Arquivos para julho 21st, 2010
21 julho, 2010 - 15:19h
Pesquisadores de Rondônia e de Minas Gerais apresentaram nesta terça-feira (20), no Rio de Janeiro, durante o 7º Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, o resultado da análise de um fóssil encontrado há mais de dez anos por garimpeiros na Amazônia. A peça seria um dente de elefante, sugerindo que o maior mamífero terrestre do mundo viveu na floresta há cerca de 45 mil anos.
egundo a paleontóloga da Universidade Federal de Rondônia (UFR), Ednair Nascimento, o fóssil mede 12 cm e só poderia ter pertencido a um animal com mais de uma tonelada. "O dente tem lâminas transversais, uma característica de dois grupos taxonômicos, dos elefantes ou de capivaras. Pelo tamanho, ele provavelmente não pertenceu a uma capivara", diz ela.
Ednair explica que o fóssil é de um animal com origem na América do Norte. Antes desse registro na Amazônia, segundo ela, a ocorrência de um fóssil de elefante mais próxima da América do Sul havia sido no sul da Costa Rica.
"O registro que temos na Amazônia, a mais de 3 mil quilômetros da Costa Rica, é escasso, mas não nega a existência dos animais aqui", conta.
A peça foi encontrada por garimpeiros perto de Porto Velho, em Rondônia, há mais de dez anos. Como o material trazido pelos garimpeiros ainda ajudava a formar a coleção de fósseis da UFR nos anos de 1990, muitas peças foram guardadas e só depois avaliadas, segundo Ednair. "Boa parte do material acabou sendo catalogada há poucos anos, ou mesmo há meses."
As análises sobre o dente de elefante são preliminares, de acordo com a paleontóloga. "Sabemos que é de um elefantóide, mas agora temos de determinar a espécie", diz ela. O fóssil, que está coberto de sedimentos, deverá ser melhor avaliado a partir de agora. Mais detalhes da peça poderão ser descobertos por meio de uma tomografia ou de recuperação mecânica, que consiste na retirada cuidadosa dos sedimentos externos.
Fonte: G1 Amazônia
21 julho, 2010 - 15:18h
O superintendente de tecnologia e alternativas de energia da Cemig, Alexandre Bueno, não conhece o projeto de Matozinhos a fundo, mas não descarta a possibilidade de ser uma parceira. “Não há garantias de que vamos comprar, mas a Cemig é hoje uma das maiores comercializadores de energia no mercado livre e temos interesse em fontes alternativas, inclusive temos pesquisas em torno do uso de resíduos”, afirma Bueno.
O diretor da consultoria KeyAssociados, Munir Soares, calcula que a usina de Matozinhos, com capacidade para processar 70 mil toneladas de lixo/dia, deva evitar que 8,5 toneladas de gás metano sejam liberadas na atmosfera, o suficiente para dar a ela o direito de receber 179 toneladas de crédito de carbono, que podem ser comercializados na Europa. “Cada tonelada de metano que deixa de ir para a atmosfera dá direito a 21 toneladas de crédito de carbono”, explica o consultor.
Segundo Soares, o volume é pequeno, mas a iniciativa é louvável. “Incentiva a geração descentralizada de energia e o reaproveitamento de um recurso energético que iria literalmente para o lixo”.
Fonte: http://www.otempo.com.br
21 julho, 2010 - 15:15h
Parece coisa de desenho animado, onde o lixo é usado para mover carros e foguetes. Mas é a vida real: o que você joga fora hoje pode voltar para sua casa, conduzido por fios de eletricidade. No Brasil já existem alguns aterros com usinas que reaproveitam o lixo por meio da queima. Agora, os resíduos também poderão virar energia por meio de um reator de micro-ondas. E Matozinhos, no interior de Minas Gerais, será o primeiro no país a ter essa tecnologia. Para começar, a usina de tratamento de resíduos, que está sendo construída junto com o aterro, terá capacidade de 1,5 MW/h, o suficiente para abastecer 3.000 residências.
A tecnologia foi desenvolvida pelo brasileiro Luciano Prozillo, diretor da Micro Ambiental. "O lixo passa por um reator de micro-ondas que retira sua umidade, aumentando seu poder combustível. Depois, ele é compactado e se transforma em briquetes (tijolinhos), que são queimados, liberando o vapor que vai mover turbinas e gerar energia, que poderá ser usada pela prefeitura ou comercializada no mercado livre", explica.
