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Arquivos para julho 26th, 2010

Reservas na Amazônia correm risco de ficar sem monitoramento do Sipam

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:21h

Programa do governo tem outras prioridades para RO, AC e MT.
Desde janeiro, satélites focam cidades específicas e área de fronteira.

Vinculado à Casa Civil da Presidência da República, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) deixou de coletar dados de desmatamento, por meio do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE), de algumas terras indígenas e unidades de conservação nos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso. A observação das áreas era feita desde 2005 a partir de imagens de satélite, mas uma mudança de prioridade no órgão deixa terras que devem ter a natureza preservada em segundo plano desde o início do ano.

"O ProAE muda seu enfoque a partir deste ano para priorizar áreas de fronteira e pontos específicos de desmatamento", diz José Nilmar Silveira, gerente do centro regional do Sipam em Porto Velho, responsável pelo monitoramento em terras de Rondônia, Acre e Mato Grosso. Segundo ele, a partir de agora o órgão passa a fiscalizar 19 cidades de Mato Grosso e 4 de Rondônia que tiveram índices de desmatamento muito altos segundo a Operação Arco Verde, do Ibama.

Pedidos para desmatamento aumentam com debates sobre o Código Florestal Pescador afirma ter fisgado piranha em rio na Croácia Falta de conhecimento sobre a floresta derrubou grandes projetos na Amazônia Desmatamento em 2010 será o menor já registrado, diz ministra Polícia Federal apreende mais de 300 diamantes em cidade de Rondônia No Peru, floresta amazônica perde por ano área igual à cidade de São Paulo Cidade no interior do AM só se comunica por internet com outros lugares

Além disso, o ProAE também vai se concentrar em faixas de fronteira de até 150 quilômetros nos três estados. O raio de monitoramento de fronteira abrange praticamente todo o Acre e também algumas áreas de proteção florestal, segundo Silveira. Mas terras indígenas e unidades de conservação além deste limite deverão ficar sem o amparo do órgão. "A prioridade é focar as áreas de fronteira. Se não tivermos servidores suficientes, infelizmente algumas regiões vão ficar sem monitoramento", diz ele.

Outros sistemas de monitoramento, como o Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também são capazes de detectar desmatamento em áreas de proteção, desde que sejam maiores do que 25 hectares. Mas não fazem a mesma análise que o ProAE, capaz de identificar pequena presença humana e de driblar a cobertura de nuvens com o uso do radar.

De acordo com Silveira, outra mudança na metodologia de trabalho do programa fará com que a contagem dos dados de desmatamento comece do zero novamente a partir de 2010. Até 2008, o programa usava o satélite americano Landsat, cuja vida útil está esgotada, segundo Silveira. "Em 2009, não conseguimos coletar imagens do Acre de forma satisfatória. O satélite funciona de maneira precária", diz ele. Agora, o sistema usa imagens de radar do satélite japonês Alos, mas ainda existe a possibilidade de fechar acordos com novos satélites. "Uma das opções seria usar imagens de um satélite francês", diz ele.

Fonte: G1

Índios querem reunião com Funai e governo em MT

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:18h

Indígenas mantêm cinco funcionários reféns em canteiro de obras.
Grupo quer ser indenizado pela construção de hidrelétrica em Aripuanã.

Índios de pelo menos seis etnias que mantêm reféns cinco funcionários de um canteiro de obras da usina hidrelétrica de Dardanelos, em Aripuanã (MT), devem se reunir nesta segunda-feira (26) com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), da empresa responsável pela construção da obra e da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso.

O cacique Aldeci Arara disse ao G1 que a reunião foi marcada para o início da tarde. A liberação dos reféns será um dos pontos discutidos no encontro. "Nós exigimos essa reunião principalmente para tentarmos entrar em um acordo sobre os problemas de nove comunidades. Veremos então como ficará a questão [dos reféns]", afirmou.

Índios mantêm cinco reféns em canteiro de obras. Os índios querem uma indenização pela construção da hidrelétrica e melhorias para as comunidades que vivem na região.

"Essa construção causou um impacto muito grande na vida do nosso povo. Estamos sofrendo por causa dessa obra", disse Arara. "Esse protesto está sendo válido para conseguirmos dar um encaminhamento mais rápido para a questão. Queremos uma posição das autoridades sobre nosso problema."

Reféns
Os indígenas ocuparam o canteiro de obras no domingo (25). Inicialmente, os índios mantinham cerca de 100 trabalhadores reféns.

Segundo Arara, no início da noite de domingo, os operários foram trocados por cinco funcionários que ocupam posições de liderança na empresa responsável pelas obras.

Índios mantêm reféns em obra de hidrelétrica em MT, diz FunaiÍndios aceitam trocar reféns em obra de hidrelétrica em MT"O outro pessoal já não está mais aqui. Ele saíram ontem [domingo] e foram para a cidade", disse Arara.

As obras da hidrelétrica de Dardanelos tiveram início há três anos, segundo a Funai. A previsão é de que a hidrelétrica entre em operação em janeiro de 2011.

Fonte: G1

Com temperaturas abaixo de 20 °C, Peru decreta estado de emergência

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:16h

As temperaturas de 20 graus Celsius (°C) abaixo de zero, nevascas e o frio fizeram o presidente do Peru, Alan Garcia, decretar estado de emergência em 16 regiões atingindo várias cidades do país. A situação agravou-se ainda mais na madrugada de hoje (24) quando um terremoto de 3 graus de magnitude na escala Richter atingiu a área de Lulahuaná por volta das 4h52. As informações são da Presidência da República e do Instituto de Geofísica do Peru.

Preocupado com as vítimas e as perdas na agricultura, Garcia convocou uma reunião ministerial ontem (23) para discutir o assunto. Na reunião, ficou decidido que os ministérios da Mulher e da Saúde vão ampliar o programa de apoio nas áreas que estão a mais de 3 mil metros de altitude. Também ficou acertado que o Ministério da Agricultura instalará abrigos e distribuirá fertilizantes nestes locais.

