Brasil volta os olhos para calçados da China
24 maio, 2007 - 06:47h Délcio Rocha
Classificada como um tsunami chinês pelo croata Jakov Buljan, a produção de calçados da China foi o centro dos debates do 16º Painel do Couro e Produtos de Couro, que termina hoje, em Gramado. Buljan é um dos 26 representantes da Organização para o Desenvolvimento Industrial das Nações Unidas (Unido) que discutem alternativas para o mercado coureiro-calçadista mundial.
Em comum, países como Colômbia, Brasil, Itália e Paquistão têm a preocupação com o volume de calçados exportados pela China - cerca de 5 bilhões em 2006. As razões para a dor de cabeça podem ser encontradas no Chile onde, dos 60 milhões de pares importados por ano, 50 milhões são da China, ou na Colômbia. No país, o calçado asiático entra a um custo baixo, de US$ 1,46 o par. Atualmente, segundo dados de consultores da Unido, 70% dos sapatos vendidos no mundo são produzidos no sul da Ásia - 62%, na China.
Diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein enfatiza que não há como competir com o preço do produto chinês, em sua maioria um calçado simples, com pouco valor agregado, produzido com isenção de impostos e baixos custos trabalhistas.
Ação antidumping pode frear expansão
Para aumentar a competitividade brasileira, avalia Klein, é preciso ainda desonerar o setor. A diminuição dos impostos e dos encargos trabalhistas é vista como essencial para que o preço do calçado brasileiro se torne mais atrativo. Os fabricantes gaúchos têm expectativa em relação ao programa Exporta RS, que o governo estadual deve anunciar até junho, com a inclusão de linhas de financiamento.
Sem ter detalhes sobre as ações previstas, a Abicalçados indica que o pacote será ineficaz se não incluir ressarcimento de créditos do ICMS.
- Esse é o ponto fundamental para o setor, pois implica diretamente fluidez de caixa - afirmou Klein.
Consultor da organização, Roland Steyns, da Dinamarca, destaca que limitações como a demanda de produtos chineses que atendam ao próprio mercado, aumento dos gastos com mão-de-obra qualificada e ações antidumping por parte da União Européia podem auxiliar a frear o crescimento da China.
Único representante chinês no evento, Chaoying Su destacou que o ritmo de crescimento da produção de calçados no país está diminuindo e que associações trabalham pela redução da taxa de importação.
fonte: Agrol Notícias
- Categoria: NOTÍCIAS, INTERNACIONAL, POLÍTICA, AMBIENTE URBANO, Moda
5 Comentários Adicione o seu
1. LAURA | 25 maio, 2007 - 21:42h
AMEAÇA DA CHINA NO SETOR DE CALÇADOS
2. luana elisabetem nardoni | 1 outubro, 2007 - 10:46h
gostaria de entrar em contato com representantes de calçados
fabricado na china, favor entrar em contato
(43) 3538-2567, falar com Luana.
3. Alan Neto | 30 março, 2008 - 15:32h
GOSTARIA DE RECEBER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O ASSUNTO. EU ESTOU FAZENDO UM TRABALHO DE FACULDADE SOBRE OS CALÇADOS CHINESES. ENTÃO SE POSSÍVEL MANDEM PARA MEU E-MAIL. OBRIGADO.
4. Edson ou Cris | 14 agosto, 2008 - 20:16h
Gostaria que os representantes de calçados fabricados na China entrassem em contaato comigo. Poderemos fazer otimos negócios. Pois sou do ramo a mais de l5 anos.
5. Sandra da Conceiçao Sousa | 30 novembro, 2008 - 08:53h
gostaia que entrasem em contacto conosco os representantes de calçados e assesorios de Fabricantes Chineses , aguardo resposta por E-mail ou tel 073 3215 0145 agradeco antecipadamente,Sandra
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