Arquivos para junho, 2009
29 junho, 2009 - 14:31h
A redução do desmatamento da Amazônia que ocorreu entre 2004 e 2008 fez o país deixar de emitir para a atmosfera 2 bilhões de toneladas de CO2, principal gás envolvido no aquecimento global.
É mais do que emite, ao ano, o Japão ou próprio Brasil, dois dos seis maiores poluidores do mundo. Cada nação emite 1,2 bilhão de toneladas.
A conta, feita pela secretária nacional de Mudança Climática, Suzana Khan, será apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente na Groelândia. Ela e o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) participam nesta semana de uma reunião com 25 ministros de meio ambiente dos países que mais contribuem com as emissões de gases de efeito estufa.
No período analisado, houve uma diminuição da taxa de desmatamento de 53 mil km2. A área é maior do que o território da Suíça –que possui 41 mil km2.
O objetivo da secretária é mostrar o esforço que o país tem feito para acabar com o desmate na floresta amazônica. "Eles podem dizer que ainda desmatamos muito. Mas olha o nosso tamanho. E moram 20 milhões de pessoas na região, essas pessoas precisam de renda", diz Khan.
A conta também visa a aplacar os ânimos da comunidade internacional. A recente ação do presidente Lula, que sancionou a medida provisória 458 -que dá terras de graça na Amazônia–, é considerada um desastre pelos ambientalistas e teve repercussão internacional. O país quer mostrar que o desmatamento está caindo e que merece receber compensação financeira por isso.
Há um grande impasse nas negociações para o próximo acordo climático global. O clima é de desconfiança entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento.
Para colocarem propostas verdadeiras na mesa, os ricos querem que os mais pobres se comprometam a também reduzirem as emissões de gases-estufa. E os países em desenvolvimento evitam se comprometer com metas –dizem que a responsabilidade histórica é dos países industrializados.
Entre os participantes do encontro na Groelândia estão Estados Unidos, China, Índia, África do Sul e diversos europeus –Alemanha, França, Dinamarca, Suécia e Noruega.
"Os dois lados, dependendo da forma como se analisa, têm razão", diz a secretária. E seu ponto de vista é que o Brasil tem muito a perder com o aumento da temperatura do planeta. "Mais até do que a China, por exemplo", diz. O aquecimento global pode transformar a Amazônia em savana e afetar a agricultura em todo o país.
Política de clima
O projeto de lei que cria a Política Nacional de Clima continua parado no Congresso. Na semana passada, ONGs apresentaram um manifesto que pedia, entre outras coisas, agilidade para a aprovação da lei.
Khan concorda que a aprovação da lei é importante. "Se não tiver esse norteador do desenvolvimento vai cada um para um lado", afirma.
Fonte: AFRA BALAZINA/Folha de S.Paulo
29 junho, 2009 - 14:27h
A Receita Federal e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul investigam o desembarque de 64 contêineres carregados com cerca de 1.200 toneladas de lixo tóxico, domiciliar e eletrônico nos portos de Rio Grande (RS) e Santos (SP).
O lote de lixo, que equivale a 7,7% do que é produzido por dia no município de São Paulo, veio da Inglaterra e foi enviado irregularmente ao Brasil, segundo a investigação.
Até ontem, 40 contêineres estavam retidos em Rio Grande, oito foram parados na estação aduaneira de Caxias do Sul (RS) e 16 no porto de Santos.
Segundo o auditor Rolf Abel, chefe substituto da seção de vigilância do controle aduaneiro da alfândega de Rio Grande, trata-se de esquema similar ao usado pela máfia italiana, que envia lixo para países africanos.
Na documentação entregue nas alfândegas, consta que a carga seria de polímero de etileno e de resíduos plásticos, que deveriam ser usados na indústria de reciclagem.
No entanto, além de sacolas plásticas, havia papel, pilhas, seringas, banheiros químicos, cartelas vazias de remédios, camisinhas, fraldas, tecido e couro, dentre outros. Moscas e aranhas também foram encontradas nos contêineres.
O que chamou a atenção é que em um dos contêineres havia um tonel com brinquedos onde estava escrito: "Por favor: entregue esses brinquedos para as crianças pobres do Brasil. Lavar antes de usar".
