Arquivos para julho 16th, 2010
16 julho, 2010 - 15:05h
O Prevfogo capacita, nesta semana de 12 a 16 de julho, um grupo de marinheiros em prevenção e combate a incêndios florestais em Rondônia. Este curso objetiva atender as demandas de incêndios florestais as margens de rios, além de disseminar estes conhecimentos para as comunidades ribeirinhas.
Além destas atividades a preparação dos marinheiros objetiva auxiliar nas demandas eventuais de incêndios florestais fora de controle que possam ocorrer no Estado, principalmente no que diz respeito ao atendimento das bacias e micro-bacias hidrográficas da região.
Neste curso serão passados conhecimentos teóricos e práticos concernentes a incêndios florestais, como por exemplo: legislação aplicada, sistemas de detecção, comportamento do fogo em incêndios florestais, teoria e prática em equipamentos de combate a incêndios florestais, aulas práticas de reconhecimento de áreas, aula prática de construção e manutenção de aceiros e trincheiras, aula prática de combate terrestre baseado em sistema de área, aula prática de construção de linha de controle através dos diversos métodos utilizados, noções de uso de equipamentos de orientação terrestre, entre outros conteúdos referentes ao combate a incêndios florestais.
O curso está sendo ministrado pela equipe do Prevfogo da Superintendência do Ibama em Rondônia, que é composta por servidores da casa e coordenada por Roberto Fernandes de Abreu, Coordenador Estadual do PrevFogo de Rondônia.
Para o Superintendente do Ibama de Rondônia, César Guimarães, com esse treinamento a Marinha do Brasil, por meio da Delegacia Fluvial de Porto Velho, se torna parceira em mais uma atividade na luta pela preservação da Amazônia.
Fonte: Ibama
16 julho, 2010 - 15:01h
Fugindo do frio nas praias da região Sudeste do país, turistas aproveitam as férias no verão da Amazônia. Na praia de Salinas, no Pará, por exemplo, a temperatura média para o mês de julho é de 32 graus.
Nessa época do ano, a praia recebe muitos turistas que fogem do frio em outras partes do país. "Aqui, a natureza é agradável, a gente fica mais tranquilo", diz a professora Rosiléa Socorro, que foi descansar na praia.
Durante a noite, Salinas oferece barracas gigantes com músicas para os jovens. Os estilos e ritmos são variados, com sons eletrônicos e regionais, por exemplo.
Outra cidade no nordeste do Pará também vê o movimento turístico crescer durante o verão amazônico. É a Ilha de Algodoal, em que só é possível chegar de barco, a partir de uma viagem de 30 minutos que tem origem em Marapanim.
A ilha tem um vilarejo com opções mais rústicas de hospedagem. Reflexo de uma recepção turística que conta com energia elétrica há apenas cinco anos. Ambiente ideal para sossegar.
Fonte: G1
16 julho, 2010 - 14:59h
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) liberou R$ 30,5 milhões para recuperação das áreas de assentamentos atingidas pelas enchentes em Alagoas e Pernambuco. Desse total, R$ 23 milhões serão destinados à realização de obras emergenciais de infraestrutura, como recuperação de estradas e pontes, por exemplo. Os outros R$ 7,5 milhões servirão para construção ou recuperação de casas.
A estimativa do Incra é de que aproximadamente 7.963 famílias assentadas tenham sido atingidas pelas fortes chuvas. Muitas delas estão ilhadas e sofrem com a falta de alimentos, uma vez que grande parte da produção foi perdida.
A situação mais grave é em Alagoas, onde quase 6 mil famílias foram afetadas pelos temporais. Elas vivem em 66 assentamentos, dos quais 45 estão em estado de calamidade e 21 em situação de emergência.
Em Pernambuco, 1.963 famílias em 26 assentamentos foram atingidas. Os municípios com áreas de reforma agrária afetadas foram Palmares, Bonito, Gameleira Água Preta, Amarají, Barreiros, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Catende e Lagoa dos Gatos.
As equipes do Incra nos dois estados se prontificaram em acompanhar a Defesa Civil no trabalho de ajuda aos assentados.
