Arquivos para novembro, 2009
25 novembro, 2009 - 18:46h
A calota polar da parte oriental do continente antártico está afundando, assim como a parte ocidental, segundo um estudo publicado pela revista "Nature Geoscience".
As calotas polares retêm enormes quantidades de água em forma de gelo. O degelo total da calota da Groenlândia (próxima ao polo Norte) provocaria uma elevação do nível dos mares de quase sete metros, e o desaparecimento da calota antártica (polo Sul) uma alta superior a 70 metros.
"Nossos resultados mostram que a calota polar do oeste do continente antártico perde gelo a um ritmo acelerado desde 2005 ou 2006, enquanto o leste do continente deu sinais do mesmo tipo durante o período", afirma o estudo.
"Estas mudanças são atribuídas a uma aceleração da perda de gelo nas regiões costeiras do leste do continente antártico", destacam os autores.
Antes de chegar a este resultado, que implica uma alta mais intensa do que o previso do nível dos mares em um futuro próximo, os cientistas colaboradores de Jianli Chen, da Universidade do Texas, em Austin (EUA), examinaram sete anos de dados transmitidos pelos dois satélites Grace entre abril de 2002 e abril de 2009.
Para o oeste da Antártida, a perda anual está avaliada em 132 gigatoneladas anuais, com uma incerteza de 26 gigatoneladas; para a parte oriental do continente, a perda é de menos de 57 gigatoneladas anuais, com uma incerteza de 52 gigatoneladas.
Até agora, a parte oriental da calota polar era considerada em equilíbrio, com uma leve alta.
"A Antártida em breve pode contribuir de maneira significativa para a alta do nível dos mares", concluem os autores do estudo.
Fonte: Folha Online
24 novembro, 2009 - 18:56h
A Nasa (agência espacial norte-americana) criticou a Sony em outubro por sugerir, em sua campanha publicitária para o filme "2012", que o mundo acabaria em 2012.
No ano passado, o Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), também assegurou que o mundo não acabaria tão cedo - portanto, acho que tudo isso é uma boa notícia para quem fica nervoso facilmente. Com que frequência vemos duas instituições científicas top de linha como essas nos garantindo que está tudo bem?
Por outro lado, é meio triste, se você estava ansioso por tirar umas férias das prestações do imóvel para financiar uma última festança.
As declarações do Cern tiveram a intenção de aliviar temores de que um buraco negro sairia de seu novo Grande Colisor de Hádrons (LHC) e engoliria a Terra.
O pronunciamento da Nasa, na forma de vários posts em sites e um vídeo postado no YouTube, foi uma resposta a temores de que o mundo fosse acabar no dia 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como Grande Contagem no calendário maia teoricamente chegaria a um fim.
Filme - O burburinho em torno do fim dos dias atingiu o auge com o lançamento do filme "2012", dirigido por Roland Emmerich, que já trouxe desgraças fictícias para a Terra anteriormente, com alienígenas e geleiras, em "Independence Day" e "O Dia Depois de Amanhã".
No filme, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro fique ensandecido e lance na superfície da Terra inúmeras partículas subatômicas ambíguas conhecidas como neutrinos.
De alguma forma, os neutrinos se transformam em outras partículas e aquecem o centro da Terra. A crosta terrestre perde suas amarras e começa a se enfraquecer e deslizar por aí.
Los Angeles cai no oceano; Yellowstone explode, causando uma chuva de cinzas no continente. Ondas gigantes varrem o Himalaia, onde governos do planeta tinham construído em segredo uma frota de arcas, nas quais 400 mil pessoas selecionadas poderiam se abrigar das águas.
Porém, essa é apenas uma versão do apocalipse. Em outras variações, um planeta chamado Nibiru colide com o nosso ou o campo magnético da Terra enlouquece.
Existem centenas de livros dedicados a 2012, e milhões de sites, dependendo de que combinação de "2012" e "fim do mundo" você digite no Google.
"Tolices" - Segundo astrônomos, tudo isso é besteira.
"Grande parte do que se alega que irá ocorrer em 2012 está baseada em desejos, grandes tolices pseudocientíficas, ignorância de astronomia e um alto nível de paranoia", afirmou Ed Krupp, diretor do Griffith Observatory, em Los Angeles, e especialista em astronomia antiga, em um artigo publicado na edição de novembro da revista "Sky & Telescope".
