Arquivos para julho 6th, 2010
6 julho, 2010 - 16:39h
O fenônemo climático La Niña está se formando no Oceano Pacífico, o que anuncia uma ativa temporada de furacões e, na Ásia, monções mais intensas que o normal, alertou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
"Depois do rápido desaparecimento do fenômeno El Niño 2009/10 no início do mês de maio de 2010, prossegue a evolução para um episódio La Niña", indica a OMM.
La Niña é um fenômeno inverso a El Niño, que se caracteriza por uma elevação das temperaturas na superfície do mar nos setores central e oriental do Pacífico.
La Niña normalmente gera intensas chuvas na Indonésia, Malásia e Austrália, período de seca na América do Sul, tempestades no Atlântico tropical, ondas de frio na América do Norte e um tempo chuvoso no sudeste da África.
"Apesar de parecer provável que as condições de La Niña continuem se desenvolvendo nos próximos meses (…), é difícil saber quando acontecerá o fenômeno e qual será sua amplitude em 2010", indica este organismo da ONU.
As variações de temperatura provocadas por El Niño ou La Niña estão estreitamente ligadas a importantes flutuações do clima em todo o mundo. Quando aparecerem, estas anomalias poderão durar um ano inteiro e, inclusive, mais.
Ao intenso período de El Niño de 1997/98 seguiu-se uma anomalia La Niña de grande duração, iniciada em meados de 1998 e que concluiu no início de 2001.
Fonte: JB Online
6 julho, 2010 - 16:35h
O Núcleo de Pesquisas em Geriatria Clínica e Prevenção (Nupeq) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) cadastra voluntários para estudo de nova vacina contra a gripe H1N1 e outros vírus típicos do inverno.
Os interessados devem ter entre 18 e 70 anos e apresentarem histórico de doenças cardíacas ou hipertensão arterial. É necessário também que o candidato não tenha recebido a imunização ou que a vacina tenha sido aplicada há mais de 90 dias.
Uma equipe da Unifest irá consultar os voluntários, que poderão ser imunizados gratuitamente. Para saber mais sobre a campanha, o interessado pode entrar em contato com a Unifesp pelo telefone (11) 5579-0400 ou atráves do e-mail regulatorio.nupeq@gmail.com. O atendimento vai de 8h30 até 17 horas, de segunda a sexta. As inscrições vão até o final do mês de julho.
Fonte: G1
6 julho, 2010 - 16:33h
“Fetch, Granada! Procura, menina!” Ao simples comando do estudante de biologia Pedro Peres, a cadela Granada dá início a sua busca. O alvo são pequenas e escuras bolotas de fezes, o único indicativo de que talvez naquela região estejam os últimos exemplares de veados-campeiros (Ozotoceros bezoarticus) do Estado de São Paulo. Estamos na Estação Ecológica Santa Bárbara, região de Bauru, local onde o animal foi avistado pela última vez por um pesquisador, em 1998. O campo de trabalho da cachorra de cinco anos não é desprezível: 2.712 hectares, a área da estação.
A investigação de Peres, estudante do quarto ano de biologia da Unesp de Jaboticabal, é parte de sua pesquisa de iniciação científica, mas envolve uma rede de cientistas graúdos em busca do veado perdido. A demanda partiu do biólogo Márcio Port Carvalho, do Instituto Florestal (IF) – instituição que administra a estação. No ano passado, quando ele colaborava na criação de um novo plano de manejo para a área, deu-se conta de que somente ali poderia ainda haver algum campeiro remanescente de São Paulo. Ele então procurou um dos maiores especialistas em veados do país, José Maurício Barbanti Duarte, biólogo e veterinário da Unesp em Jaboticabal, que, por sua vez, incumbiu Peres da tarefa de confirmar a existência do animal por meio da análise de DNA isolado de fezes.
Nossa reportagem acompanhou nos dias 30 de abril e 1º de maio a segunda tentativa de encontrar o material. Na primeira, em fevereiro deste ano, Peres e Granada, auxiliados por Carvalho e o funcionário do IF conhecido como Zé Magrelo, obtiveram dez amostras de fezes. No laboratório, Peres conseguiu extrair DNA de apenas duas das amostras. Mas ambas eram da outra espécie de veado que habita a estação – o catingueiro (Mazama gouazoubira), a mais comum e maleável das oito espécies de cervídeos que existem no Brasil.
