Arquivos para agosto, 2009
26 agosto, 2009 - 12:55h
Paleontólogos encontraram os fósseis de um dinossauro, batizado como Zac, que calculam ter vivido há 97 milhões de anos no nordeste australiano, informou a rádio ABC nesta quarta-feira (26).
O paleontólogo Scott Hocknull, do museu de Queensland, disse que ainda é necessário efetuar exames minuciosos, mas acredita que se trata provavelmente de um saurópodes vegetariano ou titanossauro, o que pode ser mais uma nova espécie descoberta pelos cientistas no local.
Hocknull explicou que o exemplar foi batizado de Zac e acrescentou que sua ossada é em princípio mais completa que outras achadas anteriormente.
A descoberta de Zac e das outras ossadas aconteceu num sítio arqueológico próximo à Winton, no estado de Queensland.
"As descobertas feitas este ano confirmam a importância do lugar, não só para a Austrália, mas para ter uma compreensão científica mais profunda da idade dos dinossauros", disse o paleontólogo.
As novas espécies encontradas na zona estão um theropoda e duas classes de titanossauro.
Em homenagem ao poeta australiano Banjo Paterson, que escreveu em Winton seu famoso "Waltzing Matilda" em 1895, os três novos exemplares fósseis tinham sido batizados de Banjo, Matilda e Clancy.
Fonte: Agência Efe
26 agosto, 2009 - 12:52h
O desmatamento deixou de responder por 75% das emissões brasileiras de gases-estufa. Números a serem divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente indicam que, em 2008, o corte de florestas contribuiu com cerca de um terço do gás carbônico que o país emitiu.
Os dados ainda são preliminares e não têm pretensão de serem completos como os do inventário nacional de emissões, que ficará pronto no final do ano –e que tem uma defasagem de quase dez anos.
Mas eles mostram que o ritmo de desmatamento caiu, enquanto as emissões da agricultura e do setor industrial subiram. Na Amazônia, por exemplo, as emissões por desmatamento em 2008 foram de cerca de 460 milhões de toneladas de CO2, contra 550 milhões em 1994. No setor industrial, que inclui transportes e geração de energia, as emissões passaram de 230 milhões para 375 milhões de toneladas, mostra cálculo feito pela Folha a partir de dados da organização sem fins lucrativos Economia & Energia, que faz o balanço de carbono nacional (www.ecen.com).
"O que era dois terços não permaneceu assim", disse à Folha Tasso Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente. Segundo ele, a proporção hoje está provavelmente mais próxima de um terço para florestas, um terço para indústria e um terço para agricultura.
Ninguém sabe realmente quanto o Brasil emite, já que o único inventário disponível hoje é de 15 anos atrás.
Ontem o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) prometeu para amanhã a divulgação dos dados dos setores industrial, elétrico e de transportes.
A mudança no perfil de emissões tem causado preocupação no governo, que neste momento se prepara para definir a meta de corte que o país apresentará na conferência do clima de Copenhague, em dezembro.
O Itamaraty já declarou que o Brasil apresentará uma trajetória de emissões que represente um desvio do cenário atual -ou seja, que tenha um "viés de queda". A trajetória está sendo calculada. Espera-se que outros países desobrigados de metas pelo Protocolo de Kyoto façam a mesma coisa.
Assim, as emissões poderiam até continuar a crescer até 2020, mas num ritmo menor ao que seria se nada fosse feito. Após 2020, elas deveriam cair.
A maneira mais fácil de fazer isso no Brasil é reduzir o desmatamento. Isso tem a vantagem de produzir uma redução significativa das emissões brasileiras enquanto outros países ainda teriam emissões crescentes. O problema é que após 2020, zerado o desmate, o país ainda ficará com uma curva de emissões ascendente no setor energético –especialmente na área de petróleo, com a exploração do pré-sal.
Como a matriz energética nacional é limpa, isso deixa o Brasil numa situação parecida com a do Japão, país que já usa energia de forma muito eficiente. Em ambos os casos, cortar emissões adicionais implicará em custos altos. E aqui o governo brasileiro vê nas metas uma ameaça ao desenvolvimento.
