Arquivos para agosto, 2008
23 agosto, 2008 - 12:20h
O emblemático Taj Mahal, da cidade indiana de Agra, é novamente alvo de polêmica por um projeto que, segundo organizações de defesa do meio ambiente, ameaçará com suas emissões tóxicas o mármore branco do monumento.
O Executivo municipal de Agra, no norte da Índia, planeja instalar um grande depósito de lixo no bairro de Kuberpur, próximo ao monumento, para destinar resíduos emitidos na cidade, que tem 1,6 milhão de habitantes.
"O lugar escolhido para o despejo fica perigosamente perto do Taj Mahal e do rio Yamuna", disse à agência indiana Ians o ecologista Ravi Singh.
De acordo com Singh, o local do depósito está inserido em uma área de cerca de 10 mil quilômetros quadrados em torno do monumento e onde ficam limitadas atividades industriais, para protegê-lo.
"A produção de metano e a emissão de dioxinas, além do enorme volume de resíduos sólidos, causarão muito dano ao ambiente que cerca o Taj Mahal", protestou, por sua vez, o presidente da Sociedade Braj Mandal para Conservação do Patrimônio indiano, Surendra Sharma.
Outros ecologistas consideram que resíduos líquidos cairão automaticamente no rio Yamuna, cujo leito fica próximo ao mausoléu que o imperador mongol Shah Jahan construiu no século 17 em homenagem a sua esposa morta.
As autoridades, no entanto, afirmam que estão conscientes da situação, que "estudarão todos os aspectos do problema da contaminação" e que seguirão adiante com o projeto "só quando todos estiverem satisfeitos", segundo uma fonte oficial.
Com mais de 2,5 milhões de visitantes anuais, o monumento é o mais popular da Índia, tendo sido escolhido recentemente como uma das sete novas maravilhas do mundo em concurso mundial que premiou também o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Fonte: Estadão Online
23 agosto, 2008 - 12:17h
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) está desenvolvendo projeto que prevê uma espécie de zoneamento da floresta amazônica em toda a América do Sul. Por meio dele, será possível identificar, além das áreas de floresta intocada e desmatada, aquelas onde houve rebrota - ou seja, em que a mata se recuperou depois de sofrer o corte.
A intenção é criar uma ferramenta que ofereça aos governos sul-americanos um mapeamento dos trechos de floresta antropizada (que já sofreu ação do homem). Com isso, é possível por em prática uma política de incentivo à ocupação dessas áreas como alternativa ao desmatamento de floresta virgem, cujo prejuízo ambiental é considerado maior.
Iniciado há um ano, esse zoneamento ainda se restringe ao Brasil. Até agora, foi analisado todo o Acre, além de parte de Mato Grosso. Mas o objetivo, de acordo com o Inpe, é repassar a técnica para todos os outros países por onde a floresta amazônica se estende. Para isso, depende de financiamento internacional.
"A gente quer que a floresta seja preservada, mas não podemos simplesmente sustar a atividade agropecuária na região. Porém, se a gente der uma idéia de onde estão essas áreas de rebrota, que deixaram de ser ocupadas mas foram desmatadas há dez ou 20 anos, é uma maneira de preservar a floresta na América do Sul", disse o geólogo Paulo Roberto Martini, um dos envolvidos no projeto.
O zoneamento é feito usando quatro conjuntos de imagens de satélite da floresta: de 1980, 1990, 2000 e 2007. A partir da comparação das imagens, os técnicos fazem um mapa no qual identificam onde está a floresta virgem, as áreas desmatadas, os fragmentos de floresta (ilhas verdes em meio a grandes desmatamentos) e as rebrotas.
Por: Fábio Amato
Fonte: Folha Online
23 agosto, 2008 - 12:15h
Delegados na conferência preparatória para o COP 14 da Polônia avançaram nesta sexta-feira (22) em um plano para encorajar países em desenvolvimento a regular as emissões de carbono, focando em suas grandes indústrias.
