Arquivos para dezembro, 2009
30 dezembro, 2009 - 18:15h
"A cidade de Copenhague foi palco de um crime, com os culpados correndo para o aeroporto perseguidos pela vergonha", declarou a ONG em nota
O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, lamentou que a cidade de Copenhague tenha se transformado em "palco de um crime", em referência ao fracasso da Conferência do Clima (COP-15), que chegou ao fim sem metas relevantes para conter os efeitos do aquecimento global. "A cidade de Copenhague foi palco de um crime, com os culpados correndo para o aeroporto perseguidos pela vergonha", disse o diretor, em nota oficial distribuída hoje à imprensa. "Presidentes e primeiros-ministros tiveram uma chance de uma em um milhão de mudar o mundo para sempre e impedir que o clima entre em colapso", acrescentou.
Ainda no documento, a entidade afirma que os líderes mundiais mostraram a sua "incapacidade" no encontro, "colocando os seus interesses particulares acima das necessidades da humanidade". "Os chefes de Estado reunidos em Copenhague falharam. Eles colocaram suas prioridades domésticas acima de um compromisso global", acusou. A entidade criticou ainda a criação do mecanismo de financiamento para combate ao aquecimento global e o compromisso de conter a elevação da temperatura global em 2ºC, medidas presentes em pacto firmado por apenas 30 dos quase 200 que participaram da COP-15.
"O acordo não é justo, ambicioso, nem legalmente vinculante. Os líderes falharam em evitar o caos climático. Este ano o mundo enfrentou uma série de crises e com certeza a maior delas é a crise de liderança", afirmou o diretor-executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado. De acordo com a entidade, o ponto fraco do pacto está na ausência da determinação de uma meta ambiciosa de corte das emissões de gases-estufa. "Sem isso, qualquer esforço de adaptação é insuficiente", ressalta o Greenpeace.
A entidade defende também na nota que os países desenvolvidos, "os quais têm a maior responsabilidade pelo aquecimento global", devem cortar em até 40% (até 2020) as emissões de CO2 em relação ao volume emitido por cada um em 1990. A ONG destaca ainda que os países emergentes precisam adotar medidas urgentes, como a aceleração da taxa de crescimento de suas emissões. "É preciso zerar o desmatamento das florestas tropicais e criar um mecanismo que financie ações de adaptação e mitigação nos países pobres. Sem nada disso, o mundo sai da COP-15 deixando o presente e o futuro da humanidade em perigo", alerta.
Fonte: Época Negócios Online
27 dezembro, 2009 - 18:18h
Pesquisadores da Esalq-SP lançam pacote de tecnologias para mapear o solo e indicar as melhores áreas para plantio

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Que a saúde da terra é a primeira condição para a plena produção das lavouras todo agricultor sabe, não importa se ele comanda grandes ou pequenas propriedades. No entanto, a ciência do solo - ramo da Agronomia que estuda suas características físico-químicas - tem se apoiado cada vez mais nos avanços da tecnologia. Um exemplo concreto é a agricultura de precisão, sistema que utiliza equipamentos e sistemas eletrônicos par analisar o potencial de uma área em busca da maior produtividade. Há 17 anos, o professor José Alexandre Demattê, da Esalq - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP, em Piracicaba, SP, trabalha com esse tema e acompanhou as evoluções do setor, que chegou no Brasil nos anos 80 mas deslanchou realmente na década seguinte. Demattê e sua equipe agora propõem ao produtor rural um grande pacote tecnológico para plantios totalmente modernizados.
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Segundo o professor da Esalq, a junção de imagens por satélite, fotos aéreas, sensores portáteis e GPS, por exemplo, resulta em mapas de solos mais detalhados. Essa ampla radiografia vai permitir ao agricultor escolher as melhores áreas para plantios, estabelecer onde será a reserva legal, economizar na aplicação de adubos e até mesmo identificar as variedades mais apropriadas de uma cultura, tudo em busca de produção mais farta. "O que acontece hoje em dia é o uso de um recurso ou outro que não retrata as condições que uma lavoura vai enfrentar ao ser implantada em determinado lugar", explica.
