Arquivos para março, 2008
31 março, 2008 - 07:30h
Pelo menos 76 pessoas ficaram intoxicadas com um pó químico, usado para combater o mosquito da dengue, em uma empresa de telemarketing, no centro do Rio de Janeiro. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, na quinta-feira (27) 51 pessoas deram entrada no Hospital Souza Aguiar, por conta do forte cheiro do pó químico, e foram liberadas.
Na sexta-feira (28) outras 25 passaram pelo atendimento no mesmo hospital. A substância, ainda não identificada, teria sido colocada na tubulação do ar-condicionado central do prédio para evitar proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participa nesta sexta-feira, 28, de reunião com secretários de Saúde estadual e municipal para decidir ações contra a epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Na segunda-feira (31), as Forças Armadas irão montar três hospitais de campanha para atender e diagnosticar pacientes com dengue no Rio, que vive uma epidemia da doença. Serão 1.200 militares, trabalhando a partir de segunda-feira para receber casos suspeitos encaminhados por hospitais referenciados pela Secretaria Estadual da Saúde.
O apoio militar no combate à epidemia deve durar pelo menos até o dia 31 de maio. Para o secretário Nacional de Atenção à Saúde, José Carvalho de Noronha, essa é a epidemia mais letal que a capital fluminense já enfrentou. O número oficial do Estado é de 54 óbitos e 43.523 notificações por dengue de janeiro até quinta-feira, ou seja, 1 morte a cada 805 casos.
Em 2002, quando houve a última epidemia, foram registrados 288.245 casos e 91 mortes - 1 óbito a cada 3.167 casos. "O ministro (da Saúde, José Gomes Temporão) e o Ministério da Defesa pediram que acelerássemos essas medidas porque estamos com um nível de letalidade insuportável", disse Noronha.
Hospital de campanha
Os hospitais de campanha atenderão apenas pacientes encaminhados pelas emergências dos hospitais públicos. "Com isso, esperamos reduzir muito as filas", afirmou o secretário Estadual da Saúde, Sérgio Côrtes. Cada uma das três Forças será responsável por uma instalação militar. A da Aeronáutica será na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde se concentram as taxas de incidência mais altas.
Os pacientes serão encaminhados pelo Hospital Lourenço Jorge, que fica no mesmo bairro. Em Nova Iguaçu, os casos suspeitos de dengue do Hospital da Posse irão para o Quartel do Corpo de Bombeiros, onde o atendimento será feito pela Marinha. Em Deodoro, na Vila Militar, o Exército montará sua unidade para atender casos do Hospital Estadual Carlos Chagas.
Ainda esta semana, a secretaria estadual também irá instalar mais duas tendas de hidratação, na Penha e em Duque de Caxias.
Além disso, outros 500 militares irão se juntar aos 1.200 homens do Corpo de Bombeiros no combate ao mosquito Aedes aegypti. Eles irão vistoriar residências e poderão invadir imóveis abandonados ou onde não haja autorização do proprietário, conforme decreto estadual.
As medidas de reforço no combate à doença foram anunciadas na quinta-feira, logo após a reunião do gabinete de crise, que tem representantes das três esferas de governo e do Comando Militar do Leste.
O secretário municipal da Saúde, Jacob Kliggerman, não compareceu. Ele avisou que não conseguiu chegar a tempo porque tinha ido doar sangue para pacientes com suspeita de dengue hemorrágica. A prefeitura nega que haja epidemia, mesmo com os 28.233 casos e 31 óbitos registrados na cidade. Após a reunião, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 10 milhões para ações emergenciais de combate à dengue. O Estado investirá a mesma quantia. Em nota, o ministério informou ter investido mais de R$ 685 milhões no combate à doença em 2007.
Fonte: Estadão Online
31 março, 2008 - 07:28h
Uma técnica cirúrgica resolveria 90% dos casos de apnéia do sono mediante o reposicionamento superior do maxilar e da mandíbula, segundo estudo da Clínica Universitária da região de Navarra, na Espanha.
A técnica cirúrgica testada pela Clínica de Navarra durante dois anos tem caráter "definitivo" e consiste em "antecipar o maxilar superior, a mandíbula e a musculatura da base da língua que está inserida na mandíbula e no hióide, a fim de deixar atrás espaço suficiente para evitar a obstrução quando o paciente está dormindo".
O diretor de Cirurgia Oral e Maxilofacial da Clínica Universitária de Navarra, Néstor Montesdeoca, destacou que o tratamento resolve 90% dos casos de apnéia, mas disse que nem todas as pessoas podem se submeter a esta cirurgia por estética facial ou por sofrer de outro tipo de problemas médicos.
Segundo ele, a doença acarreta em muitos problemas de saúde.
