Arquivos para outubro, 2009
28 outubro, 2009 - 21:19h
Na última sexta-feira, dia 23, a acadêmica Daniela Rita Batista Leste, do 8º período de Agronomia, foi destaque no campus Pampulha, em BH, quando o projeto de que participa ficou em primeiro lugar entre todos os trabalhos de extensão desenvolvidos na UFMG. A premiação integrou a Semana do Conhecimento e Cultura 2009.
“Plantando água: projeto de revitalização da bacia do Rio São Francisco no Norte de Minas Gerais”, coordenado pelo professor Luiz Arnaldo Fernandes, foi escolhido entre 411 projetos inscritos em toda a Universidade, sendo 58 do ICA. Daniela acredita que entre os fatores que contribuíram para que seu projeto conquistasse o primeiro lugar estão o tema – água –, de grande relevância para a atualidade, e os números expressivos que já foram alcançados na região beneficiada, onde a escassez e a irregularidade do abastecimento afeta a população, os animais e a vegetação.
Em busca da revitalização da bacia do São Francisco e da recuperação de nascentes por meio de práticas de conservação do solo, o projeto contabiliza a construção de 5.324 bacias de captação de águas pluviais (conhecidas como barraginhas) que beneficiam 1.696 famílias de 21 municípios do Norte de Minas. O “Plantando água” promove, também, a construção de terraços, conhecidos como curvas de nível, que são valas que armazenam água e diminuem a erosão provocada por esse agente natural. As obras de contenção favorecem, ainda, o reabastecimento dos lençóis freáticos e tornam os solos nos arredores mais úmidos e cultiváveis.
O projeto é desenvolvido pela UFMG em parceria com várias entidades, como os Conselhos Municipais de Meio Ambiente das cidades envolvidas, órgãos responsáveis pela definição das áreas prioritárias para construção das obras de contenção de água. A parceria do Ministério Público garante o financiamento dessas práticas de conservação do solo e da água, uma vez que os recursos vêm de termos de ajuste de conduta de empresas que causaram algum tipo de impacto ambiental. Já a Emater é a responsável pela execução das obras. O gerenciamento posterior à construção fica por conta da UFMG, e é nessa etapa que Daniela atua. “Temos que avaliar se a obra foi bem locada e dimensionada, cuidar da conservação das bacias e fazer o levantamento das famílias beneficiadas”, explica a estudante.
Juliana Paiva
Daniela levou seu pôster para apresentação no campus Pampulha, em BH
Diogo Domingues

Daniela recebe certificado das mãos da pró-reitora de Extensão, Ângela Dalben
Fonte: Site ICA-UFMG
27 outubro, 2009 - 21:16h
“Plantando água: projeto de revitalização da bacia do Rio São Francisco no Norte de Minas Gerais” ficou em primeiro lugar entre os trabalhos de extensão apresentados na Semana do Conhecimento e Cultura UFMG 2009. O evento aconteceu entre 19 e 23 de outubro.
Desenvolvido pela acadêmica Daniela Rita Batista Leste, do curso de Agronomia, sob orientação do professor Luiz Arnaldo Fernandes, o projeto concorreu com trabalhos desenvolvidos no próprio ICA e nas demais unidades acadêmicas da UFMG. Também recebeu menção honrosa durante a XII Semana de Extensão o projeto “Capacitação de boas práticas agrícolas para a produção de hortaliças pelos produtores familiares do Norte de Minas Gerais”, do acadêmico Rafael Jorge Almeida Rodrigues (Agronomia), orientado pela professora Anna Christina de Almeida.
Na XIII Semana de Graduação, os dois projetos enviados pelo ICA a Belo Horizonte receberam menção honrosa. São eles: o Programa Especial de Graduação (PEG) – Uso da informática na Zootecnia, dos acadêmicos Hugo Colombaroli Bonfa e Carlos Renato Viegas (Zootecnia), orientado pela professora Luciana Castro Geraseev; e o Programa de Monitoria de Graduação (PMG), desenvolvido pela estudante Kelly Cristiane Soares Lopes (Engenharia Agrícola e Ambiental) sob a coordenação do professor Flaviano Oliveira Silvério.