Para turbinar esse mapeamento, o grupo de GeoCis - Geotecnologia em Ciência do Solo, coordenado por Demattê, sediou o projeto nas lavouras de cana-de-açúcar no interior paulista durante 2,5 anos (o mesmo procedimento, de acordo com ele, também poderia ser empregado em plantios de soja e milho). Por meio de sensores localizados em terra e em satélites como os norte-americanos Landsat e Aster, a equipe captou a energia (luz) refletida na terra através da radiação eletromagnética, que indica os graus de argila, areia, potássio, cálcio e matéria orgânica no solo. Segundo o professor, a técnica pode informar qual é o tipo dele e quais culturas ou variedades têm condições de progredir no lugar avaliado.
Outra ferramenta utilizada pelos pesquisadores são os sensores ópticos, acoplados em uma pequena caixa que pode ser levada em uma mochila. Com custo em torno de R$ 60 mil e ainda pouco utilizado na agricultura, o equipamento capta a quantidade de energia refletida quando apontado para a terra. Os dados obtidos por essa leitura são avaliados por meio de modelos matemáticos que resultam na informação da composição do solo. "A vantagem é que ele diminui o número de coletas de amostras para análise em laboratório", esclarece o professor Demattê. Uma fazenda que envia para análise 500 amostras por hectare, por exemplo, poderia baixar esse volume para apenas 150 com o uso dos sensores. O aparelho faz a leitura das amostras em apenas um segundo, identificando o índice de fertilidade da terra. Mas ainda assim são realizados exames laboratoriais, como um veredicto final sobre as análises iniciais. Para o professor, o mais importante é que o produtor tem condições de diminuir 64% dos custos com esse serviço.
As pesquisas do GeoCis também foram aplicadas no monitoramento ambiental com a utilização do sensor óptico na averiguação da presença de sangue bovino despejado de forma irregular - em geral proveniente de matadouros clandestinos - em áreas de pastagem e perto de riachos. "Verificamos que os solos são muito alterados na parte química, com excesso de sódio e modificações nos teores de nutrientes e pH", conta o pesquisador. Atualmente, a maior ambição da equipe coordenada por Demattê é integrar as informações provenientes de tecnologias diversas em um único software, para que o agricultor possa ter acesso a uma imensa radiografia da sua propriedade.
Fonte: Globo Rural Online.
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27 dezembro, 2009 - 18:16h

O Asahiyawa Zoo, um zoológico de Hokkaido, no norte do Japão, está proporcionando uma forma diferente de observação dos bichos: em vez de presencial, virtual. Isso porque as imagens de animais como ursos polares, macacos e focas começaram a ser transmitidas a partir de hoje a um telão de alta definição, situado no Sony Building, um prédio no distrito comercial de Ginza, na capital Tóquio. Para conferir ainda mais realidade à experiência, as imagens são em 3D (três dimensões), visualizadas com o auxílio de óculos específicos.


É, sem dúvida, uma forma criativa de aproximar animais e seres humanos, longe dos tradicionais refúgios, onde os bichos são observados dentro de gaiolas e grades. O telão reproduzirá imagens do Asahiyawa Zoo até 17 de janeiro.
(Fotos: AFP)
Fonte: Blog da Globo Rural.
27 dezembro, 2009 - 18:09h
A unidade em Bertioga, no litoral de São Paulo, conta com a certificação LEED para construções sustentáveis e reduziu seu consumo de água e energia
Fachada da unidade verde do McDonald's em Bertioga, São Paulo
O restaurante McDonald's de Bertioga, na Riviera São Lourenço, litoral de São Paulo, é o primeiro da América Latina a obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo U.S. Green Building Council – organização que reúne representantes dos setores de construção e arquitetura - a empreendimentos que atendam critérios de sustentabilidade no projeto arquitetônico e na construção.
A construção contou com a utilização de tecnologias de baixo impacto ao meio ambiente, destacando a prevenção de poluição, o reaproveitamento de resíduos, o uso de água da chuva e de energia limpa e a utilização de materiais naturais, renováveis, reciclados e de produção regionalizada.