"A proposta de trajetória do Brasil deve ser diferente da de outros países", disse Azevedo.
Fonte: CLAUDIO ANGELO/editor de Ciência da Folha de S.Paulo
26 agosto, 2009 - 12:50h
As refinarias de petróleo dos Estados Unidos podem cortar a produção em até 25% e a dependência do país em derivados importados pode dobrar nas duas próximas décadas se a versão da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) para um projeto sobre clima se transformar em lei, informou o Instituto Americano do Petróleo nesta segunda-feira.
Pelo projeto, aprovado por estreita margem de votos pela Câmara em junho, o refino do petróleo poderia cair drasticamente em 4,4 milhões de barris por dia até 2030, passando a 12 milhões de barris diários, informou o instituto, citando estudo feito para a EnSys Energy.
A importação poderá corresponder a até 19,4% do consumo nos Estados Unidos até 2030, contra uma taxa de 9,6% se esse projeto não for aprovado, diz o estudo.
Os investimentos nas refinarias dos EUA poderiam diminuir em até US$ 90 bilhões até 2030, o que representaria um declínio de 88%.
O projeto da Câmara tem como meta conter as emissões de gases do efeito estufa em 17% até 2020, tendo como referência o total em 2005, e requer que os poluidores obtenham permissão para a quantidade de dióxido de carbono que jogam na atmosfera.
De acordo com o projeto, as refinarias são responsáveis tanto pelos 4% de emissões liberadas durante o processamento do petróleo bruto como também pelos gases originários do uso dos combustíveis que elas produzem, como a gasolina e o óleo de calefação.
No total, as refinarias responderiam por mais de 40% das emissões, o que as forçaria a comprar a maioria das permissões para liberação dos gases.
Inicialmente, a indústria teria direito a autorizações gratuitas para 85% de suas emissões. Mas a indústria do refino teria apenas 2% das autorizações sem pagamento, ficando assim vulneráveis à competição de refinarias estrangeiras que não estariam sujeitas aos mesmos custos.
Analistas dizem que o projeto da Câmara poderia debilitar as refinarias, em especial as menores e independentes que já estão sofrendo com a fraca demanda e com a melhoria da eficiência energética.
O Senado vai trabalhar em sua versão do projeto em setembro.
Fonte: FOLHA ONLINE
26 agosto, 2009 - 12:48h
Líderes africanos pedirão aos países ricos US$ 67 bilhões por ano para mitigar os efeitos do aquecimento global no mais pobre dos continentes, segundo proposta obtida pela Reuters nesta segunda-feira (27).
Dez líderes mantêm discussões na sede da União Africana, na capital etíope, para buscar uma posição comum que seja levada à cúpula climática de dezembro em Copenhague.
Especialistas dizem que a África contribui pouco para a poluição responsável pelo aquecimento, mas deve ser a região mais atingida por secas, inundações, ondas de calor e elevação do nível dos mares caso a mudança climática não seja controlada.
A proposta, que ainda deve ser aprovada pelos dez líderes, diz que a falta de coordenação entre os governos do continente tem sido um sério entrave à capacidade da África para participar das negociações climáticas.
"A equipe de negociação precisa ser apoiada com o peso político no mais alto nível no continente, para garantir que a voz africana a respeito das negociações da mudança climáticas seja tratada com a seriedade que merece", disse o documento.
Há alguns meses, o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, pediu aos países ricos que compensem a África pelo aquecimento, alegando que a poluição no Hemisfério Norte pode ter causado as desastrosas ondas de fome no seu país na década de 1980.
Em maio, um estudo encomendado pelo Fórum Humanitário Global, de Genebra, disse que os países pobres podem arcar com mais de 90% dos efeitos humanos e econômicos da mudança climática.
Os 50 países mais pobres do mundo, no entanto, contribuem com menos de 1% das emissões globais de dióxido de carbono, o principal dos gases do efeito estufa, segundo o relatório.
A África, segundo esse estudo, é a região mais ameaçada, e 15 dos 20 países mais vulneráveis ficam no continente. O Sul da Ásia e pequenos países insulares em desenvolvimento também estão bastante ameaçados.
