Arquivos para janeiro, 2010
22 janeiro, 2010 - 15:51h
O governo de Roraima entrou com uma ação no STF para impedir que a terra indígena Serra da Moça seja expandida para dentro de um assentamento rural. Segundo o governo estadual, o assentamento Nova Amazônia foi invadido por oito famílias indígenas que reivindicam o aumento de sua reserva.
Segundo o STF, a ação foi assinada pelo próprio governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, e pelo procurador-geral do estado. Eles alegam que a terra em disputa era uma fazenda desapropriada para fins de reforma agrária, destinada a produtores rurais não índios que foram desalojados da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, e que não é tradicionalmente ocupada por índios.
O governo de Roraima também acusa a Funai e o Incra apoiarem a invasão para transformar o local em reserva indígena.
Por meio de sua assessoria de comunicação, o Incra informou que ainda aguarda a notificação judicial. De acordo com o instituto, havia estudos para que ali se criasse um Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), mas os planos estão paralisados por causa da disputa judicial.
O Globo Amazônia entrou em contato com a Funai, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
Demarcação suspensa - Na última quarta-feira (20), o STF suspendeu parcialmente a demarcação de outra terra indígena em Roraima. Um trecho da futura reserva Anaro foi temporariamente excluído da demarcação por estar dentro de uma fazenda cujos donos alegam ter adquirido legalmente em 1943.
Fonte: Globo Amazônia
22 janeiro, 2010 - 15:50h
A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de suspender a homologação de terras indígenas até que o assunto seja julgado, provocou questionamentos de líderes indígenas e de representantes de entidades como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Os fazendeiros e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elogiaram a decisão. Nos dias 19 e 20 deste mês, o ministro concedeu liminares suspendendo homologações que estendiam a demarcação das terras Arroio-Corá, em Mato Grosso do Sul, e Anaro, em Roraima.
No Cimi, o secretário adjunto, Cleber Buzatto, disse ter "estranhado" uma decisão tão rápida durante o recesso do Judiciário. "Estranhamos a rapidez do presidente do Surpremo em conceder essas liminares em meio ao recesso, quando existem questões mais urgentes para o país no STF há mais tempo", afirmou Buzatto. "Essa decisão está vinculada a uma série de outras em que há prejuízo de uma determinada classe social no país."
Buzzato lamentou os elogios feitos pela presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a Mendes, mas ressaltou que a entidade confia na Justiça brasileira e entende que essa é uma posição do presidente da Suprema Corte e não deverá ser seguida pelos outros juízes do tribunal.
O advogado do Cimi, Rogério Batalha, também acha que a decisão de Mendes deverá ser revista pelos demais ministros na hora do julgamento. Batalha lembrou que o principal fundamento usado por Mendes ao conceder as liminares foi o fato de que os índios não ocupavam as terras em 1988, quando a Constituição foi promulgada. Usada também no julgamento da Raposa Serra do Sol, em Roraima, essa premissa foi fundamental para que fosse mantida pelo STF a demarcação da terra indígena.
"Esses fundamentos devem ser revistos pelos demais ministros do Supremo, porque a situação de Mato Grosso do Sul não é semelhante à de Roraima", explicou o advogado. Segundo ele, os índios não ocupavam a terra em 1988 porque haviam sido violentamente expulsos do local por colonos, com a "anuência do Estado".
A decisão de Mendes agradou aos fazendeiros da região. Eles alegam que os índios chegaram lá há pouco tempo. Para o dono da fazenda Polegar, Otacílio Carollo Tramujas, a decisão do STF deixou expectativas positivas para os produtores rurais. "Isso nos animou, porque não queremos tirar os índios, mas estamos aqui há muitos anos, e nunca teve índio. Depois, eles apareceram dizendo que era deles (a terra)", diz. A fazenda perdeu 1.500 hectares com a homologação feita pelo governo federal, que agora foi suspensa pelo Supremo até que o plenário julgue finalmente o assunto.
Otacílio disse que a fazenda sempre foi produtiva com a criação de gado, mas a situação mudou desde que começou a disputa com os índios: parte da área foi ocupada e ele não pode mais trabalhar no terreno. "Se você for ver a minha terra, ela vai estar improdutiva, mas isso é de 2001 para cá, quando começou o problema."