O projeto de Matozinhos é feito em parceria com a Cavo Serviços & Meio Ambiente. De acordo com diretor comercial da empresa, João Carlos David, o aterro deve ficar pronto em agosto e a usina em outubro ou novembro deste ano. "Nós fazemos a instalação dos equipamentos, quando tudo estiver pronto, a Prefeitura de Matozinhos vai ter que realizar uma licitação para definir quem vai operar a usina".
Ganhos. A prefeitura pode fazer essa licitação ou vender briquetes diretamente para potenciais consumidores, como cimenteiras. A procuradora geral do município, Maria Sílvia Viana, explica que ainda isso não está definido. Entretanto, qualquer uma das opções trará impactos econômicos e ambientais muito positivos. "Com a comercialização de energia, teremos aumento na arrecadação de impostos sobre serviços, além disso, como a tecnologia vai reduzir a emissão de poluentes, vamos nos credenciar a receber ICMS ecológico", avalia.
O projeto recebeu investimentos de R$ 10 milhões. Os recursos vieram do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro), pois, com a implantação da usina de tratamento de lixo, os afluentes do rio das Velhas estarão protegidos da contaminação por chorume - líquido tóxico gerado na decomposição do lixo.
Fonte: http://www.otempo.com.br
21 julho, 2010 - 15:07h
Após uma expedição realizada em junho na selva amazônica, pesquisadores voltaram à cidade com pelo menos 65 espécies de insetos que nunca haviam sido vistas na natureza. A estimativa inicial representa apenas uma pequena parcela do que ainda pode ser descoberto entre os mais de 100 mil indivíduos resgatados durante a viagem, já que a análise e a catalogação das espécies podem levar anos e o setor carece de especialistas.
Entre as espécies novas já identificadas, há 4 tipos diferentes de percevejos, 6 de louva-a-deus, 6 de besouros serradores, 8 de pernilongos (ou carapanãs, como são chamados na Amazônia), 10 de esperanças, 15 de cigarrinhas e 16 novas espécies de moscas. "As esperanças começam a ser estudadas agora na Amazônia de forma mais aprofundada e representam um grupo bastante diverso na floresta", diz José Albertino Rafael, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenador da expedição.
Para serem reconhecidos, os insetos têm de ser observados por cientistas especializados em cada grupo. Razão pela qual a expedição, realizada durante cerca de 20 dias na floresta, contou com uma equipe de mais de 20 pesquisadores. "Se em um grupo de insetos existem 10 espécies, o especialista tem de conhecer as 10 para dizer que a décima primeira é nova. Se existem mil, tem de conhecer as mil", diz Rafael.
De acordo com ele, é difícil estimar quantas novas espécies podem existir entre os insetos coletados na viagem. "Não vamos conseguir trabalhar com todos os grupos de insetos porque não existem especialistas para todos. A maior parte dos insetos fica de fora", diz ele. "Os insetos têm os grupos mais diversos de organismos na Terra e, comparativamente, há menos especialistas para estudá-los. No mundo, existem cerca de 1 milhão de espécies conhecidas. Uma estimativa sensata diz que podem haver até 5 milhões, e a Amazônia com certeza tem uma grande parte disso."
Com o objetivo de agilizar o trabalho, a equipe foca a coleta em grupos para os quais existem especialistas. Na expedição, a prioridade foi dada a mosquitos, mutucas, moscas silvestres, moscas varejeiras, besouros, percevejos, borboletas, mariposas, cigarrinhas, esperanças, louva-a-deus e os zorápteros, que "parecem piolhos", segundo Rafael. O pesquisador explica que a identificação de novas espécies entre esses grupos deverá ocorrer no máximo dentro de 10 anos, um prazo considerado "relativamente rápido" por ele.
Para capturar os insetos, a equipe de cientistas utilizou mais de 60 tipos de armadilhas, desde estruturas luminosas, usadas para chamar a atenção de insetos noturnos, até adesivos. A expedição não enfrentou qualquer problema técnico, ao contrário do que ocorreu em 2009, quando a embarcação naufragou logo no início da viagem. "Fomos resgatados 24 horas depois, porque conseguimos fazer contato usando um telefone que operava por satélite", lembra Rafael.