Já a XVIII Semana de Iniciação Científica destacou três projetos do ICA. Receberam menção honrosa: “Atividade ovicida de extratos vegetais de Musa sp. sobre nematóides gastrintestinais de ovinos”, de Lincoln Nunes de Oliveira (Zootecnia), orientado pelo professor Eduardo Robson Duarte; “Produção de fitomassa e óleo essencial de alecrim-pimenta (Lippia sidoides Cham.) sob diferentes lâminas de irrigação”, de Marco Túlio Pinheiro de Melo (Agronomia), orientado pelo professor Ernane Ronie Martins; e “Rendimento de constituintes corporais de ovinos alimentados com torta de macaúba”, da acadêmica Marcelina Pereira da Fonseca (Zootecnia), sob a orientação da professora Luciana de Castro Geraseev.
Os projetos premiados estão entre os 18 escolhidos como os melhores entre os 200 apresentados no ICA durante a Semana do Conhecimento e Cultura. Seguiram para BH 11 trabalhos de iniciação científica, 5 de extensão e 2 de graduação.
Fonte: ICA - UFMG
27 outubro, 2009 - 21:00h
Ele tentava entrar ilegalmente no país com os animais, diz alfândega.
Agentes suspeitaram dele ao achar uma tarântula em sua mala.
Foto divulgada pela alfândega da Noruega nesta segunda-feira (26) mostra lagartixas apreendidas no aeroporto de Oslo. (Foto: AFP)
As autoridades prenderam um homem que tentou importar ilegalmente 14 serpentes e 10 lagartixas amarradas em seu próprio corpo. (Foto: AFP)
Ele foi desmascarado durante uma revista corporal, depois que os policiais acharam uma tarântula em suas malas. (Foto: AFP)
Fonte: G1.
27 outubro, 2009 - 20:56h
Empresa faz brincadeira com cães e provoca a ira dos grupos de direitos de animais, mas o segredo está em software que manipula a imagem.
A maior empresa de calendários dos Estados Unidos, Brown Trout Company, está fazendo um sucesso inesperado com sua linha 2010. Juntando os amantes de cães aos adeptos da ioga, a empresa lançou um calendário intitulado “Cães da Ioga”, em que animais de quatro patas aparecem nas posições mais difíceis e absurdas.
No calendário, um golden retriever aparece na posição do guerreiro, enquanto um chihuahua “descansa” na posição de lótus elevada. Todas as imagens foram feitas a partir de fotos dos cães de verdade depois manipuladas em computador para que eles aparecessem nas posições de ioga.
Segundo Dan Borris, que ao lado da mulher Alejandra conduz o negócio de calendários, a ideia surgiu há alguns anos, quando uma amiga contou que seu cão adorava ficar ao seu lado durante sua sessão de ioga. Alejandra, que também é ex-professora de ioga, foi quem manteve os cães numa posição mais semelhante possível ao exercício, antes que os artistas do Photoshop entrassem em ação para arrancar rugas, pelos a mais e pelancas – no mesmo estilo dos profissionais que trabalham em revistas de moda e celebridade.
O lançamento do calendário, porém, deixou os grupos de direitos dos animais com os pelos eriçados, mas o casal correu para explicar que nenhum bicho havia sido ferido durante as fotos.
“Algumas posições, por exemplo, eram fáceis de fazer. Mas outras são impossíveis para a anatomia dos cães, como é o caso do chihuahua. Aquilo não é real”, garantiu Dan Borris ao jornal inglês “The Daily Mail”.
O calendário custa US$ 13,99 nos Estados Unidos, mas também está à venda na Austrália, Nova Zelândia e Canadá.

O calendário Cães da Ioga: apelo para públicos variados pode valer
Confira as fotos do calendário.
Fonte: Época Negócios Online
27 outubro, 2009 - 20:49h
Na quarta-feira (28), quinta-feira (29) e sexta-feira (30), a cidade de São Paulo irá sediar as duas principais feiras de produtos orgânicos da América Latina. Trata-se da sétima edição da BioFach América Latina e da quinta edição da ExpoSustentável, que acontecem simultaneamente no Transamérica Expo Center. Serão três dias de exposições, palestras, fóruns e rodadas de negócios.
