Arquivos para julho 24th, 2010
24 julho, 2010 - 16:13h
JBS, Marfrig e Minerva, os três maiores frigoríficos do Brasil, anunciaram que suspenderam suas compras de bovinos de 211 fazendas localizadas no bioma amazônico. Segundo as empresas, tais propriedades estão localizadas dentro de terras indígenas e unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas.
A decisão é a primeira etapa do compromisso assumido em outubro de 2009 pelos grupos com representantes da sociedade civil, entre eles o Greenpeace, e órgãos governamentais, como os Ministérios Públicos Federais do Pará e de Mato Grosso. Nesta fase, as empresas líderes do setor de pecuária se comprometeram a cadastrar e mapear todas as propriedades de seus fornecedores diretos. Dessa forma, garantem não adquirir gado proveniente de áreas recém-desmatadas da Amazônia, de reservas indígenas ou de áreas protegidas.
Segundo os frigoríficos, além das fazendas já embargadas, outras 1.787 estão sendo analisadas, para se determinar se não estão localizadas num raio de até 10 quilômetros de áreas desmatadas ou protegidas por lei. As empresas também declararam ter o ponto georeferenciado de mais de 12.500 fazendas, o que representa 100% da cadeia de fornecedores diretos dos grupos na região amazônica. Para organizar os dados do georreferenciamento das propriedades, é necessário que cada fazenda tenha um Cadastro Ambiental Rural (CAR), que possibilita uma identificação precisa dos fornecedores de carne bovina. O grupo Marfrig, inclusive, afirmou que, a partir de 13 de novembro, só comprará gado de fazendas que estejam com o CAR regularizado.
Apesar desse primeiro passo das grandes companhias, ainda há muito a ser feito. No Mato Grosso, por exemplo, estado com o maior rebanho bovino do Brasil, menos de 5% das fazendas estão cadastradas no sistema de licenciamento ambiental do governo estadual. No Pará, o número de propriedades cadastradas subiu de 300 para 19 mil em menos de um ano, mas essa quantidade ainda representa apenas 9% do total de fazendas paraenses.
Além disso, JBS, Marfrig e Minerva responderiam por 36% do abate na Amazônia Legal em 2009, de acordo com o Greenpeace. O restante teria sido proveniente de frigoríficos de médio e grande porte, que não necessariamente assumiram um compromisso com o desmatamento zero na região.
Fonte: Globo Rural Online
24 julho, 2010 - 16:11h
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, lançam nesta sexta-feira (23/07), às 12h, em Cuiabá, a Operação Mato Grosso Verde 2010. O objetivo é combater as queimadas ilegais em áreas agrícolas e florestais no estado.
Estão previstas ações integradas de vários órgãos, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, além da vigilância aérea e por satélite, comandadas por um Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional.
Essa é a segunda grande operação conjunta após a criação, no final de 2009, do Programa Nacional de Redução do Uso do Fogo nas Áreas Rurais e Florestais. A primeira ocorreu em fevereiro e março deste ano, em Roraima.
Fonte: Globo Rural Online
24 julho, 2010 - 16:09h
O superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, e o diretor geral brasileiro da hidrelétrica, Jorge Samek, abriram o evento. Na sequência, o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley, apresentou a proposta da entidade de aproveitamento do gás metano para a geração de energia. De acordo com ele, além da autossuficiência energética, a geração de biogás produz ganhos ambientais e financeiros.
