Pipoca causa doença pulmonar em americano
10 setembro, 2007 - 11:46h Délcio Rocha
Uma médica americana acredita que um homem contraiu uma doença no pulmão após respirar os vapores amanteigados das pipocas de microondas diariamente durante anos. Especialista de um hospital pioneiro em pesquisa pulmonar, ela alertou as autoridades americanas sobre o acontecido nesta semana.
"Não podemos ter certeza de que a exposição diária deste paciente à pipoca de manteiga de microondas causou sua doença. No entanto, não temos outra explicação plausível", disse Cecile Rose, do Centro Nacional Judeu de Pesquisas Médicas de Denver, nos EUA.
O paciente, não identificado, consumiu diversos pacotes de pipoca de microondas com sabor extra de manteiga todos os dias durante anos. Com o passar do tempo, passou a apresentar sintomas como tosse e falta de ar, que foram piorando. Testes conduzidos pelos médicos revelaram a deterioração de sua capacidade respiratória. O problema estabilizava, no entanto, quando ele parava de consumir a pipoca.
Problema pulmonar causado por pipoca pode parecer engraçado, mas é sério e real. Trabalhadores de indústrias que fabricam o produto já apresentaram o problema, depois de serem expostos aos produtos químicos usados para fazer o sabor da pipoca. Centenas de processos correm nos Estados Unidos abertos por pacientes contra as fábricas onde trabalhavam. Nunca antes, no entanto, o problema foi observado em um consumidor.
Em resposta ao alerta, a Associação dos Fabricantes de Sabores e Extratos divulgou uma nota pedindo que as indústrias reduzam ao máximo possível a quantidade da substância diacetil (que é aprovada pela vigilância sanitária americana), presente nos produtos com sabor de manteiga.
A preocupação levantada com o caso já fez pelo menos uma fabricante de pipocas, a Weaver Popcorn, afirmar que trocaria o ingrediente usado no sabor de manteiga. Enquanto isso, o próprio Congresso americano discute meios de proteger os trabalhadores das fábricas expostos ao diacetil.
A equipe da médica americana mediu os níveis de diacetil presentes na casa do paciente e confirmaram que eles eram equivalentes aos do forno da unidade de controle de qualidade da fábrica onde os trabalhadores ficaram doentes.
O FDA ("Food And Drugs Administration", órgão americano que controla a produção e o comércio de alimentos e remédios), afirmou que está avaliando a denúncia da médica e que vai levar em conta as questões levantadas.
Fonte: Portal G1
- Categoria: NOTÍCIAS, VIDA E SAÚDE, INTERNACIONAL, Humana
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