A carga partiu do porto de Felixstowe, um dos maiores do Reino Unido. Antes de chegar ao Brasil, o navio passou pelo porto de Antuérpia, na Bélgica.
As investigações apontam que o lixo foi enviado por uma exportadora inglesa, que não teve o nome revelado.
"A denúncia partiu de uma empresa brasileira que importou produtos para reciclagem [procedimento considerado legal]. Quando receberam a carga, viram que era lixo doméstico, e não resíduos de plástico, como eles encomendaram", disse Abel. As investigações começaram em 12 de junho.
Cinco empresas (quatro com sede no RS e uma em SP; os nomes não foram revelados) importaram o lixo, apuraram a Receita e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Cada uma foi multada em R$ 408 mil. Elas têm de enviar a carga de volta para a Inglaterra em até dez dias e têm 20 dias para recorrer da multa.
Segundo o chefe do escritório do Ibama em Rio Grande, Sandro Klippel, as empresas infringiram a Convenção de Basileia -que regula o transporte de resíduos perigosos-, e a resolução 23 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).
Klippel disse que as empresas não tinham autorização do Ibama para importar polímero de etileno. "Tudo indica que elas tentaram enganar as autoridades também da Inglaterra."
Fonte: Afonso Benites / Agência Folha
29 junho, 2009 - 14:25h
Em sua participação no Fórum de Governadores da Amazônia Legal ontem, o governador Blairo Maggi (PR) pediu a criação imediata de um grupo de trabalho para elaborar propostas de remuneração voltada aos serviços ambientais.
Os pagamentos seriam destinados aos titulares das terras que entendam que o conhecimento científico e a capacidade de monitoramento sejam suficientes para alcançar os patamares de transparência exigidos pela Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças do Clima (UNFCCC).
A proposta também prevê vantagem àqueles que adotam mecanismos flexíveis cruciais para gerar benefícios as áreas de alta e baixa pressão de desmatamento.
O grupo de trabalho seria composto pelos Ministérios de Relações Exteriores, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Assuntos Estratégicos e desenvolvido em conjunto com os nove estados da Amazônia.
Os governadores que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) se reuniram em Palmas (Tocantins) na 5ª edição do Fórum dos Governadores da Amazônia Legal.
A abertura do evento foi feita pelo governador de Tocantins Marcelo Miranda (PMDB) cassado anteontem por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006.
Na pauta de discussão está o reflexo da crise mundial na economia brasileira, o que levou a queda de receitas e capacidade de investimento. Intitulada ‘Carta de Tocantins', o documento pede ainda a imediata revisão da distribuição dos recursos repassados pelo Tesouro Nacional. Os Estados da Amazônia Legal não estão conseguindo recuperar as perdas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) geradas pela desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).
No conjunto de propostas que serão levadas ao governo Federal está a inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Projeto de Estradas Vicinais para a Amazônia (PREVIA) para desburocratizar a liberação de recursos do projeto que será desenvolvido pelos Estados.
Considerando que o transporte hidroviário na Amazônia Legal é estratégico para o desenvolvimento da região, também se propôs uma política de investimentos no setor.
Os governadores solicitam ainda a tramitação em regime de urgência da tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da cobrança de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do projeto de Lei FPE-Verde.
Na tentativa de dar mais celeridade ao projeto será formalizado pedido de reunião dos governadores da Amazônia Legal com os presidentes da Câmara e Senado Federal.
Outras três propostas preveem participação do Governo Federal em projetos fundiários e restauração do transporte aéreo na Amazônia Legal pelo Ministério da Defesa.
Fonte: Rafael Costa / Dário de Cuiabá
29 junho, 2009 - 14:24h
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado, 27, em seu programa semanal de rádio que o Senado aprove a lei que limita a emissão de gás carbônico, um dos gases apontados por cientistas como causador do aquecimento global. Foi a primeira vez que o Legislativo dos EUA aprova uma lei para reduzir a emissão de poluentes.
"Queria pedir para cada senador e para cada americano que não tenha medo do futuro. Não acreditem na desinformação. Não há contradição entre investir em energia limpa e crescimento econômico. Não é verdade", disse o presidente no áudio disponibilizado no site da Casa Branca (em inglês).