Lar - Depois, o técnico da Cooperativa Lar, Ansberto do Passo Neto, discorreu sobre a experiência da cooperativa em co-geração de energia que está sendo aplicada nas unidades de produção de leitão e no frigorífico. Já o cooperado da Lar, José Carlos Colombari, apresentou o caso da Granja Colombari, onde os dejetos dos suínos são transformados em energia elétrica por meio de biodigestores. Essa energia é utilizada no funcionamento da fábrica de ração mantida na propriedade e o excedente é comercializado para a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Possibilidades - "Os participantes ficaram bastante empolgados com as possibilidades existentes nessa área, onde os problemas ambientais podem ser transformados em soluções com a produção de bionergia", afirma o coordenador do Fórum do Meio Ambiente da Ocepar, Silvio Krinski. Ainda segundo ele, no evento foram levantadas diversas sugestões para o desenvolvimento de outras ações, como a elaboração de um diagnóstico das potencialidades das cooperativas e cooperados na produção de bioenergia; a capacitação técnica dos profissionais de cooperativas no PTI e a formação de um grupo de estudo dentro do Fórum para discutir questões ligadas à energia renovável em parceria com a Itaipu. As propostas serão submetidas à apreciação da direção das cooperativas e do Sistema Ocepar.
Fonte: Portal do Agronegócio
24 julho, 2010 - 16:07h
Atualmente 26 usinas do país comercializam esses papéis no mercado internacional, o que representa um ganho aproximado de R$ 60 milhões até agora. Outras 27 aguardam a aprovação do Conselho Executivo da ONU, o órgão que regula esse mercado. A venda de créditos de carbono no setor sucroalcooleiro é possível graças à cogeração a partir do bagaço da cana. Através desse processo, a usina gera energia para consumo próprio e vende o excedente, contribuindo para tornar a matriz energética ainda menos poluente. É esse excedente que permite às usinas receber e vender créditos.
MDL - Os papéis fazem parte do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da ONU, pelo qual projetos limpos em países em desenvolvimento geram créditos para os países ricos, obrigados a reduzir suas emissões de gases-estufa sob o Protocolo de Kyoto. No mundo, há atualmente 80 projetos de cogeração de cana aptos a vender esses créditos. Por definição, cada tonelada de gás-estufa que deixa de ser jogado na atmosfera equivale a um crédito de carbono.
Emissões - Ao gerarem energia renovável, as 26 usinas brasileiras registradas na ONU deixarão de emitir 5 milhões de toneladas de carbono até 2012 - 2,4 milhões de toneladas já tiveram autorização da ONU para serem comercializadas. A projeção da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), que representa as usinas do Centro-Sul no país, é que esse volume suba para 8,8 milhões de toneladas de carbono até 2020. Já os que aguardam aprovação devem gerar 3,8 milhões de toneladas até 2012, com projeção de 13,3 milhões de toneladas até 2020.
Receita média - "Se considerarmos o preço de €12 por tonelada, estamos falando de cerca de R$ 60 milhões até o momento para todos os 26 projetos", diz Flávio Pinheiro, diretor da consultoria Econergy Brasil, lembrando que o volume não deve contemplar parte dos créditos de 2009. "Se considerarmos que os projetos estejam operando há quatro anos, estaríamos falando de uma receita média de cerca de R$ 500 mil por projeto por ano". Em média, a receita gerada pela venda de energia das usinas é elevada entre 3% e 5% com a comercialização de créditos de carbono.
Taxa de retorno - A receita obtida com a venda internacional de carbono ajuda a encurtar a taxa de retorno de investimentos em cogeração. A ETH Bioenergia, empresa resultante da fusão da ETH (Grupo Odebrecht) com a Brenco (Companhia Brasileira de Energia Renovável), contratou uma consultoria para estruturar a operação desses créditos das nove usinas que farão parte dos ativos da companhia até 2012. "Um projeto de cogeração, normalmente se paga em cinco anos e meio, com a venda da energia. Com o crédito de carbono, a taxa cai para quatro anos e sete meses", diz Luiz Pereira de Araújo Filho, diretor de Sustentabilidade da ETH.
Pioneiros - Apesar de o setor sucroalcooleiro ser um dos pioneiros em crédito de carbono, há ainda uma larga fatia para ser inserida neste sistema. Só no Centro-Sul, são 337 usinas que geram energia com menor eficiência e para uso próprio. O gargalo, nesse caso, é que os preços pagos pela energia nos leilões do governo ainda não remuneram o investimento para substituição de caldeiras velhas por equipamentos de ponta, explica Zilmar José de Souza, assessor de bioeletricidade da Unica. "Muitas usinas não investem porque não têm recursos".