O estado de emergência é válido nos seguintes locais: Ancash, Apurimac, Arequipa, Ayacucho, Cusco, Huancavelica, Huánuco, Junín, Moquegua, Pasco, Puno, Tacna e Lima, além de Villa Maria del Triunfo, Villa El Salvador, Pachacamac, Lurin, Ate, Lurigancho, San Juan de Lurigancho, Comas, Carabayllo e San Juan de Miraflores. Tambéme estão incluídas as as regiões de Madre de Dios, Ucayali e Loreto.

Os ministros da Mulher do Peru, Nidia Vilchez, e da Agricultura, Adolfo de Córdova, afirmaram que o governo quer garantir comida, segurança e abrigo para as vítimas. Outra preocupação é com a saúde, assegurando a aplicação das vacinas. Para Córdova, é fundamental ainda que os produtores consigam salvar o gado.

Fonte: Agência Brasil

UFRJ promove evento de Nanociência e Nanotecnologia

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:11h

Até sexta-feira, dia 30 de julho, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, realiza a 4ª Escola de Nanociência e Nanotecnologia. O evento teve início hoje, 26, com o tema "Da Nanoenergia ao Nanoencapsulamento".

Os estudantes vão ter a oportunidade de conhecer mais sobre o assunto, sob diversos aspectos, como a aplicação em pesquisas de geração de energia limpa e utilização na medicina, como o tratamento de câncer e em procedimentos odontológicos, por exemplo.

Professores de diferentes cursos da universidade vão ministrar palestras, como Química, Odontologia, Física e Farmácia, com objetivo de oferecer aos alunos uma visão mais ampla da área de Nanociência e Nanotecnologia. Serão oferecidas, ainda, aulas teóricas e experimentais.

O evento acontece no Centro Cultural Professor Horácio Macedo (CCMN), localizado na Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, - Cidade Universitária. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 2562-7595 ou (21) 2562-7595, ou ainda, pelo e-mail 4escolannUFRJ@eq.ufrj.br.

*Fonte: Portal Ambiental com informações da URJ.

Pesquisadores mineiros desenvolvem veículo aquático para manutenção em hidrelétricas

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:09h

Pesquisadores do Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos, CPH, da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, estão desenvolvendo um veículo submersível para inspeção e manutenção de estruturas que se encontram debaixo d'água.

A propostas surgiu da demanda devido ao crescente número de usinas hidrelétricas no país. Hoje mais de 800 estão em operação, respondendo por 67% da produção nacional de energia. "A ideia é criar uma espécie de robô capaz de fazer a manutenção das usinas sem interromper o seu funcionamento, economizando tempo e dinheiro", explicou o coordenador do projeto, Paulo Henrique Vieira Magalhães.

Recentemente foi testado o primeiro protótipo avançado da pesquisa. Os resultados foram satisfatório. O veículo foi projetado para ser operado a distância, atingindo uma profundidade de até 100 metros, com transmissões de imagens a partir de um sistema de câmeras.

"O veículo conta ainda com um computador embarcado que recebe os sinais da câmera, dos sensores de ‘posicionamento' e de outros sensores para fazer o balanceamento do sistema e proporcionar estabilidade por meio dos sistemas de atuação (propulsores e flutuação)", afirmou o pesquisador.

As informações ficam disponíveis em painéis instalados em uma sala de controle, onde é possível operar o veículo.

Agora, a equipe prepara um novo veículo, mais aprimorado, capaz de fazer mais do que a simples visualização. "Ele deve vir equipado com braços manipuladores utilizados para realizar manutenção em estruturas submersas", explicou Magalhães.

*Fonte: Portal Ambiental com informações da UFMG.

13º Congresso Brasileiro de Paisagismo debate projetos em escala urbana

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:07h

A valorização do bem-estar aliado ao equilíbrio dos ambientes internos e externos está ampliando a aplicação de projetos paisagísticos nos municípios. São praças, parques, condomínios, residências, clubes, canteiros e avenidas espalhados nas principais cidades brasileiras que refletem esse movimento de harmonização, embelezamento e melhoria da qualidade ambiental do espaço público e privado. Por esse motivo, o 13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO, principal evento técnico para troca de conhecimento e informações do setor, terá como tema central "O Projeto de Paisagismo em Escala Urbana - Parques, Praças e Condomínios Verticais e Horizontais".

De acordo com Teodoro Henrique da Silva, diretor do evento, o objetivo do Congresso é promover a discussão dos assuntos mais pertinentes dentro do cotidiano do profissional do paisagismo e dos temas que possam impactar sua carreira, sendo uma ótima oportunidade para que ele conheça os principais movimentos do mercado e fique atualizado quanto às tendências de seu segmento. "O paisagismo vem crescendo nos últimos anos acompanhando o boom imobiliário e o aumento da renda das classes menos privilegiadas da sociedade, o que obriga esse profissional a buscar constantemente informações relevantes para seu trabalho", explica.

A programação do 13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO será composta por 11 paineis temáticos, ministrados por renomados especialistas do setor. Entre os palestrantes já confirmados estão: a arquiteta urbanista Rosa Kliass, o arquiteto paisagista Alex Hanazaki, o arquiteto paisagista Roberto Riscala, a arquiteta paisagista Martha Gavião, a arquiteta urbanista Adriana Levisky, a arquiteta paisagista Evani Franco, o arquiteto paisagista Luiz Vieira, os arquitetos urbanistas Leandro Schenk e Luciana Schenk, José Giacoia Neto, gerente geral da Rain Bird, e o ambientalista Ricardo Henrique Cardim, da SkyGarden ENVEC.

