Arquivos para julho 19th, 2010
19 julho, 2010 - 14:43h
Investigadores descobriram que as plantas são capazes de "lembrar" e "reagir" à informação contida na luz.
Elas transmitem informações sobre a intensidade e qualidade da luz de folha em folha de uma forma muito semelhante ao nosso sistema nervoso. Estes "sinais eletro-químicos" são conduzidos por células que atuam como "nervos" nas plantas.
Os pesquisadores usaram imagens de fluorescência para ver como as plantas respondiam. A luz que brilhou sobre uma folha causou que a planta inteira respondesse. E a resposta, que assumiu a forma de reações químicas induzidas pela luz nas folhas, continuou no escuro - ou seja, a planta se "lembrou" da informação codificada na luz.
O que foi ainda mais peculiar é que a reação das plantas mudou conforme a cor da luz que as atingiu. Os pesquisadores suspeitam que as plantas possam usar a informação codificada em função de estimular reações químicas de proteção, já que o efeito de diferentes cores de luz afetou a imunidade das plantas a doenças.
Quando se brilhava uma luz na planta por uma hora e as infectava com um vírus ou bactérias 24 horas depois, a planta resistia à infecção. Mas quando a planta era infectada antes de brilhar a luz, ela não conseguia construir a resistência.
Ou seja, os cientistas afirmam que a planta tem uma memória específica para a luz que constrói a sua imunidade contra patogenias, e ela pode adaptar essa memória a diferentes condições de luz, afinal cada dia ou semana de uma temporada tem uma "qualidade de luz" característica.
Os pesquisadores dizem que isso pode ser considerado uma forma de
inteligência.
Fonte: Paraná Online
19 julho, 2010 - 14:42h
Não é brincadeira! Enquanto antidepressivos são feitos para melhorar a saúde mental dos humanos, o oposto acontece com camarões, que parecem desenvolver tendências suicidas se expostos à droga conhecida como fluoxetina.
Camarões normalmente nadam em águas mais escuras, para não serem expostos à luz virando presas fáceis para pássaros e outros predadores. Mas camarões que tiveram contato com a fluoxetina nadam em direção à luz, colocando-se em situação de risco e sendo facilmente capturados.
A fluoxetina vai parar na água através do esgoto, que leva secreções humanas que contém a substância para rios e mares. Biólogos se preocupam com o comportamento das populações de camarões já que, se grande parte delas entrar em contato com a fluoxetina, isso pode causar um desequilíbrio no ecossistema.
Segundo biólogos marinhos da Universidade de Portsmouth muito do que os humanos consomem acaba nos crustáceos. O café, por ser muito consumido nos Estados Unidos, está fazendo com que a concentração de cafeína nos mares da região seja muito grande.
Mas não são só os camarões que sofrem com isso. Tanto eles quanto ostras estão devolvendo toxinas para quem os consome - ou seja, nós!
Adultos estão ingerindo dioxina, um poluente "comum", através de frutos do mar. Essa toxina pode causar diabetes, doenças cardíacas, câncer, endometriose, menopausa antecipada e reduzir a testosterona. Segundo as pesquisas, somos expostos à quantidades de dioxina cerca de 1200 vezes superiores ao que é considerado seguro.
Fonte: Paraná Online
19 julho, 2010 - 14:37h
O VI Simpósio de Meio Ambiente que será realizado nos dias 20, 21 e 22 de setembro de 2010, na cidade de Viçosa, MG no novo Auditório - Auditório Fernando Sabino - com capacidade para 800 pessoas, dentro do Campus da Universidade Federal de Viçosa, pretende reunir profissionais interessados em debater sobre o cenário atual ambiental e Perspectivas de desenvolvimento sustentável, a fim de determinar o estado da arte da situação, passando a ser o principal fórum de discussão sobre como o desenvolvimento deve caminhar lado a lado com a sustentabilidade.
Entre os participantes do Evento, estudantes de graduação e de pós-graduação; professores universitários; pesquisadores e profissionais da área com uma circulação diária no Campus da UFV Universidade Federal de Viçosa de 12.000 pessoas. Estarão presentes também, dirigentes do Terceiro Setor e profissionais de entidades públicas de pesquisa.
Maiores informações no site: http://www.cbcn.org.br/simposio/2010/
Fonte: Portal do Agronegócio
19 julho, 2010 - 14:32h
“A agricultura brasileira será a grande responsável pelas adaptações na mitigação dos gases de efeito estufa. Não há grande expectativa com o setor da indústria e transportes”. Derli Dossa, Chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do MAPA.