Entraves - Mas há outros entraves para o mercado de carbono. Um deles é a revisão periódica da metodologia aplicada nos projetos. Pinheiro, da Econergy, afirma que desde 2006 foram feitas dez atualizações de metodologia, o que implica perda de tempo e dinheiro. Ontem, nova audiência pública foi aberta para discussão de outra modificação.
Desistência - A demora para a aprovação - no Brasil e na ONU - também levou à desistência de 19 projetos de carbono com cogeração. Não é raro esses projetos levarem dois anos para receber o sinal verde para a comercialização de créditos. Além da burocracia - ou cautela, como alega a autoridade brasileira responsável pela aprovação interna desses projetos -, pesa a saturação dos órgãos de verificação e validação. "Há casos que aguardam validação desde 2008", diz Pinheiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
24 julho, 2010 - 16:04h
A cidade de Moscou, que há semanas vive uma das ondas de calor mais longas das últimas décadas, superou neste sábado, com 36,7ºC, a temperatura máxima atingida no mês de julho, registrada em 1936.
"Os dados finais serão divulgados no domingo, mas agora já podemos dizer que não só o recorde do dia foi batido, mas também de todo o mês [de julho], que foi de 36,5ºC em 1936", informou um porta-voz do Serviço de Meteorologia da capital russa, citado pela agência oficial Itar-Tass.
A fonte, que disse que os 36,7ºC foram registrados às 17h locais, acrescentou que amanhã se saberá também se ao longo do dia de hoje chegou a ser batida a máxima absoluta dos 130 anos de história de registro oficial de temperaturas, de 36,8ºC, em 1920.
"É muito possível que esta marca também tenha sido superada", acrescentou.
Nos 130 anos de registros oficiais, apenas em outros seis anos as temperaturas chegaram ou superaram os 35ºC pelo menos em um dia do verão: em 1890, 1897, 1920, 1936, 1981, 1996.
Neste mês de julho, as temperaturas superaram em três dias a marca dos 35ºC: nos dias 17, 22 e 24.
Fonte: Folha.com
24 julho, 2010 - 16:02h
Delegações de Brasil, África do Sul, Índia e China, países que formam o grupo Basic, se reúnem a partir desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, para discutir, como potências emergentes, o desenvolvimento das negociações internacionais sobre a mudança climática.
O encontro entre peritos, pesquisadores e negociadores precederá a IV Reunião Ministerial do Basic, que será realizada nos próximos domingo e segunda-feira, também no Rio.
Os principais negociadores do Basic em matéria ambiental debaterão as resoluções definidas na Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), cuja última edição foi realizada em dezembro, em Copenhague.
Após o fracasso das negociações em Copenhague, os ministros dos quatro países emergentes analisarão no Rio as estratégias a serem seguidas na próxima cúpula sobre o tema, que será organizada pela ONU entre 29 de novembro e 10 de dezembro em Cancún, no México.
A divisão global do espaço de carbono será uma das principais questões tratadas na reunião, segundo o Ministério do Meio Ambiente brasileiro.
O Protocolo de Kioto e os tratados criados nas cúpulas seguintes da UNFCCC estabelecem que os países desenvolvidos devam limitar e reduzir suas emissões de carbono, mas não fazem referência aos países em desenvolvimento.
Os países desenvolvidos acusam os que estão em vias de desenvolvimento de não estarem sujeitos a nenhum tipo de legislação, o que os deixa livre para manter um crescimento industrial ilimitado.
Por sua parte, os países em vias de desenvolvimento alegam que o aquecimento global é culpa dos desenvolvidos, que tiveram um crescimento descontrolado de sua indústria e agora devem se responsabilizar por isso.
