Novo plano para Amazônia vai unir mata e desenvolvimento
16 agosto, 2007 - 08:52h Délcio Rocha
Depois de anunciar a perspectiva de mais uma redução significativa do desmatamento na Amazônia, o governo federal depara-se com um novo dilema para a região: o que fazer com as florestas que não foram desmatadas? "Só manter o que já está sendo feito não vai ser suficiente", disse ao Estado o secretário-executivo do MMA - Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. "O desafio agora é econômico, sem dúvida."
O novo Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, que deve ser lançado até o fim do ano, será focado em dois eixos, segundo Capobianco: o aproveitamento econômico sustentável das florestas que continuarem de pé e a recuperação ambiental e econômica das áreas já desmatadas. "Temos que sair do papo furado e criar uma economia florestal de fato na Amazônia" disse.
O trabalho de polícia - envolvendo fiscalização, apreensão de madeira ilegal, monitoramento por satélite, regulamentação fundiária e combate à grilagem de terras -, que vinha sendo o foco até agora, será obrigatoriamente mantido. Mas, se tudo correr como planejado, passará a ser um atividade de apoio ao desenvolvimento, em vez de um objetivo central das políticas ambientais. "A fiscalização tem que ser a exceção", disse Capobianco.
Uma das principais forças que impulsionam o desmatamento, segundo ele, é a falta de alternativas econômicas. "O desmatamento é o que move a economia na Amazônia. Tudo depende do desmatamento", disse. "A gente vai fechando uma porta, fechando outra porta, mas alguma porta de saída tem que ficar aberta, se não quem ficou dentro sai arrebentando tudo. Não tem polícia que segure."
Fonte: Estadão Online
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, FLORA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, POLÍTICA, QUE PAÍS É ESSE???, Desmatamento
1 Comentário Adicione o seu
1. natalicio carvalho | 30 outubro, 2008 - 21:42h
moro em uma vila, mas minhas origens vivem em um comunidade há mais de 50 anos, até hoje ainda não vejo uma alternativa para cuidar desta terra, pois para legalizá-la sinto que requer dinheiro, burocracia. Do meu conhecimento já extrairam muitas madeiras desta terra( várzea). Hoje gostaria q/ alguém mostrasse-me uma luz para eu poder contribuir de alguma forma com a preservação.
Temos estatuto, gostaríamos de legalizá-la para depois elaborar projetos ou correr atrás dos projetos.
O que posso fazer? qual o primeiro passo, segundo passo…
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