A agenda do evento contará, ainda, com a apresentação da arquiteta paisagista mexicana Claudia Harari, membro do atual conselho da Escola de Desenho de Harvard, nos Estados Unidos, e professora da Escola de Arquitetura da Universidade TEC, de Monterrey, no México. Harari foi responsável pelo projeto de paisagismo e tetos verdes do Museu do Aço, Forno 3, na cidade de Monterrey, multipremiado nacional e internacionalmente por seu vanguardismo.

Com o apoio e coordenação da ABAP - Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas, o 13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO será realizado entre 23 e 25 de setembro próximo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, paralelamente à 13ª FIAFLORA EXPOGARDEN - Feira Internacional de Paisagismo, Jardinagem, Lazer e Floricultura, mais importante feira de negócios do setor na América Latina.

Sobre a feira

Em uma área de 15 mil m², a 13ª FIAFLORA EXPOGARDEN, realizada entre 23 a 26 de setembro, terá a participação de cerca de 220 expositores, divididos em quatro setores principais, que remetem aos quatro elementos da natureza - AR, ÁGUA, FOGO e TERRA.

A visitação nos dois primeiros dias - 23 e 24 de setembro, quinta e sexta-feira - será focada no público profissional e de negócios. Nos dias 25 e 26 - sábado e domingo -, além da visitação dos profissionais de negócios, também será permitida a visitação do público interessado nos produtos de paisagismo, jardinagem, lazer e floricultura.

A feira, organizada e promovida pela THS Associados Feiras e Exposições, juntamente com a Reed Exhibitions Alcantara Machado, é parte integrante da Semana Imobiliária São Paulo 2010, formada por mais três feiras: 5º SISP - Salão Imobiliário São Paulo, 16º Expo Síndico Secovi Condomínio e Casa & Decoração Show.

As quatro feiras reúnem, em um único local, as principais novidades e soluções para o segmento imobiliário, apresentando total sinergia entre seus expositores e entre o público. Para facilitar a visitação, cada feira terá seu credenciamento e entrada exclusivos. No entanto, ao término da visitação de uma feira, o publico será direcionado a visitar as outras três feiras. A Semana Imobiliária 2010 deve receber mais de 85 mil visitantes.

Mais informações do Congresso, da feira e dos eventos simultâneos:

13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO
Central de atendimento: (11) 3845-0828 / thsfeiras@uol.com.br

13ª FIAFLORA EXPOGARDEN - Feira internacional de negócios de paisagismo, jardinagem, lazer e floricultura
Site: www.expogarden.com.br
Central de atendimento: (11) 3845-0828 / thsfeiras@uol.com.br

OBS: Não é permitida a entrada para menores de 16 anos, mesmo que acompanhados

Fonte: Portal do Agronegócio

Embrapa Pantanal conserva espécies forrageiras nativas em banco de germoplasma

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:05h

Apresentar pesquisas realizadas pela Embrapa Pantanal sobre pecuária sustentável na planície pantaneira. Este foi o objetivo de uma das atividades do projeto "Construção da Imagem da Pecuária Sustentável do Pantanal", que levou em maio estudantes do curso de jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), de Campo Grande, à fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Acompanhados pelo professor Marcelo Cancio, da disciplina de Comunicação Rural, eles viajaram e duas alunas, Laís Inagaki e Flávia Melo, produziram a matéria abaixo, sobre o banco de germoplasma instalado na fazenda Nhumirim.

Coletar e caracterizar espécies forrageiras nativas do Pantanal com potencial de domesticação e manejo, além de manter a variabilidade e buscar, em um futuro próximo, a promoção do melhoramento genético dessas espécies. Estes são os objetivos do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de forrageiras nativas, implantado na fazenda Nhumirim, campo experimental da Embrapa Pantanal, que fica na sub-região da Nhecolândia, Pantanal de Corumbá (MS). O Pantanal é uma região propícia para o desenvolvimento da pecuária sustentável, sendo que um dos motivos é a presença de extensas áreas de pastagem nativa, que serve de alimento para o gado.

Um dos projetos em andamento na fazenda Nhumirim, coordenado pela pesquisadora da Embrapa Pantanal, Sandra Aparecida Santos, visa analisar a relação animal-planta. "Nós estudamos as respostas das plantas-chave em diferentes condições climáticas e de manejo. A partir desses estudos, podemos obter indicadores de manejo e de sustentabilidade visando avaliar o estado de conservação e produtividade das pastagens nas fazendas. Será possível saber se aquele tipo de pastagem está sendo manejado de forma sustentável em determinada fazenda", explica Sandra Santos.

Atualmente, o banco de germoplasma conta com as espécies grama-tio-pedro e grama-do-cerrado. A pesquisadora diz que, para escolher as espécies, foram considerados os estudos já realizados, experiência de especialistas, como também vários anos de observação em pastagens de todo o Pantanal. As amostras foram coletadas de diferentes ambientes para se ter a maior variação possível de cada espécie forrageira, considerando características como o grau de inundação, o solo, a fitofisionomia, o manejo, entre outras.

A pesquisadora acrescenta que dentre as características analisadas nos acessos das duas espécies forrageiras estão a produção, reprodução, anatomia, fenótipo, citogenética e análise molecular. Com essas análises em mãos, será possível avaliar a variação genética nos diferentes acessos e, além de conservar estes materiais, avaliar a possibilidade de seleção e melhoramento genético das espécies.

Estudo da relação animal x planta

Um dos estudos realizados pela equipe de Sandra foi analisar a dieta dos animais."Acordávamos antes de o sol nascer e só saímos de lá no fim da tarde. Neste período acompanhávamos todas as atividades dos animais . Este trabalho foi feito mensalmente durante dois anos", lembra a pesquisadora.

A análise da dieta foi feita por meio da coleta do material fecal de animais, como o boi, a capivara, o veado-campeiro, o veado-mateiro e a anta. A pesquisadora explica que "o material coletado foi analisado no microscópio a partir de um banco de referência de descritores anatômicos das forrageiras". Das mais de 200 espécies de plantas na área estudada, os bovinos consumiram 82, sendo que 10 espécies representavam cerca de 70% da dieta.