A iniciativa de se enquadrar em padrões sustentáveis veio da parceria do proprietário da unidade, Roberto Pestana, e da operadora da marca McDonald’s na América Latina, Arcos Dourados.
Entre as ações adotadas pelo restaurante está o sistema de captura de água pluvial, para utilização na lavagem de pisos e descargas em toaletes, o que permitiu a redução do consumo de água potável em 50% e em 100% no caso da irrigação dos jardins; o gás das câmaras de refrigeração foi substituído por um modelo que não afeta a camada de ozônio; as peças de madeira utilizam produtos provenientes de áreas de manejo florestal e são certificadas pelo FSC (sigla em inglês para Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em português).
O McDonald’s de Bertioga também não utiliza CFC no seu sistema de ar condicionado e é munido de um dispositivo que monitora as temperaturas interna e externa do restaurante. Quando necessário, o sistema desliga os aparelhos e abre as janelas automaticamente. Com isso, a carga térmica necessária para a refrigeração é 25% menor.
Ainda como parte do gerenciamento inteligente de energia, o aquecimento de água das torneiras da cozinha e vestiários é feito por meio de energia solar. A grande quantidade de paredes de vidro destaca o uso da luz natural e as luminárias instaladas perto das janelas só acendem quando realmente necessário. Em todo o edifício, é priorizado o uso de lâmpadas LED. Todas essas iniciativas promoveram uma economia de 14% no consumo de energia do empreendimento.
A rede McDonald's conta com mais dois restaurantes verdes no mundo, em Chicago (EUA) e em Lindora (Costa Rica).
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios Online.
19 dezembro, 2009 - 11:21h

Diariamente, funcionários da Eletrosul, em São José, SC, tomam cafezinho no pátio da empresa, uma central de transmissão de energia, e aproveitam para observar o canto e o voo de pássaros que ficam ali por perto.
Clique nas imagens para ampliar
Num desses intervalos, eles notaram um filhote de andorinha branca, sendo alimentada por outra ave da espécie, mas de coloração escura. O técnico de manutenção – e fotógrafo por hobby – José Francisco da Silva percebeu que era um raro caso de albinismo, e correu para fotografar o pássaro e enviar as imagens para a Globo Rural.
Chico, como gosta de ser chamado, contou que a andorinha albina nasceu num ninho no telhado da oficina de manutenção da empresa e agora sempre é vista por lá. Ele notou que, nas primeiras semanas de vida, o filhote voava com sua família, mas depois passou a ficar sozinho e a ser atacado pelos companheiros.
A bióloga Fernanda Junqueira Vaz Guida, chefe do setor de aves da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, explica que essa andorinha pode ser mesmo albina. Segundo ela, no Brasil alguns pesquisadores já descreveram albinismo em outras aves como rolinhas, sabiás, urubus e pardais.
Quanto ao comportamento hostil dos outros passarinhos, ela diz ser algo comum, justamente por ela ser diferente. “Aves com albinismos dificilmente conseguem sobreviver muito tempo em vida livre, pois são alvo fácil de predadores. A cor branca acaba chamando mais atenção e por ser isolada do bando acaba ficando mais fraca”, disse.
Para Chico, a presença da andorinha albina é um presente. “Uma recompensa para quem trabalha junto à natureza”, disse.
Fonte: Blog da Globo Rural.
19 dezembro, 2009 - 10:54h

A corrida ciclística mais longa da Índia, a BSA Tour of Nilgiris, revelou hoje (16/12) uma iniciativa inovadora de um carpinteiro local. Vijay Sharma, de 32 anos, projetou – e construiu – uma bicicleta feita de bambu. O indiano usou a estrutura de uma bicicleta convencional, mas substituiu 3,5 quilos de tubos de aço pelo vegetal.

Sharma é membro de um centro que trabalha com o planejamento ambiental e tecnológico em Bangalore, no sul do país. Com o objetivo de encorajar a população a adotar alternativas de transporte menos poluentes, o indiano e sua bicicleta ecológica foram à frente do grupo de 70 ciclistas que participou do BSA Tour of Nilgiris, uma competição que percorre cerca de 900 quilômetros, em oito dias. Tudo com o aval dos organizadores do evento.