Pessoalmente, adoro histórias sobre o fim do mundo desde que comecei a consumir ficção científica, quando era uma criança sem afeto. Fazer o público se borrar nas calças é o grande lance, desde que Orson Welles transmitiu a "Guerra dos Mundos", uma notícia falsa sobre uma invasão de marcianos em Nova Jersey, em 1938.
No entanto, essa tendência tem ido longe demais, disse David Morrison, astrônomo do Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia. Ele é autor do vídeo no YouTube refutando a catástrofe e um dos principais pontos de contato da agência sobre a questão das profecias maias prevendo o fim dos dias.
"Fico com raiva de ver como as pessoas estão sendo manipuladas e aterrorizadas para alguém ganhar dinheiro", disse Morrison. "Não há direito ético que permita assustar crianças para ganhar dinheiro".
Desesperados - Morrison afirmou receber cerca de 20 cartas e mensagens de e-mail por dia de pessoas até da Índia, assustadas até o último fio de cabelo. Em uma mensagem de e-mail, ele anexou exemplos que incluíam uma mulher perguntando se deveria se suicidar, matar sua filha e seu bebê ainda no útero. Outra mensagem veio de uma pessoa questionando se deveria sacrificar seu cachorro, a fim de evitar o sofrimento de 2012.
Tudo isso me fez lembrar os tipos de cartas que recebi no ano passado sobre o suposto buraco negro do Cern. Isso também era mais ficção científica do que fato científico, mas aparentemente não há nada melhor que a morte para nos aproximar de domínios abstratos como física e astronomia. Nessas situações, quando a Terra ou o Universo não estão nem aí para você e seus entes queridos, o cósmico realmente se torna algo pessoal.
Morrison disse não culpar o filme por todo o burburinho, não tanto quanto os vários outros divulgadores das previsões maias e a aparente incapacidade de algumas pessoas (e isso se reflete em vários aspectos da nossa vida nacional) de distinguir a realidade da ficção. Porém, ele disse, "meu doutorado foi em astronomia, não em psicologia".
Em mensagens de e-mail, Krupp disse: "Sempre estamos incertos em relação ao futuro, e sempre consumimos representações dele. Somos seduzidos pelo romantismo do passado longínquo e pela escala exótica do cosmo. Quando tudo isso se junta, ficamos hipnotizados".
O porta-voz da Nasa, Dwayne Brown, afirmou que a agência não faz comentários sobre filmes, deixando essa tarefa para os críticos de cinema. No entanto, quando se trata de ciência, disse Brown, "achamos que seria prudente oferecer um recurso".
Aquecimento global - Se você quer ter algo para se preocupar, afirma a maioria dos cientistas, deve refletir sobre as mudanças climáticas globais, asteróides ou guerra nuclear. Porém, se a especulação sobre as antigas profecias mexem com você, aqui estão algumas coisas, segundo Morrison e outros, que você deve saber.
Para começar, os astrônomos concordam que não há nada especial em relação ao alinhamento do Sol e do centro galáctico. Isso ocorre todo mês de dezembro, sem nenhuma consequência física além do consumo exagerado de panetones. De qualquer forma, o Sol e o centro galáctico não vão exatamente coincidir, nem mesmo em 2012.
Se houvesse outro planeta lá fora vindo em nossa direção, todo mundo já teria percebido. Quanto às violentas tempestades solares, o próximo auge do ciclo das manchas solares só ocorrerá em 2013, e será no nível mais suave, afirmam astrônomos.
O apocalipse geológico é uma aposta melhor. Já houve grandes terremotos na Califórnia, e provavelmente haverá outros. Esses tremores poderiam destruir Los Angeles, como mostrou o filme, e Yellowstone poderia entrar em erupção novamente com uma força cataclísmica, mais cedo ou mais tarde.
Nós e nossas obras somos, de fato, apenas passageiros frágeis e temporários na Terra. Porém, neste caso, "mais cedo ou mais tarde" significa centenas de milhões de anos - e haveria bastante aviso quando chegasse a hora.
Os maias, que eram astrônomos e cronometristas bons o suficiente para prever a posição de Vênus 500 anos no futuro, merecem coisa melhor.