A área de grãos cresce 1,7% ao ano na agricultura brasileira desde a década de 80. A pecuária de corte cresce 0,17% e a produção de frangos aumenta 2,42% a cada ano. A perspectiva para os próximos 10 anos é crescer 37% na área de grãos e 40% na de carnes. Em 2025, a China deverá ser o maior produtor de alimentos, mas o Brasil será o maior exportador de alimentos, considerando que hoje o país é o principal exportador mundial de açúcar, café, suco de laranja, carne bovina e frango, tabaco e álcool. Os números foram apresentados pelo Chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Derli Dossa, durante um evento realizado no dia 16/07, na Embrapa Trigo, para discutir soluções propostas pelo Governo Federal para reduzir os impactos da agropecuária no efeito estufa.
As emissões de gases de efeito estufa na agropecuária são gás carbônico, metano e óxido nitroso, resultado do uso de fertilizantes, práticas erradas de manejo do solo, implantação de pastagens em áreas de floresta, queimadas, cultivo de arroz em áreas alagadas e na produção pecuária. A agropecuária responde por 70% das emissões de gás metano, através do processo digestivo dos ruminantes. No último levantamento do MAPA, realizado durante a campanha de vacinação da febre aftosa, o rebanho brasileiro contava com 203 milhões de cabeças na bovinocultura. “Vimos que para garantir o mercado de exportação de carnes precisávamos apresentar estratégias de desenvolvimento mais consistentes do que preservar a floresta amazônica”, avalia Derli Dossa, ponderando que estão faltando estudos para definir com segurança a contribuição do boi na emissão de gases.
Em conjunto com entidades de pesquisa, o Governo estabeleceu metas em ações bem definidas que serão desencadeadas com o envolvimento da assistência técnica no prazo de 10 anos para atingir os números. As soluções propostas são:
- a) Recuperação de pastagens degradadas: recuperar 15 milhões de hectares (ha);
- b) Implantar sistemas de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): 4 milhões ha (média de 400 mil ha/ano);
- c) Ampliar área com Plantio Direto: 8 milhões ha;
- d) Aumentar área com uso de fixação biológica de nitrogênio: 5,5 milhões ha;
- e) Plantio de florestas comerciais: 3 milhões ha.
Para subsidiar as ações foi criado o programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono, que conta com R$ 2 bilhões destinados a produtores rurais e cooperativas. Os valores ainda não chegaram aos agentes financeiros, mas o limite pode chegar a R$ 1 milhão por beneficiário, dependo do projeto que pode envolver ILPF, recuperação de pastagens (inclusive com compra de máquinas), implantação de florestas comerciais e recuperação de reservas legais e áreas protegidas. Os juros ficarão em 5,5% ao ano, com três anos de carência e prazo de até 12 anos para reembolso.
“É difícil definir o que é uma área de pastejo degradada, mas com manejo e tecnologia apropriados é possível recuperar o pasto em até 6 meses”, conclui Derli Dossa.
Fonte: Portal do Agronegócio
19 julho, 2010 - 14:31h
Centenas de hectares de terra espalhados pelo país sofrem com a exploração incorreta e se tornam impróprios para a plantação. Os motivos são vários, entre elas a exploração de minérios que pode chegar a causar buracos de até 50 metros para a extração mineral. Para isso, a primeira coisa a ser feita pelos extrativistas é a remoção de toda a vegetação nativa da área, árvores são cortadas e toda a camada superficial do solo é destruída, acabando com as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo e tornando-o estéril. Para recuperar centímetros de áreas degradas são necessárias décadas, dependendo do tipo de minério extraído e da região isso pode levar, no mínimo, 30 anos e não há garantias de que o solo volte a ter o mesmo nível de fertilidade do que antes da exploração.
Alguns pesquisadores brasileiros dedicam seus trabalhos à recuperação destas áreas degradadas, um deles é o professor de biogeoquímica da Unesp (Universidade Paulista) Wanderley José de Melo. Ele coordena a recuperação de uma área degradada pela extração de estanho na Floresta Nacional do Jamari, na Região Amazônica, Estado de Rondônia, e vai apresentar os resultados do que está sendo feito no local durante a 18º Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água, que acontece de 8 a 13 de agosto, em Teresina, Piauí.