Fonte: G1 Amazônia
21 julho, 2010 - 15:02h
Fortaleza, no Ceará, receberá em agosto a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas - ICID 2010. O encontro, que envolve mais de 90 países da África, Ásia e América Latina, e cerca de dois mil participantes, tem como meta incluir de forma efetiva as questões relacionadas aos efeitos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas nas agendas de debates nacionais e internacionais.
A expectativa é de que os atores envolvidos nessa agenda, incluindo formuladores de políticas públicas, cientistas, representantes de organismos internacionais, sociedade civil e iniciativa privada tenham a oportunidade de compartilhar experiências e o conhecimento adquirido em questões ligadas às regiões semiáridas nos últimos 20 anos, como variabilidade, vulnerabilidades, impactos socioeconômicos e ambientais, ações de adaptação e desenvolvimento sustentável. Eles deverão elaborar recomendações que auxiliem na criação e implantação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável dessas áreas.
Estimativas mostram que cerca de 35% da população mundial vivem em terras áridas e semiáridas, que correspondem a 41% da superfície do planeta. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), essas terras serão afetadas pelas alterações no clima mundial. Apesar desse cenário, os habitantes dessas áreas ainda são sub-representados em discussões como a COP-15.
No Brasil, 1.482 municípios do semiárido, que concentram a maior parte da pobreza do País, são afetados diretamente pelo problema, segundo dados do Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Estudos indicam ainda que quase 20% do semiárido brasileiro será atingido de forma grave, tendo reflexos ambientais e socioeconômicos, como a deterioração do solo e comprometimento da produção de alimentos, extinção de espécies nativas e degradação dos recursos hídricos.
Vários estudos e publicações que servirão como subsídios para o encontro de 2010 foram derivados dos debates que entraram em pauta na primeira ICID. Entre a primeira e a segunda edição da Conferência, três convenções foram aprovadas e entraram em operação: a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD); a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Protocolo de Kyoto; e a Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade (UNCBD). Todas elas contribuem, em sinergia, para fortalecer o combate à desertificação e preservar a biodiversidade presente nas regiões áridas e semiáridas em todo o planeta. A expectativa é de que a ICID 2010 tenha o mesmo impacto como conferência preparatória em eventos dessa natureza, como a Rio+20.
Fonte: http://www.mma.gov.br
21 julho, 2010 - 14:49h
Com o objetivo de estabelecer diretrizes para o manejo racional de copaíba, árvore que produz um óleo com propriedades medicinais e cosméticas, pesquisadores da Embrapa reúnem dados coletados nos últimos cinco anos em reunião técnica que acontece na próxima semana em Rio Branco, no Acre
Os cientistas avaliaram plantas nos Estados de Rondônia, Pará, Roraima e Acre para comparar o comportamento das árvores em diferentes situações. Os trabalhos fazem parte do Projeto Kamukaia, que além da copaíba estuda outras espécies amazônicas com potencial econômico não madeireiro.
Integrante da equipe do projeto, a engenheira florestal Michelliny Bentes Gama, pesquisadora da Embrapa Rondônia, explica que apesar de bastante conhecida pelas populações tradicionais da Amazônia, a copaíba ainda é pouco estudada cientificamente. “Existem 28 diferentes espécies do gênero Copaifera, das quais 16 são endêmicas do bioma Amazônia e Cerrado, e ainda pouco se sabe a respeito da ecologia dessas espécies”.
Ao contrário de culturas tradicionais, como o milho e a soja, em que as plantas são domesticadas e apresentam características uniformes, as árvores da floresta não são padronizadas e isso oferece um desafio a mais aos cientistas que se arriscam a entendê-las. “Por isso coletamos, em diferentes partes da Amazônia, dados fenológicos como época de floração, frutificação, dispersão de frutos, além da regeneração natural e da estrutura populacional das florestas. Essas informações são essenciais para orientar um manejo de maneira sustentada, eficiente e que garanta a conservação da espécie”, explica Michelliny.
Além das características ecológicas, também é avaliado o potencial das plantas para a produção de óleo, principal produto da copaíba. Em Rondônia, foram estudadas árvores que cresceram de maneira espontânea em uma área de floresta amazônica virgem no Campo Experimental de Machadinho d'Oeste, propriedade da Embrapa Rondônia com 219 hectares utilizada para estudos florestais.