O tempo maia era cíclico; especialistas como Krupp e Anthony Aveni, astrônomo e antropólogo da Colgate University, afirmam não haver evidências de que os maias achassem que algo especial ocorreria quando o marcador da Grande Contagem atingisse 2012. Existem referências em inscrições maias a datas antes e depois da atual Grande Contagem, afirmam os especialistas.
Sendo assim, continue pagando suas prestações normalmente.
Fonte: Folha Online
24 novembro, 2009 - 18:54h
Um terremoto de 4,4 graus na escala Richter atingiu na segunda-feira (23) a região de Atacama, no norte do Chile, sem causar vítimas ou danos materiais, informaram autoridades locais.
O tremor foi registrado às 11h51 no horário local (12h51 de Brasília), com seu epicentro a 22 quilômetros ao sul da cidade de Copiapó, a cerca de 780 km de Santiago, segundo o Instituto Sismológico da Universidade do Chile.
Já de acordo com o Escritório Nacional de Emergência (Onemi), o terremoto foi registrado em Copiapó com intensidade de três graus na escala internacional de Mercalli.
Fonte: Yahoo!
24 novembro, 2009 - 18:53h
O Centro Europeu de Física Nuclear (Cern) avaliou nesta segunda-feira (23) como "um grande êxito" que feixes de prótons já estejam circulando em direções opostas no maior acelerador de partículas do mundo, embora ainda se trate de testes em baixa velocidade.
"Podemos anunciar com grande entusiasmo que tudo está funcionando como previsto, em excelentes condições", afirmou em entrevista coletiva Steve Myers, um dos diretores responsáveis pelo acelerador, denominado Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês).
"Fizemos medições que normalmente são feitas em aceleradores várias vezes testados", acrescentou.
O LHC voltou a funcionar na última sexta-feira (20), com o lançamento de feixes em uma só direção, depois de 14 meses paralisado.
Durante esse tempo, foram reparados dois erros técnicos ocorridos em setembro de 2008, apenas nove dias depois da máquina entrar em operação em meio a uma grande expectativa da comunidade científica internacional.
O enorme acelerador, de 27 quilômetros de comprimento, está situado a 100 metros de profundidade no Cantão de Genebra (Suíça), na fronteira com a França.
"É o fim de 20 anos de esforços, e o princípio de outra nova e fascinante fase", afirmou Fabiola Gianotti, porta-voz do Atlas, um dos quatro detectores de partículas do acelerador.
"Demos um grande passo, e foi um grande êxito. Agora começa a segunda parte da viagem", disse, por sua vez, Tejinder Virdee, porta-voz do CMS.
Apesar dos dois feixes estarem circulando em sentidos opostos, por enquanto não se chocaram e não é esperado que isso aconteça a curto prazo
"Primeiro precisamos observar como eles circulam, e devemos identificá-los com absoluta certeza para podermos manipulá-los. Queremos proteger o acelerador e nos certificarmos de que o processo é seguro", explicou Myers.
'Big Bang' - "Vamos seguir passo a passo, faremos testes para comprovar que o LHC funciona perfeitamente. Faremos também as mudanças necessárias e, quando tivermos confiança total no acelerador, então faremos as colisões a alta velocidade", disse o diretor-geral do CERN, Rolf Heuer.
Quando o LHC funcionar em plena capacidade, será possível recriar os instantes posteriores ao "Big Bang", o que dará informações chaves sobre a formação do universo e confirmará ou não a teoria da física, baseada no Bóson de Higgs
A existência dessa partícula, que deve seu nome ao cientista que há 30 anos previu sua existência, é considerada indispensável para explicar por que as partículas elementares têm massa e por que as massas são tão diferentes entre elas.
Myers especificou que a ideia é fazê-las alcançar uma velocidade de 1.2 TeV (teraelétron-Volts) nas próximas semanas. Apenas em meados do ano que vem ela chegaria a 3.5 TeV.
"Esperamos que a 3.5 TeV já possamos observar algo novo, mas ainda não temos certeza disso", afirmou Gianotti.
"Pode ser que a essa velocidade já possam ser abertas novas janelas para a ciência. É o que todos esperamos, mas não podemos garantir", acrescentou Heuer.
O passo seguinte seria fazer testes a 7 TeV por feixe.
"A natureza é mais elegante que as suposições dos humanos, vamos deixar que ela nos surpreenda", disse Gianotti.