Nós temos vários tipos de mineração podemos extrair calcário, argila e no caso da palestra que será apresentada no evento é o trabalho sobre mineração em cafiterita, que é um minério de estanho. Toda a parte fértil e a vegetação que cobria o solo é removida para ser feita a escavação do minério, que chega a até 50 metros de profundidade. Com isso, você tem uma área totalmente estéril, não nasce nada nesta área, apesar de você ter toda a floresta amazônica no entorno com um excelente banco de sementes. O que a gente tem que fazer é tentar restituir ao solo as suas propriedades físicas, químicas e biológicas para devolver este solo para o sistema de pastagem ou para restituir a própria floresta nativa do local — diz Melo.
O professor explica que a primeira coisa que os pesquisadores devem fazer para começar a restituir a área é ir ao local e fazer um levantamento da vegetação ao entorno da área degradada para saber que árvores predominam e qual é o nível de fertilidade de solo da região. Depois, é preciso verificar como está a topografia do terreno e entender como ela foi alterada pelos buracos da mineração. Uma amostra do solo degradado é retirada para ser estudada nos laboratórios e é testada em casas de plantas experimentais para que os pesquisadores entendam que tipo de vegetação irá se adequar àquelas condições e que adubação precisa ser feita. A partir daí, começam as ações de fato na área.
No caso da recuperação da Floresta Nacional do Jamari, os pesquisadores instalaram terraços para conter a erosão e plantaram, durante três anos seguidos, um coquetel de leguminosas para adubação verde como mucuna preta e feijão de porco. Em paralelo a isso, foi feita uma adubação específica e calagem para permitir o crescimento inicial destas plantas. Aos poucos, o solo foi recuperando os níveis de nitrogênio, fósforo e matéria orgânica na camada superficial e, a partir do quarto ano, eles começaram a plantar mudas nativas da região. O projeto começou em 1997 e já há plantas que atingem os 30 metros de altura, mas Melo diz que ainda serão preciso décadas para que a produtividade e fertilidade voltem aos altos índices de antes da degradação.
Anualmente é feito um poroamento das mudas, porque começa a crescer outro tipo de vegetação que vai concorrer com a muda, temos que fazer a reposição de mudas que provavelmente morreram, porque aquele material que sobrou tem pouca capacidade de retenção de água e a planta cresce bem no período chuvoso, mas no período seco ela corre o risco de morrer. A gente vai à área, tira uma mostra de solo do local que está sendo recuperado e da mata que está ao seu entorno e faz a comparação. Ainda não temos dados precisos para informar, mas deve ser coisa de mais 15 a 20 anos ainda para voltar aos níveis de fertilidade, mas a gente espera que com 7 a 10 anos já se pare de ter os cuidados, porque a partir daí, a própria natureza vai cuidando. As sementes germinam e gradativamente a paisagem vai se assimilando com a que existia antes — explica.
O professor de biogeoquímica diz que antes dos 40 anos de projeto não acredita que a fertilidade retorne como antes e nem sabe se quando chegar este tempo ela estará totalmente recuperada, mas diz que as medidas devem ser pensadas a longo prazo, principalmente a nível de floresta, o mais importante é dar condições para que o solo vá retomando a fertilidade gradativamente para que as raízes vão se aprofundando, as plantas crescendo e a fauna típica volte à área. Ele diz que este aspecto também é importante, já que quando a exploração mineral foi feita, retirou toda a cobertura do solo e expulsou a fauna que vivia na região.
O que eu gostaria de colocar é que é muito importante não só na Amazônia, porque a gente gosta de falar muito na Amazônia, mas recuperar áreas do Brasil como um todo. Existem muitos e muitos hectares de terras que são degradadas e se tornam impróprias para a produção. Nós temos que tomar muito cuidado porque o solo é um patrimônio e um bem não-renovável. Para que você destrua uma camada de 5 centímetros de solo é preciso centenas de anos de recuperação — ressalta Melo.
Fonte: Portal do Agronegócio
19 julho, 2010 - 14:26h
Um estudo da Universidade Estadual da Geórgia, nos Estados Unidos, indica que estrelas solitárias, como o Sol não são tão raras como um dia se pensou. A pesquisa aumenta a probabilidade de existirem sistemas que favoreçam a existência de vida, como o solar, no universo. As informações são da New Scientist.