Quando a respiração se interrompe, "se reduz a presença de oxigênio no sangue, circunstância que se associa com um aumento do risco de sofrer problemas cardiovasculares, diabetes ou infartos cerebrais", acrescentou Montesdeoca.
Além das conseqüências médicas da apnéia, há outras funcionais, já que a reiterada interrupção do sono faz com que este não seja reparador e que a pessoa afetada acorde cansada e sofra de inércia durante o dia, o que leva a perder capacidade de concentração e a um maior risco de sofrer acidentes de trânsito ou trabalhistas.
A obstrução da via aérea superior durante o sono, manifestada em roncos, pode ser causada porque a mandíbula ou maxilar são pequenos, há uma obstrução nasal, o palato é muito grande e flácido ou a base da língua é muito grossa.
O tratamento padrão consiste em um dispositivo que infla ar a pressão através de uma máscara a fim de expandir as vias aéreas e é aplicado diariamente durante as horas do sono.
Fonte: Globo Online
31 março, 2008 - 07:26h
Biólogos descobriram como o vírus da dengue se torna mortal, explicando transformações estruturais que ocorrem no interior das células afetadas.
Em dois artigos publicados na sexta-feira (28) na revista científica Science, eles analisam como uma proteína que recobre o genoma do vírus passa por transformações que levam ao amadurecimento do vírus.
"Esta é possivelmente a compreensão mais detalhada de como um vírus amadurece", disse um dos autores do estudo, o professor Michael Rossmann, da Universidade Purdue, em Indiana, Estados Unidos.
Esta descoberta poderia ajudar os pesquisadores a desenvolver um tratamento antiviral para a dengue, que afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo - entre casos manifestados e não-manifestados - e mata cerca de 24 mil a cada ano.
Transformação - Segundo os pesquisadores, o estudo se aplica não apenas ao vírus da dengue, mas a todos os chamados flavivírus, que são carregados por mosquitos e causam doenças como a febre do Nilo Ocidental, encefalite e febre amarela.
A pesquisa detalha o que acontece quando esses vírus infectam uma célula. Uma vez no interior dela, o vírus ainda não amadurecido é incapaz de se fundir com as membranas de uma célula, e assim infectá-la.
O amadurecimento, que dá ao vírus a capacidade de infectar outras células, ocorre à medida que ele se move do interior da célula hospedeira para uma outra, que será infectada.
Os cientistas descobriram que ao longo deste caminho o vírus é submetido a uma mudança de acidez que resulta na divisão de um composto de proteínas que recobre o genoma do vírus, pouco antes de ele ser transmitido de uma célula para outra.
"Esta mudança de acidez já era conhecida, mas seu impacto no processo de amadurecimento não era conhecido até estas descobertas", disse Rossmann.
Ele disse que mais pesquisas são necessárias para "compreender melhor esta estrutura (de proteínas)", a fim de esclarecer os mecanismos que evitam que a forma imatura de um vírus não infecte outras células.
"Em última instância, os pesquisadores podem querer encontrar maneiras de tratar ou prevenir infecções virais. Mas para isso temos antes de saber como os vírus funcionam, como amadurecem e como dão início a uma infecção", disse Rossmann.
Fonte: Estadão Online
31 março, 2008 - 07:25h
Líderes empresariais e cientistas realizaram na quinta-feira (27) a primeira reunião do Conselho Climático de Copenhague, cujo objetivo é impulsionar a obtenção de um novo acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, na cúpula climática mundial que a capital dinamarquesa receberá em dezembro de 2009.
Entre os cerca de 20 membros estão o proprietário do grupo Virgin, Richard Branson, o cientista australiano Tim Flannery, seus colegas James Lovelock, pai da Teoria de Gaia, e David King, ex-assessor científico do Governo britânico, além do biólogo Thomas Lovejoy, assessor do Banco Mundial.
Esta instituição pretende influir no processo político demonstrando os elementos-chave que o mundo empresarial precisa para conseguir um acordo de combate à mudança climática.
O conselho anunciou na quinta-feira um plano de ação que inclui a realização em Copenhague de uma conferência internacional de caráter científico em junho deste ano, e de uma cúpula mundial empresarial sobre mudança climática em maio de 2009.
Outras iniciativas são a criação de uma plataforma digital integrada pelas 500 companhias que tenham mostrado 'maior liderança' na luta contra o aquecimento global, o lançamento de ensaios sobre este problema e a realização de um documentário sobre as conseqüências da mudança climática. Fonte: JB Online
31 março, 2008 - 07:24h
Uma controvérsia científica e de saúde pública se instaurou em torno da possível identificação do vírus tipo 4 da dengue em pacientes de Manaus. Depois de classificar como "prematura" e "equivocada" a publicação do artigo científico descrevendo o achado, o Ministério da Saúde declarou que nenhuma das amostras de Manaus (quando elas foram testadas de novo) deu positivo para a dengue tipo 4. Pesquisadores independentes, no entanto, avaliam que o estudo original é sólido, e seus autores dizem não acreditar que erraram, segundo informações do G1.