Para a construção do LHC foram investidos 12 anos de trabalho, cerca de 4 bilhões de euros, e o esforço combinado de 7 mil cientistas.
Fonte: G1
24 novembro, 2009 - 18:51h
A importância da proteção da biodiversidade aquática por meio da criação de áreas aquáticas protegidas e a interface com as pessoas que dependem da atividade pesqueira serão temas do vídeo que a Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, lançará na terça-feira (24), durante o Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro - Encogerco 2009, no Rio de Janeiro.
O vídeo mostra três experiências exitosas que constam do livro Áreas Aquáticas Protegidas como Instrumento de Gestão Pesqueira, publicado em 2007 pelo Ministério do Meio Ambiente. Duas experiências são de águas marinhas - Áreas de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, situada entre os estados de Pernambuco e Alagoas, e Reserva Extrativista de Corumbau, no estado da Bahia - e uma terceira em região de água doce - Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, no estado do Amazonas.
Além de lançar o vídeo, a gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros, Ana Paula Leite Prates, participa no dia 24 de mesa-redonda sobre Conservação Costeira e Marinha e Gestão Territorial no Brasil, em que apresentará os Sistemas Representativos e Efetivos de Áreas Costeiras e Marinhas Protegidas. No dia 25, ela fala sobre a Campanha de Conduta Consciente durante a apresentação de iniciativas de gestão costeira.
Diferentemente dos três encontros anteriores (Santos/2002, Salvador/2004 e Florianópolis/2006), realizados como um evento único relacionado ao gerenciamento costeiro, o Encogerco 2009, que vai de 19 a 27 de novembro, está formatado para ser realizado em três dias e com grandes eventos relacionados à Zona Costeira e Marinha, internacionais e nacionais: o Seminário Ibero-Americano de Conservação Costeira e Marinha em Reservas da Biosfera, que acontece de 23 a 25 de novembro; a Reunião Anual da Rede Ibero-Americana de Gestão Costeira Integrada (Ibermar), de 19 a 24 de novembro; e, por fim, a Reunião Anual do Programa Bandeira Azul, com representantes de pelo menos 43 países, nos dias 26 e 27 de novembro.
Fonte: MMA
24 novembro, 2009 - 18:50h
Os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão causando impactos negativos às populações indígenas e campesinas de países da América do Sul. A denúncia foi feito na segunda-feira (23) à Agência Brasil, no Rio de Janeiro, pelo presidente do Fórum Boliviano sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Manoel Lima, após participar do 1º Encontro Sulamericano de Populações Afetadas pelos Projetos Financiados pelo BNDES.
Para Lima, o banco deve revisar o programa de financiamento fora do Brasil, apoiando apenas projetos que beneficiem a humanidade, mas que não contrariem os interesses dos brasileiros. "E que vá beneficiar um grupo de empresários que vão saquear os recursos naturais, não somente do seu país, mas de outros países, para deixar milhões e milhões de seres humanos mais pobres do que são hoje em dia".
O BNDES, destacou ele, é um dos maiores bancos de fomento do mundo, mas está "fazendo financiamentos totalmente contraditórios aos interesses políticos, sociais, econômicos do Brasil, porque está tirando fonte de renda da nação brasileira para fazer investimentos em outros países".
De acordo com ele, os impactos são observados nos financiamentos concedidos pelo BNDES nas áreas de infraestrutura de estradas, energia, petróleo e gás, etanol e implantação do agronegócio no oriente boliviano. Entres eles, Lima salientou o represamento do Rio Madeira e o corredor bio-oceânico, que ligará o Porto de Santos (SP) ao de Arica, no Chile, passando pela Bolívia.
Os projetos afetam populações mais desprotegidas, influenciam na organização campesina e provocam, inclusive, o isolamento de comunidades indígenas ameaçadas de extinção no norte do país, na fronteira com Rondônia e na região norte da capital La Paz, disse Lima.
O represamento do Madeira prejudica os afluentes principais do rio na Bolívia e traz enfermidades, inundações, perda de territórios já titulados para a população ribeirinha, afirma Lima. "Eles têm de ser expulsos e no contrato não tem um ressarcimento, não tem um remanejamento territorial do espaço que eles têm consolidado. Praticamente, esses são os impactos mais negativos dessas construções."