Quando chegamos, logo após o almoço, a equipe estava animada. No dia anterior e naquela manhã, Peres já havia saído com Zé Magrelo e Granada e conseguido coletar três amostras. Eles também chegaram a avistar um veado, porém longe demais para identificar se era catingueiro ou o tão procurado campeiro.
Enquanto calçamos nossas botas e perneiras de couro – proteções contra picadas de cobra –, Peres veste Granada com um colete preto estampando o logotipo do Nupecce (Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos) da Unesp. O uniforme é para evitar que a cadela treinada seja confundida com um cão qualquer. Animais domésticos são proibidos por lei de entrar em unidades de conservação, e o uso de cães farejadores em pesquisas ainda causa controvérsia entre biólogos. Granada acompanha Peres para todo lado, olhando-o com ansiedade e abanando o rabo. Mas em nenhum momento late ou avança.
Granada é uma mistura de pastor holandês com pastor malinois, comprada do canil Caraibas em Goiânia (GO), onde foi pré-treinada. Do local já saíram outros cães farejadores de fezes de animais silvestres. Foi escolhida pelo soldado Ricardo Casarotti, da Polícia Militar de Ribeirão Preto, que completou seu treinamento, condicionando Granada ao cheiro das fezes de veado. “Ela está com a gente há dois anos. Este é o quarto trabalho dela”, diz Peres.
Ele abre a porta traseira da caminhonete branca 4×4 do IF e convida: “E aí menina, vamos?”. Muito comportada, a cadela deita-se sobre um pano branco no banco traseiro e dorme, como se soubesse que precisa guardar suas forças para o exercício extenuante que a aguarda. Seguimos pelas estradas de terra que cortam a estação até chegar ao trecho de vegetação que seria o ambiente natural do veado-campeiro, um dos três maiores remanescentes de campo de cerrado do Estado de São Paulo.
“Aqui era tudo assim no passado”, diz Carvalho, quando chegamos ao campo. Não dá para acreditar até ver fotos do mesmo local em 1975. Da vegetação que antes ocupava toda a região, sobrou apenas um trecho quase retangular de aproximadamente 200 hectares.
O campo é comprimido de um lado por uma floresta de eucalipto, plantada antes de a área ser transformada em unidade de conservação, em 1984. Do lado adjacente, o campo termina contíguo à fronteira da estação com as silenciosas florestas de pinheiros da Estação Experimental de Águas de Santa Bárbara, também administrada pelo IF. Ali, empresas licenciadas pelo governo exploram a resina e a madeira de Pinus elliottii. Nos outros dois lados, o campo faz fronteira com uma mata de cerrado mais fechada, que “engoliu” ao longo de décadas o campo natural e hoje é a vegetação predominante na estação.
No mato com cachorro
Uma sessão de farejamento sempre começa com Peres colocando uma coleira em Granada. “É o liga-desliga dela”, explica. Granada agora sabe que está na hora de trabalhar. Ele a atiça mostrando uma bola de tênis profissional, mas sem deixar que ela a pegue. “Ela é maluca pela bolinha”, conta. Pegá-la será a recompensa da cadela por achar as fezes. “Você quer? [mostra a bolinha], você quer?”
“Au!”, responde Granada. Peres finge que lança a bola, e a cadela sai correndo. “Ela não é boba, sabe que guardo a bolinha no meu bolso, mas também sabe que quando faço isso está valendo a brincadeira”, diz.
“Fetch, garota! Procura, menina! Vamos, vamos! Cadê o cocô?”, Peres vai gritando enquanto a segue pelo campo. “Fetch” é um dos comandos, em inglês mesmo, que Granada foi condicionada a obedecer. Significa “procurar”. Segundo o pesquisador, é importante incentivar o animal, “fazer festa para ela”, mas sem exagerar. Em princípio, Granada deve latir apenas quando encontra realmente as fezes, mas se pressionada pode dar alarmes falsos. “Conforme vamos andando, ela vai circulando a gente e cobrindo uma área muito maior que a da nossa trilha”, explica Peres.