De acordo com Sandra Santos, o objetivo em curto prazo é ter pelo menos cinco espécies nativas no banco de germoplasma. Atualmente, há duas espécies no banco, pois elas são de áreas secas. Dentre as demais espécies que se pretende coletar, estão as espécies temperadas, como o capim-de-capivara, grama-do-carandazal e capim mimoso-de-talo, que são de áreas alagadas. Como o banco foi implantado em área seca, para manter essas espécies, é necessário um sistema de irrigação, que está sendo implantado. "O atraso é decorrente da falta de mão-de-obra, fator limitante para implantar qualquer estrutura no Pantanal", afirma. Além das gramíneas, pretende-se implantar o banco da leguminosa Aeschnomene sp. e da palmeira bocaiúva.

Espécies nativas com mais proteínas

Em uma fazenda na região de Aquidauana, ainda no Pantanal sul-mato-grossense, o produtor rural Paulo Orsi cria cerca de 9100 cabeças de gado Nelore, em uma área com 14240 hectares. A Fazenda Veneza, que fica a 110 quilômetros do centro de Aquidauana (MS), tem espécies forrageiras nativas como o capim-mimoso, o capim-felpudo, o capim rabo-de-burro e o barba-de-bode, além da braquiária (Brachiaria humidicola), que é considerada pastagem exótica para o Pantanal.

Segundo o produtor, "os capins mimoso e felpudo têm mais proteínas do que a Braquiaria humidicula, mas não são tão resistentes, não aguentam o pisoteio do gado. Essas espécies ficam nas partes mais baixas da fazenda, que são as alagáveis". Na parte alta da fazenda, estão os chamados "capins duros", como a braquiária, rabo-de-burro e barba-de-bode.

Na Fazenda Veneza, região predominantemente de planície, o produtor cria e recria o gado, até atingir a idade de 15 a 18 meses. Depois disso, o gado é levado para a outra propriedade do produtor, a Fazenda São João, com 4219 hectares, que fica na região de Bonito (MS), próxima à Serra de Bodoquena. O gado engorda até ser abatido, aos três anos. Nessa fazenda, foram formadas pastagens com capim Brachiaria brizantha, cultivares MG 4 e MG 5. Ainda de acordo com informações do produtor, em ambas as propriedades, as áreas de preservação permanente foram mantidas, conforme lei federal nº 4.771/65.

Paulo Orsi ainda lembra que o boi é como se fosse o bombeiro do Pantanal. O capim alto e seco, também conhecido como "macega", pode virar combustível. No entanto, o gado ajuda na manutenção da pastagem pelo próprio pisoteio e com o pastejo para a alimentação. "Mantendo o número adequado de animais por invernada, não preciso utilizar o fogo, mesmo controlado", ressalta. (Laís Inagaki e Flávia Melo).


Fonte: Embrapa Pantanal

Governo vai cortar crédito rural de produtor que derrubar Cerrado

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:03h

O governo prepara medidas para cortar o crédito rural de produtores com imóveis em uma área de quase 24% do território nacional como forma de conter o desmate no Cerrado, informou ao Estado a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com medidas de combate à devastação no bioma será editado em setembro, disse a ministra. O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado também estimulará a proteção por meio de pagamento de serviços ambientais.

O corte de crédito aos produtores que desrespeitam a lei ambiental foi a medida mais polêmica adotada pelo governo em 2008 para deter o ritmo de abate da Floresta Amazônica. Pressões contra a medida levaram à demissão da então ministra Marina Silva. A resolução do Banco Central com as restrições entrou em vigor em julho de 2008, dois meses após a queda da ministra.

Na época, o avanço das motosserras havia interrompido um período de três anos na queda das taxas de desmate. Com o corte do crédito aos desmatadores, associado à ação dos fiscais, a Amazônia deverá exibir, pelo segundo ano consecutivo, a menor taxa de devastação desde que começou a medição, em 1988.

Estudo do Ministério do Meio Ambiente divulgado ontem apontou o Cerrado como o mais sensível dos biomas brasileiros. A taxa de desmate entre 2002 e 2008 superou a da floresta, proporcionalmente à extensão do bioma: 0,69% contra 0,42% na Amazônia. Em tamanho, o Cerrado só perde para a Amazônia, que domina mais de 49% do território nacional. O Cerrado detém quase 24% e abrigou a principal fronteira agrícola do País.

Metas - O combate ao desmatamento no Cerrado faz parte das metas do clima. Lei aprovada pelo Congresso pouco antes da Conferência de Copenhague, em dezembro, prevê queda de 40% no ritmo de corte da vegetação no Cerrado até 2020.

O combate ao desmate no bioma enfrenta dificuldades adicionais porque ainda há margem para o corte legal da vegetação. O Código Florestal prevê proteção de 20% da área dos imóveis rurais no local, porcentual inferior aos 80% exigidos na Floresta Amazônica e aos 35% impostos às áreas de Cerrado localizadas no Bioma Amazônia.

No período de seis anos analisado pelo MMA, o Cerrado perdeu 4,17% de sua vegetação ? ou cerca de 85 mil quilômetros quadrados, o que equivale a 57 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O porcentual da Amazônia foi de 2,54% e dos Pampas, 0,2%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Plano para evitar acidentes com petróleo no Brasil sai até setembro, diz ministra

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 18:01h

A ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, disse nesta segunda-feira (26) que o Plano Nacional de Contingência para as atividades de exploração e produção de petróleo deverá ficar pronto até setembro.

No Rio, a ministra afirmou que na sexta-feira (30) vai se reunir com funcionários do governo dos Estados Unidos responsáveis pelos desdobramentos no vazamento da BP (British Petroleum) no golfo do México.

