Conflitos agrários afastam investidores e prejudicam agronegócio brasileiro
26 abril, 2007 - 06:56h Délcio Rocha
Nesta quinta-feira (26), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reúne lideranças políticas e do setor produtivo em sua sede na capital federal para realizar o Fórum Agrário Empresarial. A intenção do encontro é discutir os eventos recentes dos conflitos agrários e propor soluções que garantam a estabilidade agrária no intuito de atrair investidores para o País. "Somente com o campo tranqüilo, com os conflitos sanados é que o investidor estrangeiro vai apostar no potencial nacional. Os conflitos de terra, envolvendo trabalhadores sem-terra, indígenas e moradores de quilombolas prejudicam o desenvolvimento do agronegócio", defende Dácio Queiroz, que também é presidente da Comissão de Assuntos Fundiários e Indígenas da FAMASUL. Segundo Dácio, a agroindústria, que engloba culturas como pecuária, soja e recentemente a cana-de-açúcar, precisa de proteção à degradação causada pelas invasões de sem-terra.
De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), foram registradas mais de mil invasões de imóveis rurais nos últimos quatro anos. No mesmo período, foram destinados 32 milhões de hectares aos trabalhadores rurais sem-terra.
"A reforma agrária vem acontecendo desde os anos 70 no Brasil. Assim, esse modelo não atende a toda a sociedade, pois os assentamentos não conseguem se emancipar, se firmar, se sustentarem, tornando-se pólos de desenvolvimento econômico seguro e lucrativo. O papel da FAMASUL e da CNA é propor soluções de ação, de gestão e de mudança que melhorem a situação do campo no Brasil".
Uma das frentes de atuação da FAMASUL é manter o índice de produtividade da propriedade. Com esse "congelamento", de acordo com Dácio Queiroz, o volume de áreas destinadas à reforma agrária ficaria estática, uma vez que tal ação não tem alcançado resultado siginificativo.
"Outro ponto defendido pela Federação [de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul] é a indenização aos produtores rurais que cedem terras para a reforma agrária, para demarcações indígenas e para criação de comunidades quilombolas. Se ele está doando parte de seu patrimônio, precisa ser ressarcido", aponta Dácio.
Durante o Fórum serão proferidas palestras como "O MST e a Democracia", a "Questão Indígena", e a "Questão Quilombola". O presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA, Leôncio de Souza Brito Filho, encerra o evento.
Participam ainda do Fórum Agrário Empresarial empresas como Aracruz Celulose, Syngenta, Votorantim, universidades e a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf). A abertura está marcada para as 9 horas no auditório da CNA, em Brasília. Informações pelo fone (61) 2109-1411 ou pelo site www.cna.org.br
Fonte; Sato Comunicação
- Categoria: AGRONEGÓCIOS, NOTÍCIAS, INTERNACIONAL, POLÍTICA, QUE PAÍS É ESSE???, Questões Agrárias
1 Comentário Adicione o seu
1. braylen gomes teixeira | 26 abril, 2007 - 09:50h
Toda essa discurssão vai se resultar em que?
Porque pelo o que eu sei a maioria dos assentamentos existentes no nos nossos municipios do estado estão em inadiplencia com bancos de finaciamento por falta de uma acessoria técnica competente para guialos pelo caminho certo, por isso não falta terra, o que falta é uma politica voltada para a agricultura não só no estado mais sim nos municipios pequenos, vamos tirar do papel projetos que estam ai a muito tempo e colocar para funcionar os que chamamos de elefantes brancos. Obrigado.
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