EUA testam produção de etanol com fibra de milho
6 junho, 2007 - 07:56h Délcio Rocha
A diretora do grupo de análise de biorefinarias e pesquisa exploratória do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos, Helena Chum, afirmou, durante o Ethanol Summit, que os Estados Unidos já possuem seis indústrias que estão testando a produção de etanol de celulose a partir de fibra de milho. Segundo ela, neste momento, o custo de produção deste combustível está em US$ 2 a US$ 3 por galão, cerca de duas vezes e meia superior ao custo de etanol de milho.
"O governo americano está subsidiando os custos de produção, mas a tendência é encontrarmos investidores privados à medida que o custo diminua", disse. A expectativa é de que a produção comercial do etanol de celulose comece em 2012, para que em 2017 o combustível possa contribuir para atender as metas de consumo de etanol definidas este ano pelo presidente George W. Bush.
Ela disse que o custo de produção do etanol de celulose deve cair, mas o produto não deve recuar abaixo do custo de produção do etanol de cana-de-açúcar. Helena Chum estima que o custo do etanol de celulose de fibra de milho caia para cerca de US$ 1,07 por galão, no mínimo. "Não sabemos ainda quanto vai custar o etanol de celulose a partir do bagaço de cana mas acreditamos que ele também será mais barato que o etanol de celulose de fibra de milho".
Cana - Para a diretora, o bagaço de cana é a matéria-prima ideal pois tem um custo muito baixo e já está preparado para ser utilizado, o que não acontece com a fibra de milho, o que dificulta o processo químico. "No bagaço, o custo é praticamente só a conversão de bagaço para etanol enquanto no milho os gastos são muitos e envolvem coleta, preparação e conversão", disse.
Ela ressaltou que os investimentos por parte do governo brasileiro na pesquisa de etanol de celulose são escassos, o que tem dificultado o processo. "Nos Estados Unidos, os investimentos são maiores e a pesquisa está mais adiantada, apesar dos custos serem superiores", disse. Segundo ela, no Brasil, apenas a Dedini tem um projeto em andamento de produção de etanol de bagaço, ainda incipiente.
Fonte: Eduardo Magossi e Gustavo Porto
Fonte: Estadão Online
- Categoria: NOTÍCIAS, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, INTERNACIONAL, Biotecnologia
1 Comentário Adicione o seu
1. Adosinda Cortesia Mendes | 16 janeiro, 2008 - 08:27h
Os Estados Unidos não são nada bobos e não deixam que ninguém passe na sua frente. O etanol é um prodto desenvolvido no nosso Brasil, mas como sempre os americanos querem levar vantagem em tudo. Deixamos de ser Colônia de Portugal, ficamos eufóricos mas foi por pouco tempo, pois todos querem um pedacinho de nossas e o caso da Amozônia que praticamente não é mais nossa).
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