A chamada "abordagem setorial" têm objeções de países como a China e a Índia, que se recusam a aceitar metas nacionais para a diminuição da emissão de gases estufa.
Como conseguir que países em desenvolvimento se comprometam a reduzir níveis de poluição é um assunto que dividiu os países que buscam por um novo acordo sobre a mudança climática para substituir o Protocolo de Kyoto de 1997, que expira em 2012.
A reunião de 1.600 delegados e especialistas de 160 países é a terceira conferência esse ano a trabalhar para o acordo, que deve ser adotado em dezembro do ano que vem, em Copenhague.
A reunião de Acra também está discutindo as maneiras de conservar as florestas do mundo com o novo acordo, assim como maneiras de arrecadar e distribuir dezenas de bilhões de dólares necessários, anualmente, para ajudar países pobres a lidar com as conseqüências da mudança climática.
Sob o Protocolo de Kyoto, as emissões caíram em 37 países que se comprometeram a reduzir suas emissões em 5%, tendo por base os níveis de emissão de 1990, até 2012.
Os Estados Unidos, que se recusaram a participar, chamaram o acordo de injusto, questionando por que economias poderosas como a Índia e a China não tinham as mesmas obrigações que os países ricos. Esses países argumentam que não eram responsáveis pelo aquecimento global, e que sua primeira prioridade deveria ser tirar seu povo da miséria.
Sob a abordagem do momento, países em desenvolvimento determinariam metas de poluição para indústrias especificas, como a produção de cimento, aço e alumínio. Ao contrário dos países industriais, eles provavelmente não seriam punidos por não cumprir suas metas.
"Algo silencioso mas bastante dramático está acontecendo", disse David Doniger, do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. "As pessoas agora estão falando sobre as mesmas coisas na mesma língua."
A China e a Índia indicaram reservas, mas não rejeitaram o conceito. "Agora há uma base para discussão" sobre a questão, disse Katrin Gutmann, coordenadora de políticas da WWF. "Antes, tínhamos medo de que houvessem mais enfrentamentos."
Detalhes de qualquer acordo em uma abordagem setorial seria complexo e difícil de alcançar e é apenas um dos muitos fatores disputados.
Mas o consenso parece prevalecer ao redor da idéia de que países industriais vão permanecer legalmente ligados à necessidade de atingir suas metas de emissão, enquanto os países em desenvolvimento terão mais flexibilidade para decidir seus níveis.
Fonte: Estadão Online/AmbienteBrasil
23 agosto, 2008 - 12:13h
O governo atropelou um parecer da equipe técnica do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ao autorizar o início das obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio -a primeira do complexo do rio Madeira, em Rondônia. A licença de instalação foi concedida na segunda-feira passada, e as obras começam em 1º de setembro, de acordo com o cronograma do consórcio Madeira Energia.
Parecer de 146 páginas ao qual a Folha teve acesso, datado de 8 de agosto, recomenda expressamente a não-concessão da licença de instalação para a usina. Os técnicos ponderam que os senões "podem não configurar impeditivos graves à emissão da licença", mas advertem que as recomendações "são numerosas e expõem uma certa insipiência do projeto básico ambiental frente ao conjunto de impactos levantados".
No mesmo dia em que o relatório foi encaminhado à coordenação de licenciamento de energia hidrelétrica, uma sexta-feira, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) chegou a convocar entrevista para o anúncio da licença. O anúncio acabou adiado para segunda-feira seguinte porque faltava uma autorização da ANA (Agência Nacional de Águas).
Procurado na quinta-feira (21) pela Folha, o presidente do Ibama, Messias Franco, disse desconhecer o parecer técnico: "Eu sabia que havia pedaços de questionamentos, mas há uma quantidade enorme de processos, é muita coisa".