As coletas de óleo indicaram grande variação entre as plantas. A mais produtiva rendeu, em apenas uma coleta de 24 horas, quase um litro e meio de óleo. A menos abundante produziu apenas 70 ml. Em média, as árvores avaliadas em Rondônia produzem 391,85 ml.
Outra avaliação importante tem a ver com a sustentabilidade da extração do óleo. As plantas apresentaram redução de 77% no volume de óleo na segunda coleta realizada. Para os pesquisadores, são necessárias outras avaliações para que seja possível determinar o tempo ideal de descanso da planta até uma nova extração de óleo.
Existe ainda uma série de perguntas a serem respondidas, afirma a pesquisadora Michelliny. Na próxima semana, um passo importante pode ser dado na direção das respostas. Pesquisadores da Embrapa Acre, Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Roraima, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Amapá e Embrapa Rondônia realizam uma oficina técnica para consolidar as informações geradas até o momento. Além de reunir os dados coletados em diferentes estados, serão feitas análises dos resultados. A reunião acontece de segunda a sexta-feira da próxima semana, em Rio Branco (AC).
O Projeto Kamukaia é liderado pela Embrapa Acre, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além da copaíba, são objeto de estudo a castanheira, o babaçu, a andiroba, a unha-de-gado e o cipó-titica. O termo Kamukaia é derivado de duas palavras da língua indígena Wapixana: Kamuk e Aka, que significam produtos da floresta.
Fonte: Portal do Agronegócio
21 julho, 2010 - 14:49h
O poder curativo das plantas é conhecido desde a antiguidade. Ainda hoje, a medicina moderna continua buscando nas plantas o poder para curar antigos males que ainda pertubam a humanidade.
Embora o uso das ervas medicinais tenha sido bastante difundo nestas últimas décadas, seu potencial poderia ser bem mais explorado. É possível reduzir o consumo de medicamentos industrializados, fazendo o uso correto das plantas medicinais.
O mais interessante é que por um custo muito baixo você pode manter um bom número de ervas em sua casa mesmo se dispor de pouco espaço para o cultivo. Uma janela ensolarada já será suficiente para o cultivo de algumas ervas que podem incrementar sua qualidade de vida.
O Alecrim, oregano e hortelã, por exemplo, não são simplesmente plantas medicinais. Podem ser empregadas em diversas ocasiões, com grande potencial aromático na culinária. Além disso, são plantas de fácil cultivo e se adaptam bem a praticamente qualquer clima ensolarado. Graças a essas propriedades diversificadas se popularizaram com grande facilidade.
As plantas de uso medicinal devem ser cultivadas em solo livre de contaminação por metais pesados, sem contato com refugos ou animais. Na adubação use somente adubo orgânico.
Na armazenagem deve-se evitar o contato com ar, água, luz e calor. O ar pode ser evitado guardando-se as partes vegetais em embalagens fechadas a vácuo. Evite o calor e mantenha seu estoque de ervas secas longe do fogão em local mais fresco. Jamais seque as plantas no microondas ou no forno convencional.
É importante que você fique atento para a dosagem correta na hora do preparo dos chás. A qualidade dos remédios vegetais depende do controle rigoroso das quantidades de água e de ervas prescritas nas receitas. Sendo assim, para fazer chás ou outros remédios caseiros é importantíssimo ter uma balança com escala em gramas.
A balança será empregada sempre que precisar pesar folhas, flores ou sementes frescas ou secas.
Lembre-se de que as ervas medicinais são remédios, e seu consumo equivocado ou em excesso pode ser prejudicial.
Fonte: http://www.asplantas.com.br/medicinais/
21 julho, 2010 - 14:39h
Um total de 409 pessoas morreram no Peru devido a pneumonia e outras doenças relacionadas com o frio neste ano, informaram fontes do Ministério da Saúde.
Segundo Luis Suárez, diretor-geral de Epidemiologia, ao menos metade destas mortes aconteceu desde maio, quando começou a estação seca, na qual são registradas as temperaturas mais baixas no país.
A maioria das mortes aconteceu entre os chamados "grupos vulneráveis": menores de cinco anos (200 mortes) e maiores de 60 (158), enquanto as outras 51 foram registradas na faixa da população entre cinco e 59 anos de idade.
