UE considera “impensável” reduzir pobreza no mundo sem melhorar acesso à água
23 março, 2007 - 10:29h Délcio Rocha
O comissário de Desenvolvimento da União Européia (UE), Louis Michel, considerou hoje "impensável" reduzir a pobreza no mundo sem facilitar o acesso à água potável nos países mais pobres, onde mais de 1,1 bilhão de pessoas não a têm e onde a cada 8 segundos uma criança morre por essa causa.
Michel fez a advertência na abertura da primeira Assembléia Mundial da Água para Representantes Eleitos e Cidadãos (Amece, em francês) no Parlamento Europeu, que tem a presença de cerca de 600 representantes de mais de 80 países, entre eles Brasil, Bolívia, Uruguai, Chile, Argentina, México, Peru e Equador.
A reunião busca o debate e a apresentação de propostas para melhorar o acesso à água.
"Como aceitar que, no século XXI, mais de 1,1 bilhão de pessoas não tenham acesso à água potável (…), e que milhões de crianças morram todos os anos devido a doenças vinculadas à falta dela?", perguntou o comissário.
"Não há desculpa para isso", afirmou Michel, que considera "impensável reduzir a pobreza" no mundo sem levar a água às populações mais necessitadas.
"Quantas crianças passam o dia carregando água para suas famílias em vez de ir à escola?", perguntou o comissário, antes de afirmar que o acesso à água potável deve vir junto com outras medidas em prol da educação e da alimentação, entre outros âmbitos.
"As soluções técnicas existem", disse Michel, mas sua implementação enfrenta "problemas de Governo, de falta de compromisso político e de capacidade financeira", acrescentou.
Nesse sentido, Michel lembrou o compromisso assumido pela União Européia (UE) de facilitar o acesso à água nos países em desenvolvimento, tarefa para a qual destina cerca de € 1,4 bilhão por ano, o que a torna o principal doador internacional.
Michel destacou "a importância capital" de uma boa gestão regional dos recursos hídricos na prevenção de conflitos e catástrofes naturais, que podem aumentar devido às mudanças climáticas.
Além de pedir uma nova associação UE-África para avançar nestas questões, o comissário lembrou a importância de contar com os poderes locais.
O ministro da Água boliviano, Abel Mamani, disse que "o debate, hoje, não é reconhecer novamente que o acesso à água é um direito humano", mas "é um princípio básico que deverá ser reconhecido em instâncias mundiais, como a ONU".
"Hoje em dia, temos que começar a debater como implementaremos esse direito em nossos povos", afirmou Mamani. Essa é uma questão que o ministro considerou mais preocupante entre os povos latino-americanos, africanos e asiáticos.
Em relação às recentes catástrofes naturais ocorridas em seu país, o ministro lembrou que o presidente boliviano, Evo Morales, disse que "a Bolívia sofre as conseqüências" do aquecimento global que outros países estão contribuindo para acentuar.
Por isso, propôs criar uma comissão que defenda estas questões em instâncias como a ONU, idéia que também foi apoiada pela vice-ministra das Relações Exteriores da Itália, Patrizia Sentinelli.
Segundo ela, é importante lembrar a muitos países que a água "não é uma mercadoria", e avançar em "um compromisso conjunto" para que os Governos rejeitem, com leis, o mercantilismo da água.
Sentinelli ressaltou ainda a necessidade de conseguir que a água "fique fora de (futuros) acordos comerciais".
Em relação ao âmbito agrícola, que representa 70% do total do consumo de água no mundo, a vice-ministra italiana chamou a atenção sobre a conveniência de "pensar mais em um modelo de pequena ou média empresa do que nas multinacionais".
A Amece, que acontece até a próxima terça-feira, conta com a participação de parlamentares, prefeitos e representantes locais, além de empresas públicas de água, sindicatos e representantes da sociedade civil.
Entre os objetivos da assembléia, além do direito à água potável e aos serviços de saúde, está a promoção e proteção da água como bem público, a criação de instituições e instrumentos financeiros adequados e a participação real dos cidadãos na gestão do recurso.
Michel fez a advertência na abertura da primeira Assembléia Mundial da Água para Representantes Eleitos e Cidadãos (Amece, em francês) no Parlamento Europeu, que tem a presença de cerca de 600 representantes de mais de 80 países, entre eles Brasil, Bolívia, Uruguai, Chile, Argentina, México, Peru e Equador.
A reunião busca o debate e a apresentação de propostas para melhorar o acesso à água.
"Como aceitar que, no século XXI, mais de 1,1 bilhão de pessoas não tenham acesso à água potável (…), e que milhões de crianças morram todos os anos devido a doenças vinculadas à falta dela?", perguntou o comissário.
"Não há desculpa para isso", afirmou Michel, que considera "impensável reduzir a pobreza" no mundo sem levar a água às populações mais necessitadas.
"Quantas crianças passam o dia carregando água para suas famílias em vez de ir à escola?", perguntou o comissário, antes de afirmar que o acesso à água potável deve vir junto com outras medidas em prol da educação e da alimentação, entre outros âmbitos.