”Essa bicicleta é reflexo de meu interesse pessoal por ciclismo, e de meu desejo em usar meios de transporte mais limpos”, afirma o carpinteiro. “Nós encorajamos e reconhecemos uma iniciativa como essa, que pode nos ajudar a criar opções de bicicletas mais adequadas às condições de trânsito da Índia”, analisa Rajesh Mani, representante da TI Cycles, empresa local líder na produção desse tipo de veículo.
Fonte: Blog da Globo Rural online.
18 dezembro, 2009 - 09:44h
Mistura de patinete e bicicleta, novo veículo de 20 quilos é dobrável e utiliza bateria
Um designer inventou o transporte que promete ser a solução para o trânsito das grandes cidades e, ao mesmo tempo, um aliado do meio ambiente. Stuart Emmerson desenvolveu a “Skoota”, um veículo que mistura uma bicicleta elétrica com patinete.
O novo meio de transporte pesa apenas 20 quilos e elimina preocupações com estacionamento, já que pode ser dobrado e levado para onde o dono quiser. Sem especificar o peso máximo que a Skoota aguenta, o designer diz que ela é ideal para um adulto entre 20 e 35 anos.
A invenção é mais eficiente quando usada em pequenas distâncias e é movida à bateria de lítio. Com cinco minutos de carga, a bateria tem 90% de sua capacidade carregada. Com ela cheia, é possível viajar até 50 km a uma velocidade de 25 km/h. Além da bateria, há também a possibilidade de carregar a “bicicleta” a partir de energia solar.
Para garantir a segurança do piloto, a Skoota tem luz vermelha e luz de led que permitem a visualização pelos motoristas de outros veículos.
Por enquanto, a novidade é só um protótipo e não está à venda. Mas, com certeza, faria sucesso numa cidade como São Paulo, que passou por um dia caótico nesta terça-feira (08/12) devido às chuvas na região.
Fonte: Época Negócios Online
18 dezembro, 2009 - 09:41h
Transporte verde desenvolvido pelo MIT, apresentado em Copenhague, conta com ajuda de um iPhone e sistemas especiais
Um meio de transporte verde aliado com mais recentes recursos tecnológicos. Esta foi a proposta de Carlo Ratti, professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ao criar a bicicleta batizada de Copenhagen Wheel (Roda de Copenhague). A inovação tem um suporte para iPhone no guidão e circuitos Bluetooth para integrar o aparelho à bicicleta.
Por meio do iPhone de fácil acesso e dos sistemas da bicicleta (que ficam instalados dentro de uma pequena câmara vermelha na roda), o usuário lê informações sobre velocidade, distância percorrida e proximidade de outras bicicletas com o mesmo sistema.
A principal função, porém, é calcular níveis de poluição na região em que o usuário se encontra. Segundo os cientistas do MIT, este tipo de informação pode ser cedido aos municípios, que terão dados sobre a condição do ar de cada região, rotas preferidas por ciclistas e informações sobre trânsito. Assim, podem ser aplicadas políticas direcionadas.
Além das informações na tela do iPhone, a bicicleta também tem um sistema que facilita sua condução. Cada vez que o usuário aciona os freios, ela gera energia que pode ser usada para ajudar impulsão do ciclista em trechos mais difíceis. O próprio ciclista controla a liberação desta energia, apenas acelerando a velocidade com que pedala.
Quem gosta de se mover pela cidade sempre de bicicleta, ainda tem um ajudante extra. Ela vem equipada com GPS, que também exibe informações na tela do iPhone.
O protótipo da inovação verde foi apresentada ontem, em Copenhague, onde ocorre a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU).
Fonte: Época Negócios Online
8 dezembro, 2009 - 19:44h
Juntando a fotolitografia utilizada para a fabricação de chips com um processo de dobradura espontâneo que lembra um origami nanotecnológico, pesquisadores desenvolveram uma técnica para a fabricação de peças tridimensionais que poderão ser usadas na construção de nanomáquinas.