Nesse sentido, outro dos temas centrais da reunião será a equidade no debate internacional, no qual os países emergentes reivindicam seu espaço diante das grandes potências que tradicionalmente regem as discussões.
A Índia, por exemplo, defende que a responsabilidade ambiental de cada país seja contabilizada em ''emissões per capita'', proposta segundo a qual países como China ou a própria Índia teriam baixos níveis de emissão, devido à sua grande população.
O Brasil, por outro lado, propõe basear-se na responsabilidade histórica, segundo a qual o país emissor deve pagar pelos efeitos derivados de sua atuação degradante.
Os anfitriões da reunião ministerial serão o secretário-geral do Itamaraty, Antonio de Aguiar Patriota, e a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.
Fonte: Portal Terra
24 julho, 2010 - 16:00h
Um pesquisador divulgou um mapa que mostra a altura média das florestas no mundo no jornal especializado Geophysical Research Letters. O mapa deve ajudar a estimar a biomassa total das florestas do planeta, um dado importante para entender o ciclo global de carbono. As informações são da Nature.
Segundo a reportagem, o pesquisador Michael Lefsky, da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, utilizou três satélites da Nasa - ICESat, Terra, e Aqua - para criar o mapa. O cientista utilizou uma técnica chamada LIDAR, que estima o tamanho da árvore ao calcular o tempo que um laser emitido por satélite leva para retornar da base da árvore até seu topo.
Após analisar mais de 250 milhões de pulsos de laser, Lefsky estimou a altura de apenas 2,4% das florestas do planeta. Contudo, com esses dados ele foi capaz de generalizar os resultados de toda o globo, combinando os dados do LIDAR com outros adquiridos pelos satélites Terra e Aqua.
O mapa mostra desde as gigantescas sequóias da América do Norte, que podem podem alcançar até 115 m de altura, até árvores de florestas bem mais baixas.
Fonte: Portal Terra
24 julho, 2010 - 15:57h
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu um parecer favorável ao controle do número de pombas-amargosas (tipo de pomba urbana) na região central de Londrina (PR). Porém, antes de obter autorização para abater os animais, a prefeitura terá de cumprir uma série de exigências.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ibama, o parecer foi emitido nesta quinta-feira (22).
Conforme a Prefeitura de Londrina, as pombas-amargosas são as mais nocivas para a saúde pública e existem em grande quantidade na cidade.
Para o Ibama emitir a autorização para o abate dos animais, a prefeitura deverá apresentar um cronograma detalhado das ações que serão realizadas, principalmente a data prevista para início do abate. Pelas regras do Ibama, é crime matar pombas sem autorização do órgão.
O instituto também pede uma estimativa atual do número de aves que vivem no Centro da cidade, além da apresentação das empresas que serão responsáveis pelo levantamento e também pela captura das aves, que deverão ser abatidas em ambientes fechados e seguindo recomendações técnicas. A empresa também terá que dar destino adequado às carcaças das aves.
O Ibama ainda exige que a prefeitura apresente um programa de recuperação da mata ciliar e reflorestamento nas áreas rurais.
Em nota, a Prefeitura de Londrina informou que terá a “máxima celeridade” para apresentar as informações ao Ibama porque “a questão das pombas em Londrina é causa de saúde pública”.
A assessoria de imprensa disse que não é possível estimar quando enviará o documento, uma vez que o processo de levantamento deve ser complexo. Em uma estimativa passada, a prefeitura indicou que seria necessário abater 48 mil pombas. A assessoria informou, porém, que o número ainda será atualizado.
Fonte: G1
24 julho, 2010 - 15:54h
Entre 2002 e 2008, o pampa gaúcho teve 1,23% de sua área destruída, totalizando 2.200 km2 de desmate, indica levantamento inédito do Ministério do Meio Ambiente.
O bioma com gramíneas e plantas rasteiras tem hoje só 36% da extensão original, mesmo tendo sido o que menos sofreu em anos recentes.