Não é fácil descobrir se uma estrela é solitária ou tem uma companheira, já que normalmente a luz delas é tão forte que nos telescópios parece ser apenas um astro. Astrônomos procuram pistas em outras observações, como, por exemplo, a mudança periódica no espectro de luz causada pelo movimento de uma estrela ao orbitar outra.
Estudos anteriores indicavam que a maioria dos sistemas que continham uma estrela de massa parecida com a do Sol tinha na verdade duas ou mais estrelas. Contudo, um estudo conduzido por Deepak Raghavan e sua equipe observou 454 estrelas parecidas com o Sol. Eles afirmam que a maioria (56%) é de astros solitários.
O estudo vai contra outra pesquisa que afirmava exatamente o contrário, completada em 1991. Segundo Raghavan, há duas explicações para a diferença: a amostra do novo estudo é maior e, além disso, o primeiro pode ter superestimado o número de sistemas de múltiplas estrelas. O astrônomo afirma que isto pode ter ocorrido porque os pesquisadores de 1991 presumiram que muitas estrelas não poderiam ser detectadas por estar abaixo do limiar de detecção da companheira.
Segundo os cientistas, sistemas com uma única estrela são mais propícios ao surgimento de vida por serem mais estáveis. Os planetas podem ser formar em sistemas múltiplos, mas a força da gravidade de estrelas pode lançá-los contra a estrela principal. Além disso, elas podem interferir na formação de cometas. Seria eliminada assim uma potencial fonte de água para planetas rochosos, que recebem a substância dos cometas.
Fonte: JB Online
19 julho, 2010 - 14:22h
Dois projetos distintos, um parque nacional e uma mina da Vale, disputam o mesmo espaço na serra da Gandarela, região central de Minas (a 50 km ao leste de BH).
O ICMBio (Instituto Chico Mendes), órgão do governo federal que cria e gere as unidades de conservação nacionais, estuda a implantação de um parque de 27 mil hectares na região -quase o tamanho da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Já a Vale quer extrair 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano com o Projeto Apolo - um investimento de R$ 4 bilhões. "É um dos maiores investimentos do setor minerário neste período", diz Cláudio Lopes, do departamento de Engenharia de Minas da UFMG.
A última grande aposta da Vale foi a mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), inaugurada em 2006, com a capacidade de extrair 30 milhões de toneladas de minério por ano.
O problema é que a cava da mina Apolo, projetada para cerca de 900 hectares, está dentro da área que o ICMBio pretende para o parque.
Autor de uma dissertação de mestrado na UFMG que sugere a criação da reserva, o biólogo Wander Lopes diz que, além da presença de mamíferos ameaçados de extinção, como o lobo-guará e a onça-pintada, a área é especial por ser zona de transição entre mata atlântica, cerrado e campos de altitude.
A região, pouco explorada, conta com pelo menos nove cachoeiras e mais de 70 cavernas -numa das quais se encontra um sítio com pinturas rupestres.
CANGAS
O biólogo Flávio do Carmo, autor de outra dissertação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que estudou a serra, conta que a área é rica em um tipo de formação rochosa difícil de ser encontrada, as cangas.
Elas são ecossistemas que afloram no alto das montanhas, onde vivem espécies raras de vegetais e insetos e que propiciam a infiltração da chuva no lençol freático -tanto que a serra tem nascentes que abastecem parte da região metropolitana de Belo Horizonte.
Compostas por crostas de ferro, as cangas atraem as mineradoras. A exploração de minério de ferro fez com que do total de 18,5 mil hectares da formação que havia em Minas restem 11 mil. Desse total, 4,5 mil hectares estão na Gandarela, o que justifica o interesse da Vale.
O Projeto Apolo está em fase de licenciamento ambiental na Secretaria de Meio Ambiente do Estado. Já foram feitas seis audiências públicas nos municípios envolvidos -Caeté, Santa Bárbara, Raposos, Itabirito, Rio Acima e Belo Horizonte.
A previsão da secretaria é que o resultado da análise fique pronto até o final do ano.
Fonte: Folha.com
19 julho, 2010 - 14:19h
A Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira, uma imagem de um loris delgado das planícies Horton (Loris tardigradus nycticeboides), no Sri Lanka. Segundo a organização, acreditou-se durante 60 anos que o raríssimo primata estava extinto, já que não foi visto desde 1939. Somente em 2002 que esse animal foi novamente visto por pesquisadores.
Segundo a organização, o animais de olhos grandes e membros curtos foi registrado por pesquisadores da ZSL e do Sri Lanka após mais de 200 horas analisando rastros do primata.