A Câmara dos EUA aprovou a lei na sexta-feira à noite por 219 votos contra 212. O texto estabelece limites para emissões de gases causadores do efeito estufa e um mercado de créditos de carbono.
De acordo com a proposta aprovada na Câmara, que ainda precisa passar pelo Senado para se tornar lei, os EUA se comprometem a reduzir em 17% as emissões até 2020 e 83% até 2050, em relação aos níveis de 2005. A lei estabelece que, até 2020, 15% da eletricidade do país precisa vir de fontes renováveis como energia solar e eólica.
Segundo Obama, estes investimentos vão gerar empregos. "Não se enganem. Esta lei vai gerar empregos. A energia limpa já gerou 3 mil vagas temporárias em uma usina de energia solar na Califórnia. Em Michigan, a produção de energia eólica deve criar 2,6 mil empregos".
Para aliviar os custos da lei para indústrias americanas, inicialmente serão leiloados 85% dos créditos de carbono. A medida foi criticada por ambientalistas, mas era a única forma de conseguir apoio de legisladores de Estados produtores de carvão. Também foram inseridas concessões para agricultores e produtores de etanol de milho.
O presidente americano, que saudou a aprovação da lei como 'histórica', disse que pretende transformar o país no líder na produção de energia limpa. "A nação que liderar a produção de energia limpa será a líder da economia mundial no século XX", afirmou Obama.
Fonte: Luiz Raatz / estadao.com.br - Com informações de Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington
29 junho, 2009 - 14:22h
A redução da utilização de sacolas plásticas é um dos novos alvos do Ministério do Meio Ambiente. A ideia é que daqui há alguns anos as atuais grandes aliadas dos consumidores, principalmente na hora de ir às compras, sejam substituídas pelas chamadas sacolas sustentáveis. O objetivo foi anunciado durante o lançamento da campanha "Saco é um Saco", na última terça-feira em São Paulo.
Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Brasil consome cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas por ano. Ainda de acordo com a associação, cada brasileiro utiliza cerca de 66 sacos plásticos por mês. "Tendo em vista estes dados, o nosso objetivo é que as pessoas se tornem mais conscientes em relação ao uso do saco plástico porque são milhões de sacos jogados fora por mês", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
De acordo com Minc, o próximo passo para a redução no consumo das sacolas será realizado junto às indústrias do plástico e da reciclagem. "Reduzindo a produção deste produto teremos ganhos adicionais", explicou. Segundo o ministro, a ideia é que o plástico possa ser utilizado para a geração de energia ou na produção de outras matérias-primas, como dormentes e vigas.
Desde o início do ano a substituição de sacos plásticos por sacolas está sendo transformada em créditos nas lojas Wal-Mart do Nordeste. "O cliente que opta por não utilizar sacolas plásticas tem um desconto na compra. A cada cinco itens comprados, o desconto é de R$ 0,03", afirmou o presidente & CEO da Wal-Mart Brasil, Héctor Núñes.
Segundo Núñes, com o programa, foi evitado o uso de mais de 3 milhões de sacolas. Até o fim do ano, o programa será implantado em todo o Brasil. A meta da rede é que até 2013 a utilização de sacolas plásticas caia pela metade.
Fonte: Folha de Pernambuco
29 junho, 2009 - 14:21h
Durante a audiência pública de ontem, entidades ligadas ao Fórum Popular Permanente condenavam a redução do percentual da reserva legal para 50% e ainda questionavam o marco temporal defendido pelos produtores.
Para os movimentos sociais, a flexibilização só poderia ser aplicada a áreas desmatadas irregularmente até 1996 e não até 2005, como reivindicam os agropecuaristas.
A data defendida pelo fórum corresponde à de publicação da Medida Provisória 1511, assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, e que elevou a chamada Reserva Legal na Amazônia para 80% (até então de 50%, dentro do Código Florestal Brasileiro) diante de recordes históricos de desmatamentos na região.
Em 2001, a MP 2166 reforçou a alteração da margem de reserva, porém, disciplinou que nas áreas devidamente indicadas por zoneamento no país o índice fosse restabelecido em 50% - brecha às reivindicações dos produtores.
