incluir companhias aéreas no esquema de créditos de carbono violaria as regras da OMC - Organização Mundial do Comércio. "Esta batalha terminou antes de começar", afirmou.
A UE se propõe a reduzir suas emissões de carbono, até 2020, para 20 por cento abaixo dos níveis de 1990. O bloco europeu aceita elevar a meta para até 30 por cento caso outras nações importantes também concordem com uma redução global.
Fonte: JB Online
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, INTERNACIONAL, POLÍTICA, Aquecimento global
1 Comentário Adicione o seu
1. paula | 15 outubro, 2008 - 19:32h
aqui nao tem a informaçao que eu precisso
favor acrecentar mais coisas como as datas de ocorrencia e muito mais
obrigagdo,paula
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