"A maior preocupação com esse plano é trabalhar com mecanismos de prevenção a acidentes. Vamos trabalhar também com a capacidade de gestão de risco e de resposta", disse. O plano está sendo desenvolvido pelo governo e envolve, além do Ministério do Meio Ambiente, a pasta de Minas e Energia, o Ibama e a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Segundo a ministra, o risco de um acidente como o da BP não era contemplado pela legislação brasileira, nem em qualquer outro lugar. "Estamos fazendo um plano de contingência em um cenário que não existe, que não foi desenhado em nenhum país do mundo", disse.

Fonte: Folha.com

Uma guerra nuclear no Brasil

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 16:46h

Retomada das obras de Angra 3 e construção de novas usinas no Nordeste e no Sudeste até 2030 esquentam o debate sobre o uso da energia atômica no país. O governo diz que a iniciativa pode evitar apagões. Mas ONGs como o Greenpeace veem perigo na tecnologia.

O Brasil precisa investir em energia atômica? O governo federal acha que sim e retomou o programa nuclear do país, que se arrastava desde o acidente com a usina de Chernobyl, em 1986, na extinta União Soviética. Os planos incluem terminar as obras de Angra 3, paralisadas há 24 anos, e, depois, construir pelo menos mais quatro centrais termonucleares até 2030. Duas delas vão ficar no Nordeste, e, as outras duas, no Sudeste. A polêmica decisão tem recebido duras críticas de entidades ligadas à defesa do meio ambiente, e o debate vai se transformar em uma guerra nos próximos anos.

Entre os principais opositores da ideia estão ambientalistas e ONGs, que acham essa tecnologia perigosa e cara. Para o Greenpeace, faz mais sentido gastar com parques eólicos, vistos pelos ativistas como mais competitivos, ambientalmente corretos e seguros. Já os defensores da opção nuclear incluem o Palácio do Planalto, os Ministérios de Minas e Energia e da Ciência e Tecnologia e organizações e empresas diretamente ligadas ao setor. O grupo afirma que os riscos são mínimos e que as usinas são necessárias para dar conta do crescimento da demanda por energia nos próximos 20 anos.

A disputa começou com uma vitória do governo. No dia 31 de maio, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) concedeu a licença definitiva para a construção de Angra 3. Com isso, a Eletronuclear, responsável pela operação das usinas nucleares no país, pôde retomar as obras. Serão necessários pelo menos mais 8,5 bilhões de reais para terminar o projeto. De acordo com dados fornecidos pela estatal, o custo da paralisação foi de 1,6 bilhão de reais, dos quais cerca de 650 milhões de reais se destinaram à manutenção dos equipamentos, adquiridos no início da década de 80. A conclusão das edificações está prevista para 2015. Depois disso serão feitas as quatro novas unidades.

PRESSÃO DO FUTURO
Por trás dos planos de construção de novos reatores está um estudo, o Plano Nacional de Energia 2030. A análise, feita em 2007 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, indica que a demanda por eletricidade no Brasil vai crescer entre 90% e 175% até 2030, em relação a 2010. Para lidar com a expansão do consumo nas próximas duas décadas e evitar apagões, a EPE indicou como deveria ser o aumento na produção de energia. Está prevista, por exemplo, a expansão de hidrelétricas e de parques eólicos. Mas a pesquisa também recomendou a geração de um mínimo de 4 gigawatts adicionais por meio de centrais termonucleares.

As discussões sobre os locais onde ficarão instaladas as novas usinas no Nordeste já começaram no Congresso Nacional. Quatro estados estão entre os possíveis escolhidos: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Como precisam de um volume considerável de água - que, com o calor gerado a partir da fissão (separação) dos átomos de urânio no reator, é aquecida, vira vapor e movimenta turbinas, gerando energia -, as unidades terão de ficar na orla marítima ou ao lado de grandes rios, como o São Francisco e o Jequitinhonha. Pouco se falou sobre as futuras usinas do Sudeste, mas elas deverão ocupar algum ponto do litoral do Rio de Janeiro, de São Paulo ou do Espírito Santo, ou, ainda, a bacia do Rio Paraná.
Definidos os lugares, as novas termonucleares dependem da aprovação de uma lei federal para sair do papel. No momento em que deputados federais e senadores começarem a analisar o texto do projeto - o que ainda levará alguns anos -, o debate entre defensores e opositores vai se intensificar.

O número de adversários da ideia provavelmente crescerá bastante. O medo de um acidente grave, que poderia causar contaminação radioativa e matar milhares de pessoas, certamente vai provocar forte resistência dos moradores das cidades selecionadas para abrigar as novas centrais.

MEGATONS DE CRÍTICAS
Não são poucos os problemas apontados pelo Greenpeace no programa nuclear brasileiro. "A questão nuclear no Brasil é tratada com descaso pela segurança e com falta de transparência", diz André Amaral, coordenador da campanha nuclear da ONG no país. Ao mesmo tempo em que fiscaliza o setor, a CNEN é a maior acionista das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que atuam na produção de urânio, e da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), fabricante de componentes. Na sua estrutura também estão instituições de pesquisa. "Modelo igual, só no Irã e no Paquistão", afirma André. O problema também foi identificado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, num relatório de 2006. Na época, a CNEN informou que trabalha para se desfazer de suas ações da INB e da Nuclep, por meio de um projeto de lei. Mas até hoje nada mudou.

O Greenpeace também aponta falta de transparência. Segundo a ONG, relatórios de segurança são tratados como documentos sigilosos, sob alegação de que guardam segredos industriais e de que sua divulgação poderia afetar a soberania nacional. "Na França, as pessoas são estimuladas a ler esses documentos. A gente tem um setor nuclear estruturado como foi criado, no regime militar", diz o ativista. Segundo ele, pareceres técnicos contrários a algumas decisões, como a construção de Angra 3, costumam ser ignorados pelos diretores.

