Produtor rural tenta driblar a alta de adubos
30 abril, 2007 - 07:20h Délcio Rocha
Indignados com um aumento estimado entre 45% e 70% no preço dos fertilizantes, os produtores gaúchos estudam maneiras de comprar do Uruguai o agroquímico utilizado na formação das lavouras.
Na Zona Sul do Rio Grande do Sul, arrozeiros defendem a formação de um grupo para realizar a importação de um grande volume, com a adesão de produtores de pelo menos 12 municípios da região de Pelotas.
Ficaria a cargo do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) formar o grupo, pesquisar preços e organizar a logística necessária para transporte e armazenagem. A entidade aguarda apenas os resultados de um levantamento de preços dos fertilizantes uruguaios para iniciar o movimento.
- Alguma coisa tem de ser feita para frear esses preços abusivos. Mesmo com as dificuldades de logística, crédito e pagamento à vista que o mercado uruguaio impõe, a importação vai valer a pena se conseguirmos organizar uma demanda de grande quantidade - explica o diretor comercial do Irga, Rubens Silveira.
Os arrozeiros especulam que o adubo esteja até 40% mais barato no Uruguai, o que favorece o movimento de importação, mesmo com o pagamento de impostos. Ainda assim, é preciso formar um grande grupo de interessados tanto para facilitar a logística quanto para negociar preço. Na lavoura do arroz, o insumo representa 10% do custo: na última safra, a produção custou R$ 2,8 mil por hectare. Com a alta dos fertilizantes, o custo pode passar para quase R$ 3 mil. Em uma lavoura de 500 hectares, isso representaria R$ 100 mil a mais para o agricultor.
Pela legislação, não há impedimento legal de importação direta de fertilizantes pelo produtor. Há restrição legal à importação de herbicidas, já que os importados não fazem parte da lista de produtos permitidos no Brasil. Os arrozeiros contam com o apoio de dois parlamentares. Na próxima quarta-feira, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) comanda uma audiência pública na Câmara Federal, em Brasília. Representantes das empresas de fertilizantes, dos agricultores e do governo foram convidados. A meta é discutir o aumento dos preços. Na Assembléia Legislativa, quem critica a alta dos fertilizantes é o deputado Jerônimo Goergen (PP).
- Basta ter uma safra boa que todo mundo corre atrás e sobe preços. Isso eleva o custo de produção para agricultores já endividados - afirma Goergen, que calcula em R$ 9 bilhões o total do endividamento dos agricultores gaúchos.
Fonte: Agrol Notícias
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8 Comentários Adicione o seu
1. joel | 12 janeiro, 2008 - 11:00h
temos que dar um basta nestes especuladores!!!!!!!!!
2. geraldo | 8 abril, 2008 - 08:58h
é uma vergonha o que está acontecendo, sempre se vendeu adubo a 11 dólares, hoje está 30 dólares, cadeia para o monopólio]bunge e trevo.
3. Everaldo Santos De Araújo | 11 abril, 2008 - 11:12h
fico indiguinado com nosso governo .sera que voces goveranantes não pode fazer nada para ajudar essa exploração que esses emprezarios das grandes emprezas de insumos agricolas .eles fazem o que querem de nós por favor olhem para nós .ráa que Deus olhe por nós por que voces emmmmmmm .pena que o agricultor não seja unido porque se fossemos 80% da população taria preocupada com nós pois só somos 20% agricutores más temos a solução nas mãos e não sabemos uzala é só ficarmos sem plantar 2 safras e taria
4. marcelo rocha | 24 maio, 2008 - 21:55h
como entrar neste grupo se existe uma cota minima?
5. Edvanio | 4 junho, 2008 - 08:08h
Sou de Minas Gerais, sou agricultor na area cafeicultura, gostaria de saber, se posso entrar neste grupo para comprar adubos para as lavouras de cafe, e se o frete e o preço do adubo ate a minha regiao compensaria o preço, estou proximo de Joao Monlevade, fica perto de Belo Horizonte.
6. Jean | 4 junho, 2008 - 21:06h
Deste jeito fica difícil produzir alimentos no país, e como sempre quem paga o preço e o povo mesmo. Isso que está acontecendo é roubo mesmo, como pode o dolár baixar e o preço subir tanto? Quando eles vêem que o agricultor consegue um preço justo pelas coisas e vai conseguir algum dinheiro se aproveitam da situação e sobem absurdamente os preços. Deve ter alguém do governo lucrando bastante com isso. Não sou agricultor, mais fico indignado com isso.
Quem trabalha honestamente sempre se fera. Concordo com a opinião do amigo Everaldo, deveria parar de plantar por 2 anos , e aí a coisa ia complicar mesmo, principalmente pro governo.
7. José da Silveira Filho | 24 junho, 2008 - 16:09h
Vou aproveitar os comentários de Joel e Geraldo. Para resolver a dificuldade dos fertilizantes importados é preciso implantar aqui dentro as fábricas desses insumos.
70% deles são importados e derivados de petróleo. Seria o caso de uma política industrial de estímulo ao setor agrícola com garantia de preços formados aqui dentro. As associações de agricultores deveriam levar uma pauta como essa ao Governo Federal para construir estas fábricas no Brasil. Fora disso, é ficar na dependência da Bunge e Trevo que formam seus preços no mercado internacional.
8. hans | 9 julho, 2008 - 05:02h
É,não tem outra solução, o jeito é a turma se unir e formar mais cooperativas e associações para quebrar esse monopólio que impera no agronegocio brasileiro. Pois se dependermos de algum estímulo da política brasileira… tá ferrado. Com o êxodo rural avançando a cada ano mais , jovens abandonando o campo sem apoio financeiro, agricultores endividados e sem capital de giro…lamentável. Como podemos crescer no Brasil à mais de 5,0% ao ano nesta situação?Que tal pegar a China como modelo. Um abraço a todos!
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