Segundo o presidente, o parecer técnico foi analisado pelas coordenações do Ibama e, na seqüência, pela direção de licenciamento. No caminho, os questionamentos dos técnicos foram transformados em novas condições a serem atendidas pelos empreendedores para levar adiante o projeto da hidrelétrica. Essas 48 condicionantes serão analisadas antes da autorização para o funcionamento da usina, previsto para maio de 2012.
"Quando é algo que pode comprometer, temos o cuidado de não dar a licença", afirmou Franco. Ele disse que se sente "sempre muito pressionado" a liberar os empreendimentos. O consórcio Madeira Energia S.A. não comentou o parecer técnico. Em março do ano passado, parecer semelhante adiou em quatro meses a licença prévia para as usinas de Santo Antônio e de Jirau.
Entre os problemas apontados pelos técnicos, está a não-apresentação de projeto de centro de reprodução de peixes, assim como de um segundo canal às margens do Madeira para garantir a reprodução dos famosos bagres, que popularizaram o debate do licenciamento ambiental das nova geração de grandes hidrelétricas na Amazônia.
Por: Marta Salomon
Fonte: Folha Online
23 agosto, 2008 - 12:10h
Autoridades de proteção aos animais selvagens, na Austrália, deram uma injeção letal no filhote de baleia que, na segunda-feira (18) tinha se perdido da mãe ao confundi-la com um veleiro ancorado no litoral do país.
O animal foi sedado, e depois recebeu a dose letal de anestésico.
Segundo veterinários, o filhote não conseguiria sobreviver sozinho e tentar alimentá-lo artificialmente seria muito estressante para o animal, que já estava muito debilitado.
A baleia filhote foi encontrada na última segunda-feira quando tentava mamar em um veleiro numa baía ao norte de Sydney.
Exames veterinários concluíram, na quinta-feira, que o filhote estava ferido, com mordidas de tubarão, e estava com dificuldades para respirar.
Fonte: Estadão Online
23 agosto, 2008 - 12:06h
Fiscais do Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) libertaram 20 aves silvestres nesta sexta-feira (22), em Altamira, no Pará. Os animais foram apreendidos em uma casa no município na quinta-feira, (21).
Os agentes chegaram ao local após uma denúncia anônima. Os fiscais fizeram vistoria na casa do responsável e constataram a irregularidade. No local, eles encontraram 20 pássaros e 26 gaiolas. O responsável foi autuado e multado em R$10 mil pela infração.
De acordo com o fiscal do Ibama que acompanhou a apreensão, Manoel Costa Filho, esse tipo de ação ilegal causa vários danos ao meio ambiente. "Retirar uma ave de habitat natural, onde ele vive livre e solto, para prendê-lo em uma gaiola prejudica a reprodução dele, a alimentação e a sua participação no contexto ambiental da fauna e flora da região", diz Costa Filho.
O fiscal afirma que, ao ser retirado da natureza, o hábito alimentar dos pássaros é prejudicado. "Sem comer frutos, não há como lançarem as sementes durante vôos, eles também não podem fazer a polinização nem participarem de outros processos da cadeira produtiva ou se reproduzirem", diz.
Segundo o Ibama, uma das razões para as capturas dessas aves é o preço pelo qual são vendidas. Alguns pássaros alcançam valores superiores a R$ 10 mil.
Fonte: G1/AmbienteBrasil
23 agosto, 2008 - 11:58h
A elevação nos percentuais de subvenção de algumas culturas, a inclusão de novas e a unificação dos limites financeiros da modalidade agrícola são as principais alterações do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural a partir de 2009. O Comitê Gestor do Seguro Rural aprovou as alterações com o objetivo de consolidar e expandir o programa. "As modificações foram feitas com o objetivo de atrair médios e grandes produtores, sobretudo das regiões Centro-Oeste, oeste da Bahia e das novas fronteiras agrícolas para o Seguro Rural", explica o diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural, Welington Soares de Almeida.