A ZSL afirma que o animal encontrado tem cerca de 20 cm de comprimento e chama a atenção o seu pelo denso. Os pesquisadores dizem ainda ter descoberto que esse animal tem membros mais curtos que qualquer outro loris conhecido, seja no Sri Lanka ou na Índia, o que indica que o primata se adaptou para viver nas frias florestas de montanha.
Fonte: Portal Terra
19 julho, 2010 - 14:17h
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou uma imagem do satélite Envisat que mostra o crescimento de algas no mar Báltico. O fenômeno, conhecido como "florescimento de algas", é a rápida multiplicação de fitoplâncton, microscópicas plantas marinhas, próximo à superfície.
Segundo a agência, o fitoplâncton é sensível à luz do sol e às variações ambientais - variações de nutrientes, temperatura, correntes e vento. O grande desenvolvimento registrado é decorrente de várias condições favoráveis nas últimas semanas, como grande período de iluminação, pouco vento e um aumento nos ingredientes por causa do derretimento de gelo.
Apesar de o fenômeno ser essencial para o ecossistema, ele pode ter um lado perigoso, pois as algas podem produzir substâncias tóxicas dependendo da concentração de oxigênio na água. Por causa desse perigo, as algas marinhas costumam ser monitoradas, assim pescadores e órgãos oficiais podem saber de qualquer problema rapidamente.
O florescimento de algas dificulta a detecção de manchas de óleo pelos radares, pois os equipamentos confundem o fenômeno natural com a poluição.
Fonte: Portal Terra
19 julho, 2010 - 14:14h
Um terremoto magnitude 6,7 atingiu a região das ilhas Aleutas no Alasca, na noite de sábado (17), sem relatos imediatos de danos ou vítimas. Apesar da magnitude do sismo, não houve alerta de tsunami, informou o Tsunami Warning Center, no Alasca.
O tremor ocorreu pouco antes da 10h (locais) e seu epicentro foi no Mar de Bering aproximadamente 249 km (155 milhas) a sudoeste do porto holandês, informa o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O terremoto atingiu cerca de 33 quilômetros (21 milhas) abaixo do leito marinho. O Centro de Informações do Alasca informou que não há relatos de feridos ou danos materiais.
Fonte: Zero Hora/RS
19 julho, 2010 - 14:13h
A criação recente de duas novas unidades de conservação no Espírito Santo, em junho, aumentou a área marinha brasileira protegida. O país tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados em território marinho – metade do território terrestre. As unidades de conservação, entretanto, somam apenas 1,5% de toda essa área – o Ministério do Meio Ambiente (MMA) acredita que um número mais adequado estaria próximo a 10%.
Por isso, o MMA quer criar uma política nacional de conservação dos oceanos, que inclui criar novas unidades de conservação, como as capixabas recém-criadas na região costeira do Estado (a Área de Proteção Ambiental da Costa das Algas, com 114 mil hectares, e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, com 17 mil hectares).
No total, o Brasil tem 102 unidades de conservação (UCs) marinhas. Elas ajudam a preservar a biodiversidade marinha: perto da costa do país se alimentam baleias e golfinhos, por exemplo.
Fonte: Portal Ambiental
19 julho, 2010 - 14:11h
Um estudo inédito do instituto britânico Chatham House comprovou que, na última década, houve uma queda significativa na exploração ilegal de madeira. Uma área de 17 milhões de hectares de floresta (equivalente ao Reino Unido) deixou de ser desmatada e pelo menos 1,2 bilhão de toneladas de gases estufa não foram lançadas. O Brasil registrou uma queda de 75%, intensificada nos últimos cinco anos com o combate às derrubadas e graças à modernização do sistema de transporte e comércio da madeira, seguindo as normas do Documento de Origem Florestal (DOF).
A redução da exploração ilegal teve reflexo direto no contrabando da matéria-prima. A importação de madeira ilegal pelos principais países consumidores caiu pelo menos 30%, segundo o relatório. Isso foi possível graças também a ações de governos, da sociedade civil e do setor privado. A combinação de políticas de combate ao desmatamento, como regras mais severas e exigências de certificação em mercados compradores, sustentam os resultados da pesquisa.
Foi analisada a cadeia produtiva da madeira ilegal em cinco países tropicais detentores de florestas (Brasil, Indonésia, Camarões, Malásia e Gana), nos consumidores (Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Holanda) e na China e no Vietnã, que processam a madeira e fornecem produtos.