A exigência de que o marco seja o ano de 1996 consta em documento entregue ontem por representantes do fórum a deputados estaduais e membros do governo estadual e que também será enviado ao Conama, Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE). O documento também contém o pedido por mais atenção a comunidades como quilombolas, ribeirinhos e indígenas, além de políticas públicas voltadas à sustentabilidade da agricultura familiar em Mato Grosso.
"Dentro de uma disputa de poder, a gente percebe claramente com essa questão da reserva legal que é um modelo do agronegócio que quer repetidamente se impor", critica Inácio Werner, do Centro Burnier Fé e Justiça, uma das entidades ligadas ao fórum.
Na tribuna aberta ao público presente na audiência, outro militante, o padre Isidoro Salomão, do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad) em Cáceres, inflamava os movimentos sociais e despertava manifestações de repúdio de produtores.
"Todos querem ir para a categoria 1, mas será que sabem o que é zoneamento?
Ou querem mais uma vez o poderio econômico? A nova moda é flexibilizar, mas isso não pode servir apenas para dar um ‘jeitinho'", bradava, ao som de aplausos de quilombolas, índios e agricultores familiares presentes e diante da carranca de megaprodutores.
No contraponto, o discurso do ruralista Homero Pereira (PR), deputado federal e ex-presidente da Famato, se juntava ao visível contraste de posições no auditório do Centro de Eventos do Pantanal. "Nós todos viemos para Mato Grosso financiados por políticas públicas, pela máxima do ‘integrar para não entregar'. Não podemos ser taxados como bandidos".
Fonte: Diário de Cuiabá
29 junho, 2009 - 14:20h
MT é o maior produtor de grãos e fibras desta safra, segundo Conab. De janeiro a maio, as unidades de recebimento mato-grossenses encaminharam 19% mais embalagens vazias de defensivos agrícolas ao destino final ambientalmente correto (reciclagem ou incineração), em comparação com o mesmo período de 2008.
Neste ano, foram destinadas 2.521,2 toneladas (t), contra 2.119,3 t referentes ao ano passado.
De acordo com o Inpev, instituto que tem como associados os fabricantes de defensivos agrícolas, somente em maio, seguiram para o destino final 744,8 t de embalagens vazias, que representam 24% do volume total do Brasil.
Com esses volumes, Mato Grosso se mantém na liderança entre os estados que mais fazem a destinação correta das embalagens.
Por unidade federativa, o acumulado deste ano em comparação aos números do mesmo período do ano passado, revela que o maior crescimento foi verificado em Alagoas, onde foi registrada alta de mais de 189%, seguido de Mato Grosso do Sul e Goiás, com expansão de 37% no período em análise.
No mês passado, foi inaugurado o posto de recebimento de embalagens vazias de Pontes e Lacerda (MT), gerenciado pela Associação das Revendas de Produtos Agropecuários de Pontes de Lacerda (Arpal), com o apoio do Inpev.
Além de Pontes e Lacerda, o posto atende produtores de cidades próximas, como Jauru, Vale de São Domingos, Conquista d'Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Com a nova unidade, o Mato Grosso passou a ter 27 unidades de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos (14 postos e 13 centrais).
Os bons índices conquistados pelo sistema de destinação final no Estado são possíveis graças às ações conjuntas que envolvem agricultores, distribuidores e cooperativas, indústrias e poder público, representado no Mato Grosso pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
BRASIL - O Brasil encaminhou 11.164 t de embalagens vazias de agrotóxicos ao destino final ambientalmente correto (reciclagem ou incineração) de janeiro a maio deste ano.
Esse volume representa um crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram destinadas 9.609 t. Com esse índice, o país ultrapassou a marca das 10 mil toneladas, sendo que somente em maio seguiram para o destino final 3.044 t de embalagens vazias.
Fonte: Diário de Cuiabá
29 junho, 2009 - 14:19h
Duas árvores foram derrubadas e seis mutiladasUma equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) flagrou na manhã deste sábado, 27, a derrubada indevida de árvores do tipo flamboyant no bairro de Mangabeiras, em frente ao Clube do Sargento.
