Usinas de biodiesel buscam grãos no mercado paulista
21 março, 2007 - 06:49h Délcio Rocha
A Brasil Ecodiesel iniciou tratativas com agricultores familiares de São Paulo para o fornecimento de matérias-primas destinadas à produção de biodiesel. Júlio Martinez, diretor de originação de matérias-primas da empresa, disse que a meta é comprar girassol e mamona, produzidos principalmente na região do Pontal do Paranapanema. A empresa tem hoje contrato com 45 mil famílias em outros Estados, ocupando uma área de 145 mil hectares de mamona e 15 mil hectares de girassol.
A meta da empresa é que, no médio prazo, 40% da produção de biodiesel seja feita com matérias-primas de agricultores familiares.
- Temos que cumprir o contrato com a Petrobras de entregar 470 milhões de litros de biodiesel neste ano e vamos precisar aumentar a base de agricultores familiares que fornecem girassol e mamona - afirmou.
Para tanto, a empresa precisará adquirir a produção de 850 mil a 1 milhão de hectares de oleaginosas. A previsão da empresa, segundo Martinez, é contratar outros 55 mil agricultores familiares até o fim do ano, para ampliar a base de oferta.
De acordo com Braz Albertini, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp), a região do Pontal do Paranapanema dispõe de 250 mil hectares de área cultivada por agricultores familiares e assentados que podem produzir oleaginosas.
- Existem mais de 40 mil agricultores familiares na região e que precisam diversificar a produção.
A Fetaesp decidiu intermediar as negociações entre agricultores familiares e empresas, para que os produtores negociem sua produção sob melhores condições. Recentemente, a entidade intermediou negociações de produtores com Bertin e Fertibom. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) também tem feito trabalho semelhante em 26 estados. Segundo Antoninho Rovaris, secretário de política agrícola da Contag, o objetivo é estruturar grupos que possam futuramente produzir óleo bruto. Já há projetos com cooperativas de Santa Catarina, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Rondônia.
Fonte: Valor Online
- Categoria: AGRONEGÓCIOS, NOTÍCIAS, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Biotecnologia
1 Comentário Adicione o seu
1. Jean Mesquita | 3 setembro, 2007 - 18:20h
Gostaria de saber mais informações sobre o plantio da mamona, tenho interesse em ser fornecedor desta materia prima.
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