"Esta é uma forma completamente diferente de construir estruturas tridimensionais. Nós estamos abrindo um novo caminho para o que se pode fazer com os processos de automontagem," diz o Dr. Ralph G. Nuzzo, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
Silício maleável - O processo é feito a partir de películas de silício tão finas que o material, normalmente muito quebradiço, ganha maleabilidade, podendo ser dobrado sem se quebrar.
Para testar a nova técnica de forma muito prática, os pesquisadores usaram o processo de origami high-tech para construir células solares cilíndricas e esféricas, avaliando em seguida os efeitos do formato sobre seu desempenho.
Origami nanotecnológico - Tudo começa com uma fatia finíssima de silício, de formato circular, fabricada com a técnica tradicional de fotolitografia.
A seguir, os pesquisadores colocaram uma gota de água no centro do pequeno disco. Conforme a água evaporava, as forças de capilaridade puxavam as bordas da película, fazendo-a dobrar ao redor da gota de água, assumindo seu formato.
Para manter o formato depois que toda a água se evaporou, os pesquisadores colocaram um pequeno cristal de vidro, recoberto com um adesivo, no centro dessa flor às avessas.
Células solares esféricas - "A estrutura fotovoltaica resultante, ainda não otimizada para o desempenho elétrico, oferece uma abordagem promissora para coletar a energia solar de forma eficiente usando filmes finos," explica Jennifer Lewis, que também participa da pesquisa.
Ao contrário das células solares tradicionais, que são planas, células solares tridimensionais podem funcionar simultaneamente como estruturas ópticas passivas de rastreamento da luz do Sol, permitindo a captura de fótons que veem de todas as direções.
E as células solares nem de longe serão as únicas beneficiadas com a técnica de nano-origami. O processo de dobraduras com água, que cria essencialmente um processo de automontagem, poderá ser aplicado a qualquer tipo de material feito em películas, e não apenas ao silício.
Modelo preditivo - Para otimizar a utilização da nova técnica, os pesquisadores desenvolveram, a partir de seus experimentos práticos, um modelo computadorizado preditivo que permite calcular os parâmetros do processo a partir do tipo de filme fino utilizado, de suas propriedades mecânicas e do formato final da nanoestrutura que se deseja obter.
Com o modelo, é possível selecionar o melhor material para se atingir o formato de peça que se deseja construir, assim como a espessura da película original e os demais parâmetros, como a velocidade de aquecimento.
Fonte: Site Inovação Tecnológica
8 dezembro, 2009 - 19:42h
Uma equipe de cientistas sul-coreanos conseguiu pela primeira vez fabricar os polímeros usados na fabricação dos plásticos mais usados no dia a dia por meio da bioengenharia, eliminando a necessidade dos químicos à base de petróleo.
Polímeros são grandes moléculas que compõem todos os plásticos e borrachas presentes em nossa vida diária.
Ácido polilático - A equipe de pesquisadores, coordenada pelo professor Sang Yup Lee, da Universidade Kaist, focou sua pesquisa no ácido polilático (PLA), um polímero de origem biológica que contém a chave para a produção de plásticos a partir de recursos naturais renováveis.
"Os poliésteres e outros polímeros que usamos no dia a dia são basicamente derivados dos óleos fósseis produzidos em refinarias ou por outros processos químicos," explica Lee.
"A ideia de produzir polímeros a partir de biomassa renovável tem atraído muita atenção pela crescente preocupação com os problemas ambientais e a natureza limitada dos recursos fósseis. O ácido polilático é considerado uma boa alternativa aos plásticos baseados em petróleo por ser biodegradável e apresentar baixa toxicidade aos seres humanos," explica o pesquisador.
Bactéria produtora de plástico - Até hoje, o PLA vem sendo produzido em um processo de duas etapas - fermentação e polimerização - que é complexo e caro.
Agora, utilizando uma cepa da bactéria E.coli geneticamente modificada, a equipe do Dr. Lee desenvolveu um processo de uma única etapa que produz o ácido polilático e seus copolímeros através da fermentação direta.