Fonte: Globo Rural Online
16 julho, 2010 - 14:55h
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) só conseguiu receber o dinheiro de 0,2% das multas que aplicou de janeiro a outubro de 2009, revela o Tribunal de Contas da União.
O problema está se acentuando mesmo com a queda no número de autuações por ano, tendência registrada de 2008 até agora. Em 2005, o governo tinha conseguido receber o pagamento de 1% do total de multas aplicadas.
O Ibama está no topo da lista nacional dos piores arrecadadores. Dos R$ 23,8 bilhões devidos por credores da União, 64% são multas ambientais, aplicadas pelo órgão, que não foram pagas.
Desde 2009, o Ibama tem concentrado sua ação de fiscalização nos grandes infratores. Num primeiro momento, a estratégia fez cair em 25% o número de autuações e o montante total das multas aplicadas. A soma das multas de 2008 é R$ 724,2 milhões maior que a de 2009.
LACUNA MINEIRA
O principal responsável pela queda na arrecadação em 2009 foi Minas Gerais, onde foi cancelado o convênio com a Polícia Militar. O Estado aplicou 6.200 multas a menos com o fim da parceria. "A máquina [em Minas] estava em colapso. Passamos a focar as ações de maior escala em todo o país porque o objetivo é a dissuasão", diz Bruno Barbosa, diretor de fiscalização do Ibama.
Diante da nova política, podem deixar de ser alvos prioritários do órgão colecionadores caseiros de animais silvestres sem registro e até os 869 assentamentos da reforma agrária que contribuíram com o desmate verificado durante o ano passado na Amazônia Legal.
PUNIÇÃO EXEMPLAR
A fiscalização do órgão diz acreditar que, ao fazer grandes operações e aplicar multas mais pesadas, intimida os pequenos infratores. Essa estratégia está concentrada na Amazônia, que acumulou 74% do total de R$ 7,5 bilhões em multas aplicadas nos últimos dois anos por poluição, degradação e infrações contra fauna e flora.
Nesse período, fiscais assinaram 52,6 mil autuações em todo país, sendo 20,8 mil delas (39,6%) na Amazônia.
No ano passado, o Pará apareceu nas planilhas do Ibama como o campeão em multas, tanto em números de autos de infração quanto de autuações de maior valor. O resultado foi impulsionado da Operação Boi Pirata 2, que concentrou ações no município de Novo Progresso, área de intenso desmatamento.
Na empreitada, foram apreendidas cerca de 800 cabeças de gado criadas em uma área de proteção ambiental de um único dono. O gado foi doado aos governos dos de Mato Grosso, Bahia e Pará, que se responsabilizaram pelo deslocamento e distribuição dos bois a beneficiários de programas sociais.
Fonte: Folha.com
16 julho, 2010 - 14:53h
Químicos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos aperfeiçoaram o design de um tipo de cristal artificial, duplicando sua capacidade de absorção e armazenamento de dióxido de carbono.
As chamadas estruturas metal-orgânicas (MOF, na sigla em inglês) são cristais metálicos porosos e estáveis, capazes de absorver e comprimir gases em espaços ínfimos.
Os cientistas esperam que tais materiais levem à criação de energias mais limpas e a métodos para a captura das emissões de gases do efeito estufa.
Sob comando de Omar Yaghi, do Instituto de Nanossistemas da Califórnia, ligada à Universidade da Califórnia, Los Angeles, a equipe aperfeiçoou um cristal anterior chamado MOF-177, resultando em duas novas versões - MOF-200 e MOF-210 - capazes de armazenar o dobro do volume de gases.
"A porosidade é um caminho para fazer muito com pouco", disse Yaghi, professor de Química e Bioquímica, em nota.
"Em vez de ter apenas a superfície externa de uma partícula, vamos perfurar pequenos buracos para aumentar dramaticamente a área da superfície."
Os novos cristais foram descritos em um documento publicado no site da revista "Science".