Nas últimas semanas - explica Suárez -, o ritmo de mortes por pneumonia, que era de três por semana no começo do ano, passou para 12.
A onda de frio registrada atualmente na América do Sul não afetou especialmente o Peru com relação aos anos passados, nos quais foram registrados números mais ou menos similares de mortes por pneumonia, mas sim departamentos da floresta amazônica, onde os termômetros caíram de forma excepcional a temperaturas próximas aos 10 graus.
No departamento de Loreto, que ocupa todo o nordeste do Peru, foram registradas 23 mortes entre crianças de cinco anos. No mesmo grupo de idade se contabilizaram seis mortes em San Martín e cinco em Ucayali (todos departamentos de floresta).
As regiões andinas de Arequipa, Huancavelica e Cuzco sofrem com o frio, que chegou a -20 graus em alguns pontos.
Suárez comentou que nestas regiões "se conjuga a pobreza extrema, o frio, a desnutrição e a fumaça no ambiente", já que a população se aquece com muita lenha e excrementos secos de vacas, fatores que agravam as infecções respiratórias.
"Não é um problema de pobreza, mais de subdesenvolvimento", refletiu o especialista.
Fonte: Portal Terra
21 julho, 2010 - 14:29h
O Museu de História Natural de Paris, na França, divulgou nesta quarta-feira a primeira imagem de dois filhotes de pantera nebulosa nascidos há dois meses no parque zoológico Jardin des Plantes. As informações são da agência Reuters.
Os pequenos, batizados de Pati e Jaya, são da espécie Neofelis nebulosa que se caracteriza por uma pelagem marcada com manchas irregulares parecidas com nebulosas, de formato elíptico e com bordas grossas e escuras. Seus dentes caninos são os mais longos dentre todos os felinos.
A espécie vive em florestas do Nepal, Bornéu, Sumatra, Malásia e China e, segundo biólogos, corre risco de extinção devido à devastação desses habitats.
Fonte: Portal Terra
21 julho, 2010 - 14:25h
O diesel produzido a partir de cana-de-açúcar pela norte-americana Amyris começou a abastecer nesta terça-feira três ônibus de uma importante viação da capital paulista, numa fase final do programa de testes com o combustível, que deverá estar no mercado brasileiro já a partir do ano que vem, segundo um executivo da companhia norte-americana.
A Amyris desenvolveu uma tecnologia para biocombustíveis de segunda geração utilizando micro-organismos para transformar o suco extraído da cana em um diesel similar ao combustível fóssil. E fez do Brasil sua plataforma de operações porque a indústria de cana do Brasil é a mais competitiva do mundo.
"A primeira usina [com equipamento convertido para produzir o diesel de cana], da São Martinho, vai entrar em produção no ano que vem. Vai ter combustível mesmo (em escala comercial) no ano que vem", afirmou Fernando Reinach, integrante do conselho da Amyris Biotechnologies.
"Mesmo assim, a quantidade de diesel [demandada] é tão grande que uma usina de etanol convertida é pouco. Nos próximos anos, vai ter a entrada dos outros parceiros', acrescentou ele, referindo-se a acordos estabelecidos pela Amyris com outros grupos que atuam no setor, como Cosan, Bunge, Açúcar Guarani, para a produção do biocombustível.
A produção começará pela unidade de Pradópolis, da São Martinho, com quem a Amyris tem uma joint venture.
O programa com os ônibus paulistanos pretende comprovar o desempenho do combustível em testes realizados previamente pela Mercedes-Benz do Brasil, maior fabricante de caminhões e ônibus da América Latina.
Os ônibus de São Paulo envolvidos nos testes circularão com mistura de 10% de diesel renovável Amyris e 90% de óleo diesel comercial. Outros três ônibus circularão somente com diesel comercial para fins de referência.
Segundo a Amyris, os testes internos mostraram que a mistura contendo diesel de cana apresentou 9% de redução nas emissões de materiais particulados à atmosfera quando comparado ao diesel derivado do petróleo, mantendo inalterados os parâmetros de desempenho do motor.
"A grande vantagem é que ele é zero de enxofre, totalmente renovável, igual ao etanol, e não compete com a produção de alimentos, que é a crítica que muita gente faz ao biodiesel."
Os primeiros ônibus com diesel de cana circularão durante seis meses em linhas com grande fluxo atendidas pela Viação Santa Brígida.