Um público acima de nove mil visitantes é esperado para 2009, sendo quase 10% do exterior. O Sebrae participará dos dois eventos com estandes e no apoio à presença de pequenos produtores de diferentes regiões do País.
Em sua sétima edição, a feira terá recorde de expositores internacionais e a expectativa é a mesma quanto aos visitantes do exterior. Na Conferência BioFach América Latina/ExpoSustentável, palestrantes internacionais confirmaram presença para falar sobre o crescente mercado de cosméticos naturais, o setor de fibras sustentáveis e algodão orgânico e a presença de produtos orgânicos em eventos, como a Copa do Mundo 2014. Palestrantes nacionais também vão falar do Programa de Aquisição de Alimentos, Programa PAIS e Agricultura Orgânica, e o Programa de Inovação do Sebrae. A cada dia serão realizados dois workshops de gastronomia.
Nos estandes do Sebrae estarão presentes pequenos produtores dos Estados de GO, MS, RN, PR, AL, BA, ES, RS, CE, e PA. No espaço institucional presente na BioFach serão expostos produtos orgânicos com certificação, como cachaça, café, frango orgânico, ovos caipira, laranja, mel, feijão, vinho e carne bovina. Na ExpoSustentável, o espaço do Sebrae contará com produtos certificados ou não e que estão ligados a atividades auto-sustentáveis. São artigos que trabalham com o conceito de comércio justo, como o artesanato, algodão e extrativismo sustentável.
Hoje, o Sebrae atende 32 projetos de Orgânicos situados em 17 estados. “A realização de feiras, como a Biofach e a Expo Sustentável é importante para reforçar o trabalho que o Sebrae desenvolve para mostrar o potencial do mercado orgânico. O esforço maior tem sido com relação ao Comércio Justo. Temos trabalhado para mostrar que sozinho o pequeno produtor não chega no mercado”, explica a coordenadora nacional da carteira de Orgânicos no Sebrae, Newman Costa. Segundo ela, a participação do produtor em feiras é importante para fortalecer sua rede de contatos. “Se ele não fecha negócio durante a feira, pode garantir negócios futuros”, afirma.
Encontros rentáveis
O Projeto Comprador, parceria entre Orgânicos Brasil e Planeta Orgânico, será realizado novamente na BioFach América Latina. Entre os compradores internacionais estão confirmados alguns dos principais distribuidores de produtos orgânicos nos Estados Unidos. A Third Coast Produce, distribuidor de frutas, legumes e verduras no Estado do Texas, é a mais nova integrante do grupo. A representante de marcas próprias da Rede de varejo H-E-B também confirmou presença. A rede H-E-B fica sediada no Texas e possui mais de 300 lojas nos Estados Unidos e México, com faturamento que ultrapassa 11 bilhões de dólares por ano.
Paralelamente ao Projeto Comprador, ocorrerá a Rodada Varejo Sustentável. Novamente, numa parceria entre Planeta Orgânico, Orgânicos Brasil e, também, com o Instituto Rastro Verde, doze compradores participarão dos encontros de negócios. Supermercados do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal confirmaram presença. Alguns expositores que participarão dos estandes do Sebrae também irão às rodadas de negócios.
Vinho orgânico
Nesta edição, a BioFach estréia área dedicada à promoção de vinhos orgânicos, com cinco empresas confirmadas. A Fundación Exportar, órgão federal responsável pela promoção da exportação na Argentina, levará ao menos duas vinícolas orgânicas. O país é referência internacional neste setor, já tendo sido premiado na BioFach de Nuremberg.
Participando pela primeira vez, a uruguaia Los Ecológicos traz sua marca de vinhos orgânicos. Do Brasil, a Vinícula Garibaldi estará presente promovendo a linha de vinhos orgânicos desenvolvidos no Rio Grande do Sul.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios/ Agência SEBRAE de Notícias.