Jaheon Kim, professor de Química da Universidade Soongsil, de Seul, ajudou a projetar o MOF-210. Ele contou que um grama de MOF tem mais ou menos o tamanho de quatro tabletes de açúcar - ou seja, é um material levíssimo. Se espalhado, cada grama dos novos cristais ocuparia mais de 5.000 metros quadrados, disse Yaghi.
"Se eu pego um grama de MOF-200 e o desenrolo, ele vai cobrir muitos campos de futebol, e esse é o espaço que você tem para os gases se concentrarem", disse Yaghi. "É como mágica. Quarenta toneladas de MOF são iguais a toda a superfície da Califórnia."
Fonte: Folha.com
16 julho, 2010 - 14:49h
A geleira Touming Mengke, situada na província de Gansu, no noroeste na China, está derretendo por efeitos das mudanças climáticas, informou nesta sexta-feira o jornal China Daily.
A Touming Mengke é a maior geleira da cordilheira de Qilian, em Sunan, mas, devido ao aquecimento provocado pelos gases que agravam o efeito estufa, ela está sofrendo uma redução de seis metros a cada ano.
Nas últimas cinco décadas, a Touming Mengke, de 10,1 km de comprimento e que cobre uma superfície de 21,9 km quadrados, se reduziu 300 metros. Sua altura máxima é de 5.483 m sobre o nível do mar e a mínima, de 4.260 m, e se encontra situada no vale Laohu, na face norte da montanha Daxue, no distrito de Subei.
Da mesma forma que a Touming Mengke, as outras geleiras da China estão sofrendo também as consequências do aquecimento global.
Fonte: EFE
16 julho, 2010 - 14:47h
Eles são desenvolvidos para informar ao consumidor que o produto é certificado em razão de atender a normas socioambientais, mas às vezes acabam confundindo. Dois estudos divulgados recentemente revelam que os chamados selos verdes acabam, muitas vezes, sendo colocados pelas próprias empresas, sem qualquer auditoria ou verificação independente, segundo matéria publicada na edição desta quarta-feira, 14 de julho, pelo jornal O Estado de S.Paulo.
O levantamento realizado no Brasil pelas consultorias Unomarketing, Mob Consult e Ideia Sustentável apontou a existência de 600 selos verdes ou com atributos de sustentabilidade no país - atribuídos, em grande parte, por meio de critérios questionáveis. A ideia é reforçada por um outro estudo, de nível internacional. O World Resources Institute (WRI) mapeou em 42 países a existência de 340 selos socioambientais, dos quais menos de um terço monitora os reais impactos sociais e ambientais da cadeia produtiva.
"Há uma grande quantidade de selos autodeclarados: eles não são auditados de maneira independente e contam apenas com a chancela da própria empresa que comercializa os produtos", explicou ao Estadão o representante da consultoria Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini. Em âmbito nacional, o problema é identificado porque falta no Brasil um órgão ou entidade que faça o papel de dar aval às certificações que existem no mercado.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), por exemplo, emitem selos como o Procel (de eficiência energética para eletrodomésticos). Já certificações conhecidas no mercado internacional, como FSC (manejo florestal) e Ecocert (orgânicos), passam por auditorias feitas por organismos independentes.
Segundo definição da ABNT, a certificação ambiental atesta, por meio de uma marca inserida na embalagem, que determinado produto ou serviço apresenta menor impacto ambiental em relação a outros disponíveis no mercado. O problema para o consumidor é a ausência de informação sobre a confiabilidade dos selos. "O consumidor deve ler os rótulos com atenção, pesquisar, buscar referências", sugere Voltolini.
Mercado green
O mercado para produtos ambientalmente corretos cresce gradualmente. Só o Japão possui mais de 3 mil produtos certificados à disposição do consumidor. De acordo com dados do estudo A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o segmento para produtos agrícolas certificados alcançará US$ 210 bilhões em 2020. Em 2008, ele chegou a US$ 40 bilhões.
