Paraná investiga se casos de dengue confirmados foram contraídos no estado ou em outras regiões
29 março, 2007 - 07:07h Délcio Rocha
A Secretaria de Saúde do Paraná registrou de janeiro até esta quarta-feira (28), 2.918 casos de dengue no estado. Segundo o coordenador de Endemias, José Francisco Konolsaneisen, atualmente mais 48 casos foram confirmados e estão sendo investigados para saber se são autóctones - adquiridos no local onde a pessoa vive - ou se foram contraídos em outros municípios ou estado.
Até agora, a secretaria trabalha com 7.845 casos notificados - o material foi colhido nos postos de saúde, há suspeita da doença, mas falta o resultado de laboratório para a confirmação. No ano passado, nesse mesmo período, a Secretaria de Saúde havia confirmado 184 casos em todo o Paraná.
O verão é a época de maior proliferação do mosquito transmissor da doença, lembra o coordenador . As temperaturas têm se mantido em torno dos 30 graus em praticamente todo o estado. O forte calor registrado no ano passado nos meses que deveriam ser mais frios, como julho, contribuiu para o grande número de casos registrados nesse início de ano.
"Somadas às adaptações biológicas do vetor e ao ciclo sazonal da doença, que tende a aumentar e diminuir em determinados períodos, a situação já era esperada".
Nesta semana os trabalhos de combate à dengue ganharam o reforço da atuação da Polícia Militar do Paraná. Os policiais aproveitarão o trabalho de rotina como o Projeto Povo - Policiamento Ostensivo Volante, a Patrulha Escolar Comunitária e o Proerd - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência para distribuir material educativo produzido pela Secretaria de Saúde orientando o cidadão a identificar e eliminar os possíveis criadouros de mosquitos.
Segundo o coronel Jorge Costa, do Comando da Capital , policiais de Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel e cidades vizinhas receberam 200 mil folhetos, com orientação sobre a doença.
"Não negligenciaremos o nosso trabalho, vamos aproveitar as visitas normais para prestar as informações. Não vamos visitar residências, vamos apenas orientar a população, cumprindo nosso dever de cidadão".
Para Konolsaneisen, a participação da população com ações simples é fundamental para o controle da proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor. O estado está mantendo cursos de atualização técnica nas regionais de Saúde para 2.350 agentes que trabalham no combate à doença.
Segundo o coordenador, cada agente cobre uma área com cerca de mil imóveis, que recebem visitas bimensais, nos municípios onde a situação é mais preocupante. "O agente investiga se há focos e orienta o morador sobre como evitar a formação de criadouros do Aedes aegypti".
Por: Lúcia Nórcio
Fonte: Agência Brasil
- Categoria: NOTÍCIAS, VIDA E SAÚDE, Humana, AMBIENTE URBANO
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