As alterações, que vigoram a partir de janeiro de 2009, serão regulamentadas por decreto presidencial. As culturas que tiveram os percentuais de subvenção ao prêmio do seguro rural elevados são: milho (segunda safra), feijão e trigo, passaram de 60% para 70%; aveia, canola, cevada, centeio, maçã, sorgo, triticale e uva, de 50% para 60%; ameixa, caqui, figo, kiwi, nectarina, pêra e pêssego, de 40 para 60%.
Além disso, foram incluídas novas culturas no Programa: linho, com percentual de subvenção de 60%; abacate, abóbora, abobrinha, atemóia, banana, cacau, caju, cherimóia, chuchu, ervilha, escarola (chicória), fava, graviola, jiló, lichia, lima, mamão, mamona, mandioca, manga, maracujá, melancia, melão, pimenta, pinha, quiabo, sisal, tangerina, demais hortaliças e legumes, com percentual de subvenção de 40%.
Outro importante item aprovado foi a unificação do limite financeiro para a modalidade agrícola em R$ 96 mil por ano, mantendo-se o limite financeiro de R$ 32 mil para cada uma das modalidades: pecuária, florestas e aqüícola.
Por: Katja Polisseni
Fonte:MAPA
23 agosto, 2008 - 11:53h
Rico em nutrientes, o mel encontrado no mercado só é seguro quando acompanhado pela certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) ou da fiscalização estadual ou municipal. “Mel, leite, carne, pescado e ovos são exemplos de produtos de origem animal sujeitos a fiscalização e certificação oficial que validam as condições industriais, higiênicas e sanitárias, antes de serem disponibilizados ao consumidor”, garante o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa), Inácio Kroetz.
A preocupação com a saúde dos consumidores de mel levou a SDA a inserir no novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal (Riispoa) a determinação de constar, nos rótulos do mel, recomendação para que o produto não seja oferecido a crianças menores de um ano.
As novas regras estão em consulta pública desde julho e a decisão para o mel visa prevenir o botulismo intestinal infantil, doença desenvolvida devido à formação incipiente da flora do intestino de crianças nessa faixa etária. O problema é causado pela presença de esporos da bactéria Clostridium botulinum, que são comuns no meio ambiente e podem contaminar o mel por meio do ar, do néctar, do pólen e da própria abelha, não sendo eliminados durante o processamento. Em adultos que não apresentam problemas intestinais, a ingestão desses esporos no mel com a certificação oficial não acarreta problemas à saúde.
Há dois anos, o tema é discutido nas reuniões da Câmara Setorial do Mel. Um grupo temático, criado para estudar a relação entre o consumo de mel por bebês e o desenvolvimento do botulismo, constatou que não há registros de casos de botulismo intestinal infantil no País.
O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José Cunha, que representa 350 mil apicultores do País, lembra que a qualidade do mel nacional é reconhecida, inclusive pela União Européia, um dos mercados mais exigentes do mundo. “Estamos atuando junto ao Ministério da Agricultura, promovendo ações que incentivam as boas práticas de produção o que, conseqüentemente, garante ao consumidor o mel certificado”, completou.
Fonte: MAPA
22 agosto, 2008 - 09:36h
Representantes dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Meio Ambiente e Relações Exteriores, além de instituições de pesquisa e universidades brasileiras, estão reunidos desde ontem, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, debatendo estratégias para elaboração do 2º. Relatório Nacional sobre os Recursos Genéticos Vegetais.
O documento, que tem de estar pronto até outubro próximo, vai compor o Relatório Mundial da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que define as ações globais relacionadas à conservação e uso dos recursos genéticos de plantas.
O primeiro relatório é de 1996 e nesses 12 anos houve uma expressiva mudança em termos globais, não apenas no que se refere à situação desses recursos, mas principalmente em relação às necessidades de cada país, conforme explicou no evento o representante da FAO em Roma, Elcio Guimarães. Ele classificou o debate como "extremamente importante no momento atual", em que a escassez de alimentos é uma ameaça às populações de vários países.
