RS se mobiliza para combater ferrugem asiática
24 abril, 2007 - 06:27h Délcio Rocha
A expansão da ferrugem asiática nas lavouras de soja preocupa produtores e autoridades do setor rural no Rio Grande do Sul. Por iniciativa da superintendência do Ministério da Agricultura no estado, a partir de maio um comitê reunindo órgãos públicos e entidades privadas vai analisar e combater o problema. A informação é do superintendente do Ministério no estado, Francisco Signor. Ele disse que a idéia vem sendo trabalhada desde o mês de março.
- Durante esse período recebemos muitas informações, muitas reclamações de diversas regiões do estado dando conta da presença deste problema na soja em diferentes regiões. Doença essa que chegou há dois anos e vem se alastrando de uma forma bastante comprometedora. É preciso que a gente organize a sociedade no sentido que possamos qualificar para que possamos fazer algo extremamente técnico para esclarecer dúvidas, pois é uma doença nova - declara.
Segundo ranking da Embrapa, o Rio Grande do Sul já está em quarto lugar no número de incidências da doença. Já são 425 casos em 418 lavouras no estado que foram registrados.
- É possível que tenhamos inúmeras lavouras que não foi feita ainda a notificação, essa informação não teria chegado tanto no Ministério da Agricultura como as autoridades sanitárias do estado e da própria Embrapa, que cuida no momento desta questão - informa Signor.
Conforme o superintendente do ministério no estado, já existem notícias que dão conta que a quebra de safra já fez com que se perdesse mais de 5 milhões de toneladas de soja, sendo que 3 milhões de toneladas teriam sido perdidas nesta safra.
- São números que nos fazem um alerta para que a gente reflita e comece a trabalhar de forma organizada para que se possa manter o controle e minimizar o problema - ressalta.
Ela vem se alastrando de forma muito rápida. Isso tem nos preocupado severamente. Nós temos informações, que ainda não temos a confirmação oficial, de municípios com perda de 30 %a 40%. Isso é lamentável, é pior que uma estiagem - acredita Signor.
Fonte: Agrol Notícias
- Categoria: NOTÍCIAS, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Biotecnologia, AGRICULTURA, Pragas e doenças, culturas
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