"As soluções técnicas existem", disse Michel, mas sua implementação enfrenta "problemas de Governo, de falta de compromisso político e de capacidade financeira", acrescentou.
Nesse sentido, Michel lembrou o compromisso assumido pela União Européia (UE) de facilitar o acesso à água nos países em desenvolvimento, tarefa para a qual destina cerca de € 1,4 bilhão por ano, o que a torna o principal doador internacional.
Michel destacou "a importância capital" de uma boa gestão regional dos recursos hídricos na prevenção de conflitos e catástrofes naturais, que podem aumentar devido às mudanças climáticas.
Além de pedir uma nova associação UE-África para avançar nestas questões, o comissário lembrou a importância de contar com os poderes locais.
O ministro da Água boliviano, Abel Mamani, disse que "o debate, hoje, não é reconhecer novamente que o acesso à água é um direito humano", mas "é um princípio básico que deverá ser reconhecido em instâncias mundiais, como a ONU".
"Hoje em dia, temos que começar a debater como implementaremos esse direito em nossos povos", afirmou Mamani. Essa é uma questão que o ministro considerou mais preocupante entre os povos latino-americanos, africanos e asiáticos.
Em relação às recentes catástrofes naturais ocorridas em seu país, o ministro lembrou que o presidente boliviano, Evo Morales, disse que "a Bolívia sofre as conseqüências" do aquecimento global que outros países estão contribuindo para acentuar.
Por isso, propôs criar uma comissão que defenda estas questões em instâncias como a ONU, idéia que também foi apoiada pela vice-ministra das Relações Exteriores da Itália, Patrizia Sentinelli.
Segundo ela, é importante lembrar a muitos países que a água "não é uma mercadoria", e avançar em "um compromisso conjunto" para que os Governos rejeitem, com leis, o mercantilismo da água.
Sentinelli ressaltou ainda a necessidade de conseguir que a água "fique fora de (futuros) acordos comerciais".
Em relação ao âmbito agrícola, que representa 70% do total do consumo de água no mundo, a vice-ministra italiana chamou a atenção sobre a conveniência de "pensar mais em um modelo de pequena ou média empresa do que nas multinacionais".
A Amece, que acontece até a próxima terça-feira, conta com a participação de parlamentares, prefeitos e representantes locais, além de empresas públicas de água, sindicatos e representantes da sociedade civil.
Entre os objetivos da assembléia, além do direito à água potável e aos serviços de saúde, está a promoção e proteção da água como bem público, a criação de instituições e instrumentos financeiros adequados e a participação real dos cidadãos na gestão do recurso.
Fonte: EFE / Yahoo
- Categoria: ECOLOGIA, NOTÍCIAS, INTERNACIONAL, Recursos Hidricos
Confira nossos anúncios!Sempre o melhor para você:
2 Comentários Adicione o seu
1. Laianne Batista Vieira | 23 março, 2007 - 16:19h
Oi! Eu gostei muito do assunto que voçês abordaram; considero o aquecimento global algo que, se não for tratado será fatal á humanidade.É importante consintizar a sociedade de que esse mal tem cura e que são as nossas ações o remédio mais forte para matá-lo. É sempre bom comentar também que alguns governos já assumiram suas responsabilidades perante outros demais governos através do camado PROTOCOLO DE KYOTO. Amei o assunto de voçês e gostaria muito que voçês lessem o meu também; pois ele é a única forma de mostrar que eu conheço e estudo sobre o mesmo. Acho lindo o papél de voçês de expressar o conhecimento para outras pessoas também aprenderem. PARABÉNS!!!
OBRIGADO!!!
2. Gleice Chagas de Oliveira | 12 março, 2008 - 22:07h
sinceramente ,tudo isso para mim é mentira…
desde quanduh eu era pequenina ouvi isso ….
enquanto eu não ver e não for comprovado para mim nunca vou acredita..
minha mãe é (presidente do bairro)ja pediu varias ajuda..
veio pulicos e pulicos e nada fizeram..voces para mim so falam ..so para pode fazer bonito !
na minha opinião..
so fazendo e eu vendo para crer..
qualquer duvida pode vim fala comigo … fiz varias pesquisa sobre a pobresa e todas elas foram comprovadah]s que estão almentando cada vez mais ..
e o que voces fazem???
nada alias fazem sim assite tudo isso acontecendo e dicam de braços crusados isso se não derem risadas dessas pessoas pobres…
eu no momento não sou pobre consigo viver muito bem com a minha mãe…
mais ja fui pobre como sei que cada um de vez um dia ja passarm por isso ou pelo menos quase todos..
me digam o que se pode fazer para que isso elhore?
O que eu possso estar fazendo para ajudar isso a melhorar?
obrigado pela colaboração
desculpes erros.e abreviações ou coisa desse tipo!!!
muito obrigado ..e aguardo respostas
Gleice Chagas de Oliveira
Deixe um comentário
Você pode usar as tags:<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>