Os resultados podem dar ainda subsídios para a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovar o novo combustível.
"Ainda precisa ser aprovado pela ANP, mas já está no estágio final, nos EUA já foi aprovado… Não se sabe se vai ser comercializado em leilões da ANP, ele entra como renovável, mas não é um biodiesel, ele tem todas as propriedades do diesel, ele pode ser usado puro", ressaltou Reinach, lembrando que à ANP também caberá classificar o novo combustível.
O abastecimento dos ônibus ficará sob a responsabilidade da Petrobras Distribuidora.
Fonte: Folha.com
21 julho, 2010 - 14:22h
Os grupos frigoríficos JBS e Marfrig suspenderam juntos relações comerciais com mais de 200 fornecedores de gado que atuam com alguma irregularidade, social ou ambiental, no Bioma Amazônico, informaram as empresas nesta terça-feira.
O JBS, maior produtor de carne bovina do mundo, e o Marfrig, o segundo do Brasil e também um dos maiores participantes no mercado global de carnes, tomaram a decisão após detectarem via satélite que parte de seus fornecedores atuava em áreas de preservação, indígena ou próximas de desmatamentos.
Seguindo um acordo feito com representantes da sociedade civil, entre elas o Greenpeace, o Marfrig suspendeu 170 fornecedores de sua lista de mais de 2 mil que atuam em Mato Grosso e Rondônia. Já o JBS cortou de seu cadastro 31 pecuaristas, colocando ainda 1.491 em situação de "alerta", enquanto verifica a condição desses criadores de gado nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre.
'Com isso, garantimos 100% de controle sobre a carne abatida no Bioma Amazônico', disse à Reuters Ocimar Villela, diretor de Sustentabilidade do Marfrig, cuja produção na região responde por 7% do total da companhia.
'Os trabalhos de coleta das coordenadas dos currais de embarque de bovinos para abate passou a fazer parte do processo de aquisição de matéria prima da JBS, tornando o procedimento obrigatório em todas as unidades do grupo", acrescentou Marco Bortolon, presidente da Divisão de Carnes Mercosul, do JBS, lembrando que 100% das 9.813 propriedades fornecedoras ao frigorífico na região estão monitoradas por satélites.
O cerco aos pecuaristas que atuam na ilegalidade tende a se intensificar ainda mais. Seguindo um acordo firmado com o Ministério Público do Pará, o representante do Marfrig afirmou que a companhia, a partir de 13 de novembro, só comprará gado de quem tiver o CAR (Cadastro Ambiental Rural) regularizado.
O avanço da pecuária é tido por especialistas e pelo Ministério do Meio Ambiente como um dos principais responsáveis pelo desmatamento da Amazônia.
Frigoríficos têm sido pressionados no país e no exterior para adotarem práticas sustentáveis de produção no Bioma Amazônico, que se estende por cerca de 50% do território brasileiro.
O Ministério da Agricultura lançou no ano passado um programa para monitorar fazendas de gado do Pará –importante criador de gado e um dos Estados que mais desmatam ao lado do Mato Grosso– com o objetivo de coibir desflorestamentos decorrentes do avanço da criação de bois. E o Ministério do Meio Ambiente tem intensificado a fiscalização na área.
Fonte: Folha.com
21 julho, 2010 - 14:07h
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante quatro argentinos, um paraguaio e três brasileiros que tentavam caçar na região de Sinop, no Mato Grosso. Outros sete suspeitos também foram detidos. As prisões fazem parte da Operação Jaguar, que tem o objetivo de desmantelar uma organização criminosa com atuação nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, cuja principal atividade consiste no abate clandestino de animais de grande porte, principalmente onças-pintadas, pardas e pretas, no Pantanal e em outras regiões do País.
De acordo com a PF, os agentes também cumpriram 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Corumbá (MS). Os oito suspeitos presos em flagrante em Sinop portavam grande número de armas e munições de diversos calibres. As investigações tiveram início no ano passado após relatos do encontro de carcaças de onças em algumas fazendas na região pantaneira e do sumiço de felinos que estavam em monitoramento pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A PF, então, encontrou pessoas transportando em caminhonetes cães típicos para caça de grande felinos. Elas estavam acompanhadas do filho do "Caçador de Onça" - o mais famoso caçador de desses felinos no Brasil -, que se diz regenerado da fama e convertido ao trabalho pela preservação da espécie. As investigações apontaram que o conhecido caçador e seu filho aproveitavam a captura de onças para encoleirar os bichos para o programa Pró-Carnívoros, desenvolvido pelo Ibama, para acobertar a caça clandestina e predatória.