Os países pobres querem que os ricos assumam metas mais ambiciosas de redução das emissões de gases do efeito estufa e que transfiram dinheiro e tecnologia para ajudar na mitigação das mudanças climáticas nas nações em desenvolvimento.
Fonte: FOLHA ONLINE
26 agosto, 2009 - 12:01h
No meio das enormes áreas florestais reduzidas a cinzas na periferia de Atenas após três dias de incêndio, apareceram de repente vilas luxuosas.
"Toda vez que há um incêndio, nós descobrimos novas comunidades que nunca soubemos que existiam", disse à Reuters o diretor do Greenpeace na Grécia, Nikos Haralambides.
"Temos um Estado que simplesmente continua a legalizar um desenvolvimento não autorizado".
Um promotor público ordenou uma investigação sobre a possível origem intencional do incêndio que destruiu cerca de 150 casas e milhares de hectares de madeira e áreas rurais.
Embora as florestas do Mediterrâneo normalmente peguem fogo com o clima seco e quente, os gregos têm visto a capital de seu país crescer dramaticamente em direção aos vales e montanhas ao redor, e estão convencidos de que há construtores por trás de muitos dos incêndios.
"Está na hora de pôr fim a esse fenômeno doentio e perigoso", afirmou o diário conservador Kathimerini em seu editorial. "A construção não pode mais ser permitida nos pulmões da cidade, já bastante afetados".
Um plano recente para o desenvolvimento da cidade pretende transformar cerca de 25 mil hectares de áreas rurais e florestais em zonas urbanas.
A construção é um dos setores mais responsáveis pela desaceleração econômica da Grécia, e medidas para aumentar a atividade no setor trariam ganhos políticos ao governo conservador diante das eleições de março.
Fonte: Estadão Online
26 agosto, 2009 - 11:54h
Uma comissão brasileira composta por técnicos e dirigentes do Ministério do Meio Ambiente (Carla Miranda, Karla Matos, Shigeo Shiki, Thais de Britto) e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Ana Maria Neto) esteve em Londres, entre os dias 28 e 31 de julho, para a troca de informações sobre políticas de consumo e produção sustentável. Durante a visita de cinco dias, representantes dos dois países trocaram informações sobre política de desenvolvimento sustentável dos dois países; eficiência energética; produção e consumo sustentáveis; e estratégias para a gestão de resíduos sólidos.
A visita faz parte da proposta de abertura de diálogo entre Reino Unido e Brasil para troca de informações relevantes para o desenvolvimento e implantação de políticas e programas. A conversação bilateral envolveu temas como consumo sustentável; mudanças de comportamento e consumo sustentável; ciclo de vida dos produtos; gestão de resíduos com vistas à reciclagem e aproveitamento energético e simbiose de resíduos ambientais.
A analista Ambiental Thaís de Britto, representante da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) no encontro, disse que a visita a Londres foi importante para a divulgação da Política de Resíduos Sólidos que está sendo adotada no Brasil. Segundo ela, o intercâmbio permitirá aos técnicos do MMA acesso a informações de extrema necessidade para o desenvolvimento de programas de interesse da SRHU.
A diretora do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental (DCRS) da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic), Karla Matos, apresentou aos ingleses o programa A3P e a campanha Saco é um Saco, implantados no Brasil como incentivo para a reciclagem e a redução do uso de sacolas plásticas. Aos brasileiros foi apresentado o programa consumo sustentável, a mudança comportamental dos consumidores e o projeto de escolas sustentáveis.
Com relação à gestão de resíduos sólidos, foi mostrada aos representantes do MMA a estratégia do Reino Unido e a atuação da agência ambiental na regulação em resíduos. A SRHU fez uma apresentação sobre o panorama da gestão de resíduos no País, os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos e os programas e projetos que estão em implantação, principalmente o incentivo à elaboração de planos estaduais de regionalização para prestação de serviços de resíduos sólidos.
Thaís de Britto informou que o próximo passo do intercâmbio entre os dois países será um projeto de capacitação de técnicos brasileiros para a área de desenvolvimento sustentável.