Na parte de petróleo, ele afirmou que ocorre violação do direito das comunidades de decidirem a sua própria forma de desenvolvimento e como querem participar da vida econômica, política e cultural do país. "Esses são os maiores elementos que contribuem para a diversidade cultural e social do nosso país".
Procurado pela Agência Brasil, o BNDES informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se manifestaria a respeito das acusações.
Fonte: Agência Brasil
24 novembro, 2009 - 18:46h
Três praças públicas e uma instituição de nível superior estão entre os locais escolhidos para receber em Manaus o "orelhão itinerante" que a organização não governamental (ONG) Greenpeace colocou em diferentes pontos do país para que a população possa telefonar para o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e pedir aos dirigente dos dois países que participem da Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), em dezembro na Dinamarca.
A COP-15 vai definir um acordo visando à limitação das emissões de gases de efeito estufa em todos os países, a partir de 2012.
Segundo Ricardo Martins, militante do Greenpeace no Amazonas, a programação em Manaus começa nesta terça-feira (24) e vai até sexta-feira (26). Martins disse que a ONG aproveitará a oportunidade para divulgar as propostas de desmatamento zero na Amazônia até 2015; a proteção dos oceanos; e o incentivo às energias renováveis.
"Queremos sensibilizar mais ainda o governo brasileiro para que um compromisso concreto seja assumido na Dinamarca. Não dá mais para adiar as providências necessárias para combater as mudanças climáticas globais", afirmou Martins, em entrevista à Agência Brasil.
Além do Brasil - onde está localizada a maior floresta tropical do planeta - Martins ressaltou que a China e os Estados Unidos precisam ser sensibilizados porque são atualmente os países mais poluidores em escala mundial. "Os principais países poluidores não podem ficar de fora das discussões na Dinamarca. Todos precisam entender a necessidade e a importância dos cuidados com o meio ambiente", finalizou.
O "orelhão itinerante" do Greenpeace também passará nesta semana pelo Rio de Janeiro, por Recife, por Porto Alegre e por Belo Horizonte. As cidades de São Paulo e de Salvador receberam o orelhão na semana passada. (
Fonte: Agência Brasil
24 novembro, 2009 - 18:44h
Um show com artistas e bandas brasileiras como Arnaldo Antunes, Teatro Mágico, Fernanda Porto, Edgard Scandurra, Projeto Pequeno Cidadão, Palavra Cantada, Banda Stevens e Robson Miguel vai acontecer no dia 13 de dezembro (domingo).
A data cai bem na metade do período da conferência do clima da ONU em Copenhague, que ocorrerá entre 7 e 18 de dezembro.
O evento, gratuito, está na agenda da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da prefeitura de São Paulo para Copenhague e ocorrerá no Parque da Independência, junto ao Museu do Ipiranga.
"O show busca chamar a atenção também para os animais, que não têm a devida atenção nesta discussão sobre o clima", diz Silvana Andrade, diretora da Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda), que organiza o evento.
Com o nome de "Música e Consciência - Pelos Animais, Pelo Planeta", o show, que também contará com a presença da atriz Gabriela Duarte, pretende disseminar por meio da música "a importância de vivermos em harmonia, respeitando a vida" e "levar uma mensagem de convivência pacífica e ética" com os outros seres, divulga o comunicado da agência.
Todo o evento é construído com colaborações voluntárias - inclusive dos artistas - e seu início é previsto para a partir das 11h, com seis horas de duração.
A conferência de Copenhague busca um novo acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, com medidas contra o aquecimento global e a emissão humana excessiva de gás carbônico.
Fonte: Folha Online
24 novembro, 2009 - 18:43h
A Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), agência das Nações Unidas, afirmou nesta segunda-feira (23) que os gases causadores do efeito estufa, fenômeno que gera altas incomuns da temperatura global, alcançaram em 2008 os maiores níveis desde 1750.
Desde 1990, a ação do dióxido de carbono, do metano e do óxido nitroso - os três gases-estufa de longo prazo - de "aprisionar" a radiação solar se intensificou 26,2%. Entre 2007 e 2008, a alta foi de 1,3%.