Isto torna a produção do PLA e dos copolímeros de lactatos a partir de fontes renováveis mais barata e mais próxima da viabilidade comercial.
"Desenvolvendo uma estratégia que combina a manipulação metabólica com a manipulação enzimática, nós criamos um processo de produção do PLA e seus copolímeros que é eficiente, baseado inteiramente em biotecnologia e que funciona em um único passo. Isto significa que a cepa de E.coli agora é capaz de produzir polímeros que não são naturais do microrganismo de forma eficiente," diz o pesquisador.
Manipulação genética - Lee acrescenta que a técnica poderá ser utilizada para a manipulação genética de outros microrganismos com vistas à fabricação de outros polímeros que hoje não podem ser obtidos por meio renováveis.
O processo foi patenteado, em conjunto com a empresa LG Chem, que está estudando a viabilidade de usar o processo em escala industrial.
Fonte: Site Inovação Tecnológica
8 dezembro, 2009 - 19:41h
Está pronto para o lançamento, previsto para a próxima sexta-feira, 11 de Dezembro, o mais novo telescópio espacial da NASA.
O WISE é um telescópio na faixa do infravermelho que ficará circulando em volta da Terra ao longo dos pólos para fazer um mapa completo do universo, detectando galáxias longínquas, estrelas frias demais para que sua luz seja captado com precisão por outros telescópios e até asteroides escuros, escondidos nas profundezas do Sistema Solar, de onde podem surgir "repentinamente" para se chocar com a Terra.
"Nós vamos descobrir milhões de objetos que nunca foram vistos antes. Os olhos do Wise representam uma melhoria enorme em relação aos mapeamentos de infravermelho já feitos até hoje," disse Edward Wright, cientista chefe da missão.
Mapa exploratório do universo - WISE, que também significa sábio, é um acrônimo para Wide-field Infrared Survey Explorer - uma expressão de difícil tradução que poderia ser melhor entendida como pesquisa exploratória em infravermelho com visão de campo largo.
A pesquisa do Wise será exploratória porque, ao catalogar centenas de milhões de objetos celestes, seus dados servirão como mapas de navegação para outras missões, apontando os alvos mais interessantes para serem pesquisados de maneira mais aprofundada.
Os telescópios espaciais Hubble, Spitzer, Herschel e o tão esperado James Webb, assim como o telescópio aéreo Sofia, todos farão observações com base nos achados e nos mapas criados pelo Wise.
"Estamos em uma época incrível para os telescópios espaciais. Vários deles vão trabalhar em conjunto, cada um contribuindo com diferentes peças para os mais intrigantes quebra-cabeças do universo," afirmou Jon Morse, diretor de astrofísica da NASA.
Asteroides e Estrela X - A luz visível é apenas uma fatia do "arco-íris" eletromagnético do universo. A luz infravermelha, que os sensores biológicos humanos, também conhecidos como olhos, não conseguem detectar, tem comprimentos de onda mais longos e é excelente para enxergar objetos que são muito frios, empoeirados ou que estejam longe demais da Terra.
Mas não é só o que está muito distante que interessa. Asteroides circulando pelo Sistema Solar, escuros e frios, indetectáveis pelos telescópios ópticos, poderão ser descobertos, ampliando o monitoramento dos objetos com possibilidades de colisão com a Terra.
Entre as estrelas mais frias, há uma grande expectativa com relação às anãs-marrons. O telescópio Wise descobrirá milhares delas.
Mas alguns astrônomos especulam que há uma anã-marrom bem debaixo dos nossos narizes, mais próxima do Sol do que a Próxima Centauro, a estrela mais próxima de nós, além do Sol, a apenas quatro anos-luz de distância.
Se essa "estrela X" realmente existir, o Wise será capaz de detectá-la.
Fonte: Site Inovação Tecnológica
8 dezembro, 2009 - 19:40h
Em parceria com a organização não governamental Viva Rio, a Fiocruz lança nesta terça-feira (8) um programa de cunho social, voltado à coleta seletiva de resíduos sólidos em seu campus da Mata Atlântica, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, que irá atender a cinco comunidades da região (Caminho da Cachoeira, Sampaio Correia, Viana do Castelo, Faixa Azul e Remédios).