Fonte: Suelene Gusmão/ MMA
26 agosto, 2009 - 11:52h
Representantes de comitês de bacias e parceiros institucionais do Programa de Revitalização do Rio São Francisco estarão reunidos entre os dias 26 e 28 de agosto em Betim (MG).
O encontro servirá para a apresentação de experiências dentro do aspecto hidroambiental que servirão de elementos para a revisão do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio São Francisco.
Os participantes vão também avaliar o atual programa e traçar um paralelo com o Plano de Bacia e a realidade vivenciada na mesma; propor um novo arranjo institucional para o programa de revitalização; estabelecer prioridades temáticas e geográficas, além de identificar ações que estão sendo realizadas na bacia para sua recuperação hidroambiental.
O evento pretende reunir cerca de 120 pessoas. Além dos representantes dos comitês de bacia, participam do encontro representantes da Casa Civil, do Ministério da Integração Nacional, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), da Agência Nacional de Águas (ANA), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do ICMBio, ministério da Cultura e das Cidades, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), universidades, prefeituras, federação das indústrias, dos pescadores, comunidades indígenas e associação de quilombolas.
Na abertura do encontro (26), o pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre/ Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antônio Marengo Orsini, fará a palestra: Efeito das Mudanças Climáticas na Bacia do Rio São Francisco.
Na manhã do dia 27 de agosto, Pedro Bertone Ataíde, da Casa Civil, apresenta as ações de revitalização na bacia hidrográfica do rio São Francisco. No período da tarde será feita a apresentação das câmaras consultivas regionais. No mesmo dia começa o trabalho em grupo sob o tema "Construindo um novo rio".
Dia 28, acontece a plenária - Consolidando a participação de todos os atores na revitalização de um rio - ; em seguida será feita a apresentação das propostas de cada grupo de trabalho.
A reunião se encerra com a discussão da proposta final de revisão do Plano Decenal de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco 2004/2013.
Fonte: Suelene Gusmão/ MMA
26 agosto, 2009 - 11:51h
A Floresta Amazônica e as Cataratas do Iguaçu estão entre os 14 lugares mais votados na escolha das "Sete Novas Maravilhas da Natureza", entre 28 finalistas.
A organização divide os 28 finalistas em dois grupos de 14, em função do número de votos recebido.
Entre os 14 mais votados estão também o Mar Morto, na Jordânia e Israel, o Grand Canyon, nos Estados Unidos e a grande barreira de corais, na Austrália e Papua Nova Guiné.
Um grupo de seis analistas presidido pelo ex-diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) Federico Mayor Zaragoza, elegeu no dia 21 de julho os 28 finalistas do concurso, entre 77 candidatos pré-selecionados por milhões de internautas.
Agora, está aberto o processo de votação pública através da internet, que acontecerá até que a lista definitiva seja determinada em 2011.
A campanha começou em 2007, quando 440 belezas naturais em 220 países se candidataram ao título.
Fonte: Yahoo!
26 agosto, 2009 - 11:48h
O governo chinês anunciou que voltará a manipular o clima para evitar que chova em Pequim no próximo dia 1º de outubro, quando se celebra o 60º aniversário da República Popular China com um grande desfile militar, informou o periódico oficial "China Daily".
Zhang Qiang, subdiretor do Escritório de Modificação Meteorológica de Pequim, assegurou que nesse dia serão postas em prática medidas para a "redução artificial da chuva".
Em 1º de outubro, a Praça da Paz Celestial de Pequim será palco de grandes celebrações pelo aniversário chinês, na qual o presidente Hu Jintao fará um discurso público.
"Os arquivos históricos para o Dia Nacional nas últimas três décadas indicam uma probabilidade de precipitação de 30%, que foi chuvisco na maioria dos casos", explicou Guo Hu, chefe do Birô de Meteorologia da China.
Pequim já aplicou práticas similares por ocasião dos Jogos Olímpicos, quando disparou foguetes com produtos químicos para dispersar nuvens.
Segundo Zhang, a experiência demonstra que o sistema funciona em nível local, mas reconheceu que não se pode combater as grandes tendências climáticas.