26 outubro, 2009 - 08:14h
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25 outubro, 2009 - 20:46h
O Governo britânico apresentou na quinta-feira (22) um mapa que ilustra as consequências que a mudança climática terá em nosso planeta se a meta de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2ºC não for cumprida.
A 45 dias do início da conferência das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague, os ministros de Assuntos Exteriores e de Energia e Mudança Climática, os irmãos David e Ed Miliband, respectivamente, apresentaram o panorama no Museu de Ciências Naturais de Londres, junto a John Beddington, cientista assessor do Governo.
O Reino Unido adverte que uma alta das temperaturas de mais de 2ºC terá tremendas consequências para o planeta, como fortes efeitos no fornecimento de água e na produção agrícola, um aumento do perigo de incêndios florestais e do nível do mar, além de secas.
As informações do mapa podem ser acessadas em seu site.
O panorama foi desenvolvido com informação e análises científicas do Centro Hadley do Escritório Meteorológico Britânico.
O ministro de Assuntos Exteriores britânico disse hoje que não é possível "um mundo com 4ºC a mais".
"Este mapa ilustra claramente a escala do desafio que enfrentamos hoje. A mudança climática é um problema global que necessita uma solução global e é uma solução que temos a nosso alcance", afirmou o chefe da diplomacia britânica.
"Mas para reduzir os problemas da mudança climática, todos nós, os ministros de Assuntos Exteriores, Meio Ambiente, Economia, Defesa e outras áreas do Governo e da sociedade devemos trabalhar juntos para manter o aumento da temperatura em 2ºC. Só desta maneira poderemos minimizar os enormes riscos à segurança que uma alta de 4ºC representa no mundo".
Já o ministro de Energia e Mudança Climática afirmou que o mapa evidencia a importância das negociações de dezembro em Copenhague.
"Os cientistas do Reino Unido ajudaram a ilustrar os efeitos catastróficos se o mundo fracassar em estabelecer o limite do aumento da temperatura em 2ºC", disse.
Fonte: Folha Online
25 outubro, 2009 - 20:43h
Dois dos maiores poluidores do mundo, China e Índia, firmaram na quarta-feira (21) um acordo que prevê a atuação em conjunto nas negociações sobre o aquecimento global.
Os dois países anunciaram que terão uma única posição na reunião de dezembro, quando representantes de todo o mundo se vão se encontrar em Copenhague para discutir um acordo que vai suceder o Protocolo de Kyoto.
O Protocolo, que expira em 2012, estabelece metas de redução de emissões para os países que assinam o tratado.
O amplo acordo firmado entre China e Índia vai permitir que os dois países ampliem o compartilhamento de tecnologia e cooperem nos esforços para cortar as emissões de dióxido de carbono.
Problema 'dos países ricos' - De acordo com o repórter da BBC Matt MacGrath, especializado em meio ambiente, este novo acordo tem como base a posição que Índia e China já tinham em comum no que diz respeito ao aquecimento global.
Os dois países deixaram claro que querem ver a possível prorrogação do Protocolo de Kyoto como uma parte importante das negociações de Copenhague.
De acordo com o Protocolo, os países mais ricos do mundo são os únicos que devem ter obrigação de cortar as emissões de CO2.
China e a Índia concordam com isso, mas os Estados Unidos e outros países querem que um novo acordo estabeleça que os maiores países em desenvolvimento também tenham que obedecer a compromissos em relação aos poluentes.
Fonte: Estadão Online
25 outubro, 2009 - 20:41h
Os países em desenvolvimento poderão ter de reduzir o crescimento projetado de suas emissões de carbono em 15% até 2020 se os países ricos concordarem em diminuir as deles em até 40% dentro de um novo pacto global, afirmou uma importante autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (22).
As negociações para um acordo global contra a mudança climática, a ser selado em Copenhague em dezembro, empacaram na questão dos níveis de cortes das emissões dos países ricos e dos em desenvolvimento.
Um relatório de 2007 de um painel climático da ONU afirma que os cortes teriam de chegar a 25%-40% a fim de evitar o pior cenário da mudança climática, como mais incêndios florestais, tempestades de areia, extinções, aumento no nível dos oceanos e ciclones mais potentes.