Depois de dez minutos no sol forte do campo aberto, onde o capim batendo em seu peito é um obstáculo constante, Granada está exausta, ofegante. Seu olfato fica prejudicado e ela não acha mais nada. Por isso é importante fazer uma pausa para ela descansar e beber água.
Voltamos para a caminhonete e vamos ao lugar onde Peres e Zé Magrelo avistaram um veado pela manhã. Há rastros do animal no solo arenoso da estrada. “Choveu anteontem e esses bichos andaram aqui entre ontem e hoje”, diz Carvalho, mas permanece a dúvida sobre de qual veado se trata. “O campeiro é maior que o catingueiro, então em princípio teria tanto pegadas quanto fezes maiores”, explica Peres. “Mas o Maurício [Barbanti] doutrina a gente a não confiar nisso para determinar a espécie. O único que dá para determinar assim é o cervo-do-pantanal, que tem um patão e um cocozão enorme.”
Barbanti e seus alunos já realizaram medições de muitas amostras de fezes e fizeram espécies diferentes em cativeiro pisarem em um mesmo tipo de solo para analisarem suas pegadas. Concluíram que não dá para distingui-las apenas observando esses vestígios.
Peres decide buscar fezes na mata de arbustos de cerrado no lado direito da estrada. Ele propõe a mim outro jeito de atiçar a Granada. “Pega!”, grita Peres, lançando a bolinha para mim. Granada corre atrás de mim, mas antes de me alcançar, sem que ela perceba, coloco a bolinha sob meu chapéu na cabeça. Mostro as mãos vazias e Granada sai em busca das fezes. Cinco minutos depois, ela para embaixo de um dos arbustos e late. Achou as primeiras amostras da tarde e imediatamente recebe a recompensa e carinhos de Peres. Granada abocanha a bolinha de tênis e se deita para mordê-la feliz da vida.
As fezes de veado são sempre compostas de várias pequenas cíbalas, arredondadas, mas compridas, como caroços de azeitona preta. Peres tem o cuidado de nunca se encostar nas cíbalas, para não contaminá-las com seu próprio DNA. Usa gravetos que encontra no meio da folhagem para colocá-las dentro de um tubo de vidro, onde há sílica para absorver a umidade. Os tubos são acondicionados em um resfriador com gelo e depois, na volta do campo, serão guardados em geladeira. É importante resfriar as amostras para paralisar a atividade de fungos e bactérias que degradam o material genético contido nas fezes. Peres também marca em seu GPS as coordenadas de onde encontra as amostras.
As cíbalas recém-encontradas fazem barulho quando caem dentro dos tubos de vidro – sinal de que estão secas e velhas, e o DNA nelas pode estar comprometido. “Quanto mais frescas, melhor, pois dá para extrair um DNA pouco degradado para trabalhar no laboratório”, explica Peres.
O cercado do dr. Cory
Fazemos ainda mais uma busca pela área. Depois de 20 minutos sem encontrar nada, Peres e Carvalho resolvem voltar à estrada. Os rastros sugerem que o veado visto naquela manhã correu pela estrada rente a uma cerca de tela de arame que segue paralela. Trata-se do “cercado do dr. Cory” – ruínas de experimentos conduzidos pelo biólogo Cory Teixeira de Carvalho entre 1974 e 1990, que estudou no período a fauna local.
Hoje com 82 anos, e professor aposentado da Unicamp, Cory contou que, sem radiocolares ou qualquer outro equipamento sofisticado que os zoólogos de hoje têm a sua disposição, ele teve de improvisar para observar e estudar os animais. O jeito que ele encontrou foi construir um cercado de duzentos hectares no meio do que na época era campo de cerrado. Ali ele mantinha os animais em semicativeiro e chegou a reunir 12 campeiros de uma só vez. O método do pesquisador até funcionou por um tempo, mas os cervos encurralados começaram a atrair cães caçadores das fazendas próximas que andavam soltos pela região. “O cachorro entrava no cercado, matava o veado e esperava seu dono, que obviamente não vinha; tive que enterrar muitos veados mortos assim.”