No Brasil, 21% dos consumidores levam em conta as questões socioambientais no momento das compras, segundo Voltolini. Com foco voltado para o consumidor mais consciente, empresas brasileiras de setores como cosméticos, têxteis, siderurgia, pneus reformados, gráficas e até de fraldas descartáveis buscam uma certificação ambiental mais padronizada. A ABNT tem há 17 anos um programa de certificação chamado Qualidade Ambiental, que só passou a receber pedidos das indústrias em 2009. As primeiras certificações verdes da ABNT devem ser emitidas ainda em 2010.
Para o diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, o consumidor brasileiro já utiliza os selos como um fator de decisão de compra. Ele cita como principal exemplo o selo Procel. "Hoje, 78% dos consumidores levam o selo de economia de energia em conta na tomada de decisão de compra e 40% aceitariam pagar mais pelo produto com selo." Além de economia de energia, o Inmetro certifica produtos de origem florestal (selo Cerflor) - e também alimentos, como frutas, dentro de critérios de sustentabilidade.
O Inmetro estuda, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os critérios para a emissão de um futuro selo verde para carros. A ideia, segundo Lobo, é unir dados referentes ao consumo de combustível dos veículos e também as emissões de poluentes em uma única certificação. "Seria uma espécie de Procel para carros", explicou. As primeiras reuniões entre os órgãos para discutir a proposta serão realizadas até o final de julho.?
Fonte: Ecodesenvolvimento
16 julho, 2010 - 14:45h
Manguezais do mundo retrocedem a taxa alarmante, indica estudo Os manguezais da Terra estão sendo destruídos até quatro vezes mais rápido do que as outras florestas, causando milhões de dólares em prejuízo em áreas de pescaria e proteção contra enchentes, informou um relatório na quarta-feira.
O estudo encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pelo The Nature Conservancy indicou que um quinto dos manguezais foi destruído desde 1980 e eles continuam a ser destruídos a uma taxa de cerca de 0,7 por cento por ano por atividades tais como a construção civil e a criação de camarões.
O relatório do "Atlas Mundial de Manguezais" observou que os manguezais fornecem um enorme conjunto de serviços econômicos, agindo como berçários de peixes, armazenando carbono e proporcionando defesas poderosas contra enchentes e ciclones numa época de elevação do nível dos oceanos.
As árvores e arbustos, que crescem em habitats costeiros, também fornecem madeira resistente.
"Dado o valor deles, não pode haver justificativa para mais perda de manguezais", disse Emmanuel Ze Meka, diretor executivo da Organização Internacional de Madeiras Tropicais, que ajudou a financiar o relatório.
O relatório citou evidências de que os manguezais reduziram o impacto do tsunami no Oceano Índico de 2004 em alguns locais.
O documento pede mais ação dos países — em especial aqueles com os maiores manguezais, como Brasil, Indonésia e Austrália - para deter a retração dos estimados 150 mil quilômetros quadrados de cobertura de manguezal em todo o mundo.
"Os maiores impulsionadores para a perda dos manguezais são a conversão direta aos usos da terra para aquacultura, agricultura e urbano. As zonas costeiras normalmente são densamente povoadas e a pressão para uso da terra é intensa."
O texto citou a Malásia como o país que usa manguezais de propriedade do Estado para controlá-los melhor e evitar o seu declínio.
Fonte: Portal Terra
16 julho, 2010 - 14:43h
A Agência Internacional de Energia (AIE) apresenta nesta quarta-feira, às 10h, o estudo Perspectivas em Tecnologias Energéticas 2010 - Cenários e Estratégias para 2050. O trabalho será apresentado durante palestra do vice-diretor executivo da AIE, embaixador Richard Jones.
Publicado de dois em dois anos, o estudo reúne trabalhos de 190 especialistas e dados de 28 países membros da AIE. O projeto sobre tecnologias energéticas da entidade visa a fornecer informações e orientações sobre energia aos tomadores de decisão de todo o mundo.
Após a palestra, o embaixador Richard Jones concederá entrevista à imprensa. A apresentação ocorrerá no auditório do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), na Avenida Horacio Macedo, nº 354, Ilha do Fundão.
