Gelo do Ártico pode desaparecer durante os verões do final do século
24 abril, 2007 - 06:22h Délcio Rocha
Conclusão é de oceanógrafo alemão Eberhard Fahrbach. O gelo do oceano Ártico desaparecerá completamente durante os meses do verão no final de século, o que provocará não apenas o fim de parte do ecossistema polar, mas também um aumento do nível do mar de cerca de 60 centímetros em todo o planeta. A conclusão é do oceanógrafo alemão Eberhard Fahrbach, considerado um dos maiores especialistas mundiais em oceanos polares.
Segundo Fahrbach, o aquecimento global do planeta atingirá de forma desigual os dois pólos, de forma que as conseqüências serão "dramáticas" no Ártico, enquanto na Antártida não se espera um degelo tão rápido.
No Pólo Norte, que é um oceano coberto de gelo, se prevê que a mudança climática que atinge todo o planeta cause, no final do século, o degelo total desta imensa região nos meses de verão, embora muitos pesquisadores digam que este derretimento poderia acontecer muito antes, por volta do ano 2050.
As conseqüências mais graves deste degelo acontecerão no ecossistema Ártico, onde grande parte dos organismos que vivem entre o gelo desaparecerá, o que poderá levar à extinção de outros animais como baleias e ursos polares, que ficariam sem alimento.
No entanto, isto é apenas a ponta do iceberg do problema, pois estas mudanças terão grandes repercussões na região e em todo o planeta. Por exemplo, surgirão ondas maiores no oceano Ártico que causarão maior erosão no litoral e produzirão uma diminuição da superfície continental. Assim, aumentará o tráfego de navios na região e também aumentará a extração de petróleo, o que causará um aumento significativo da poluição.
No conjunto do globo terrestre, a principal conseqüência do degelo ártico será o aumento do nível do mar, que, caso permaneça na tendência atual, poderia crescer cerca de 60 centímetros até 2100.
- Podemos absorver um aumento do nível do mar de cerca de 30 centímetros a cada século, mas não podemos manter este crescimento para sempre - declarou Fahrbach.
Neste sentido, o oceanógrafo se mostrou "otimista" pelo fato de que, após muitos anos de inatividade, finalmente estão acontecendo mudanças políticas e estão sendo adotadas medidas para reduzir as emissões de CO2 e lutar contra a mudança climática, cujos efeitos não são reversíveis, mas sim "minimizáveis".
Caso as emissões de CO2 não sejam reduzidas drasticamente, o Ártico terá no final do século um aumento de temperatura de quatro a sete graus, enquanto na Antártida este aumento, mais moderado, será de dois a três graus.
Fonte: Agência EFE/Clicrbs
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, INTERNACIONAL, Fênomenos, Recursos Hidricos, Aquecimento global
2 Comentários Adicione o seu
1. Márcia | 2 maio, 2008 - 14:08h
Eu queria que explicassem melhor porque e que s Icebergs tao a desaparecer ..
2. ANDRNE | 6 dezembro, 2008 - 13:55h
EU CONCORDO COM VCS MAIS EU QUERO PEDIR PRA VCS FALEREM MAIS DOS DOIS OCEANOS JUNTOS,DIGO TIPO ASSIM O ARTICO … E O ARTARTICO…. JUNTOS TIPO UM DEPOIS O OUTRO FICA MAIS FACIL ASSIM PRA PESQUISAR SOBRE O ASSUNTO.
TIPO SO-Ó ESTOU FALANDO ISSO PQ MINHA PROF DE GEO. ME PEDIU PARA FAZER UM TRABALHO SOBRE O ARTICO E O ANTARTICO , FICOU DIFICIL ACHAR TIPO É MUITO GRANDE AS COISAS Q VCS ESCREVEM TMB NAO DA PRA RESUMIR,TIPO CONCLUSAO….!!!!OBRIGADA!!!!.
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