Ao mesmo tempo, todos, à exceção dos mais pobres entre os países em desenvolvimento, teriam de fazer um "desvio substancial" dos níveis referenciais até 2020. "Se os países industrializados reduzem em 25%-40% até 2020, então acho que até 2020 será talvez necessário ver algo na ordem de um desvio de 15% abaixo dos negócios habituais nos países em desenvolvimento", afirmou Yvo de Boer, chefe da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, em uma entrevista coletiva.
Até agora, as propostas de cortes nos gases-estufa até 2020 feitas pelos países desenvolvidos totalizam entre 11% e 15% abaixo dos níveis de 1990.
E a maioria das propostas impõe condições ligadas aos resultados de outros países.
A União Europeia, por exemplo, disse que cortaria unilateralmente até 20% e, caso outros países ou blocos fizessem o mesmo, aumentaria a redução para 30%.
A proposta da Austrália para 2020 varia de 3% a 23% na comparação com 1990.
Pressão sobre Washington - Muitos países relutam em ampliar seus projetos em Copenhague a menos que os Estados Unidos se comprometam também. Washington é o maior emissor, depois da China, e é o único país desenvolvido que está fora do Protocolo de Kyoto, que limita as emissões até 2012.
Vários estão preocupados de que não se chegue a um acordo por causa da falta de confiança entre os países pobres e os ricos e industrializados, acusados pelos primeiros de terem provocado a mudança climática.
"A razão é que, primeiro de tudo, a ação tomada pelos países em desenvolvimento, em geral, não é reconhecida nem compreendida", disse De Boer, mais tarde. Ele está na Índia para participar de uma conferência.
"Em segundo lugar, muitos compromissos do passado (feitos pelos países ricos) em termos de finanças, transferência de tecnologia, capacitação, muitos desses compromissos não foram cumpridos."
Fonte: Estadão Online
25 outubro, 2009 - 20:40h
Na geleira situada na nascente do rio Rhone, o glaciologista Andreas Bauder se coloca ao lado de uma estaca de 3 metros de altura enfiada no gelo e aponta para algum lugar acima da cabeça.
"Isso é aproximadamente o derretimento de um mês", diz ele, enquanto seus colegas cientistas perfuram o gelo. "Eu tenho uns 2 metros de altura".
Do Himalaia aos Andes, geleiras que derretem com rapidez representam oportunidades no curto prazo - e riscos no longo prazo - para a energia hidrelétrica e para a indústria da construção civil e o setor de engenharia impulsionados por ela.
A energia hidrelétrica, que é a forma de energia renovável mais usada no mundo, supre mais da metade das necessidades energéticas da Suíça. À medida que os verões trazem a seca e recedem as geleiras (que ajudam a mover as turbinas com as águas de degelo), essa parcela deve cair.
Um estudo feito pela universidade técnica EPFL, de Lausanne, prevê um declínio da hidroeletricidade de 46 por cento até 2035 dos cerca de 60 por cento atuais, à medida que a precipitação diminuir e o uso mundial de energia aumentar.
Da mesma forma que o Himalaia é a "caixa d'água da Ásia", a Suíça é a fonte dos maiores rios da Europa, sustentando agricultura e hidrovias e resfriando reatores nucleares.
A água escorre pelas fendas brancas e azuladas e o gelo racha e estala enquanto Bauder — que passa entre 20 e 30 dias por ano trabalhando nas geleiras suíças para a universidade técnica de Zurique — explica que a maior parte da imensa geleira do Rhone terá desaparecido até o final do século.
"A natureza pode se adaptar às circunstâncias", disse ele. "Mas as pessoas são muito mais frágeis com relação às condições de vida".
Mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem em bacias hidrográficas abastecidas por geleiras ou pelo derretimento da neve.
As geleiras vêm recuando de forma drástica desde o fim da Pequena Era do Gelo, no século 19, em especial no Himalaia, onde abastecem rios como o Mekong e o Yang-tsé e garantem água e energia para economias de rápido crescimento.
