Biocombustíveis e energia eólica são apontados como principais alternativas energéticas para o Brasil
25 abril, 2007 - 07:40h Délcio Rocha
As alternativas do Brasil para a produção de energia foram debatidas na semana passada em audiência pública conjunta das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle e de Serviços de Infra-Estrutura do Senado Federal.
Os biocombustíveis e a energia eólica foram as duas formas mais discutidas no evento. O coordenador-geral da ANP - Agência Nacional de Petróleo, Manoel Polycarpo Castro Neto, disse que o país já superou a meta de adicionar 2% de biodiesel ao diesel e, portanto, o Brasil pode adiantar a meta prevista para 2010, que é de chegar a 5%.
Neto lembrou que a meta mundial de substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis é de 20%. "Não existe no mundo a idéia de que se poderia substituir plenamente, porque, para fazer isso, precisaríamos de uma área de aproximadamente quatro vezes o tamanho da Terra para plantar cana e oleaginosas".
Segundo ele, os biocombustíveis são apenas uma transição entre os combustíveis fósseis e uma nova fonte de combustível, que ainda não está definida mundialmente. Algumas opções, acrescentou, são o hidrogenio líquido e a fusão a frio. O coordenador também lembrou que 43,6% da matriz energética do Brasil é baseada em fontes renováveis.
A diretora-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Ivonice Campos, apresentou o quadro da geração de energia eólica (gerada pelos ventos) no Brasil. Ela disse que essa é a forma de energia que mais cresce no mundo e, embora tenha um grande potencial eólico, o país ainda não aparece entre os dez maiores produtores desse tipo de energia no mundo.
"Estamos vivendo uma realidade de necessidade e de consciência. Uma necessidade energética por tecnologias limpas de aproveitamento e também por causa da consciência ambiental, visando minimizar os riscos das mudanças climáticas globais".
O diretor-geral da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica, Jerson Kelman, apresentou alguns beneficios na utilização de fontes alternativas garantidos em lei, como o desconto de 50% no uso da linha de transmissão para quem desenvolve fontes alternativas de energia.
Segundo ele, está em análise a ampliação para 100% para quem use o lixo para gerar energia. Kelman anunciou que o governo vai realizar, em maio, um leilão para oferecer à iniciativa privada licenças para exploração de fontes incentivadas de energia, como pequenas hidrelétricas, usinas eólicas e termoelétricas baseadas na queima do bagaço de cana-de-açúcar. Fonte: Ambientebrasil
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2 Comentários Adicione o seu
1. claudio ninon ribeiro da costa | 20 outubro, 2007 - 09:44h
bom dia srs. na minha opiniao a energia eolica e muito importante
pois cuando nos anos de 1950 q mara no campo nos tinhamos este tipo de energia havia na hepoca aerodinamos de 12 volts, claro q heram importados dos uss. mas funsionava muito bem e tinhamos luz p/iluminaçao e para radio, me admira muito q isso tenha demorado tanto para ser recomessado os estudos sobre esta louvavel energia limpa e tao boa.
claudio costa
2. Crispim Gomes de Brito | 25 julho, 2008 - 09:50h
Pretendo adquirir através de uma empresa do ramo unidade aeólica
para atividade rural. com necessidade 600 Wats capacidade.
aguardo retorno.
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