Sem conseguir evitar os ataques, Cory acabou desistindo dos veados-campeiros de Águas de Santa Bárbara, em 1980, e passou a estudar o lobo-guará. Seu cercado, porém, continua de pé, hoje coberto pelos arbustos de cerrado. O novo plano de manejo prevê a retirada dele, pois atrapalha a fuga de veados como o que Peres e Zé Magrelo avistaram de longe.
As pegadas sugerem que aquele animal correu pela estrada sempre na direção do cercado, como se buscasse sua entrada. Peres e Carvalho acreditam que ele pode ter conseguido entrar e resolvem fazer a última busca do dia lá dentro. Granada de fato encontra mais duas amostras, mas ambas estão tão velhas quanto a primeira da tarde. Todas foram encontradas embaixo de árvores ou de arbustos, algo muito estranho para um veado-campeiro, que, como diz o nome, prefere o campo aberto.
“Naturalmente, o veado-campeiro não entraria na sombra do cerrado nem para descansar”, explica Peres. “Mas há registros de que com a pressão de caça e a falta de habitat, o bicho pode mudar de comportamento.” Na verdade, os pesquisadores estão contando com essa possibilidade na esperança de encontrar ainda exemplares remanescentes.
Isso porque, em condições habituais, se o campeiro habita uma região, ele normalmente é fácil de ser avistado, ao contrário de outros veados brasileiros, que são em geral “bichos fantasmas”, como conta Peres. Diferentemente dos outros, ele se sente seguro onde tem uma visão ampla de tudo ao seu redor e bastante espaço para correr. “O campeiro vê a floresta como uma parede”, explica Barbanti. Ele sabe que é na mata fechada que vive seu predador, a onça. Se ele desaparece da vista, é um forte indício de que tenha mesmo desaparecido da estação, afirma.
A equipe insiste na busca porque outras pesquisas em áreas de conservação afetadas por caça ilegal e visitação intensa de pessoas mostraram que mamíferos tendem a se tornar mais furtivos, locomovendo-se à noite e em mata fechada. Um estudo no Parque Nacional de Brasília registrou campeiros vivendo dessa forma. “Mas mesmo essa mudança de comportamento tem limite”, explica Barbanti. “O campeiro não consegue entrar em mata muito fechada. O macho ficaria com sua galhada ramificada enroscada nas árvores. Se esses veados ainda estão em Santa Bárbara, creio que não devam ser mais que dez.”
Para piorar a situação, na capoeira da estação ecológica espreitam onças pardas em uma quantidade acima do normal. Ao contrário de sua prima mais especializada, a onça-pintada, a parda é uma generalista que se adapta bem a ambientes diferentes. Com a ocupação humana na região, muitas migraram para a estação. Esse desequilíbrio entre presa e predador pode ter sido fatal para o campeiro.
Peres e companhia sentiram um sopro de esperança na manhã seguinte, quando retornamos ao interior do cercado. Após treze minutos de busca, Granada latiu. “Márcio, vem cá ver isso! É de hoje!”, gritou Peres apontando para um monte considerável de cíbalas embaixo de um pinheiro invasor no meio do cerrado. A amostra ainda cheirava e quando colocada no tubo de vidro chegou a embaçá-lo por estar quente. “É fresca, cheia de muco intestinal, onde está o DNA. Essa eu garanto 100% no laboratório e pelo tamanho dela… Se esse cocô não for do bicho…”
O resultado, que só sairia dali a duas semanas, desapontou o jovem pesquisador. Era de veado-catingueiro. Mas ele não se deu por vencido. “Zé Magrelo, que chegou a trabalhar com o dr. Cory e com os bichos no cercado, sabe descrever perfeitamente o campeiro e diz ter visto alguns recentemente”, conta Peres.
A ponderação fica por conta do mestre. “Identificar uma espécie por contato visual é complicado”, observa Barbanti. “Se for um macho até fica fácil distinguir um catingueiro de um campeiro, que tem a galhada ramificada. Já as fêmeas são parecidas de longe. A comprovação só vai vir com um perfil de DNA compatível com a espécie ou uma foto.”