O nível de dióxido de carbono (CO2) chegou a 385,2 ppm (partes por milhão, ou número de moléculas do gás a cada milhão de moléculas de ar). Antes da Revolução Industrial, a concentração de CO2 na atmosfera mantinha-se estável em aproximadamente 280 ppm. O dióxido de carbono, com uma concentração atmosférica 38% superior à vigente na era pré-industrial,responde por 63,5% do efeito-estufa total. Responde, contudo, por 85% da alta do fenômeno na última década e por 86%, nos últimos cinco anos.
O metano (CH4) é culpado por 18,2% do bloqueio de radiação. Antes da era industrial, apresentava uma concentração de aproximadamente 700 ppb (partes por bilhão, ou número de moléculas do gás a cada bilhão de moléculas de ar). No ano passado, havia alcançado 1.797 ppb, uma alta de 157%.
O óxido nitroso (N2O) contribui com 6,2% do efeito estufa global. Saltou 19% da era pré-industrial para cá. Eram 270 ppb. Agora são 321,8 ppb.
Os números constam do "Greenhouse Gas Bulletin".
Copenhague - A WMO monitora a concentração desses gases na atmosfera por meio de uma rede de estações localizadas em mais de 50 países.
O boletim divulgado nesta segunda-feira é o quinto de uma série anual iniciada em 2004 e é divulgado às vésperas da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.
A reunião de Copenhague tem como objetivo fechar um novo acordo global sobre o clima para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Mais de 60 chefes de Estado e de governo, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, já confirmaram participação na reunião.
O chefe da agência, Michel Jarraud disse em coletiva de imprensa, em Genebra, que os dados da WMO mostram que o mundo está "de fato mais próximo do cenário mais pessimista" em relação ao aquecimento global nos próximos anos.
"Isso reforça o fato de que é preciso adotar medidas o mais rápido possível", disse. "Estamos esperando que Copenhague dê origem a uma decisão significativa em relação aos gases do efeito estufa. Quanto mais adiarmos uma decisão, maior será o impacto."
O pior cenário quanto ao aquecimento global, divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) em um relatório de 2007, prevê um aumento de temperatura de entre 2,4ºC e 6,4ºC até o fim do século.
Fonte: G1
24 novembro, 2009 - 18:41h
Inundações em mais de uma centena de grandes cidades em consequência do degelo poderão causar danos em um valor de até US$ 28 bilhões (18,8 bilhões de euros) em 2050, segundo um estudo do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) divulgado nesta segunda-feira (23).
"Se a temperatura aumentar entre 0,5 e 2 graus até 2050, então é possível que o nível dos mares suba meio metro, provocando importantes danos econômicos", explicou a diretora de Clima e Energia da WWF Suíça, Ulrike Saul.
Um eventual aumento como esse do nível dos mares provocará danos avaliados em US$ 28 bilhões nas 136 cidades portuárias mais importantes do mundo, segundo o estudo, do qual também participou a companhia de seguros alemã Allianz.
"Se as políticas atuais em matéria de proteção do clima não mudarem, o mais provável é que cheguemos a um aumento de dois graus em 2050", ressaltou Saul.
A costa nordeste dos Estados Unidos é uma região que será muito afetada pela elevação do nível do mar, que neste caso poderá superar em 15 centímetros o aumento médio mundial.
Em Nova York, "o aumento do nível do mar poderá ser agravado por um aumento da frequência e da gravidade das tempestades e furacões", indica o estudo.
Associado a uma elevação do nível do mar, um furacão de categoria 4 que afetar essa cidade norte-americana poderá gerar mais de US$ 5 bilhões em danos em 2050, contra US$ 1 bilhão estimado atualmente, segundo a WWF.
"Esta é a razão pela qual devemos agir para impedir um aumento da temperatura superior a dois graus em relação às temperaturas pré-industriais", adverte um dos diretores da WWE Suíça, Walter Vetterli, citado em comunicado.
Para conseguir isso, os países industrializados deverão reduzir suas emissões de CO2 (dióxido de carbono) em 40% até 2020, estima a organização, que exorta os governos que participarão da cúpula sobre o clima da ONU, que será realizada no próximo mês em Copenhague, a adotar "um acordo ambicioso e vinculante" para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Fonte: Folha Online
24 novembro, 2009 - 18:39h
O Brasil tem metas ambiciosas para a reunião sobre mudanças climáticas que será realizada em dezembro, mas que podem ser alcançadas na avaliação da economista chefe do Banco Mundial e coautora do Relatório Desenvolvimento e Mudanças Climáticas, Marianne Fay. "São bastante viáveis e ambiciosas e podem ter consequências bastante positivas para a economia brasileira", afirmou.