A falta de água para a energia hidrelétrica já é "crítica" na Bolívia, no Peru, na Colômbia e no Equador, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU), que também vê riscos ao abastecimento de água no sul da Califórnia, decorrente da perda da banquisa de Sierra Nevada e da bacia do rio Colorado. Na Europa, 20 por cento da eletricidade vem da água.
Bauder aponta para uma área de terra pedregosa e pequenos lagos além da geleira do Rhone:
"Quando eu era um garoto, lembro que a geleira era bem maior".
Fonte: Estadão Online
25 outubro, 2009 - 20:38h
Um dos frequentadores mais comuns nos pratos dos brasileiros está fazendo aniversário. E mesmo sendo tão popular, ele tem uma história que a maioria das pessoas não conhece.
Mutação, cruzamento ou transgenia natural. Nem a ciência sabe explicar direito como surgiu aquele feijão diferente.
"Foi um acaso muito feliz, que mudou a história do feijão no país", disse Orlando Melo de Castro, coordenador de Pesquisa da Secretaria de Agricultura de São Paulo.
Já o nome do tipo é certeza. "Por ser assim rajado, ficou conhecido como carioca, uma raça de porcos da fazenda no sul de São Paulo onde brotou pela primeira vez no final dos anos 1960".
O governo investiu pesado para espalhar pelo país os pés que eram fortes, se adaptavam em todo lugar. Produziam duas vezes mais e o ano inteiro. Qualidades preciosas para quem planta e para quem vende.
"Tenho mais ou menos uns 15 tipos, qualidades de feijão. De todos, quase 99% das vendas é de carioca", disse o comerciante de feijão, Ronaldo Álvares Babilônia.
Essa gente apressada de hoje vem comendo menos feijão. São cerca de 16 quilos por brasileiro ao ano, já foram 20. Mas tem e tem muita gente que não dispensa essa proteína de excelente qualidade.
A data que marca o início da comercialização é oficialmente o aniversário. É o aniversário do feijão mais consumido do país. Ele que é história, riqueza, alimento, que é também saudade.
O cozinheiro José do Rosário Teixeira lembra como separava o feijão. "Era numa mesa de madeira assim, todo mundo conversando, catando, ai já catava pra semana inteira", disse.
O comerciante Ronaldo Alvares Babilonia se lembra do feijão que sua mãe fazia. "É uma delícia, que a gente sempre quer mais. Dá muita saudade e realmente fiquei emocionado mesmo", disse.
O curioso é que o feijão carioquinha não é campeão nas mesas do Rio de Janeiro. O preferido é o feijão preto, como na Bahia.
Fonte: G1
25 outubro, 2009 - 20:30h
O Banco Central (BC) estabeleceu novas condições de renegociação das dívidas de investimento e custeio contratadas com fruticultores com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A resolução está no Diário Oficial da União do dia 19.
Nas operações de investimento, poderão ser renegociadas as parcelas vencidas ou a vencer entre setembro de 2008 e dezembro de 2009, desde que se pague 2% do saldo devedor vencido e atualizado até a data da renegociação.
As parcelas prorrogadas serão transferidas para depois do vencimento da última parcela do contrato, obedecido o cronograma de pagamento estabelecido no instrumento de crédito (prestações mensais, bimestrais, trimestrais, semestrais ou anuais). As parcelas vencidas podem ser atualizadas pelos encargos financeiros usados normalmente nas operações de crédito.
Nas operações de custeio, a renegociação das dívidas - da mesma forma, vencidas ou a vencer entre setembro de 2008 e dezembro de 2009 - pode ser feita com o pagamento de 5% do saldo devedor atualizado até a data da renegociação. As parcelas vencidas e o saldo devedor serão atualizados e poderão ser prorrogados para pagamento em até cinco parcelas anuais e sucessivas a partir de 2010.
A renegociação das dívidas deverá ocorrer até 15 de novembro de 2009. Não são beneficiados por esta resolução do BC os mutuários que cometeram irregularidades na aplicação do crédito.
Fonte: Agência Brasil
25 outubro, 2009 - 20:14h
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