O programa desenvolvido em parceria com o Viva Rio terá duas vertentes, informou na segunda-feira (7) à Agência Brasil o gestor da diretoria de Administração da Fiocruz no campus da Mata Atlântica, William Keller de Rezende Lima. O material que for coletado no pavilhão agrícola da Fiocruz será transportado para o campus de Manguinhos. "Simultaneamente, o programa vai atender às comunidades localizadas dentro do campus, por meio de um trabalho já articulado com cooperativas".
Os funcionários da Fiocruz e do Viva Rio envolvidos no programa receberão treinamento para aprender a separar e armazenar o lixo de forma correta, "para que a coisa funcione normalmente", disse Keller. Os materiais recicláveis externos ao campus da Mata Atlântica serão enviados à Cooperativa de Catadores CoopBarra.
O gestor de Meio Ambiente da Fiocruz, Tatsuo Shubo, disse que o programa que será desenvolvido no campus Mata Atlântica é pontual e difere do programa institucional que a instituição implantou no campus de Manguinhos, na zona norte, por força do decreto presidencial 5.940/2006, que trata da coleta seletiva pelos órgãos públicos federais.
No campus de Manguinhos, o programa de coleta seletiva solidária de resíduos sólidos já conseguiu ter 42% de cobertura, em um ano e meio de implantação. A tecnóloga ambiental da Fiocruz Karina Santoro revelou que isso significa que dez unidades da Fiocruz já estão sendo atendidas pelo programa, envolvendo 50 departamentos e prédios que já efetuam a coleta de papel e papelão.
Karina Santoro disse que quando o programa atingir 100% de cobertura, será implantada a coleta de outro tipo de resíduo, como plástico, por exemplo. Isso deverá ser alcançado dentro de dois anos.
A área de Meio Ambiente da Fiocruz promove cursos e treinamentos para as equipes de limpeza. "Se a gente não qualificar, não adianta nada, porque eles são os agentes principais dessa coleta". No ano passado, o campus de Manguinhos consumiu 34 mil resmas de papel de escritório em dez unidades. Desse total, 17% foram encaminhados à reciclagem. Karina Santoro informou que a coleta efetuada desde 2008 superou 90 toneladas de material encaminhado para reciclagem em uma empresa conveniada.
A ideia é ampliar, em 2010, o programa institucional de coleta seletiva solidária de resíduos sólidos aos demais campus da Fiocruz (Manguinhos, Expansão, Mata Atlântica, Instituto Fernandes Figueira (IFF) e Laboratório Hélio Fraga, recentemente incorporado à Fiocruz).
Fonte: Agência Brasil
8 dezembro, 2009 - 19:38h
Existem cerca de 28 mil espécies de peixes catalogadas com nomes científicos. Mas, depois de identificar 7 mil dessas espécies com o uso da técnica de DNA barcoding - ou código de barras de DNA -, uma rede internacional de cientistas começa a suspeitar que o número total de peixes conhecidos pode ser muito maior. A aplicação da nova metodologia mostrou que muitos dos nomes científicos podem remeter a espécies distintas.
A afirmação foi feita por Robert Hanner, da Universidade de Guelph, no Canadá, na sexta-feira (4), durante o último dia do Simpósio Internacional sobre DNA Barcoding do Programa Biota-Fapesp, na sede da Fundação, em São Paulo.
Hanner coordena o projeto Fish-BOL, associado ao Projeto Internacional do Código de Barras da Vida (iBOL, na sigla em inglês), que será lançado em julho de 2010. Ambas as iniciativas são sediadas na Universidade de Guelph.
De acordo com Hanner, o projeto já identificou mais de 7 mil espécies de peixes empregando a nova técnica que utiliza um pequeno trecho do DNA como marcador para caracterizar espécies biológicas. O total das espécies registradas chega a 23% do total de espécies nomeadas pela ciência.
