Governo lança combate a danos causados pelo consumo excessivo de álcool
8 junho, 2007 - 07:42h Délcio Rocha
Decreto traz 20 diretrizes que procuram combater o uso demasiado de bebidas alcoólicas
A Política Nacional sobre Álcool foi lançada nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, com o objetivo de reduzir os casos de violência e os danos à saúde causados pelo consumo excessivo de álcool. Em um total de 20 diretrizes, o decreto traz uma série de medidas que vão desde o estímulo à restrição dos pontos de venda de bebidas alcoólicas até a ampliação do atendimento aos dependentes do álcool.
O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional e presidente do Conselho Nacional Antidrogas, Jorge Armando Félix, disse que o decreto é uma articulação de ações de diversos ministérios. Segundo ele, a política consolida as medidas que já vêm sendo adotadas e cria estímulos e instrumentos para novas ações.
- Os relatos de violência doméstica, lesões corporais, tentativas e homicídios consumados, assim como outras situações de conflitos interpessoais são cada vez mais evidentes em contextos nos quais o álcool se faz presente - lembrou o ministro.
O ministro das Cidades, Marcio Fortes, destacou as ações da Política em relação ao uso de álcool no trânsito. Ele anunciou que os perigos da associação entre álcool e direção serão incluídos nos cursos de formação de condutores e na grade curricular das escolas. O ministro disse também que o governo estuda medidas para proibir a venda de bebidas alcoólicas em estradas federais e postos de gasolina.
- O condutor na estrada, sobretudo de caminhões, quer ser um 'deus', rodar 24 horas. E, para isso, toma tudo o que é possível para se manter ao volante, como psicotrópicos e bebidas - afirmou Fortes.
Um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego em quatro capitais brasileiras mostrou que em cerca de 61% dos acidentes de trânsito o motorista havia ingerido bebidas alcoólicas.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a proposta do governo não é moralista, mas tecnicamente consistente. Ele informou que a intenção do governo é ampliar de 1,2 mil para 1,6 mil o número de unidades dos Centros de Atenção Psicossocial em todo o país. Dessas, 350 devem ser destinadas especialmente para o tratamento de dependentes de álcool e drogas.
Temporão garantiu que existem recursos previstos no orçamento para garantir esta expansão. Ele também informou que os agentes comunitários do Programa de Saúde da Família irão trabalhar para conscientizar a população.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, os gastos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) com tratamento de dependentes de álcool e outras drogas somaram, entre 2002 e junho de 2006, R$ 36,8 milhões.
Fonte: Agência Brasil
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1 Comentário Adicione o seu
1. Alvandira | 5 dezembro, 2007 - 13:36h
A quem interessar este e-mail, achei importante por parte do governo reservar esta verba para atender mais esta demanda. Porém como sugestão, que estes profissionais escalados para atender a população na conscientização deste grande dano, fossem qualificados, conhecedor da doença para que pudessem realizar uma intervenção acertiva.Entendo que estes visitadores comunitários não estão qualificados e habilitados para intervir neste contexto de doença.Esta verba também poderia qualificar estes para que pudessem atender o objetivo proposto.Me colocoa disposição para maiores esclarecimentos sobre o assunto aqui tratado.
Sem mais para o momento.
Alvandira
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