Os índios sustentam que ocupam as terras há mais de 100 anos. O líder Guaranai Kaiowá Anastácio Peralta conta que eles foram retirados de lá na época em que foram demarcadas oito reservas na região, entre 1910 e 1927. Assim, os índios que viviam fora das áreas demarcadas foram removidos pelo antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI, substituído em 1967 pela Funai) para que as terras fossem liberadas para colonização.
"Então não demarcaram nossas terras. Fomos expulsos pelo próprio órgão (SPI) e pelos fazendeiros. Há mais de 100 anos que estamos na nossa terra, mas fomos expulsos. Eles também não estavam aqui, são todos de fora", acusa o índio.
A CNA comemorou a decisão e reforçou o pedido de que Supremo crie uma súmula vinculante para o assunto. Assim, diversas questões parecidas não precisariam chegar à instância final, sendo resolvidas mais rapidamente com base nas orientações da Suprema Corte.
Em nota, a Funai afirma que o amplo direito de defesa e do contraditório foi respeitado durante o processo de homologação da terra e que "não existem, portanto, vícios de maculação nos processos em questão". A nota lembra que a Procuradoria Federal Especializada da Funai vai recorrer da decisão referente à Terra Indígena Anaro, em Roraima, e que já entrou com recurso no caso da Arroio Corá, de Mato Grosso do Sul. Conforme o texto, a Funai espera que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente os recursos cabíveis para o plenário do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Agência Brasil
22 janeiro, 2010 - 15:49h
Os mecanismos do processo de mineralização biológica - responsáveis pela formação de ossos - ainda não são completamente conhecidos. Um dos principais desafios da biomineralização é descobrir como as células se diferenciam, replicam-se e se dividem para formar as estruturas denominadas vesículas da matriz (MVs), organelas que se formam fora do sistema celular, contribuindo para que o tecido fique rígido e formando os ossos.
Analisando a função de duas enzimas envolvidas no processo de calcificação, um consórcio internacional de pesquisadores, com participação brasileira, trouxe novas contribuições para a compreensão dos mecanismos moleculares da mineralização biológica. O estudo foi publicado no Journal of Bone and Mineral Research.
De acordo com o primeiro autor do artigo, Pietro Ciancaglini, professor do Departamento de Química da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, entender os mecanismos bioquímicos da mineralização é fundamental para que, no futuro, seja possível controlar o processo.
"Entendendo o papel das enzimas, ou seja, como elas atuam separadamente e em conjunto, será possível, por exemplo, acelerar ou controlar esse processo, fazendo com que haja uma intervenção humana no processo de biomineralização", disse Ciancaglini à Agência FAPESP .
Segundo o pesquisador, grande parte dos resultados obtidos no estudo foi fruto do projeto intitulado "Mudanças da organização molecular induzida pelo microambiente lipídico na atividade da fosfatase alcalina reconstituída em lipossomos: mecanismo cinético de regulação da enzima", que tem o apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular, concluído em novembro do ano passado.
O processo de biomineralização consiste no acúmulo de mineral constituído principalmente por íons de fosfato e cálcio, que formam um sal de fosfato de cálcio cuja estrutura se transforma em hidroxiapatita - o mineral encontrado dentro do tecido rígido.
Os pesquisadores desenvolveram um modelo voltado para tentar entender como duas enzimas - a fosfatase alcalina (TNAP) e a nucleosídeo trifosfato difosfohidrolase 1 (NPP1)- atuam em conjunto no processo. "Isolando o tecido, pudemos avaliar as consequências da falta de cada uma das duas enzimas no processo de mineralização", explica.
Nos testes feitos em ratos, com a colaboração de José Luis Millán, do Sanford Children's Health Research Center do Instituto Burnham, nos Estados Unidos, os pesquisadores conseguiram identificar um "papel duplo" da NPP1. Embora a função dessa enzima ainda não esteja bem definida, acredita-se que ela esteja envolvida nos processos de calcificação óssea.