Alerta para o Brasil – Os pesquisadores apontam falhas no cumprimento das sanções para as infrações ocorridas na Amazônia, onde a derrubada ilegal ainda representa de 35% a 70% de todo o desmatamento. “No Brasil, por exemplo, apenas 2,5% das multas são recolhidas”, acrescenta o texto.
O relatório prevê que o combate à extração irregular e ao contrabando pode ser dificultado, pela multiplicação dos desmatamentos em menor escala e pelo crescimento da venda da madeira ilegal nos mercados internos dos países produtores.
Fonte: Jornal do Brasil
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19 julho, 2010 - 09:25h
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Projeto de bibliotecas virtuais propõe participação do público universitário na edição de conteúdos
No dia 12 de agosto, o Instituto de Ciências Agrárias (ICA), campus regional de Montes Claros, receberá professores de escolas estaduais e municipais de Montes Claros e região para a aula inaugural de um curso gratuito de capacitação na área ambiental. Depois desse primeiro encontro, os demais módulos do curso serão oferecidos a distância, até o encontro final no Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros, onde os professores poderão aplicar o que aprenderem ao longo do curso.
A realização desse curso marcará o início da segunda fase de um projeto de extensão que vem sendo desenvolvido desde 2009 no ICA: o Bibliotecas Virtuais. Parte do programa Universidade Solidária, esse projeto mantém sites como o www.edubrasil.com.br, por meio do qual será oferecido o curso a distância. Como o próprio nome sugere, o objetivo principal do projeto é manter uma biblioteca atualizada para consulta online de trabalhos científicos e técnicos nas mais diversas áreas de conhecimento, além de fotos e espaço para troca de informações entre editores e o público.
Também integram o projeto os sites Ambiente em Foco, com temas relacionados ao meio ambiente de maneira geral, políticas públicas e outros temas atuais; Fauna Brasil, com informações sobre comportamento e bem-estar de animais silvestres e exóticos, e Zootecnia Brasil, na mesma linha, porém sobre animais domésticos; Brasil Atual, sobre agronegócio, economia, saúde humana e política; e Planeta Online, criado para atender outras áreas de conhecimento não atendidas pelas demais páginas.
Ampliar interação No entanto, a proposta de multiplicar o número de editores de conteúdo dos sites e, consequentemente, a interação entre eles, ainda não corresponde ao esperado: praticamente todo o conteúdo é atualizado pelo professor Délcio, que conta com o auxílio de três estudantes do ICA, sendo um bolsista e dois voluntários.
Segundo ele, são necessárias cerca de três horas diárias, de segunda a sexta, e seis horas aos sábados e aos domingos para manter os sites minimamente atualizados. As páginas recebem contribuições, ainda, de um voluntário da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e, mais recentemente, outro da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Mesmo que a participação do público na edição dos conteúdos ainda não seja satisfatória, o coordenador do projeto comemora o número de acessos dos sites ligados ao Bibliotecas Virtuais. No último mês de março, eles totalizaram cerca de 980 mil visitas, de internautas de mais de 40 países. Estados Unidos, Portugal, Angola, Moçambique, Itália, França, Alemanha, Rússia, Chile, Peru, Venezuela, México, China, Guatemala, Suíça, Japão e Austrália são alguns dos países que acessam os sites, o que representa 30% de suas visitas.
“O número de acessos só não é maior porque ainda não temos condição de atender todas as demandas do público em potencial, em termos de informação”, avalia Délcio. Segundo ele, para que os sites chegassem a um nível adequado de atualização seriam necessárias pelo menos cinco pessoas trabalhando diariamente em cada um deles.

(Assessoria de Comunicação do ICA)
Segundo o coordenador do Bibliotecas Virtuais, professor Délcio César Cordeiro Rocha [foto], a ideia é que os conteúdos sejam postados e atualizados por grupos de estudos das diversas universidades brasileiras, por meio de login e senha próprios. Assim, além de trabalhos científicos e técnicos, cada grupo pode divulgar eventos e outras informações de interesse nos sites. Para conseguir o login e a senha, os interessados devem entrar em contato com o professor Délcio pelo e-mail universidadesolidaria@yahoo.com.br. “Preciso saber qual o tipo de informação a pessoa pretende postar para direcioná-la ao site mais adequado entre os disponíveis”, explica.
Por: Juliana Paiva
Fonte: UFMG
www.universidadesolidaria.com.br
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