Dos 177,8 mil km2 do bioma no Brasil, calcula-se o abate de 364 km2 ao ano. “Sabíamos que havia perda, mas não sabíamos a magnitude”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segundo ela, a pecuária foi o motor da devastação ao longo dos anos. “Um pico de entrada de soja” explicaria o desmatamento mais recente.
Já se sabe com precisão que restam 52% do Cerrado, 54% da Caatinga e 85% da Amazônia (número depende do critério usado). No mês que vem, o ministério divulga dados da Mata Atlântica, único bioma ainda sem análise recente por satélite.
Fonte: Folha.com
24 julho, 2010 - 15:52h
Quedas bruscas na população de muitas espécies de peixes de corais podem estar ligadas a um excesso de machos, o que seria consequência direta da pesca. Além disso, a imposição de cotas pode não resolver o problema.
Em muitas espécies, particularmente aquelas em que indivíduos podem mudar de sexo, cada peixe produz menos espécimes jovens à medida que a densidade populacional cai.
“É estranho porque, à medida que a densidade populacional cai, mais recursos deveriam estar disponíveis, e populações deveriam crescer”, diz Stefan Walker da Universidade James Cook, em Queensland, Austrália.
Para descobrir por que isso acontece, Walker marcou 232 peixes da espécie Parapercis cylindrica em uma lagoa na Grande Barreira de Corais, na Austrália, e seguiu seus movimentos e comportamento reprodutivo.
Parapercis cylindrica nascem fêmeas, mas se transformam em machos alguns anos depois, com haréns de 2 a 10 fêmeas.
Walker observou mais mudanças de sexo em regiões onde as populações de peixes eram pequenas. Isso levou mais machos a cortejar menos fêmeas e a uma queda no número de ovos postos por metro quadrado de lagoa.
A descoberta, descrita na revista “The American Naturalist”, é aplicável para pelo menos 70 outras espécies de peixes de coral que mudam de sexo, incluindo muitas espécies normalmente capturadas por pescadores, diz Walker.
O estudo sugere que áreas de proteção marinha são uma estratégia melhor do que cotas para conservar populações de peixes. Áreas protegidas mantêm a densidade populacional enquanto que cotas permitem que as populações sejam reduzidas, aumentando a taxa de mudança de sexo.
Fonte: Folha.com
24 julho, 2010 - 15:51h
Para valorizar a importância da biodiversidade na agricultura, está sendo desenvolvido um projeto de conservação e uso sustentável da diversidade biológica para melhorar a nutrição e garantir segurança alimentar no Brasil, Quênia, Sri Lanka e Turquia.
A ação terá como agências implementadoras o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e o centro internacional de pesquisas em recursos genéticos Bioversity International. Contará ainda com o apoio do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).
Além de ampliar o número das espécies utilizadas na alimentação e mitigar os problemas decorrentes da simplificação da dieta, a proposta busca o fortalecimento, a conservação e o manejo sustentável da agrobiodiversidade, especialmente por meio da ação conjugada de programas e estratégias já existentes relacionadas à segurança alimentar e nutricional desenvolvidas no Brasil, como o Fome Zero – o Programa de Aquisição de Alimentos -, e o Programa Nacional de Alimentação Escolar.
O diretor de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, esclarece que o programa possui três pontos principais: levantamento de informações técnicas sobre o valor nutricional de plantas nativas (que devem auxiliar instituições parceiras em compras públicas, alimentação escolar e outras áreas); promoção de capacitação e treinamento técnico para valorizar o aspecto nutricional de espécies locais e a disseminação e divulgação destas informações para ajudar órgãos e instituições parceiras a incorporarem estes dados nos diferentes setores que desenvolvem políticas públicas.