"Descobrimos que a TNAP é a enzima que hidrolisa tanto ATP (adenosina trifosfato) e pirofosfato nas MVs. A NPP1 não tem uma função principal na produção de pirofosfato a partir de ATP ao nível de MVs, em contraste com essa sua função já aceita na superfície de osteoblastos e condrócitos, mas age como uma fosfatase na ausência de TNAP. Deste modo, a NPP1 pode atuar na ausência da outra, ou seja, ela desempenha um papel duplo, que é fundamental para estabelecer um equilíbrio entre as concentrações de pirofostafo e de fosfato", explica.
O docente da USP ressalta que apesar de ainda não terem conseguido reproduzir o modelo, os resultados são bastante animadores. "A descrição do mecanismo de como as duas enzimas funcionam é totalmente inédito", acrescenta.
Desafio científico - De acordo com o docente, ao avançar no entendimento sobre calcificação mediada pelas vesículas da matriz será possível, por exemplo, acelerar o tratamento em pacientes que sofreram fraturas ou com defeitos ósseos.
"Pessoas com problemas esqueléticos poderão ganhar mais tempo na recuperação. Além disso, desvendar os mecanismos da mineralização permitirá que pessoas com implantes dentários baseados em titânio tenham vantagens das aplicabilidades dessa pesquisa, de tal forma que os pacientes ganharão em tempo de tratamento e em qualidade de vida", explica Ciancaglini.
Segundo Ciancaglini, o crescimento de ossos, dos mais longos aos chatos ou cartilaginosos, se dá de forma muito similar. "Mas os mecanismos bioquímicos que estão envolvidos no funcionamento desse processo ainda não estão elucidados, especialmente quando estão relacionados com alguma doença, como raquitismo, osteoporose e hipofosfatasia - uma doença metabólica hereditária responsável pela perda prematura dos dentes de leite e má formação óssea", diz.
De acordo com o cientista, no caso da hipofosfatasia, os indivíduos crescem com a falta de uma enzima muito importante no processo de biomineralização, a TNAP. Além dela, existem pelo menos mais quatro importantes enzimas envolvidas nesse processo.
Ciancaglini afirma que em outro estudo, publicado na revista Journal of Biological Chemistry o grupo construiu um sistema para "mimetizar" as vesículas naturais. "Tentamos simular o processo que ocorre naturalmente", declarou.
Segundo ele, apesar de existirem importantes grupos de pesquisa sobre biomineralização no país e na América Latina, eles ainda trabalham de forma dispersa. "Por isso, estamos organizando um simpósio Latin American Symposium on the molecular mechanisms of skeletal mineralizatio para aglutinar esses diferentes grupos e podermos caminhar mais rapidamente nas pesquisas", diz.
O simpósio ocorrerá de 18 e 21 de maio em Foz de Iguaçu (PR). Promovido em parceria com a Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), será realizado em conjunto com 39ª Reunião Anual da SBBq.
Fonte: Agência Fapesp
22 janeiro, 2010 - 15:48h
Após 20 meses de investigações, arqueólogos da Espanha concluíram que um par de esqueletos encontrados abraçados, no sul do país, tem 6 mil anos.
Embora os ossos tenham sido achados em 2008, a revelação de que eles foram encontrados só foi feita agora, após o estudo detalhado dos esqueletos - que especialistas estão chamando de "os apaixonados".
A descoberta foi feita por acaso por operários da prefeitura de San Fernando, na província de Cádiz, quando eles preparavam um terreno para construir um estádio de hóquei sobre grama.
Segundo a antropóloga Milagros Macías, que analisou a fossa dos esqueletos, "o indivíduo depositado à direita corresponde a um adulto com idade dental estimada entre 35 e 40 anos e o da esquerda corresponde a uma menina de 12 anos".
O relatório confirma ainda que os dois teriam sido enterrados abraçados de propósito.
"Não há dúvidas sobre a intenção por parte dos que executaram o enterro de que houvesse contato físico entre ambos, Já que certamente existiria um forte vínculo afetivo (entre eles)."
Vínculo de amor - O diretor das escavações, Eduardo Vijande, no entanto, diz que "ainda é cedo para garantir que se trate de um casal apaixonado".