Fonte: Portal Terra
16 julho, 2010 - 14:40h
O frio na Região Sul chegou a -5ºC nesta quinta-feira (15), em General Carneiro (PR), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A medição foi registrada nas estações meteorológicas automáticas. A cidade já havia registrado o recorde de temperatura baixa nesta quarta-feira (14), com termômetros marcando -5,7ºC.
Em Cambará do Sul (RS), a temperatura atingiu -4,9ºC nesta quinta-feira. Em Santa Catarina, a mínima chegou a -4,3ºC, em Caçador.
Os dados foram registrados pelo Inmet, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Governo Federal. Outros institutos podem apresentar diferentes medições.
“A tendência de chuva em Santa Catarina e no Paraná deve amenizar um pouco o frio. Nesta sexta-feira (16), as cidades gaúchas que ficam mais perto do Uruguai e da Argentina vão continuar com registro de temperaturas mais baixas. O núcleo de era frio fica mais concentrado na Argentina e as cidades que estão nessa região tem de ficar com frio mais extremo”, disse o meteorologista Flávio Varone, do Inmet.
Fonte: G1
16 julho, 2010 - 14:38h
O desmatamento ilegal nas florestas de todo o mundo caiu 22% desde 2002, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Real de Assuntos Internacionais (conhecido como Chatham House), da Grã-Bretanha.
O estudo, que o instituto diz ser a maior análise sobre a questão já realizada, indica que as maiores quedas no desmatamento foram verificadas no Brasil, na Indonésia e em Camarões, três dos países com as maiores áreas florestais.
No Brasil, a queda no desmatamento nos últimos oito anos teria sido de entre 50% e 75%, enquanto que na Indonésia teria havido queda de 75%, e em Camarões, de 50% no mesmo período.
Segundo a Chatham House, a pressão dos consumidores, as restrições legais dos países importadores de madeira e o destaque nos meios de comunicação contribuíram para a queda no desmatamento.
Ainda grave – Apesar disso, Sam Lawson, o principal autor do estudo, afirma que o corte ilegal de árvores continua a ser um grande problema no mundo.
“Quedas de 50% a 75% parecem muito, mas temos que ter em mente que o desmatamento ilegal era um problema tão grave nesses países que, mesmo com a redução substantiva, ainda é um problema grave”, disse ele à BBC.
“Na Indonésia, por exemplo, 40% do corte de árvores ainda é ilegal”, disse ele.
Segundo o relatório, tanto grandes e ricas corporações quanto empresas pequenas e artesanais promovem o desmatamento.
Iniciativas – A última década viu várias iniciativas com o objetivo de reduzir o desmatamento ilegal, tanto em países que produzem madeira quanto naqueles que a importam.
Países signatários de um acordo da União Europeia sobre florestas passaram a ser obrigados a fornecer apenas madeira cortada legalmente, em troca de ajuda financeira e técnicas para tornar sua produção de madeira sustentável.
Os Estados Unidos aprovaram uma emenda a uma lei que impõe sanções sobre qualquer empresa ou pessoa que importe madeira ilegalmente.
Na semana passada, o Parlamento Europeu aprovou uma medida semelhante.
Medidas como essas estão forçando as madeireiras a operar sistemas que permitem a identificação do produto, no qual a origem de cada pedaço de madeira pode ser em princípio verificada.
Japão e China – O estudo da Chatham House diz que está na hora de o Japão, que importa a maior quantidade de madeira per capita do mundo, aprovar leis semelhantes.
Mas outros países asiáticos também preocupam a organização. “A China está se tornando cada vez mais um importante importador, mas não é somente para seu próprio consumo”, afirma Lawson.
“A China está cada vez mais atuando como um país de processamento, como a fábrica do mundo. Por isso, muito da madeira produzida ilegalmente passa pelas fábricas chinesas e termina na Europa e nos Estados Unidos”, diz ele.
A Chatham House pede o banimento pela China e por outra das “fábricas do mundo”, o Vietnã, da importação de madeira ilegal e a adoção de uma norma para que toda a madeira usada em projetos do governo tenham certificados de fontes legais.