O relatório mundial foi demandado pela Comissão de Recursos Genéticos da FAO e vai subsidiar seu Plano Global de Ação, que deverá estar pronto em 2011 com o objetivo de definir a alocação de recursos financeiros para os países. Por isso, segundo Guimarães, é muito importante que os relatórios das nações sejam sucintos e apresentem de forma clara a situação atual da conservação e uso dos recursos genéticos, com foco nos desafios para o futuro.
Até o momento, 46 países já entregaram seus relatórios e a FAO espera mais 57.
Fonte: Ecoluna/AmbienteBrasil
22 agosto, 2008 - 09:31h
As exportações brasileiras de mel sofreram retração no mês de julho na comparação com os resultados de junho deste ano. O valor das exportações no período alcançou US$ 3,729 milhões, redução de 12,98% em relação ao mês anterior. Mesmo assim, esse ainda é o quarto maior valor mensal já exportado pelo Brasil no ano de 2008.
As quantidades exportadas também sofreram queda - foram 1,46 mil toneladas, redução de 12,33% - assim como o valor médio pago pelo mel exportado, que chegou a US$ 2,56 por quilo, rompendo o ciclo de altas sucessivas observadas neste ano. No entanto, a comparação com o mês de julho do ano passado, o desempenho das exportações de mel é positivo. São constatados incrementos de 100,13% em valor e de 31,42% em peso.
Os dados constam de levantamento consolidado pelos consultores da Unidade de Agronegócios do Sebrae e coordenadores nacionais da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis), Reginaldo Resende e Lázara de Fátima Borges. A referência é o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet (Alice-Web) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O balanço dos primeiros sete meses do ano mostra que as exportações de 2008 ainda continuam favoráveis em relação ao mesmo período de 2007. De janeiro a julho, a receita das exportações alcançou US$ 22,02 bilhões, um crescimento de 74,54% na comparação com 2007. E, as quantidades comercializadas registram 9,63 toneladas, um aumento de 20,77%.
Origem
Em julho, São Paulo manteve a liderança do ranking dos Estados exportadores com receita de US$ 1,376 milhão. Na seqüência, vêm Santa Catarina com US$ 906 mil, Piauí (US$ 356,6 mil), Paraná (US$ 355,2 mil), Ceará (US$ 243,8 mil), Rio Grande do Sul (US$ 240,8 mil), Minas Gerais (US$ 151,4 mil) e Rio Grande do Norte (US$ 97,2 mil).
Os melhores preços foram recebidos pelo Ceará (US$ 3,03/Kg), Minas Gerais (US$ 2,68/Kg), Pernambuco (US$ 2,68/Kg) e Paraná (US$ 2,63/Kg). Os demais estados tiveram preço abaixo da média nacional (US$ 2,56/Kg).
Destino
Apesar da suspensão do embargo europeu, o principal destino das exportações brasileiras de mel continua sendo o mercado americano. Em julho, esse mercado importou US$ 2,81 milhões de mel do Brasil, representando mais de 75,3% do valor total comercializado com o mercado externo naquele mês.
Nos primeiros sete meses deste ano, as exportações para os Estados Unidos da América (EUA) totalizaram US$ 18,86 milhões, equivalentes a 8,31 mil toneladas de mel. O resultado representa aumento de 66,46% em valor e de 14,79% em peso, na comparação com o mesmo período de 2007. No mês passado, o país exportou 205,1 mil quilos de mel para a Alemanha a um preço de US$ 2,41/Kg, abaixo da média.
Fonte: SEBRAE
22 agosto, 2008 - 09:28h
Os custos com a pecuária brasileira subiram acima da inflação e dos preços recebidos pelos criadores. Os dados foram divulgados nesta quinta, dia 21, pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Até abril, os custos com a pecuária de corte subiram 13,47%, enquanto a arroba do boi valorizou 7,07%. No mesmo período, a inflação medida pelo IGP-M ficou em 3,08%.
