Epagri analisa substituir pinus pela araucária nas áreas de reflorestamento
13 setembro, 2007 - 07:41h Délcio Rocha
Um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), analisa a araucária como possível alternativa de substituição ao pinus nas áreas de reflorestamento em altitudes acima de 800 metros.
Feitos em Lages, os estudos estão apenas no começo. Para o início, foram relacionadas araucárias nativas de 103 procedências acima de 800 metros de altitude, a maioria no Sul do Brasil.
Uma araucária tem condições de ser cortada com aproximadamente 40 anos de vida. Já o pinus, quando para madeira nobre, pode ser derrubado, em média, com 17 anos. Se for para a fabricação de papel, este prazo cai para até 7 anos.
Com o estudo desenvolvido em Lages, os pesquisadores pretendem baixar o tempo ideal para corte da araucária em até 30%, caindo para a casa dos 28 anos.
Se as mudas estudadas já estivessem sendo comercializadas, custariam hoje cerca de R$ 5 cada. A muda do pinheiro dito normal custa R$ 1 e a do pinus apenas R$ 0,18.
Na Serra Catarinense, o primeiro tipo foi encontrado no município de Cerro Negro, onde foram plantadas 2,6 mil mudas no fim de agosto. O segundo existe em Campo Belo do Sul, onde outras 2,6 mil mudas serão plantadas na próxima semana.
Os primeiros resultados, positivos ou negativos, serão verificados só daqui a aproximadamente 12 anos e, se apresentarem o que se espera, serão levados à prática após mais duas ou três décadas.
- É uma resposta a longo prazo. Todas as mudas vão crescer, mas queremos as que crescerem mais em menos tempo. No entanto, não se pode criar muita expectativa, pois há o risco de, das 103 procedências testadas, apenas uma, duas, ou até mesmo nenhuma se destacar - diz o pesquisador de recursos florestais da Epagri, Constâncio Bernardo, é quem cuida do projeto.
As araucárias já ocuparam um espaço de 200 mil quilômetros quadrados no Brasil, dos quais, 62 mil eram em Santa Catarina. Entre as décadas de 1940 e 1980, foram derrubadas indiscriminadamente, com vistas ao crescimento do país. Hoje, os remanescentes não passam de 4% da área original.
Por: Pablo Gomes
Fonte: Diário Catarinense
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6 Comentários Adicione o seu
1. Marcionil Xavier | 1 novembro, 2007 - 16:57h
Tenho um sítio com aproximadamente de 30 alqueires, localizado na região de Atibaia-SP - altitude de + ou - 900m.
Estou tentando formar uma floresta de araucária.
Arrumei semente em Capos do Jordão (pinhão) plantei em estufa e já estou replantando.
Gostaria de saber mais sobre araucária - plantio, etc.
2. hans | 2 abril, 2008 - 21:10h
Muito boa a iniciativa de novos reflorestamentos, introduzindo a araucária, que por sua vez é uma espécie nativa e desencadeia todo um equilíbrio ecológico natural. Na condição de jardineiro paisagista nos preocupamos com a flora nativa em extinção e procuramos orientar nossos clientes para manter áreas nativas ou reflorestar . Parabéns pela matéria.
3. jandir antonio rigo | 8 julho, 2008 - 12:42h
Parabéns. Sendo a araucária uma planta nativa, não o sei o porque da substituição peça exótica pinus. Na década de 80 assisti documentário em Tres Barras, onde falavam técnicos que conduziam pesquisa nesta área, em idênticas condições de tratos culturais, mudas, solo, etc. A diferença caia drásticamente daquela conhecida - que nossa araucária é longeva para colheita -.Debito este fato a algum interêsse maior apesar das caracterísitcas físicas de ambas serem gritantes, com vantagens para nosso velho o querido PINHEIRO. Oxalá isto se concretize e voltemos a ver nossas florestas com gritos de tirivas, papagaios, macas, bugios e outros espécimes que se beneficiam desta cobertura vegetal.
4. Wallace | 14 julho, 2008 - 21:08h
Estou pensando em fazer um reflorestamento de araucárias, ao invés de pinus, mas tenho dúvidas da viabilidade economica no momento do corte.
Alguma lei garante o corte?
Onde posso me informar sobre isso?
Se alguém souber de algo concreto, por favor aponte onde posso encontrar, pois até agora tudo o que pesquisei deixa muita dúvida a respeito.
5. Elza catunda | 16 agosto, 2008 - 07:29h
Gostaria de obter mais informações sobre um planta que serve no tratamento da hiperteção,obg
6. Jose carlos Camara Silva | 24 agosto, 2008 - 18:36h
Gostaria que voces mim mandasse o cep, para compra de sementes ou mudas de Palmeira Real. fico muito grato pela atençao.
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