Há também a questão do lixo nuclear, hoje depositado em piscinas de resfriamento dentro de Angra 1 e 2. Um depósito definitivo para esse material só deverá ser construído em 2026. "Temos energia gerada a preços altíssimos. Só não é mais cara que a produzida por algumas térmicas e solares. A eólica já é mais barata", afirma André. "No ano passado, instalou-se uma capacidade eólica de 37 gigawatts, maior do que a nuclear instalada em 15 anos. Temos um potencial enorme para geração renovável no Brasil." Ele também critica os reatores PWR de Angra 1, 2 e 3, cujo design é da década de 70 e já está ultrapassado. "São bombas atômicas no nosso jardim."

O Greenpeace não está sozinho. Outras ONGs, como a Fundação Heinrich Böll, que tem sede na Alemanha e mantém um escritório no Brasil, se declararam opositoras da energia nuclear. Vários especialistas do meio acadêmico também engrossam o grupo. Entre eles está Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco. "O Brasil tem um potencial gigantesco de geração eólica e solar. Podemos nos beneficiar de investimentos feitos agora nessa área, em pesquisa e desenvolvimento, e ganhar com isso no futuro, exportando tecnologia", diz. Segundo ele, ainda que existam poucas chances de ocorrer um acidente numa central termonuclear, elas não são nulas. "Não podemos acreditar nos que dizem que a tecnologia nuclear amadureceu e é infalível."

DEFESA BLINDADA
Os defensores da energia nuclear rebatem os argumentos levantados pelos seus adversários. Segundo Leonam dos Santos Guimarães, assistente do diretor-presidente da Eletronuclear, não faz sentido dizer que a energia eólica custa menos. "É preciso levar em conta o fator de capacidade", diz.

O número indica a relação entre a quantidade de energia produzida por uma usina ao longo de um período e sua capacidade máxima no mesmo tempo. "Nas eólicas, fica entre 25% e 30%. Em Angra 2, é de 82%", afirma. Para ele, mesmo a questão do lixo nuclear é ideológica. "Não é lixo: 90% do material será reciclado um dia." Segundo o executivo, o Greenpeace critica a energia nuclear porque isso está no seu DNA. "Resistência sempre haverá." A possibilidade de ocorrer um acidente grave, com extensos danos ambientais, em Angra ou nas futuras usinas, também é considerada mínima pelo grupo. "A chance de um Boeing cair é muito pequena, mas eles caem. Nem por isso as pessoas deixam de voar", diz Guilherme Camargo, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben). Ele afirma que a produção de gases estufa por termonucleares é quase nula, o que as torna ambientalmente limpas. "O Brasil precisa de energia elétrica, e de todas as fontes disponíveis. O resto é o blá-blá-blá dos opositores de sempre." Pelo visto, de um lado e de outro, os bombardeios já começaram.

AS MINIUSINAS VÊM AÍ
Como grandes termonucleares são caras, empresas de diferentes países vêm desenvolvendo miniusinas. As unidades têm reatores capazes de gerar entre 30 e 300 megawatts. São instaladas geralmente no subsolo e podem ser refrigeradas a água, sódio líquido, hélio ou até sal fundido. Uma lista detalhada dos projetos está disponível no site.

CADÊ O SUBMARINO?
A ideia de criar um submarino brasileiro com propulsão nuclear surgiu em 1979. Nos anos 80, a iniciativa foi acusada de servir de fachada para a construção de uma bomba atômica. O governo negou. Recentemente, o projeto foi retomado. O reator está sendo desenvolvido pelo Centro Experimental de Aramar, em Iperó (SP). O submarino deve ficar pronto só em 2020.

OS QUATRO PIORES ACIDENTES NUCLEARES

 
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Chernobyl
O reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu em 25 abril de 1986, depois de um teste de rotina, e espalhou radioatividade na atmosfera. Cientistas calculam que 4 000 pessoas vão morrer por causa da contaminação.

Mayak
A indústria química de Mayak, na Rússia, fabricava plutônio para armas nucleares. Em 29 de setembro de 1957, um tanque contendo lixo atômico explodiu. Ao todo, 272 000 pessoas foram expostas à nuvem de radiação.

 
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Windscale
Os dois reatores de Windscale, no Reino Unido, também foram criados com fins militares. No dia 10 de outubro de 1957, um deles pegou fogo, liberando uma nuvem radioativa. Não se sabe quantos foram afetados.

 
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Three Mile Island
Em 28 de março de 1979, um defeito seguido de falha humana causou o derretimento parcial de um reator na usina de Three Mile Island, nos Estados Unidos. A construção de novas unidades no país ficou paralisada por 31 anos. 

Fotos Creative Commons/Tim Suess e Wikimedia Commons

 Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/greenpeace

Painel da Onu oferece bolsas de estudos para pesquisas sobre mudanças climáticas

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 16:37h

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas está com chamada de propostas para o seu Programa de Bolsa de Estudos. O prazo para candidatura vai até o dia 31 de julho.

Podem se candidatar estudantes com até 40 anos, de graduação ou pós-graduação, de países em desenvolvimento, comprometidos com a formação acadêmica e com o desenvolvimento de habilidades avançadas de pesquisa.

O programa priorizará pesquisas em temas como a ciência envolvida nas mudanças climáticas, impactos das mudanças climáticas em ecossistemas aquáticos, na saúde e na agricultura, potencial de adaptação e mitigação e desenvolvimento sustentável.

O programa foi estabelecido com os fundos recebidos do Prêmio Nobel da Paz concedido ao IPCC em 2007. Seus objetivos principais são desenvolver conhecimento e habilidades de novos acadêmicos de algumas das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas e fortalecer a capacidade de países em desenvolvimento de contribuir para a ciência e a pesquisa sobre o clima.

