Aftosa - MS deve seguir exemplo do Paraguai
28 março, 2007 - 10:38h Délcio Rocha
Na reunião técnica da Comissão da Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (FAMASUL), os representantes dos Sindicatos Rurais concordaram em seguir um exemplo do Paraguai no combate a Febre Aftosa. A vacinação oficial, como é chamada no Brasil, será analisada pela Comissão e adaptada à realidade sul-mato-grossense. "Tudo que for um bom exemplo e uma boa prática no combate a doença, nós produtores vamos realizar", adiantou o presidente da FAMASUL, Ademar Silva Júnior.
Além dos representantes do Sindicatos Rurais de Campo Grande, Miranda, Angélica, Bandeirantes, Paranaíba e Sidrolândia, também participaram do encontro representantes da Associação Rural do Paraguai, Conselho Regional de Medicina Veterinária e Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul, Superintendência Federal da Agricultura e Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).
A vacinação oficial já é feita no Paraguai e a proposta é analisar para que ela seja feita no perímetro dos 15 quilômetros da fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A vacinação, conforme explicou o presidente da Senacsa, Hugo Corrales, tem a presença de um profissional que acompanha a vacinação. "Toda a vacinação será assistida por um profissional, inclusive nos assentamentos, nas áreas indígenas e também nos animais urbanos", destacou o presidente da FAMASUL.
Para Corrales, todo início de ações é difícil. "Temos que quebrar paradigmas. Não busquemos culpados para sair da situação", destacou. Ele ainda frisou que a OIE (Escritório Internacional de Epizootias) é um órgão reconhecido internacionalmente e que suas exigências são para ser cumpridas. "Não existem diferenças de países [Brasil e Paraguai], existem diferenças de procedimento de trabalho", analisou.
O presidente da Iagro, Roberto Bacha, vê evolução no combate a febre aftosa por parte do Brasil. "Há 20 anos, o estado tinha por ano uma média de 170 a 180 focos da doença. Hoje, isso não existe mais", avalia.
A reunião realizada hoje na FAMASUL e as ações conjuntas tomadas pelos produtores rurais dos dois países são uma das resoluções na reunião ocorrida na Venezuela no início do mês. Se vamos ter uma vacinação assistida ou não na faixa de fronteira, a comissão analisará e fará um pedido oficial. Os representantes dos produtores rurais paraguaios prometeram colaborar com as ações.
Fonte: Sato Comunicação - Fone/Fax: (67) 3042-0112
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