Segundo ele, falta conhecer os resultados das provas antropomórficas e antropométricas para saber se o esqueleto da direita, o adulto, pertence a um homem ou uma mulher, além de exames de DNA que poderiam determinar a existência de uma relação familiar entre ambos.
'Poderiam ser pai e filha, ou mãe e filha, o que mudaria o romantismo do descobrimento, mas ainda assim mantém o vínculo de um grande amor'
O estudo sobre as ossadas, feito pelo gabinete arqueológico Figlina, destaca a forma em que os braços e pernas foram entrelaçados indicando "mortes simultâneas ou muito próximas no tempo".
Os investigadores se surpreenderam também com a descoberta de pigmentação ocre na metade inferior dos esqueletos e a localização de várias agulhas de osso na parte posterior do crânio do indivíduo adulto.
Segundo os antropólogos, isso estaria relacionado com os costumes de penteado da época.
O local onde os esqueletos foram descobertos, em San Fernando, se tornou grande sítio arqueológico.
Lá foi encontrado um cemitério pré-histórico de 6 mil anos de idade, do período neolítico, com 83 ossadas em um estado de conservação que surpreendeu os especialistas.
Fonte: G1
22 janeiro, 2010 - 15:48h
Cientistas estudaram a carapaça que protege o molusco da espécie Crysomallon squamiferum, descoberto recentemente nas profundezas do Oceano Índico, e descobriram que, além de ser rica em ferro, ela é disposta em nada menos que três camadas. Os dados obtidos foram usados para desenvolver um modelo computacional do exoesqueleto da lesma.
O estudo do molusco gastrópode, dizem os autores do artigo, pode contribuir para o desenvolvimento de materiais mais resistentes de proteção pessoal. Logo, pode ter aplicações militares. Não por acaso, a gigante do setor militar Raytheon participa da pesquisa.
Fonte: G1
22 janeiro, 2010 - 15:47h
A nave russa Soyuz TMA-16 foi desconectada nesta quinta-feira (21) do módulo Zvezda e acoplada com sucesso ao novo módulo Poisk da Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.
O cosmonauta russo Maxim Surayev acoplou manualmente a Soyuz TMA-16 ao módulo Poisk às 8h24 (hora de Brasília), disse Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, citada pela agência oficial russa Itar-Tass.
A operação foi supervisionada da própria nave russa pelo astronauta da Nasa (agência espacial norte-americana) Jeff Williams e da plataforma orbital ISS pelo cosmonauta russo Oleg Kotov.
O acoplamento ao novo módulo Poisk deixa livre o módulo Zvezda para o engate da nave de carga Progress M-04M, cujo lançamento está previsto para 3 de fevereiro a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão.
A mudança foi planejada para corrigir a altura da ISS, com ajuda dos propulsores do módulo Zvezda, manobra prevista para domingo (24).
Turista - Surayev e Williams voltarão à Terra em março, a bordo da Soyuz TMA-16. Também participou da tripulação desta nave o turista espacial Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, que voltou à Terra antes, em outubro, pela nave Soyuz TMA-14.
O porto ficará livre assim para o acoplamento em abril da Soyuz TMA-18, que levará à plataforma orbital três novos tripulantes, os cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko, assim como a astronauta americana Tracy Caldwell.
Além de Surayev, Kotov e Williams, atualmente estão na ISS o astronauta da Nasa Timothy Creamer e o japonês Soichi Noguchi.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:46h
Cientistas norte-americanos descobriram uma forma de neutralizar a reprodução do vírus da hepatite C, o que representa melhoria potencial no tratamento da principal causa de câncer de fígado nos Estados Unidos, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (20).
Em experimentos in vitro foi identificada uma proteína essencial para o ciclo reprodutivo do vírus da hepatite C (HCV), indicaram os pesquisadores, que chegaram a uma versão sintética dessa proteína com potencial para destruir a habilidade reprodutiva do vírus.
A proteína alterada levou os cientistas a descobrirem compostos que preveniam a reprodução ou o agrupamento do vírus HCV, informou o principal autor do estudo, Jeffrey Glenn, professor de gastroenterologia e hepatologia, e diretor do Centro de Hepatite e Engenharia do Tecido Hepático da Universidade de Stanford.