As maiores altas dos desembolsos efetivos dos criadores foram observadas em Rondônia, Mato Grosso e Pará. Já os maiores aumentos da receita, em 2008, representada pela arroba do boi gordo, foram registrados e Mato Grosso.
O estudo mostra que a suplementação mineral, principal influenciador das elevações dos custos da pecuária, teve valorização de 7,1% apenas de março para abril neste ano, acumulando alta anual de quase 60%. Os aumentos dos adubos e corretivos também pressionaram os custos. Na média apontada pela pesquisa, a alta de abril foi de 6,1% e a anual, de 18,8%.
Fonte: Canal Rural
22 agosto, 2008 - 09:26h
O americano Eric Chivian, Prêmio Nobel da Paz em 1985, criticou o desmatamento da Amazônia brasileira para semear soja e cana-de-açúcar destinadas à produção de biocombustíveis ao pedir à América Latina que não repita os erros cometidos pelos Estados Unidos em relação à energia.
Chivian, fundador e diretor do Centro para a Saúde e o Meio Ambiente Global da Escola Médica de Harvard, participou nesta quinta, dia 21, de uma conferência em Bogotá (Colômbia), junto ao ministro do Meio Ambiente colombiano, Juan Lozano, sobre Biodiversidade e Desenvolvimento, na qual chamou a atenção sobre a destruição da Amazônia.
- Neste momento, o Brasil está decepando muitas florestas para semear soja e cana-de-açúcar perto da Amazônia e isto vai afetar o clima e o índice pluvial na zona - alertou.
Além disso, Chivian indicou que essa grande floresta sul-americana captura o carbono produzido no resto do planeta e, caso continue com sua rápida deterioração, "o mundo perderá um de seus maiores pulmões e o efeito disso será drástico tanto em termos climatológicos como para a agricultura".
Chivian, listado em 2007 pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo por seus trabalhos de divulgação sobre o cuidado do meio ambiente, se mostrou convencido de que os latino-americanos têm um papel muito importante na proteção da biodiversidade.
- A diversidade na América Latina é sem igual, na verdade não encontramos um paralelo no planeta. A Amazônia está neste momento sob um grande risco, já que é uma das maiores e mais ricas florestas úmidas tropicais do mundo e todos devemos lutar para sua conservação - ressaltou.
Fonte: Agência EFE
21 agosto, 2008 - 16:00h
"Continuar contribuindo para a comercialização, principalmente no que se refere ao transporte e a retirada da safra de algodão do estado do Mato Grosso é a meta do governo para o setor algodoeiro", disse o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, nesta quarta-feira (20), em Brasília, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados.
De acordo com o presidente da Câmara Setorial, Sérgio De Marco, a expectativa do setor é que o governo continue investindo no Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) do Algodão. "Neste ano, foram alocados R$ 550 milhões. A nossa meta é alcançar R$ 750 milhões no próximo ano, o que contribuirá para a produtividade", explicou.
De Marco lembrou, ainda, que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio) se reunirá, nesta quinta-feira (21), e poderá aprovar duas medidas importantes para o setor algodoeiro. "Se não ocorrer nesta data, poderá acontecer daqui a 30 dias. Se aprovados, contribuirão com os trabalhadores, por meio da redução dos custos de produção em torno de 150 a 200 dólares por hectare", ressaltou.
Mercado - A maioria dos estados brasileiros já colheu 80% do algodão da safra 2007/2008. A previsão da Conab, para produção de 1,5 milhão de toneladas de algodão em pluma, deverá ser superada em 40 mil toneladas. O maior estado produtor é Mato Grosso, responsável por 52% do mercado, que estima plantio de 468,5 mil hectares nesta safra. Em relação às exportações, o Brasil cresceu muito nos últimos oito anos. Em 2001, o País exportava 10 mil toneladas do produto e hoje já alcança 520 mil toneladas. Os dados indicam que o Brasil é o quinto maior exportador mundial de algodão.
Fonte: MAPA
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