Segundo o secretário municipal de Proteção ao Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, uma denúncia levou a equipe ao local, onde duas árvores já haviam sido derrubadas e outras seis estavam mutiladas.
"Ainda bem que a equipe chegou a tempo de impedir a derrubada das outras árvores", disse Ramalho, acrescentando que os responsáveis pelo Clube do Sargento não tinham autorização da Sempma para o corte e serão autuados por crime ambiental.
Um homem, identificado como Silvano, teve os instrumentos utilizados para o corte apreendidos pelos fiscais.
O flamboyant é considerado uma das árvores mais belas do mundo, devido ao colorido intenso de suas flores. Frondosa, ela possui tronco forte e um pouco retorcido, podendo alcançar até 12 metros de altura.
Fonte: Vanessa Alencar / Alagoas24horas
29 junho, 2009 - 14:17h
A preocupação com o ambiente atingiu não só as montadoras, que fabricam carros mais econômicos, mas também a reciclagem de veículos. Iniciativas no exterior reduziram a poluição e os desmanches ilegais, diminuindo em até 70% o furto e o roubo de veículos.
Foi o que aconteceu em Buenos Aires, quando o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) da Argentina, em 2007, abriu uma unidade de reciclagem de veículos. Não há financiamento do governo argentino, que apenas regulamenta os desmanches.
Hoje as seguradoras argentinas cedem os carros sinistrados para o centro de reciclagem e recebem 40% do lucro obtido com a venda das peças.
As partes que não podem ser aproveitadas são recicladas, e sua matéria-prima, usada na fabricação de outros produtos.
Já as peças utilizáveis no reparo de um novo veículo são tratadas e vendidas para oficinas ou diretamente para proprietários. Em geral, são 30% mais baratas que as originais.
"As peças precisam de etiquetas de identificação oficiais e nota fiscal, facilitando a ação da polícia", revela Fabián Pons, gerente do Cesvi argentino. Um processo semelhante acontece no Cesvi da Espanha, que também criou uma unidade voltada para o tratamento de veículos fora de uso.
Reciclagem
"A legislação europeia incentiva a reciclagem de veículos e obriga as montadoras a utilizar, na construção dos carros, materiais facilmente recicláveis", explica o gerente do Cesvi espanhol Ignácio Pérez.
O número de desmanches diminuiu de 3.000 para 500 unidades de reciclagem. "Pela lei, elas fazem maiores transformações", explica Pérez. O Brasil, porém, ainda está distante desse cenário. Segundo o Sindinesfa (Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa), apenas 1,5% da frota brasileira que sai de circulação vai para o processo de reciclagem -na Europa e nos EUA, esse índice chega a 95%.
Segundo José Aurélio, diretor de operações do Cesvi Brasil, "a entidade, sem o apoio de outras empresas, não tem dinheiro para abrir um centro de reciclagem". Na Espanha, ele custou 8 milhões (R$ 24 milhões).
Fonte: Ricardo Ribeiro / colaboração para a Folha de S.Paulo
29 junho, 2009 - 14:13h
A utilização ilegal de peles, dentes e penas de animais silvestres transformou-se em alvo prioritário do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nesta última quinzena do mês de junho em Parintins.
Por causa do Festival Folclórico dos bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul), que acontece há 44 anos e, desde 2005, sempre no último fim de semana desse mesmo mês, o comércio de adereços e artesanatos indígenas se intensifica na cidade. Para confeccionar esses materiais, algumas famílias da região chegam a sacrificar a vida de animais, como tucanos e araras, para obter os itens naturais dos objetos que desejam produzir.
Em entrevista à Agência Brasil, a analista ambiental do Ibama e coordenadora a Operação Não Tire as Penas da Vida, Maria Luíza Souza, lamentou a procura de artefatos feitos com partes do corpo de animais silvestres. Para ela, os ribeirinhos e indígenas só fazem objetos com asas e bicos legítimos porque ainda existem turistas que ignoram os cuidados com a preservação da fauna e flora da Amazônia e desrespeitam a legislação ambiental.