Glenn prevê a realização num período de um ano a 18 meses de exames pré-clínicos e em animais antes que a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprove o tipo de compostos a ser utilizado em seres humanos.
O estudo foi publicado nesta quarta-feira na edição on-line da revista "Science Transnational Medicine".
Resistência - Se os novos compostos tiverem resultarem efetivos em pacientes HCV, podem significar um papel maior na luta contra a tendência do vírus de adquirir rapidamente resistência aos tratamentos, ao mesmo tempo em que evitam os piores efeitos secundários, informou Glenn.
No momento, o único tratamento aprovado pela FDA é um coquetel de interferon e ribavirin, que é tóxico, e deve ser administrado no transcurso de 48 semanas, com resultados efetivos apenas para a metade dos pacientes que o usam.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 170 milhões de pessoas estão infectadas com a Hepatite C, que se transmite pelo sangue e pode derivar em cirrose e câncer de fígado.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:44h
Dois fortes tremores - um com magnitude 4,8, conforme medição do Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) - voltaram a assustar a capital haitiana, Porto Príncipe, na quinta-feira. Na semana passada, a cidade foi virtualmente devastada por um forte terremoto, de magnitude 7, que matou milhares de pessoas. Ontem (20), houve mais um forte reflexo do primeiro tremor, de magnitude 6,1.
No total, o Haiti já teve pelo menos 50 tremores de magnitude 4,5 ou maior desde o grande tremor, do dia 12. Nenhum deles causou novos danos ou vítimas, mas houve alarme entre a população.
Nos últimos dias, cresceram os desentendimentos entre ONGs e as autoridades internacionais e as críticas ao papel de liderança assumido pelas forças americanas, que controlam o aeroporto de Porto Príncipe desde semana passada. As autoridades dos EUA e da ONU negam problemas e dizem que a divisão de tarefas é clara, com os americanos a cargo da ajuda humanitária e distribuição, podendo eventualmente atuar em autodefesa.
"Os capacetes azuis (como são conhecidos os militares da ONU) no Haiti "têm a responsabilidade da segurança. Os EUA vão fornecer o maior apoio possível, mas não vão tirar da ONU este papel", afirmou o secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela, em discurso perante embaixadores de países da América.
Valenzuela disse ainda que as tropas americanas deslocadas ao Haiti estão focadas na ajuda humanitária e pediu aos demais países que aumentem seus efetivos para ajudar na reconstrução do país caribenho e reforçar a Minustah.
O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que viajará nesta sexta-feira ao Haiti para avaliar como está a situação no país. "O Brasil tem suas atribuições na Minustah e elas estão sendo cumpridas", disse Amorim, no fim da cerimônia em homenagem a Costa. "Levantar a discussão sobre disputa de poder Brasil-EUA é mesquinho", completou, acrescentando que o Brasil não disputa a liderança com ninguém.
Tragédia - O terremoto aconteceu às 16h53 do último dia 12 (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país, que ficou virtualmente devastada. O Palácio Nacional e a maioria dos prédios oficiais desabaram. O mesmo aconteceu na sede da missão de paz da ONU no país, a Minustah, liderada militarmente pelo Brasil.
Ainda não há um dado preciso do total de mortos. A Organização Pan-Americana de Saúde, ligada à ONU, afirma que podem ter morrido cerca de 100 mil pessoas. Já a Cruz Vermelha estima o número de mortos entre 45 mil e 50 mil. O governo do Haiti já chegou a estimar em 200 mil o número de mortos. A Direção da Proteção Civil haitiana afirmou nesta terça-feira que o terremoto deixou 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desabrigados. Nos seus balanços, o governo tem contabilizado os corpos que teriam sido enterrados.
Entre os brasileiros, 21 morreram, sendo 18 militares e três civis - a brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e uma brasileira com dupla-cidadania europeia que não teve a identidade divulgada a pedido da família.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:43h
A agricultura será fundamental para reconstruir o Haiti, afirmou nesta quinta-feira (21) o diretor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, que pediu ajuda urgente para o próximo período de plantio na ilha desvatada pelo terremoto.