A duração da bolsa será de 12 a 18 meses, desde que se verifique progresso satisfatório durante o período de estudos. Relatórios deverão ser enviados pelos orientadores ao comitê científico a cada seis meses. Os valores da bolsa dependerão do período de estudo e da instituição na qual será conduzido. Mais informações no site do IPCC (página em inglês).

Fonte: http://www.ufmg.br/online/arquivos/016233.shtml

UFMG desenvolve pesquisas para permitir a transposição segura de peixes em áreas com hidrelétricas

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 16:34h

O Brasil possui mais de 1.700 hidrelétricas em operação, muitas das quais em Minas Gerais. Ao mesmo tempo em que dão resposta à crescente demanda por produção de energia elétrica, as usinas provocam mudanças ambientais que afetam a dinâmica populacional de peixes, sobretudo daqueles de comportamento migratório, os mais importantes para o consumo humano.

As barragens e os maquinários das usinas causam mortandade e podem interferir, de modo irreversível, na dinâmica de reprodução dessas espécies. A busca por soluções para o problema envolve o esforço de uma rede de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento – das engenharias às ciências biológicas.

Com recursos do programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e empresas do setor, a UFMG desenvolve estudos em duas grandes linhas: métodos para afastar os peixes de áreas perigosas, como turbinas, e pesquisas sobre o comportamento de migração das espécies, com o objetivo de projetar mecanismos adequados de transposição, isto é, que ajudem as espécies a atravessar as barragens e a continuar seu caminho, seja rio acima ou rio abaixo.

“Nossas pesquisas têm gerado teses e dissertações, além de protótipos e experimentos em testes em algumas usinas”, explica o professor Carlos Barreira Martinez, do Departamento de Engenharia Hidráulica da Escola de Engenharia. Entre os estudos recentes do grupo coordenado por Martinez no Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos (CPH) estão os que procuram impedir a entrada de peixes em regiões de riscos em usinas
hidrelétricas, através da instalação de mecanismos que utilizam campo elétrico, bolhas de ar ou luzes estroboscópicas – como as existentes em pistas de dança.

No mesmo departamento, a professora Edna Maria de Faria Viana coordena estudos sobre comportamento de canismos de transposição de peixes do tipo “escada”, além do desenvolvimento de tecnologia para avaliação de características natatórias da ictiofauna migradora brasileira.

Equipe coordenada pelo pesquisador Marco Túlio Correa de Faria, no Departamento de Engenharia Mecânica, também concentra esforços para desenvolver mecanismos que impeçam a entrada de peixes em turbinas hidráulicas. Já no Departamento de Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Alexandre Godinho estuda o comportamento migratório de importantes espécies para a culinária e a pesca amadora do país, como surubim, dourado, dourada, piau, mandi, curimba e curimbatá. “Todos os projetos são motivados pelo impacto ambiental de usinas hidrelétricas sobre a ictiofauna”, resume Marco Túlio Correa de Faria, ao lembrar que, embora a legislação ambiental brasileira determine a implantação de sistemas de transposição de peixes em hidrelétricas, a maioria das usinas em operação no país ainda não possui esse tipo de sistema.

De montante para jusante
“Muitos peixes já nascem migrando e mantêm esse comportamento em diferentes fases de sua vida e por motivos diversos. Assim, no mesmo ponto de um rio, na mesma época do ano, há espécies subindo e outras descendo”, explica o professor Alexandre Godinho.

A migração contínua e em direções opostas – rio acima (para montante) e rio abaixo (para jusante) – torna complexa a tarefa de elaborar e implantar mecanismos que evitem a entrada de peixes em turbinas e facilitem a transposição. Para Godinho, o maior desafio, no Brasil, é a transposição para jusante.

Seja para desenvolver técnicas que afastem os cardumes das turbinas, seja para ajudá-los a seguir seu caminho, é fundamental conhecer cada grupo e seus hábitos. O salmão, por exemplo, é um peixe de superfície. Quando se aproxima de um barramento e não acha passagem, desce a caminho das turbinas, mas encontra telas que direcionam o cardume para um canal, com passagem segura. Esse tipo de estratégia seria viável no Brasil? “Sim, se nossos peixes tiverem esse mesmo comportamento, o que ainda não sabemos”, comenta Godinho. Segundo ele, entender a migração de uma espécie “depende de anos de pesquisa e de muito investimento”.

Por sugestão da equipe de Alexandre Godinho, foi construído, em uma barragem recém-implantada no rio Madeira, na bacia amazônica, canal com 50 metros de comprimento, com o objetivo de facilitar esse tipo de pesquisa. “Os peixes são capturados, marcados e lançados de volta no canal, para que possamos seguir suas trajetórias”, explica. Uma forma comum de pesquisa é feita por meio de radiotransmissores instalados em peixes, o que permite rastrear seus movimentos nos rios por períodos que variam de dois a quatro anos. “Com isso, temos como saber quando aquele indivíduo sai de um lugar para o outro e onde estão os sítios de desova e de alimentação”, comenta Godinho, ao informar que cada transmissor custa em torno de 350 dólares. “Não fica barato, mas essas pesquisas trazem informações que não se obtém de outra forma”, diz.

Em outra linha de estudo, dissertação orientada por Godinho aperfeiçoou técnica de captura do som subaquático produzido durante a desova por peixes da família do curimbatá, o mais pescado em águas doces na América do Sul. “Com essa técnica, podemos ir a campo nos momentos certos para detectar locais de desova desse grupo
de peixes”, explica o professor.

Barreiras elétricas
Tese defendida por Rafael Emílio Lopes e orientada por Carlos Barreira Martinez estudou a influência de campos elétricos para conter a entrada de peixes nas máquinas hidráulicas. O pesquisador realizou levantamento de eletrossensibilidade de espécies brasileiras migratórias presentes nas bacias dos rios Grande e São Francisco. “Os estudos mostram que peixes reagem à aplicação de campo elétrico de forma diferenciada por espécie e tamanho. Obtivemos dados sobre reação à aplicação de campo elétrico e determinamos, por espécies, o nível de tensão necessário para repelir e paralisar indivíduos”, relata Lopes em sua tese.

