Maior acidente ambiental do Recôncavo Baiano põe região em estado de emergência
29 março, 2007 - 06:42h Délcio Rocha
Cinco municípios do Recôncavo Baiano decretaram estado de emergência por conseqüência da proibição da pesca e outras atividades costeiras da região. Desde o dia 8 deste mês, ao menos 50 toneladas de peixes, crustáceos e mariscos apareceram mortos nas praias. O acidente é o maior da história da região.
Ao menos 7.000 pescadores não podem trabalhar por conta da suspeita de contaminação da água - apontada pelas primeiras análises realizadas pelos órgãos ambientais. No entanto, o número de atingidos indiretamente chega a 30 mil, de acordo com a Bahia Pesca, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura.
De acordo com Aderbal de Castro Meira Filho, diretor-presidente da Bahia Pesca, ao menos 2.000 cestas básicas foram distribuídas pelo governo federal. As prefeituras também distribuíram alimentos.
"Elaboramos uma força-tarefa entre diversos órgãos do governo para encontrarmos soluções a médio e longo prazo. Estamos encontrando dificuldade para identificar um número correto de pescadores atingidos por causa das deficiências no cadastro", afirmou Meira Filho.
Meira Filho afirma que alguns pescadores foram deslocados para a região sul do Estado para trabalhar nas cidades de Valença ou Itaperoá até que a região afetada seja liberada para a pesca.
"Temos de superar isso o mais rápido possível. O que nos preocupa é o fato gerador, o que pode ter causado essa contaminação", afirmou o diretor-presidente do órgão.
Contaminação - Análises do CRA - Centro de Recursos Ambientais, órgão do governo estadual, apontaram que as espécies marítimas morreram em decorrência de contaminação, que pode ter origem de indústrias situadas na costa ou da maré vermelha (proliferação de algas tóxicas que dá coloração avermelhada).
Inicialmente, o CRA suspeitava que os animais estivessem morrendo devido ao aumento da prática da pesca com bombas. Nela, os pescadores lançam explosivos ao mar, e os peixes morrem devido ao impacto. Na segunda análise, o órgão identificou a contaminação.
O CRA está em monitoramento contínuo das regiões afetadas –o banho de mar também está proibido nessas localidades.
Ainda não há uma data para divulgação de um laudo com as causas da contaminação.
Longo prazo - O diretor-presidente da Bahia Pesca afirma que outra preocupação da força-tarefa é encontrar atividades que substituam a pesca a longo prazo.
O grupo estuda novas formas de geração de renda para as comunidades de pescadores. "Estamos em busca de alternativas, como fazendas de criação de peixe", afirmou Meira Filho.
Para essa alternativa, segundo Meira Filho, a Bahia Pesca desenvolveu um projeto para a reprodução da espécie de peixe bijupirá em laboratório.
"Com a reprodução em laboratório, vamos testar sua criação em fazendas", afirmou o diretor.
Por: Carolina Farias
Fonte: Folha Online
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, VIDA E SAÚDE, Humana, Animal, QUE PAÍS É ESSE???, Recursos Hidricos
2 Comentários Adicione o seu
1. eduardo oliveira dos santos | 14 fevereiro, 2008 - 15:32h
A Bahia pesca deveria desenvolver pequenos projetos de psicultura em comunidades que disponhe de poco artesiano ou criar um programa a bahia pesca na comunidade, levando os alevinos atae as comunidades rurais com potencial para a psicultura.
2. Diana | 24 agosto, 2008 - 15:45h
além de falar dos acidentes, podia falar sobre as características do reconcavo baiano.
Deixe um comentário
Você pode usar as tags:<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>