"Enquanto está em andamento a primeira fase de operações de regate no Haiti, o país e as ajudas externas devem se concentrar de forma simultânea no apoio urgente à produção alimentar e à reabilitação da agricultura", informou Diouf.
Para o diretor da FAO, os agricultores haitianos devem receber ajuda urgente antes do início da época de plantio, em março.
"A prioridade é o fornecimento de sementes e fertilizantes", destacou.
Para os especialistas da FAO, cerca de 53% dos haitianos vive em zonas rurais e 47% nas urbanas.
Segundo estimativas da entidade, que trabalha há décadas no Haiti, o período de plantio de primavera, que se prolonga até maio, representa 60% da produção agrícola.
Fonte: G1
22 janeiro, 2010 - 15:42h
Habitada por pescadores, a ilha Coroa Comprida, no litoral do Pará, está sendo engolida pelo oceano Atlântico. A prefeitura decretou situação de emergência no local.
A duas horas de barco do centro de Augusto Corrêa (240 km de Belém), a ilha de areia já foi habitada por mais de 300 famílias. Hoje, restam apenas 25 famílias vivendo na área.
A prefeitura afirma que a única solução é a retirada total dos habitantes que permanecem na ilha, já que o avanço da água está destruindo toda a estrutura do lugar.
O processo natural, que ocorre há pelo menos 30 anos, se intensificou nos últimos três, segundo os pescadores. Dos quase 700 metros de largura que a faixa de areia da ilha já teve, agora restam apenas cerca de 20 metros em alguns pontos.
A escola e o posto de saúde já tiveram de ser mudados três vezes de lugar por causa do avanço do mar. Na semana passada, mais uma família de pescadores deixou a ilha. Apenas um poço ainda fornece água potável - outros cinco foram inutilizados pela maré salgada.
Para Nils Edvin Asp Neto, professor de geologia marinha e costeira da Universidade Federal do Pará, o fenômeno que atinge Coroa Comprida é natural. "Por causa do movimento das marés, ilhas antigas sempre estão desaparecendo e novas, se formando, com a areia que é movimentada", afirma.
Para o pescador José Lucas Lopes, a saída é abandonar o local. "Do jeito que (a ilha) está, vai acabar logo. As pessoas estão com medo de sair para pescar e depois encontrarem a casa engolida pelo mar."
Segundo o pescador, a comunidade espera a doação de uma área em outra região pela prefeitura para a mudança.
O vice-prefeito José Guarany Medeiros (PTB) diz que o município providencia a aquisição de um terreno para instalar os pescadores, mas não aponta prazos para a medida.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:41h
As emissões poluentes procedentes da Ásia afetam o ambiente no oeste dos Estados Unidos - algo que prejudica este país na tarefa de alcançar seus objetivos de redução de gases tóxicos na atmosfera.
É o que diz um estudo publicado na quinta-feira (21) na revista "Nature", que demonstra pela primeira vez o que até agora era uma suspeita: que os níveis de ozônio na troposfera - a camada da atmosfera mais próxima da superfície da Terra - nessa região dos EUA podem estar aumentando por causa das emissões asiáticas.
Quando presente nas camadas mais altas da atmosfera, o ozônio ajuda a filtrar os raios ultravioleta nocivos. Porém, na troposfera, ele pode atuar como gás tóxico, causando doenças respiratórias e afetando ecossistemas.
Já a partir do século 19, as emissões industriais passaram a provocar um aumento dos níveis de ozônio. Atualmente, o leste da Ásia é a região com maior crescimento de emissões do mundo.
Desde que se começou a medir a incidência deste gás, na década de 70 do século passado, havia a suspeita de que o aumento da produção asiática podia fazer os níveis de ozônio na troposfera americana crescerem, mas isto ainda não tinha sido comprovado.
O estudo utilizou medições de ozônio feitas a partir de diferentes plataformas no oeste dos EUA e descobriu um significativo aumento da proporção de ozônio no ambiente entre 1995 e 2008.