Ele comenta que o uso de campo elétrico evitaria o inconveniente causado por telas e grades, já que a técnica não oferece obstáculo ao fluxo de água. Com o intuito de verificar a viabilidade do método, a pesquisa gerou modelo matemático que permitiu a simulação de diferentes configurações, em busca de uma solução segura para os peixes e eficiente para a usina.

Com os resultados obtidos a partir das simulações computacionais foi construído protótipo em escala reduzida, seguindo o perfil do tubo de sucção das usinas. “Os resultados são satisfatórios e mostram a viabilidade do seu uso para afastamento de peixes nas usinas hidrelétricas e em outras áreas de risco”, diz Rafael Emílio Lopes. O protótipo foi tema da dissertação de mestrado defendida por Flavio Nakamura Alves Silva.

“Temos outros trabalhos na linha de proteção ambiental, como o estudo de Luís Gustavo Martins da Silva, para repulsão de peixes utilizando barreiras de bolhas de ar. Também testamos outras técnicas, como barreira com luz estroboscópica e com substância de alarme”, comenta Martinez.

Segundo ele, em praticamente todos os sistemas testados o afastamento dos peixes de áreas de perigo foi bem-sucedido. Apesar dos bons resultados, Martinez acredita que ainda há um longo caminho a percorrer. “Está clara a necessidade de novos estudos sobre a utilização desses sistemas em usinas hidrelétricas”, conclui o professor da Escola de Engenharia.

Fonte: Boletim UFMG, edição 1703: http://www.ufmg.br/online/arquivos/016236.shtml

SBPC: tecnologia de alunos do Coltec permite utilização de bebedouros públicos sem o contato das mãos

Enviar comentário 26 julho, 2010 - 16:31h

Pensar na figura de um cientista pode trazer à mente a ideia de um senhor de jaleco, trancado em uma sala, fazendo seus experimentos. Há quem pense que o cientista é aquele que desenvolve experimentos complexos e distantes dos problemas cotidianos. Na contramão disso, alunos do Colégio Técnico (Coltec) da UFMG provam que ciência também se faz no dia a dia; nesse caso, a ideia partiu de algo simples: como utilizar o bebedouro sem o contato das mãos?

Sob a orientação do professor Giovane Azevedo, os jovens Igor Alvim, Jorge Henrique Borges, Lorena Faria e Priscila Silva desenvolveram o Protótipo de adaptador mecânico para bebedouros. A observação de problemas reais, como o risco do contágio de doenças, entre elas a gripe suína, por meio de contato da pele com o bebedouro, motivou os alunos a criarem o mecanismo. “Os projetos quase sempre tem como idéia inicial o desenvolvimento de novas tecnologias ou de soluções para situações-problema”, revela Priscila Silva. O experimento será divulgado na SBPC, que acontece durante esta semana na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),


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Uma idéia, muitos benefícios
Com a idéia em mente, o primeiro passo foi a pesquisa dos bebedouros existentes, de modo que o adaptador tivesse um encaixe perfeito. Foram escolhidos dois modelos básicos para que a fase de desenvolvimento tivesse início. O protótipo funciona por meio de um conjunto mecânico constituído por pedal, duas hastes (uma horizontal e outra vertical) ligadas à torneira e duas tiras de metal presas à estrutura do bebedouro por pressão. Esta estrutura simples e de fácil adaptação, permite que a torneira do bebedouro seja acionada toda vez que o pedal é pressionado.

Uma das preocupações do grupo foi em relação ao material utilizado. As opções encontradas foram o aço inox ou alumínio, pois além do baixo custo e da durabilidade, são resistentes a corrosão que poderia ser provocada pelo contato constante com a água.

Segundo o professor Giovane Azevedo, os estudantes se envolveram em todo o processo de elaboração do adaptador. “Os jovens, em sua maioria alunos do curso de Instrumentação, foram responsáveis pela pesquisa, levantamento de dados e construção dos modelos”, relata.

Integrante do projeto desde o início de 2010, Priscila Silva diz que se interessou pela idéia devido à possibilidade de desenvolver algo prático e barato que ajudasse a solucionar problemas cotidianos. A jovem, que já participou de outros dois projetos, conta que a produção do adaptador foi importante pela “oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos na sala de aula,” ressalta.

Para todos
Além dos benefícios à saúde, o protótipo tem também caráter inclusivo, “O adaptador proporciona melhor acesso dos bebedouros à população, principalmente aos deficientes físicos, que não tem mobilidade nos membros superiores”, observa Azevedo. Nesse aspecto, a tecnologia é considerada um avanço, pois permite que pessoas portadoras de diversas deficiências usem sozinhas bebedouros comuns.

Como o adaptador não causa grandes alterações no corpo do bebedouro, pode ser uma alternativa viável para o mercado, devido a sua facilidade de implantação e baixo custo. No entanto, o professor destaca que, apesar de possível, a inserção do protótipo no mercado depende de outros fatores e pessoas que possam assumir esta interface. “O processo de estudo, de viabilidade econômica e principalmente registro de patentes é demorado, trabalhoso e exige muito tempo”, pondera.

Nesta sexta, 30 de julho, os idealizadores do projeto participam da 62° SBPC Jovem, com a apresentação de pôster. Para Giovane Azevedo, a presença no evento além de garantir visibilidade e reconhecimento profissional, é uma forma de buscar validação e trocar experiências com futuros usuários e avaliadores.“A SBPC será uma oportunidade de divulgar nosso trabalho e de estar em contato com outros projetos”, confirma a aluna Priscila Silva.

fonte: Reportagem feita pela aluna de Comunicação Fabíola Souza, bolsista da Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG, especialmente para a cobertura da SBPC: http://www.ufmg.br/online/arquivos/016227.shtml


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