Carvalho tem armadilhas fotográficas funcionando na estação ecológica, mas elas flagraram apenas catingueiros, por enquanto. Barbanti pretende instalar mais algumas. Além disso, se conseguir os recursos necessários, pretende sobrevoar a área de helicóptero. “Visto de cima, o modo como o campeiro corre e mexe a cauda é flagrante”, diz. “Mas, por enquanto, tudo nos leva à extinção do bicho.”
Fonte: G1/UNESP Ciência
6 julho, 2010 - 16:28h
A estiagem provoca o aumento no número de queimadas em Campo Grande e os incêndios ameaçam a segurança de motoristas. Na região, não chove há mais de um mês. A população também sofre com a qualidade do ar. Na BR-163, nesta terça-feira (6), o vento fez com que labaredas se espalhassem rapidamente.
Em algumas avenidas, carros e motos desaparecem no meio da cortina de fumaça. Os bombeiros passam o dia apagando os incêndios urbanos. A vegetação está muito seca e há muitos registros de incêndios nas margens das rodovias.
Fonte: G1
6 julho, 2010 - 16:25h
O doutorando brasileiro está cada vez mais interessado em Machado de Assis e menos em relatividade.
Ao menos é isso o que sugere um novo levantamento do governo. Ele mostra que a expansão da pós-graduação brasileira é puxada, em primeiro lugar, pelo aumento de doutores nas humanidades, e não nas ciências exatas e biológicas.
Em 1996, as ciências exatas e da Terra ocupavam o segundo lugar entre as áreas que mais formavam doutores no país, com 16,1%. Em 2008, caíram para o sexto lugar, com 10,6%.
O tombo das engenharias foi menor. A área se manteve como a quinta que mais forma doutores, mas a sua fatia caiu de 13,7% para 11,4%. Redução similar teve a área de ciências biológicas.
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Editoria de Arte/Folhapress |
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"Se olharmos as áreas que cresceram menos, elas ainda cresceram muito", diz Eduardo Viotti, que coordenou o estudo, realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
"É difícil criar doutorados em áreas de ciências exatas, da Terra e engenharias. Eles exigem laboratórios, não são cursos que precisam apenas de cuspe e giz", brinca.
"O custo mais baixo estimula as escolas particulares a abrir cursos nessas áreas. Os novos dados não me surpreendem", diz o especialista em política científica Rogério Meneghini, coordenador de Pesquisas do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Opas-OMS).
Não foi só por causa das particulares que o número de doutores disparou, porém. Nesses 12 anos, as universidades federais aumentaram em mais de cinco vezes o seu número de doutores.
Em 2005, aliás, elas ultrapassaram as estaduais e se tornaram as instituições mais importantes na pós-graduação do Brasil.
Algumas estaduais, porém, como a USP e a Unicamp, ainda concentram grande parte das matrículas no país (veja abaixo). E, apesar do crescimento das federais, o país ainda tem apenas 1,4 doutor por mil habitantes, enquanto os EUA têm 8,4, e a Alemanha, 15,4.
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Editoria de Arte/Folhapress |
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MUDANÇA DE RUMO
Para Carlos Aragão, presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a queda relativa na formação de quadros em ciências exatas é preocupante.
"Formar cientistas e engenheiros é fundamental para que exista inovação tecnológica nas empresas", afirma.
Além disso, pondera, áreas estratégicas para o país precisam dessas pessoas, como o programa espacial, o programa antártico, a política nuclear, as questões que envolvem clima, energia e agricultura e o pré-sal.
Segundo ele, o CNPq tem procurado apoiar a formação de engenheiros e cientistas lançando editais voltados para essas áreas, assim como facilitando o acesso a bolsas a alunos que se interessarem pelas áreas. "É necessário corrigir essa distorção", diz.
Os especialistas concordam, porém, que pode acontecer um movimento natural de fortalecimento das áreas que envolvem números.
"Nos últimos 20 anos o país não cresceu muito, não havia muito emprego ou interesse nas áreas de engenharia ou ciências da Terra. Direito, economia e administração, por exemplo, eram as áreas onde havia mais possibilidade de os doutores se empregarem", diz Viotti.