"Sacrificar animais silvestres para fazer qualquer tipo de objeto é crime. Junto às comunidades, promovemos campanhas e orientações para impedir esse tipo de situação. Contudo, o turista também precisa se conscientizar e não pedir mais adereços feitos com penas e asas de animais silvestres. O indígena só continua fazendo isso porque tem turista que pede", ressaltou.
O trabalho de prevenção e repressão para impedir o comércio ilegal desse tipo de artefato é realizado pelo Ibama em Parintins há cerca de sete anos com as comunidades locais.
Este ano, a operação teve início no dia 2 e contou com um efetivo maior de servidores do órgão ambiental. Durante o Festival Folclórico, os agentes do Ibama abordam passageiros de barcos e aviões e orientam turistas para que não comprem artigos feitos de subprodutos oriundos da fauna silvestre e que podem ser identificados sem dificuldades, na avaliação da coordenadora.
"Geralmente quem vende esse tipo de coisa já diz ao comprador. A pena de animal silvestre é fácil de ser reconhecida porque, apesar de ter um colorido mais forte, não tem essas cores de forma homogênea. Além disso, ela é mais dura que a pena sintética."
Ainda segundo Maria Luíza, os moradores de Parintins estão cada vez mais conscientes dessa questão. Ela contou que, há alguns anos, até mesmo as agremiações dos bumbás Garantido e Caprichoso chegaram a ser multadas pela utilização desse tipo de material.
"Não temos mais nenhum problema com os bumbás quanto a isso porque eles usam só penas sintéticas. A população local também entendeu o recado. Infelizmente, isso não acontece com indígenas de tribos distintas, como Wai-wai e os Saterés, que vêm principalmente do Pará. Só na campanha deste ano, o Ibama já apreendeu milhares de itens, incluindo peças prontas e penas", lamentou.
Para reforçar as ações da operação, a Polícia Militar também participa das ações. A penalidade para quem pratica esse tipo de crime ambiental inclui o pagamento de multas - que podem chegar a R$ 5 mil por espécie - e até reclusão de seis meses a um ano.
Fonte: Agência Brasil
29 junho, 2009 - 14:07h
A biodiversidade da Serra do Mar do Paraná está sob ameaça. Esta semana, o site Alta Montanha (www.altamontanha.com), desenvolvido por um grupo de montanhistas do Estado, denunciou a presença constante de madeireiros e caçadores no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange e nos parques estaduais do Pico Paraná, da Serra da Baitaca e do Marumbi.
"Há alguns dias, um colega montanhista (que por questões de segurança prefere não ser identificado, pois mora na região litorânea) estava no parque Saint-Hilaire, saiu um pouco de sua trilha normal e acabou chegando a um acampamento de madeireiros. Estes, quando o viram, fugiram. Porém, estavam armados e voltaram em seguida. O montanhista conseguiu ir embora sem ser novamente percebido, mas teve tempo de flagrar exploração ilegal de madeira", conta o geógrafo, montanhista e diretor de escalada da Federação Paranaense de Montanhismo, Pedro Hauck.
O problema, segundo o também montanhista e responsável pelo site Alta Montanha, Hilton Benke, não é recente. É comum entre os montanhistas encontrar vestígios de caça e atividade extrativista na região da serra.
"Encontramos várias trilhas paralelas abertas por caçadores e madeireiros, que muitas vezes nos confundem com policiais da Força Verde ou integrantes do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e temem nossa presença. Alguns ativistas reclamam que os montanhistas estragam as montanhas ao realizarem caminhadas. Porém, somos nós que estamos flagrando a destruição da floresta", afirma.
Os caçadores em atividade na Serra do Mar geralmente estão atrás de animais silvestres para comercialização, como o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), ameaçado de extinção. Já os madeireiros buscam principalmente o palmito, imbuia, canela e peroba, árvores consideradas de crescimento lento.
"A maioria da população não sabe o que está acontecendo na Serra do Mar. Porém, se não alertarmos sobre o problema e se alguma coisa não for feita para solucioná-lo, logo não teremos mais montanhas. Há um ano e meio, chegamos até a encontrar uma pista de motocross na região da Serra do Mar", comenta Benke.
Na opinião do montanhista Pedro Hauck, para que a caça e o extrativismo deixem de ser realizados no local é preciso que o parque nacional e os parques estaduais sejam realmente efetivados.
