Emater estima aumento de 38% na produção de uva do RS
27 março, 2007 - 06:56h Délcio Rocha
A colheita da uva está praticamente encerrada no Rio Grande do Sul, de acordo com informações da Emater-RS/Ascar, faltando menos de 1%. A produção é estimada em 700 mil toneladas, volume 38% maior do que o da safra 2006, que foi de 420 mil toneladas. A principal razão para o aumento da produção foi a boa produtividade da variedade Isabel, que dobrou neste ano. A uva Isabel responde por 38% da produção do Estado.
Houve quebra nas variedades precoces, como a Chardonnay e a Gewustraminer, de mais de 50%, por causa de geadas ocorridas no segundo semestre de 2006. Como a produção destas variedades é pequena, a quebra não afetou o volume da safra. Aproximadamente 600 mil toneladas são absorvidas pela indústria de vinhos e sucos e o restante vai para a produção individual de vinhos ou para pequenas vinícolas.
De acordo com o assistente técnico para fruticultura e viticultura da Emater-RS/Ascar, Antônio Comte, a qualidade da uva na safra 2007 é considerada muito boa, porém, abaixo das duas safras anteriores, consideradas excelentes. As safras de 2005 e 2006 foram beneficiadas pela estiagem. Na safra de 2007, as chuvas ocorreram já no final da colheita, provocando um certo decréscimo de qualidade em cerca de 35% do total. A área cultivada com videiras no Rio Grande do Sul é estimada em 42 mil hectares, embora os dados oficiais, de 2003, registrem um total de 36 mil hectares.
Uva vinífera
De maneira geral, o produtor comercializou sua safra por preços compensadores, entre R$ 0,46/kg (preço mínimo) e R$ 0,52/kg pela uva para sucos e vinhos comuns. As uvas viníferas alcançaram preços entre R$ 0,80/kg e R$ 1/kg. Cerca de 30% do valor será pago em junho. O saldo é pago pela indústria conforme calendário próprio.
Para Comte, um aspecto notável nesta safra é o crescimento da produção de sucos de uva destinado à exportação. "Há duas décadas, a produção de sucos consumia 8% da produção, hoje se aproxima de 35%". Na produção de uvas viníferas, as melhores perspectivas são para os vinhos espumantes. Além da boa aceitação no mercado nacional, cerca de 11% dos espumantes gaúchos são exportados, um resultado alcançado em menos de 6 anos. O crescimento do mercado para vinhos e sucos orgânicos é outro nicho que tem favorecido a viticultura gaúcha. Um indicador do mercado de orgânicos é o preço pago pela uva, entre R$ 0,75 e R$ 0,80.
fonte: Estadão Online
- Categoria: AGRONEGÓCIOS, NOTÍCIAS, AGRICULTURA, Fruticultura
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