Com a economia do país se aquecendo e com empregos sobrando nas áreas de infraestrutura, o próprio mercado de trabalho pode incentivar alunos a buscarem as áreas de exatas, portanto.
Fonte: Folha.com
6 julho, 2010 - 16:22h
Quando o assunto é canto de pássaros, diamante-mandarins macho (Taeniopygia guttata) superam suas fêmeas, alcançando frequências mais altas que qualquer soprano. Fêmeas, por outro lado, são limitadas a apenas algumas chamadas de baixa frequência.
A extensão vocal é crítica para machos durante a temporada de procriação, quando eles usam suas músicas para atrair fêmeas. Cientistas sabem que os músculos vocais na siringe em aves macho têm o dobro do tamanho daqueles das fêmeas.
Agora um estudo mostra que machos também possuem maior habilidade para controlar seus músculos vocais que fêmeas. É essa habilidade que os permite uma amplitude sonora tão grande.
Pesquisadores operaram pássaros e fêmeas, cortando os nervos que controlam músculos vocais na siringe. Após a operação, os machos ainda podiam cantar, mas não conseguiam produzir altas frequências em suas músicas. Em vez disso, tinham apenas a mesma amplitude de baixa frequência das fêmeas.
"A física é muito similar à da laringe humana", disse Tobias Riede, biólogo da Universidade de Utah (EUA), líder do estudo publicado na revista "Plos ONE". "O resultado pode nos dar pistas sobre como reparar tecidos danificados em cantores, atores, técnicos, qualquer um que use suas vozes em seu trabalho."
Fonte: Folha.com/Ciência
6 julho, 2010 - 16:18h
Os eurodeputados franceses José Bové e Sandrine Bélier (Os Verdes) pediram hoje a suspensão de novas autorizações de organismos geneticamente modificados na União Europeia, até que haja métodos científicos apropriados para examinar seus riscos.
Em entrevista coletiva, os eurodeputados apresentaram um estudo de uma ONG que considera insuficientes as avaliações feitas sobre os expedientes de transgênicos na UE - prévias a sua aprovação -, por isso que esses exames deveriam ser mais firmes.
Diante dessas conclusões, Bové solicitou ao comissário da Saúde europeu, John Dalli, que "suspenda todas as autorizações de organismos geneticamente modificados" que neste momento está pendente, até que haja análises de riscos apropriados.
Os eurodeputados divulgaram o relatório, coincidindo com a preparação por parte da Comissão Europeia (CE) de uma proposta, que deverá ser aprovado na próxima semana, para modificar os procedimentos de aceitação dos transgênicos.
Bruxelas quer dar maior liberdade aos países para que vetem o cultivo de transgênicos em seus territórios.
Os eurodeputados assinalaram que a CE deve impor regras ainda mais restritivas aos transgênicos e desacelerar sua aprovação, pois defendem que o projeto de Bruxelas não vai eliminar a incerteza sobre esses produtos.
Fonte: Folha.com/Ambiente
6 julho, 2010 - 16:16h
Uma tendência para destacar os piores cenários acabou enfraquecendo o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), mas, no geral, trata-se de um documento confiável, sugere um novo estudo da PBL (Agência Holandesa de Avaliação Ambiental).
O estudo foi encomendado pelo governo holandês após a descoberta de que um dos erros do relatório do IPCC, de 2007, foi introduzido por cientistas do país. O relatório dizia que 55% da Holanda encontra-se abaixo do nível do mar, o dobro do valor real.
No todo, os avaliadores holandeses disseram que as conclusões do relatório do IPCC são "bem fundamentados". Mas algumas conclusões "dão uma impressão errada", parecendo ter uma base científica firme.
Por exemplo, o IPCC concluiu que, até 2050, "a disponibilidade de água doce no centro, sul, leste e sudeste da Ásia, principalmente em grandes bacias fluviais, deve cair". Isso é importante porque cerca de 3 bilhões de pessoas vivem nesta parte do mundo e a maioria depende de rios correntes para irrigar suas plantações.
