Uruguai diz que há interesse econômico no conflito com Argentina
5 junho, 2007 - 09:38h Délcio Rocha
Países divergem sobre a construção de uma fábrica de celulose. O conflito entre Uruguai e Argentina pela construção da fábrica de celulose da empresa finlandesa Botnia, o pior em décadas entre ambos os países, acontece porque "por trás há interesses econômicos argentinos", afirmou hoje um alto funcionário uruguaio.
- A realidade é que por trás do conflito há importantes interesses econômicos da Argentina e assim me disse o presidente (uruguaio Tabaré) Vázquez - assinalou o diretor do Escritório de Planejamento e Orçamento (OPP) da Presidência uruguaia, Enrique Rubio.
Segundo o funcionário, que até o mês passado foi um dos principais senadores da governante coalizão de esquerda Frente Ampla, "há muita preocupação" na Argentina pela evolução dos portos uruguaios sobre os rios Uruguai e de La Plata.
- Muitos argentinos não gostam desse crescimento, porque estão perdendo oportunidades de negócios para os portos uruguaios - assegurou Rubio em declarações à imprensa local.
Neste fim de semana grupos de moradores da província argentina de Entre Ríos, que se opõem à construção da fábrica de celulose da Botnia, voltaram a cortar o trânsito nas três pontes internacionais sobre o rio Uruguai que ligam os dois países. A fábrica de celulose da Botnia, que tem mais de 90% de sua construção concluída, está sendo erguida na cidade de Fray Bentos, nas margens do rio Uruguai e em frente à costa de Entre Ríos.
O investimento da obra é de US$ 1,2 bilhão, o maior da história do país.
O governo argentino e grupos de moradores de Entre Ríos se opõem à construção sob o argumento de que ela causará danos ao meio ambiente da região, o que é negado pelas autoridades uruguaias e da empresa. Os dois países trocaram denúncias e reivindicações na Corte Internacional de Justiça de Haia e em fóruns internacionais.
Na semana passada, delegações de ambos os países conversaram em Nova York, mas mantiveram suas posturas com relação à fábrica. O encontro terminou sem muitos avanços e o único compromisso alcançado é o de uma próxima nova reunião em sede a ser definida.
A delegação argentina insistiu sobre a necessidade de mudar a fábrica de local, o que foi descartado pelas autoridades uruguaias, entre outras razões, porque ela está próxima de começar a produzir.
Fonte: Agência EFE
- Categoria: AGRONEGÓCIOS, NOTÍCIAS, INTERNACIONAL, AGRICULTURA, culturas, POLÍTICA
1 Comentário Adicione o seu
1. leandra | 10 abril, 2008 - 10:22h
OI TD BEM
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