"Existem cerca de 28 mil espécies nomeadas e fizemos até agora o código de barras de DNA de 7 mil delas. Nesse processo, no entanto, estamos revelando novas espécies. Tanto espécies realmente novas, como algumas que eram confundidas com outras pelos métodos taxonômicos tradicionais. Isso nos leva a estimar que pode haver cerca de 40 mil espécies no total, em todo o planeta", disse à Agência Fapesp.
Segundo Hanner, o objetivo da iniciativa é registrar o código de barras de DNA de todas as espécies conhecidas. "No entanto, vamos ter mais trabalho do que imaginávamos, porque a diversidade parece ser mesmo maior que a mostrada por nossa lista inicial de espécies conhecidas. Esse número está sendo sistematicamente revisado e talvez cheguemos a 32 mil ou 34 mil em breve", afirmou.
Hanner explicou que o foco inicial do projeto foram as espécies comercialmente mais importantes e aquelas que já estavam presentes em coleções de tecidos de museus. Segundo ele, é difícil prever quando o trabalho de identificação por DNA barcoding será concluído para todas as espécies.
"Temos justamente reunido mais informação sobre o que é mais comum. Portanto, o ritmo de registros declina conforme passamos a identificar as espécies menos comuns. Vamos precisar de cada vez mais esforço, à medida que começarmos a trabalhar em determinadas áreas, particularmente em ambientes de água doce, onde há muitas espécies endêmicas", explicou.
As espécies marinhas, segundo Hanner, foram registradas prioritariamente, exatamente em virtude de seu valor comercial. "Não trabalhamos exclusivamente com espécies marinhas, mas elas foram priorizadas nessa fase inicial, porque são uma fonte de proteína importante para a maioria das pessoas. Além disso, sabemos que está havendo uma grande onda de pesca ilegal, desregulamentada e não relatada. Isso está provocando um impacto importante no gerenciamento dos estoques pesqueiros", disse.
Evitar fraudes - Com a identificação das espécies marinhas por código de barras de DNA, Hanner acredita que será possível combater fraudes comerciais com mais eficiência.
"Como a pesca está sob pressão, vemos muita fraude de mercado, com substituição de espécies mais caras por outras mais baratas, por exemplo. A técnica de DNA barcoding, que permite identificação a partir de produtos processados, possibilitará a detecção desses padrões de fraude", disse.
Segundo Hanner, com os avanços já feitos em relação às espécies marinhas, o projeto entra agora em uma nova fase, com foco em ecossistemas de água doce.
"Está na hora de voltar a atenção para lugares como a Amazônia. No Brasil, já temos muitas espécies identificadas, especialmente em São Paulo, mas falta avançar para o interior do país", afirmou.
O cientista explicou que o fato de a Amazônia não ter ainda muitas espécies identificadas com a nova técnica reflete a distribuição geográfica do interesse dos pesquisadores brasileiros em DNA barcoding.
Segundo ele, a aplicação da técnica em território paulista está avançada porque no Estado há pesquisadores que começaram a trabalhar cedo com ela, como o ictiologista Cláudio Oliveira, do Laboratório de Biologia e Genética de Peixes do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista.
"Oliveira está envolvido com o projeto desde o início, quando foi ao nosso laboratório em Guelph para fazer sequenciamentos. Tenho certeza que logo teremos outros taxonomistas brasileiros trabalhando na Amazônia. Talvez ainda não estejam a par do que estamos fazendo, ou não tenham conseguido os fundos necessários para participar da iniciativa, mas sabemos que é questão de tempo", indicou.
Hanner contou que uma das ambições dos projetos Fish-BOL é aumentar as interações com a comunidade científica brasileira. "Sob o guarda-chuva do desafio internacional do projeto iBOL, esperamos estimular o Brasil a desenvolver uma rede nacional e investir em uma infraestrutura taxonômica para completar suas bibliotecas de sequenciamento de referência", disse.
"Esperamos que o Brasil seja muito ativo nesse grande projeto internacional de biodiversidade que vamos lançar em 2010, durante o Ano Internacional da Biodiversidade", completou.
Fonte: Agência Fapesp
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