O ritmo de crescimento da presença de ozônio crescia na medida em que aumentava a influência das medições da poluição diretamente transportada da Ásia.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:39h
Com o objetivo de fortalecer a gestão ambiental nos municípios do Arco do Desmatamento - onde são registrados os maiores índices de desmatamento da Amazônia -, se reuniram nesta quinta-feira (21), em Brasília, técnicos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), do MMA, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e representantes de órgãos estaduais de Meio Ambiente da região norte.
Durante dois dias, os participantes do encontro vão debater o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) por meio da capacitação e assistência técnica a gestores municipais e integrantes dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente.
A ideia é elaborar uma estratégia de descentralização da gestão ambiental nos 43 municípios que integram o Arco do Desmatamento (localizados nos estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia e Roraima). Esta ação integrada será promovida pela parceria entre União, estados e municípios.
Para isso, serão realizadas oficinas presenciais em cidades-pólo da Amazônia, ministradas em 200 horas e divididas em cinco módulos. A equipe de capacitadores será composta por membros do Sipam, do MMA, consultores e representantes dos estados. O público-alvo são os servidores públicos e representantes da sociedade civil. Também está prevista a assistência técnica em cada município.
Os cursos de capacitação vão abordar temas como licenciamento ambiental e sustentabilidade financeira; manutenção da floresta em pé; planejamento e elaboração de projetos; conhecimento particularizado de cada território municipal e construção dos instrumentos de desenvolvimento sustentável.
O diretor do FNMA, Fabrício Barreto, explica que durante o evento será elaborada uma estratégia de mobilização dos municípios envolvidos, e que o fortalecimento da gestão ambiental vai alavancar diversas atividades.
Fernando Campagnoli, coordenador geral de operações do Sipam, alega que durante a Operação Arco Verde os técnicos detectaram que o alto índice de desmatamento é um "retrato da falta de integração" de ações políticas que pudessem cobrir lacunas econômicas existentes.
Ele afirma que esta articulação entre União, estados e municípios vai estabelecer uma rede de ação local que vai integrar pessoas, instrumentos e políticas públicas. "Este programa vai ser um marco na Amazônia pois será levado a 43 municípios com situação alarmante, que necessitam de ações emergenciais. Pretendemos expandi-lo depois para os cerca de 750 municípios da região", afirma.
Para Maria Dolores Costa, assessora técnica ambiental da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam-RO), que também é coordenadora estadual do Arco Verde, o processo de descentralização é importante para que cada local se responsabilize por suas políticas de preservação ambiental.
Ela assegura que a demanda por políticas eficientes e mitigatórias na Amazônia é grande, e que os municípios deveriam ter iniciado este tipo de processo há muito tempo. Maria Dolores acredita que se houvesse estrutura técnica e física adequada nestes locais, a devastação da floresta teria uma escala bem menor.
"Temos que mostrar às pessoas que há outra forma possível de desenvolvimento econômico que não seja oriudna do corte de madeira. Para muitos, o combate ao desmatamento se tornou o avesso do que de fato representa, pois é encarado como o vilão das economias locais", argumenta. Dolores defende que é urgente o financiamento de uma tranformação do modelo econômico na Amazônia, e que isto deve ser promovido pelos governos federal, estaduais, sociedade civil e iniciativa privada.
Fonte: MMA
22 janeiro, 2010 - 15:38h
O Ministério da Justiça autorizou a permanência da Força Nacional de Segurança Pública no estado do Pará, para dar continuidade na operação de combate ao desmatamento ilegal em áreas de preservação ambiental no estado. A portaria publicada na edição de quinta-feira (21) do Diário Oficial da União determina a prorrogação, a contar desta quarta, por mais 30 dias, prorrogáveis, se necessário.
Por solicitação da ministra interina do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, a Força Nacional continuará atuando, em apoio ao efetivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), não só nas ações de preservação ambiental, mas também na manutenção da integridade física dos envolvidos na questão.
De acordo com a portaria, a Força pode desenvolver ações de polícia ostensiva, principalmente no município de Novo Progresso (PA) podendo, inclusive, fazer uso de armas letais destinadas à legítima defesa dos policiais e de terceiros. (
Fonte: Agência Brasil
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