"Hoje, os parque existem apenas no papel. Não têm infraestrutura e contam com poucos funcionários. Com isso, não sabemos, por exemplo, se as pessoas que desenvolvem atividade extrativista atuam por conta própria ou se existem outras pessoas por trás", declara.
O chefe do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, Rogério Florenzano Júnior, recebeu a denúncia da existência do acampamento de madeireiros por parte do montanhista e garante que vem trabalhando em parceria com o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde para combater atividades ilegais.
Já o IAP informa que mantém equipes de fiscalização dentro das unidades de conservação e que, para situações tidas como de maior gravidade, também conta com o apoio da Força Verde.
Segundo o capitão da Força Verde César Lestechen, o monitoramento a pé é feito de forma constante na Serra do Mar. Porém, a fiscalização na região é intensificada quando surgem denúncias.
A presença de caçadores e madeireiros, principalmente palmiteiros, na região litorânea, é conhecida. "No último fim de semana, prendemos caçadores e palmiteiros, assim como espingardas, em Guaratuba", revela.
Fonte: Parana-online
29 junho, 2009 - 14:06h
Uma operação realizada por fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria Estadual do Ambiente, e agentes do Batalhão Florestal e da Secretaria do Ambiente de Búzios, resultou no embargo de uma mansão e mais quatro construções irregulares.
A operação teve como objetivo identificar ocupações irregulares na Serra das Emerências, região da APA Pau Brasil que abrange os municípios de Cabo Frio e de Búzios.
Foi apreendida ainda uma retroescavadeira utilizada no desmatamento da área de preservação de Mata Atlântica.
No dia 7 de maio outra operação de combate a imóveis irregulares foi destaca por AmbienteBrasil.
Fonte: Danielle Jordan / AmbienteBrasil
29 junho, 2009 - 14:04h
Começam nesta terça-feira (30) as audiências públicas para discutir o licenciamento e regulamentação do uso da água no Aquífero Karst. Participam dos encontros técnicos da Sanepar, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e Mineropar, além de representantes das prefeituras e da sociedade.
Segundo a diretora de meio ambiente e ação social da Sanepar, Maria Arlete Rosa, as audiências tem como objetivo fazer o licenciamento da área onde se encontra o aquífero, além de esclarecer para a população os impactos da atividade e a responsabilidade de cada um dos moradores. "Há importantes impactos como o da agricultura, que ainda utiliza uma forma muito convencional, com agrotóxicos", diz a diretora, "nós temos que fazer um processo junto com os produtores rurais para que tenham essas informações e façam o uso da água de forma sustentada".
A Mineropar apresenta a geologia dos terrenos que envolvem o aquífero e a fragilidade do solo na região. A Sanepar vai mostrar como será feita a retirada da água e o volume de captação, uma vez que são estabelecidos limites para a exploração do recurso, de forma que esta pode ser controlada.
Maria Arlete Rosa aponta como um dos principais ganhos ambientais o controle mais rigoroso e como se dá o processo da captação. "Se houver qualquer problema em decorrência, por exemplo, da estiagem, em que o lençol freático rebaixe, a empresa passa a retirar um volume menor de água. Hoje a captação é feita a partir do nível dinâmico do poço", explica.
Durante as audiências serão apresentadas as condições do relevo na região. O diretor presidente da Mineropar, Eduardo Salamuni, explica que os terrenos no entorno do aquífero são frágeis, o que demanda mais cuidados por parte do licenciamento. Segundo ele, mesmo sem a ação humana, os deslizamentos e a compactação do solo seriam comuns. "O que acontece é que existe um equilíbrio delicado entre solo e água naquela região. Se há retirada excessiva de água, existe a tendência de que o solo rebaixe. O problema é que se a retirada não é controlada, isso pode acontecer com maior velocidade", explica o diretor.
Na terça-feira, dia 30, a audiência será realizada em Almirante Tamandaré, e seguem em Colombo (1º/7), Bocaiúva do Sul (2/7), Itaperuçu (7/7), Campo Magro (8/7) e Campo Largo (9/7).
Fonte: Danielle Jordan / AmbienteBrasil
Anteriores