No entanto, alguns dos estudos citados usaram como medida o fluxo absoluto dos rios, enquanto outros avaliaram o fluxo per capita. Essa diferença "torna difícil estabelecer uma linha de raciocínio" e significa, segundo os avaliadores holandeses, que a conclusão não seria totalmente confiável.
Em outro caso, o IPCC afirmou que "na média, é muito provável o aumento de riscos de saúde" como consequência das mudanças climáticas. Mas, de acordo com os avaliadores da PBL, o relatório não fornecia "um lastro quantitativo para defender a afirmação".
A avaliação da PBL também averiguou uma afirmação do IPCC de que a produtividade da agricultura irrigada por chuva em alguns países africanos poderia ser reduzida em até 50% até 2050, declaração repetida pelo diretor do IPCC, Rajendra Pachauri.
A PBL disse que "a afirmação não está diretamente relacionada a mudança climática, mas a variabilidade climática: em certos anos, secas podem causar quedas de até 50% em produtividade". Isso já acontece, independentemente de mudanças climáticas futuras, diz a agência.
A fonte da declaração é um artigo de um acadêmico marroquino que fez referência a outros estudos não encontrados pelos avaliadores da PBL. "Do jeito que está, a afirmação não pode ser rastreada até estudos científicos originais."
O presidente do relatório do IPCC, Martin Parry, do Centro de Política Ambiental, do Imperial College, em Londres, disse que pequenos erros foram encontrados e que sua equipe os aceita. "Recebemos bem a conclusão desse relatório [da PBL], que diz em sua essência que nossas conclusões são seguras, sólidas e confiáveis."
Fonte: Folha.com/Ambiente
6 julho, 2010 - 16:14h
A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o novo Código Florestal aprovou o texto nesta terça (6).
O texto foi aprovado por 13 votos contra 5. Ainda precisam ser votados nove destaques, que podem mudar o texto final.
O projeto será analisado no plenário da Câmara após a votação na comissão. Mas essa votação final só deverá ocorrer depois das eleições.
Após a aprovação, os deputados começaram a gritar "Brasil, Brasil", e os ambientalistas "retrocesso, retrocesso".
Ontem o relator do Código, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresentou alterações em seu parecer sobre o Código. O parlamentar propôs retirar o poder dos Estados de reduzirem as faixas de mata ciliar ao longo dos rios.
Um dispositivo de sua proposta inicial, apresentada no começo de junho, previa que as unidades da federação diminuíssem ou aumentassem em 50% as chamadas APPs (áreas de preservação permanente) às margens dos cursos d'água.
Com o projeto de Rebelo, os rios com menos de cinco metros de largura poderiam ter a mata ciliar reduzida de 30 metros, o previsto pelo código atual, para 7,5 metros. Caso mantenha a proposta apresentada hoje, a faixa mínima fica em 15 metros.
Fonte: Folha.com
6 julho, 2010 - 14:37h
A maior associação de engenheiros eletricistas e eletrônicos do mundo, a IEEE, quer utilizar radares e satélites ao redor do mundo para encontrar vítimas de desastres naturais, como avalanches e terremotos.
Utilizando sensoriamento remoto é possível reconstituir imagens do solo, diz João Zuffo, da Escola Politécnica da USP, envolvido no projeto. Dependendo do comprimento de onda utilizado, as imagens de satélite conseguem ‘penetrar’ entre os escombros, por exemplo, podendo orientar as escavações.
Existe também um grande potencial preventivo. Observando movimentações no solo, os engenheiros conseguem detectar terremotos prestes a acontecer.
“A tecnologia existe, mas está dispersa”, diz Zuffo. O objetivo da IEEE é reunir pesquisadores do mundo inteiro e criar uma rede, que possa ser utilizada em casos de emergência. “Isso poderia evitar que acontecesse novamente o que ocorreu no Haiti, por exemplo. O pessoal levou um tempo enorme para fazer o salvamento.”
O projeto está apenas no início, mas pelo porte da IEEE, com quase 400 mil membros pelo mundo (é a maior organização profissional do planeta) e pelo avanço rápido da tecnologia, Zuffo acredita que em poucos anos a rede já estará sendo efetiva contra os desastres.