As autoridades evitaram falar sobre as medidas para 1º de outubro, porém é provável que o plano seja parecido ao de 8 de agosto de 2008, data de inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim e dia em que foram lançados até 1.104 foguetes de 21 pontos da capital chinesa para dispersar nuvens.
Fonte: Folha Online
26 agosto, 2009 - 11:47h
Curitiba será a primeira cidade do Brasil com ônibus do transporte coletivo rodando com 100% de biocombustível. Dos 18 veículos que operam na Linha Verde e fazem a linha Pinheirinho - Carlos Gomes, seis passarão a ser abastecidos apenas com biodiesel, sem nenhuma mistura de diesel no motor, a partir de quinta-feira (27). O combustível é feito à base de soja e é produzido em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
Será realizada uma solenidade de lançamento do B100, como é chamado o combustível 100% de biodiesel, às 14h30 na garagem da Viação Cidade Sorriso, no bairro Umbará. Após serem abastecidos, os ônibus entram imediatamente em operação. Serão três veículos da Viação Cidade Sorriso e três da Auto Viação Redentor.
Esses seis ônibus serão monitorados permanentemente durante 18 meses. A ideia é estender a experiência para os outros veículos da frota do transporte coletivo da capital. Atualmente circulam por Curitiba 1.910 ônibus na rede integrada. A estimativa da Urbs (empresa que gerencia o trânsito e o transporte coletivo em Curitiba) é que os seis ônibus vão consumir 20 mil litros de biodiesel por mês. Calcula-se uma queda de autonomia de aproximadamente 6% dos veículos, ou seja, eles terão que ser abastecidos um pouco antes do que os que usam o diesel.
Por outro lado, haverá um ganho de 50% na redução dos poluentes emitidos pelos ônibus. Desde 2007 existe uma lei federal que obriga os veículos do transporte coletivo a usarem no mínimo 4% de biocombustível no tanque. O projeto de Curitiba, de usar 100% de biodiesel é pioneiro no país.
Parceiros - Há dois anos o estudo começou a ser elaborado por técnicos da Urbs e contou com a parceria da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, das empresas operadoras do transporte Viação Cidade Sorriso e Auto Viação Redentor; das montadoras Scania e Volvo, do Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), e do Programa Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico e Combustíveis (Probiodiesel), empresa de fomento e pesquisa tecnológica. Segundo a Urbs, fazem parte da parceria, desde o início, a fabricante do biocombustível, a BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel Brasil Sul S/A e a RDP, Distribuidora de Petróleo Ltda.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
26 agosto, 2009 - 11:42h
Vinte das maiores empresas do País anunciaram nesta terça-feira (25), em São Paulo, um acordo de vanguarda para estimular a redução das emissões de carbono, um dos gases responsáveis pelas mudanças climáticas globais. Aracruz Celulose, Ligth Centrais Elétricas, Grupo Pão de Açúcar, Vale e Votorantim, entre outras, assinaram o documento.
A "Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas", na qual se comprometem a implementar ações para reduzir as emissões de CO² em suas atividades será encaminhada ao presidente Lula. É a primeira vez que empresários, representando o setor produtivo, apresentam ao governo uma proposta de redução de emissões.
De acordo com a carta, as empresas pretendem publicar inventários trienais de emissões de gases estufa, incluir estratégias de escolha de produtos e serviços que promovam a redução de CO², buscar redução contínua de emissões e apoiar o mecanismo de Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação (REDD). Prometem, ainda, empenho em ações de adaptações em regiões com altos níveis de emissões.
A meta é avançar na economia de baixo carbono como alternativa para a crise. Em contrapartida, as empresas pedem ao governo a implementação e agilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), apoio para a criação de mecanismo de REDD e, ainda, que o Brasil assuma uma posição de liderança nas negociações da COP 15, em Copenhague.
Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, "os setores mais dinâmicos estão mostrando a cara e assumindo responsabilidade, essa participação é fundamental". Segundo avaliou, "o Brasil vai chegar em Copenhague com os números de reduções de gases estufa em declínio". O ministro destacou que o "Brasil está pronto para assumir uma posição de protagonismo na Conferência de Copenhague".
