Montadoras européias estão dispostas a reduzir emissões de CO2
14 setembro, 2007 - 07:29h Délcio Rocha
As montadoras européias estão dispostas a reduzir gradualmente as emissões de dióxido de carbono (CO2) até uma média de 120 gramas por quilômetro em 2012, mas não sozinhos.
Em entrevista coletiva no Salão Internacional do Automóvel de Frankfurt, o presidente da Fiat e da Associação de Comerciantes Europeus de Automóveis (ACEA), Sergio Marchionne, disse que a indústria apóia a meta de redução das emissões de CO2 da União Européia (UE), apesar de ser necessário que outros também participem.
Marchionne pediu medidas adicionais na política de trânsito que contribuam para diminuir os engarrafamentos, além de incentivos fiscais que promovam na Europa os biocombustíveis e a compra de veículos que respeitem mais o meio ambiente.
O diretor italiano afirmou, representando as montadoras que integram a ACEA, que a indústria européia não vai aceitar sozinha o objetivo da Comissão Européia (CE) de reduzir as emissões de CO2 para 130 gramas por quilômetro. Há muito tempo, a entidade já tinha deixado claro que para a indústria é impossível cumprir o objetivo.
Mesmo diante das dificuldades dos produtores automobilísticos, o executivo comunitário pretende diminuir as emissões fixadas para 120 gramas de CO2 por quilômetro, até 2012.
Na 62ª edição do Salão de Frankfurt, todos os fabricantes do setor defenderam a proteção do meio ambiente, como mostram as 88 novidades mundiais apresentadas, que incluem avanços tecnológicos.
Marchionne enfatizou que a indústria automobilística cria 2,3 milhões de empregos diretos e outros 10 milhões de indiretos na Europa.
Além disso, o setor investe anualmente € 20 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, o que o transforma no principal investidor privado em inovação na UE, que é o principal fabricante mundial de veículos, já que produz um terço dos 50 milhões de automóveis do planeta.
A ACEA considera que a maioria das emissões geradas atualmente pelos veículos vem dos fabricados há mais tempo e dos crescentes congestionamentos nas estradas e ruas da Europa.
Um automóvel fabricado agora emite um centésimo do total de substâncias poluentes lançadas na atmosfera na década de 1970 e o nível de emissões de CO2 diminuiu 13% entre 1995 e 2005, segundo os fabricantes europeus.
A ACEA considera que a melhor solução para reduzir as emissões de CO2 dos automóveis e, ao mesmo tempo, preservar os investimentos e os empregos, é uma aproximação integrada que combina melhoras na tecnologia do veículo, um aumento do uso de combustíveis alternativos, além de novas infra-estruturas no trânsito e um estilo de condução mais econômico.
Isso requer uma colaboração entre a indústria do automóvel, a de combustíveis, a UE e os consumidores.
Marchionne preferiu não comentar se as montadoras européias querem que os automóveis maiores tenham limites de emissão maiores que os pequenos e se limitou a dizer que é muito cedo para falar disso.
Também participaram da entrevista coletiva o presidente da Daimler, Dieter Zetsche; o da BMW, Norbert Reithofer; o da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn; e o da Peugeot-Citroën, Christian Streiff.
Nesta edição, o Salão Internacional do Automóvel de Frankfurt (IAA) se concentra na mobilidade sustentável com a apresentação dos novos avanços na defesa do meio ambiente.
Após dois dias dedicados à imprensa, a 62º edição do Salão abrirá amanhã suas portas aos profissionais e ao público em geral. Ao todo, participam da feira 1.081 expositores de mais de 40 países, para apresentar 128 novidades até o dia 23.
Fonte: EFE
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, INTERNACIONAL, Energia, Aquecimento global, AMBIENTE URBANO
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