“Estamos vivendo uma revolução na microeletrônica, a redução de custos está sendo muito rápida. Além disso, é possível associar várias tecnologias, juntar imagens que não têm a mesma origem. Seria um uso mais inteligente dos dados”, diz.
Fonte: Ricardo Mioto/ Folha.com
6 julho, 2010 - 14:36h
"O Brasil tem feito um esforço gigantesco para avançar na conservação da biodiversidade”, afirmou nesta segunda-feira (5) a secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, durante a solenidade de abertura do I Fórum de Biodiversidade das Américas, em Brasília.
A secretária citou a contribuição do Brasil com 75% das áreas protegidas criadas no mundo nos últimos oito anos e os primeiros resultados do monitoramento dos biomas por satélite, que contribuem para políticas de combate ao desmatamento. Já foram divulgados os dados de Cerrado, Caatinga e Pantanal, e devem ser anunciados, ainda este ano, os dados de Pampa e Mata Atlântica.
Outro avanço citado pela secretária de Biodiversidade e Florestas é a discussão de um protocolo internacional sobre acesso e repartição de benefícios oriundos do uso da biodiversidade, que deverá ser apresentado em outubro deste ano em Nagoya, no Japão, durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica.
Segundo Maria Cecília, o Regime Internacional de Acesso e Repartição de Benefícios trará dividendos para o Brasil, país mais megadiverso do mundo e possuidor de grande riqueza em recursos genéticos. “Comunidades e populações tradicionais, detentores de conhecimentos sobre uso da biodiversidade, também receberão os dividendos”, explicou.
A secretária fez ainda um apelo para a divulgação do Ano Internacional da Biodiversidade, declarado pela ONU e celebrado em todo o mundo em 2010. “Queremos a mesma repercussão que recebe a questão do clima”, disse ela.
O I Fórum de Biodiversidade das Américas, coordenado pelo Jardim Botânico de Brasília, tem o objetivo de trocar experiências, oferecer soluções e lançar a pergunta “O que você faz pelo Planeta?”. As respostas serão consolidadas em um guia de sustentabilidade que será editado em três idiomas enviado a aldeias, povoados, municípios e metrópoles.
Fonte: MMA
6 julho, 2010 - 14:34h
Os cinco primeiros meses de 2010 foram os mais quentes registrados desde 1880, quando começaram as medições, segundo um relatório do Centro Nacional de Dados Meteorológicos americano.
A temperatura combinada da Terra e dos oceanos de janeiro a maio registrou 0,68 graus Celsius a mais que a média do século XX, informa o instituto.
Os meses de março, abril e maio, particularmente, registraram temperaturas inéditas, em média 0,73 graus a mais que as do século anterior, segundo os dados publicados em junho.
Apenas o ano de 1998 apresenta tantos meses com temperaturas recordes (fevereiro, julho e agosto).
O planeta reaqueceu particularmente desde o início do ano no Canadá, no norte e sul da Groenlândia, na África do Norte, Sudoeste da Ásia, Sibéria e no sul da Austrália.
Fonte: Yahoo!
6 julho, 2010 - 14:33h
O veículo, que está em fase final de ajustes, foi lançado no dia 31 de maio, na abertura do 10º Challenge Bibendum. Na ocasião, o veículo participou de um rali na categoria veículos urbanos, vencendo quatro dos seis quesitos: eficiência energética, emissão de gases poluentes, ruído e manobrabilidade.
A tecnologia utilizada no projeto é 100% nacional, segundo informações do Laboratório de Hidrogênio da Coppe.
A aparência do veículo é semelhante a de um ônibus convencional, com o mesmo tamanho. Comparado com veículos a diesel, ele apresenta maior eficiência energética. A emissão de poluentes é nula, de seu cano de descarga é eliminado apenas vapor de água.
O ônibus deverá circular pelas ruas da Zona Sul do Rio, operando em uma linha regular. Um segundo veículo, elétrico híbrido a álcool e outro, exclusivamente elétrico, deverão entrar em circulação até 2011.
*Fonte: Portal Ambiental com informações da UFRJ.