O Brasil vai levar para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, uma proposta de reduzir as emissões de gases do efeito estufa no intervalo de 36,1% a 38,9%, até 2020.
Ela disse ainda que as mudanças climáticas vão trazer impacto para as economias, principalmente dos países em desenvolvimento, cujas economias dependem dos seus ecossistemas e de capital natural para a produção.
"A estimativa é de que na África e no sul asiático a renda anual per capita vai abaixar entre 4% e 5%. O que é estimado para o Brasil também, que é um país bastante vulnerável porque grande parte da sua economia depende do meio ambiente e da agricultura, que são setores muito vulneráveis a mudanças climáticas", explicou.
O coordenador de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Banco Mundial, Mark Lundell, disse que para o Brasil alcançar a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa serão necessários bilhões de dólares.
"A estimativa de demanda para implementar as metas ambiciosas do Brasil é de US$ 15 a US$ 20 bilhões por ano. Em termos de fontes sempre vai haver participação do setor privado, principalmente em termos de novas tecnologias. Do lado das finanças, também vai haver bancos como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Bird (Banco Mundial)", afirmou.
Em relação aos aspectos mundiais, a coautora do relatório, Marianne Fay, disse que a principal mensagem do estudo é que tanto países ricos como pobres devem se unir para que haja uma efetiva redução dos efeitos do aquecimento global.
"A mensagem principal é que temos que atuar juntos e diferentemente. Não temos tempo a perder temos que começar imediatamente com metas ambiciosas e isso deve partir dos países ricos", afirmou.
Ela disse ainda que serão necessários entre US$ 140 e US$ 175 bilhões ao ano para investimentos em ações de mitigação.
Fonte: Agência Brasil
24 novembro, 2009 - 18:38h
O Greenpeace pediu na segunda-feira (23) à União Europeia (UE) para que se comprometa com uma redução de pelo menos 40% nas emissões de dióxido de carbono em escala global, em relação aos níveis de 1990.
Após a reunião realizada nesta segunda entre os ministros do Meio Ambiente dos 27 países-membros da UE para discutir a estratégia que será defendida na Cúpula do Clima de Copenhague, o Greenpeace pediu à União Europeia que "lidere pelo exemplo", e assuma compromissos ambiciosos para lutar contra a mudança climática.
"Milhões de pessoas, pesquisadores sobre clima e todos os países em desenvolvimento estão pedindo uma redução de 40% em Copenhague", disse o diretor de política climática do Greenpeace, Joris den Blanken.
A organização pretende debater "objetivos ambiciosos" durante a próxima cúpula. O Greenpeace lembrou que países como Japão e Noruega firmaram compromissos para um corte "profundo" das emissões, enquanto outros em desenvolvimento, entre os quais Brasil e China, também têm pretensões "ambiciosas".
O acordo a ser firmado em Copenhague, em dezembro, deverá substituir, a partir de 2013, o Protocolo de Kyoto, que expira no final de 2012.
Fonte: Yahoo!
24 novembro, 2009 - 18:37h
Mais de 60 chefes de Estado e de governo de todo o mundo confirmaram até agora presença na cúpula mundial sobre clima das Nações Unidas, marcada para dezembro em Copenhague, anunciou o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen, nesta segunda-feira (23).
No entanto, um dos líderes mais aguardados, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda não confirmou presença na capital dinamarquesa.
Também está aberta ainda a ida à cúpula dos líderes de China e Índia, países que são considerados fundamentais na luta contra o aquecimento global no planeta.
Durante a cúpula, que será realizada entre 7 e 18 de dezembro e na qual se espera nos últimos dias os chefes de Estado e governo da maioria dos países da ONU, devem ser concretizados passos para limitar o aumento da temperatura sobre a superfície do planeta em consequência das emissões de gases.
O chefe de governo dinamarquês enviou há duas semanas os convites aos principais líderes dos 192 países da ONU e apelou a todos eles para que estejam presentes para ressaltar a importância do acontecimento para o futuro da Terra.
A presença de Obama e dos líderes das mais importantes nações emergentes na cúpula de Copenhague é considerada crucial para que se alcancem avanços na luta contra o aquecimento do planeta.
Fonte: Folha Online
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