De acordo com Danny Hunter, cientista sênior do Bioversity International, os quatro países apresentam regiões onde há fome e dietas muito simplificadas, de baixo valor nutricional. Ele explica que a intenção é promover a diversificação da base alimentar nestes locais e reavivar o interesse pela alimentação tradicional de cada nação. “Certas espécies nativas e tradicionais possuem valor nutricional mais elevado do que muitos cereais conhecidos, como arroz, batata e feijão”, afirma.
Para a coordenadora de projetos de agrobiodiversidade do Pnuma, Marieta Sakalia, as nações participantes estão aptas a promover uma agricultura baseada na biodiversidade, que possibilite a diversificação e introdução de alimentos com alto potencial nutricional. “O Brasil, por exemplo, tem lições importantes para compartilhar com outros países do mundo, que podem aprender muito com os resultados deste projeto”.
Fonte: Carine Corrêa/ MMA
24 julho, 2010 - 15:49h
Milhares de pessoas fizeram fila nesta sexta-feira no Japão para ver uma flor gigante, com um forte fedor, que desabrochou pela primeira vez em 20 anos.
Uma das flores mais exóticas do planeta, a Amorphophallus titanum (conhecia como jarro-titã, flor-cadáver ou titan arum, em inglês) tem um 1,5 m de altura e ocorre naturalmente na ilha de Sumatra, na Indonésia.
No Jardim Botânico de Koishikawa, em Tóquio, a última vez que a flor surgiu foi em 1991.
Parte da fama vem também do mau cheiro da flor rara. Cientistas dizem que o odor de carne podre que ela exala serve para atrair insetos, que acabam carregando pólen da planta depois de ficarem presos nela.
Uma vez que a flor acaba de desabrochar, as pétalas se fecham e o caule central se quebra, soltando o pólen e os insetos que tinham ficado presos.
Funcionários do jardim botânico abriram um pequeno orifício na lateral para coletar pólen e fertilizar uma nova geração de flores.
Fonte: G1
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24 julho, 2010 - 15:48h
O governo da Malásia vetou o acesso de turistas a vários lugares de mergulho para que possa salvar seus corais, que já vêm sofrendo com o aumento da temperatura registrado neste ano.
Doze das 83 regiões das populares ilhas Perhentian, Redang e Tioman, ao leste do país, e Payar, a oeste, foram fechadas para os mergulhadores e praticantes de snorkel desde o início do mês, disse o diretor-geral do Departamento de Parques Marítimos, Abdul Jamal Mydin.
Segundo ele, virtualmente todos os corais da área apresentam problemas devido à elevação da temperatura do mar, e muitos já apresentam a cor branca, um sintoma indicativo de que os corais podem eventualmente vir a morrer.
Oficiais dizem que os mergulhadores interferem no sistema, aumentando os prejuízos. Anualmente, são mais de 500 mil pessoas que visitam as áreas com corais.
O acesso estará proibido até 31 de outubro, tempo suficiente para que os corais possam se recuperar sem a intervenção e os distúrbios provocados por botes ou mergulhadores, acrescentou o diretor-geral.
“Esperamos que eles se recuperem ou, ao menos, melhorem”, disse Mydin à Associated Press, acrescentando que a Malásia corre o risco de ver diminuir o número de turistas e sua biodiversidade marina caso os corais -uma de suas maiores atrações-morram.
O mergulho em outros locais considerados menos frágeis será permitido aos turistas.
A temperatura da água aumentou de 30ºC a 31ºC nos últimos meses, comparados aos níveis considerados aceitáveis. Com o início da temporada de chuvas, espera-se que haja uma melhora.
O diretor-geral comentou que os corais passaram por uma ameaça semelhante ocorrida entre 1998 e 2006, como resultado de mudanças climáticas em nível internacional, mas na época os locais não foram fechados já que o problema não era crônico.
As regiões para mergulho e snorkel da Malásia são famosas e consideradas uma dos melhores do mundo, e muitas delas são protegidas como parques marinhos. Mas os ambientalistas são da opinião de que o governo deveria proteger a vida marinha e os corais do país com mais vigor.
Fonte: Folha.com