Minc disse que é importante que as empresas tenham metas anuais e não só de longo prazo. Ele lembrou que agora o País tem um plano de redução, tem metas e Fundo Amazônia. Afirmou, ainda, que a redução de 45% do desmatamento registrada ocorreu graças ao reforço na fiscalização e maior rigor no combate aos crimes ambientais, além dos pactos com segmentos do agronegócio como o da soja e com o setor madeireiro e de minério.
Roger Agnelli, presidente da Vale, uma das empresas organizadoras do evento, afirma que estamos numa transição de economia de mercado para uma economia verde. Para ele, é uma exigência da sociedade. "Faz parte da sobrevivência das companhias, essa nova postura, que deve ser estendida a todos os setores da cadeia produtiva, que tem de se adequar", disse. Ele acredita que essa mudança afeta, diretamente, a competitividade das empresas.
Promovido pelo Jornal Valor Econômico e pela Globo News, o Seminário Brasil e as Mudanças Climáticas, realizado na capital paulista, reuniu instituições da sociedade civil empresas e autoridades governamentais em preparação para a Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), de Copenhague, que será realizada em dezembro.
Participaram do evento, além do ministro do Meio Ambiente, o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e a senadora Marina Silva. O evento teve o apoio do Instituto Ethos, Única, Wal Mart do Brasil, Fiep, Fórum Amazônia Sustentável e Sindesta.
Fonte: Carine Corrêa/ MMA
26 agosto, 2009 - 11:41h
Cerca de 40 militantes da organização ambientalista Greenpeace colocaram um cartaz gigante sobre a geleira suíça de Gorner com a inscrição "Nosso clima - Sua Decisão" nesta terça-feira (25), a fim de pedir aos governantes do mundo que assumam suas responsabilidades sobre o fenômeno da mudança climática.
A inscrição, de 130 metros por 40 metros, é, pelo tamanho, a maior reivindicação de todos os tempos sobre a necessidade de lutar contra a mudança climática. Os ativistas do Greenpeace precisaram de dois dias para conseguir colocá-la.
"Os conhecimentos científicos mais recentes mostram que o aquecimento climático é muito mais rápido e dramático do que se acreditava. Como país alpino, a Suíça é especialmente afetada e o derretimento das geleiras é uma testemunha impressionante disso", afirmou hoje a organização.
O Greenpeace lembra que o governo suíço anunciará amanhã sua decisão sobre a revisão da lei de CO2, o que indicará a posição que assumirá durante a Conferência do Clima da ONU que será realizada em dezembro, em Copenhague.
Por isso, pede que a Suíça, como país industrializado, reduza em 40% suas emissões de CO2 dentro de suas fronteiras até 2020, e que entregue todos os anos 1,3 milhão de francos (840 mil euros) a um fundo mundial para o clima.
Fonte: Folha Online
26 agosto, 2009 - 11:40h
Na última terça-feira (25), a pesquisadora Grazyna Stasinska, do Observatório de Paris, especialista em nebulosas, regiões de formação de estrelas e de galáxias, participou do ciclo "Grandes temas da astronomia moderna", desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Desde março são realizados eventos semelhantes para discutir temas que envolvem o universo, a vida fora do sistema solar, os buracos negros, etc.
Já participaram os pesquisadores Jorge Quilffeldt, do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); João Steiner, especialista em astrofísica estelar, galáxias, quasares e astronomia óptica; Renan Medeiros, astrônomo e professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); e Carlos Wuensche, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A próxima palestra será em setembro, com Augusto Damineli, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Damineli é membro do comitê diretor do projeto dos telescópios Gemini e defende a popularização da astronomia.
Em outubro o astrofísico Kepler Oliveira, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IF/UFRGS), ex-presidente da Sociedade Astronômica Brasileira e da União Astronômica Internacional, é o convidado para debater durante os encontros que fazem parte das comemorações do Ano Internacional da Astronomia.
Depois dos encontros os participantes são convidados a contemplar o céu com telescópios do Observatório Astronômico da universidade.
*Fonte: DANIELLE JORDAN/PORTAL AMBIENTAL com informações da UFSC
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