De acordo com a polícia, os caçadores chegam ao Pantanal por meio de aviões particulares, que pousam em fazendas da região equipados com modernas armas de caça. Nas fazendas utilizam os cães, normalmente cedidos por caçadores da região ou por fazendeiros que têm interesse em proteger o gado. Depois de tirar fotos dos animais abatidos, os caçadores destroem as carcaças. Há evidências que alguns "troféus" são levados até para o exterior, uma vez que a PF descobriu a frequente participação de um morador de Curitiba com conhecimento em taxidermia - arte de empalhar animais.
'Safári'
Ainda segundo a corporação, normalmente as caçadas são organizadas por um profissional que mora em Cascavel, também no Paraná. Pelos chamados "safáris", os clientes pagavam por animal abatido e, por um valor maior, tinham direito a pele, cabeça ou a todo o animal, que era empalhado em Curitiba. Os agentes não descartam a possibilidade do grupo participar de safáris na África, trazendo para o Brasil peles e partes de animais, inclusive marfim - cuja comercialização é proibida internacionalmente -, caçados na África.
Os suspeitos serão indiciados com base na Lei de Crimes Ambientais, como perseguir, caçar ou matar animais da fauna silvestre sem permissão, cuja pena varia entre seis meses e um ano; por porte ilegal de arma de fogo, cuja pena prevista é de até 4 anos de reclusão; e formação de quadrilha, com pena entre um e três anos.
Fonte: Paraná Online
21 julho, 2010 - 14:04h
A lavoura cítrica de pelo menos 54 municípios do Paraná já sofre com uma bactéria que destrói a plantação e se dissemina muito rápido, pois a contaminação de todas essas cidades ocorreu em dois anos, através da Huanglongbing, mais conhecida como HLB (“doença do ramo amarelo”, traduzindo a sigla para o português) ou greening (verde, em português). Nestes 54 municípios, pelo menos 20% das 500 propriedades de laranja, limão e tangerina já sofrem com a doença.
A bactéria é transmitida pelo inseto Diahporina Citri e está presente no Paraná, em São Paulo e em Minas Gerais.
A incidência dentro das lavouras, no entanto, não é tão grande ainda, varia entre 0,3 e 0,5%. Por enquanto, o que assusta é a rápida disseminação da doença, que deixa um dos ramos da planta amarelado. O engenheiro agrônomo da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab) em Maringá, José Croce, explica que a bactéria entra no sistema de circulação da seiva da planta, o que pode destruí-la rapidamente. A Seab ainda não calculou os prejuízos que os produtores já tiveram com a bactéria. Porém, se considerar que cada planta pode ser responsável por duas caixas de frutas, e que cada caixa vale cerca de R$ 15, então o agricultor deve perder R$ 30 por planta afetada.
Croce adverte que é preciso tomar alguns cuidados, como fazer as quatro inspeções anuais (que são obrigatórias), eliminar a planta doente (cortar o ramo que estiver amarelado) e, ainda, pulverizar a plantação com o inseticida que ataca a bactéria. “O controle tem sido satisfatório, mas é preciso cuidar. Estimamos que até o final deste mês a bactéria chegue a 60 cidades”, informou Croce. O agricultor que não informa à Seab as suas inspeções tem que pagar multas, que variam de R$ 2 a R$ 5 mil.
O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar-PR), de Londrina, Rui Pereira Leite Júnior, disse que a preocupação é a quantidade de cidades atingidas, já que a bactéria é disseminada por um inseto. “Fazemos analogia com a dengue. Se tem alguém doente, a probabilidade de outra pessoa também ficar doente é grande. O mesmo pode ser aplicado com a planta”, comentou.
O “greening” ocorre no Brasil desde 2004 (em São Paulo). No Paraná, a bactéria chegou em 2007. Porém, na China e na África já há notícias de ocorrências bem antes de 2004. Em volume, o Paraná é o primeiro produtor brasileiro de laranja, com 13 milhões de caixa por ano.
Fonte: Paraná Online
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