Brasil pode expandir biocombustível sem prejudicar meio ambiente, diz Marina Silva
18 agosto, 2007 - 08:25h Délcio Rocha
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quinta-feira (16) que é possível expandir o programa de biocombustíveis do país sem prejudicar o meio ambiente.
"No caso da realidade brasileira, temos uma meta de chegarmos a 2015 com uma produção de 30 bilhões de litros de etanol (álcool combustível). E utilizamos uma quantidade muito pequena das áreas agricultáveis para a produção atual que temos", afirmou Marina Silva em entrevista à Agência Brasil.
"Podemos aumentar a nossa produção sem que isso signifique avançar sobre a área de florestas e ainda fazendo um programa de recuperação de nascentes, de recuperação de área de preservação permanente, reduzindo os impactos ambientais em relação ao corte da cana (a principal matéria-prima do etanol no país), com novas tecnologias, utilizando a biomassa da cana, sobretudo o bagaço, para geração de energia", completou.
Segundo ela, um grupo interministerial coordenado pela Casa Civil trabalha a certificação dos biocombustíveis de modo que a produção siga critérios de sustentabilidade socioambiental.
Em entrevista a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás, a ministra ressaltou a importância de se considerar tanto a viabilidade econômica quanto a ambiental no país. Disse que é possível aumentar no Brasil o plantio de soja de forma sustentável.
"Em relação à questão da soja, o que temos trabalhado é no sentido que se tenha um programa de desenvolvimento sustentável para a agricultura brasileira”, afirmou. “E o Ministério da Agricultura está com essa incumbência de viabilizar, de acordo com a legislação brasileira, os meios para que as áreas já abertas possam ser consolidadas para o plantio da soja e para a pecuária, fazendo a recuperação de APP (área de preservação permanente), de reserva legal (porção da propriedade que deve permanecer com vegetação nativa), a fim de que não se tenha que abrir novas áreas."
Fonte: Radiobrás
- Categoria: AGRONEGÓCIOS, ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Biotecnologia, POLÍTICA
1 Comentário Adicione o seu
1. Diovane | 14 setembro, 2007 - 19:52h
Só tem algo que preocupa, é o modo da colheita. É permitido que queimem suas folhas para trabalhadores não se cortarem, contribuindo para a emissão de gas carbônico. E que precisa de muita água para crescer. Será que vão desviar mais algum rio.
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