“Esses são dois passos que já se provaram os mais efetivos nos países consumidores”, afirma Lawson.
Para Sam Lawson, porém, novas reduções na escala das verificadas no estudo não serão fáceis.
Estabilidade – Em países produtores de madeira, o estudo indica que os fatores que se provaram eficientes para combater o desmatamento ilegal são a estabilidade política e a aplicação efetiva da lei.
Isso gera preocupações sobre importantes países com grandes áreas florestais e não cobertos no estudo da Chatham House, como Madagascar e a República Democrática do Congo.
Para o comissário da União Europeia para o Desenvolvimento, Andris Piebalgs, a melhor maneira de combater o desmatamento ilegal é “demonstrar, com exemplos positivos, que os países se beneficiam muito mais se agirem para combater o corte ilegal de árvores”.
“Países com recursos bem administrados terão muito mais dinheiro para desenvolvimento”, afirma.
Apesar dos avanços, o estudo indica que a cobertura da imprensa sobre o desmatamento ilegal está em declínio, em parte por causa das melhorias conquistadas, e em parte porque muitos grupos de ativistas se voltaram a outros temas, principalmente para as mudanças climáticas.
O processo de discussão do combate às mudanças climáticas na ONU, porém, tem o potencial de ajudar a conter o desmatamento, ao recompensar financeiramente os países em desenvolvimento pela proteção de suas florestas, diz o documento.
Fonte: G1
16 julho, 2010 - 14:37h
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quinta-feira (15) os dados de desmatamento da Amazônia no mês de maio de 2010, obtidos pelo sistema Deter. Foram 109,6 km2 de florestas desmatadas.
O Inpe registrou desmatamentos em quatro estados: Mato Grosso (51,9 km2), Pará (37,2 km2), Rondônia (10,7 km2) e Amazonas (9,8 km2). Não foi possível monitorar 45% da Amazônia, que estava coberta por nuvens.
A maior parte do desmatamento detectado (56%) corresponde ao corte raso (total supressão da floresta). Cerca de 40% do desmatamento foi considerado degradação florestal de alta intensidade. Apenas 0,8% dos alertas não era desmatamento. O restante foi considerado como floresta degradada de média ou baixa intensidade.
O desmatamento de maio de 2010 foi menor do que o registrado em maio de 2009, quando o Inpe detectou 123,7 km2 desmatados. Entretanto, o instituto alerta que, devido a cobertura de nuvens, não é possível fazer a comparação entre os meses.
Já na comparação do acumulado do ano do desmatamento – que começa em agosto e termina em julho do ano seguinte – houve queda na quantidade desmatada. Entre agosto de 2009 e maio de 2010, foram registrados 1.567 km2 desmatados. No mesmo período do ano anterior, foram 2.960 km2. Isso representa uma queda de quase 50%.
Todos os dados do DETER são públicos e podem ser consultados no site www.obt.inpe.br/deter.
Fonte: Amazônia.org.br
16 julho, 2010 - 14:36h
Esta semana o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Rio Doce) aprovou o Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Doce (PIRH-Doce).
O futuro da bacia será definido pelo documento que prevê ações a serem realizadas e programas a serem cumpridos em um prazo máximo de 10 anos. Serão indicados os responsáveis pela execução, assim como as prioridades e custos estimados.
Entre as propostas, estão a cobrança pelo uso da água, redução do assoreamento, universalização do saneamento básico e aumento da cobertura florestal com a implantação do projeto ProdutorEs de Água, segundo dados da assessoria de comunicação.
Serão definidas, também, metas para a preservação dos afluentes. No Espírito santo, eles foram divididos em Unidades de Análise: Santa Maria do Doce, composta pelas bacias dos rios Santa Maria do Doce e Santa Joana; São José, composta pela bacia dos rios São José e Pancas e pelas regiões hidrográficas de Rio Bananal e Barra Seca, e Guandu, composta pela bacia do rio Guandu. A partir do próximo mês o os comitês dos afluentes devem aprovar o plano.
*Fonte: Portal Ambiental com informações do Iema.