Anticorpos e material genético do chamado DENV-4, um dos quatro tipos da doença viral, foram achados em pacientes de Manaus. Seria a primeira vez desde 1982 que essa forma da doença (endêmica em países vizinhos, como Colômbia e Venezuela) chega ao Brasil.
Em artigo na revista científica Emerging Infectious Diseases, a equipe encabeçada por Regina Maria Pinto de Figueiredo, da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, descreve os achados e suas possíveis implicações para a saúde pública do Brasil.
O DENV-4, por si só, não é a forma mais agressiva do vírus, estando raramente associado à dengue hemorrágica. No entanto, a presença de mais um subtipo do causador da doença eleva o risco de que pessoas que já tiveram a doença sejam reinfectadas (a imunidade contra a dengue só ocorre dentro de cada subtipo da moléstia). E mais reinfecções significam mais chances de dengue hemorrágica na "segunda temporada" da doença.
Contestação
Em nota oficial divulgada nesta sexta, o Ministério da Saúde apresenta uma contestação detalhada da presença do DENV-4 no país, dizendo que "não há evidência concreta" dela. O ministério afirma ter sido notificado em outubro do ano passado a respeito da presença do vírus, informação que veio da própria Fundação de Medicina Tropical do Amazonas.
O Ministério da Saúde também argumenta que, se a dengue tipo 4 realmente estivesse presente no Amazonas, ela seria a forma predominante do vírus, uma vez que as pessoas da região ainda não possuem imunidade a ela.
Defesa
Regina Pinto de Figueiredo reconhece a excelência dos laboratórios que fizeram a contraprova, mas diz acreditar que seus dados são válidos:
- Fomos até o último estágio com a nossa análise. Uma revista do porte da que publicou o nosso artigo, editada pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos), não questionou o nosso trabalho.
Figueiredo aponta um problema de transporte que poderia ter influenciado nos resultados:
- As amostras deveriam ter chegado lá preservadas em gelo seco, mas não foi o que aconteceu - diz, destacando que quando chegaram aos laboratórios de destino, as amostras virais estavam em temperatura ambiente.
Segundo Pedro Fernando Vasconcelos, especialista do Instituto Evandro Chagas que participou da segunda análise, as amostras de fato "chegaram frias, mas sem o estado ideal de preservação, e as tentativas de isolamento viral poderiam, de fato, ser prejudicadas. Mas não alterariam os resultados das investigações que se mostraram negativas para DENV-4".
- O trabalho deles tem validade. Eles isolaram o vírus, seqüenciaram ("soletraram") o material genético dele - diz Benedito Antonio Lopes da Fonseca, chefe do Laboratório de Virologia Molecular da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto.
- O que eu posso dizer é que os dados [do grupo de Manaus] são sólidos e saíram na melhor revista da área. Com o alto grau de exigência na revisão realizada pelo periódico, acho difícil que um erro desses passasse - avalia o especialista em virologia Maurício Lacerda Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (interior de SP).
Fonte: Zero Hora
31 março, 2008 - 07:23h
Temporão se reuniu com representantes da rede privada de saúde e anunciou novas medidas
- Certamente o número de casos (de dengue) e de mortes são maiores (do que os oficiais). A subnotificação leva a uma resposta fragilizada dos órgãos de saúde.
A afirmação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi feita nesta sexta-feira, dia em que o número oficial de pessoas infectadas por dengue na cidade do Rio de Janeiro ultrapassou os 30 mil. As informações são do site G1.
Em encontro com representantes das operadoras de seguro e dos planos de saúde, Temporão anunciou que uma das prioridades do governo é agilizar as notificações de casos da doença nos hospitais particulares no Estado. A medida seria implementada a partir de uma parceria entre entidades de saúde da rede privada e a Secretaria Estadual de Saúde do Rio.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o número de casos notificados subiu para 31.288 na cidade do Rio de Janeiro. Somente em 2008, 31 pessoas morreram por causa da doença no município. Desde janeiro, 54 morreram de dengue em todo o Estado.
- Pelo menos 45% da população do município do Rio possuem cobertura de algum plano de saúde. Por isso é importante essa conexão com a rede que atende o setor privado, para que haja um esforço para aumentar as notificações dos casos e, assim, termos uma dimensão clara do problema - disse Temporão.
Ficou acertado no encontro que as notificações serão feitas pela internet, sem a burocracia que exigia o preenchimento de formulários pelos médicos para transmitir as informações às autoridades sanitárias. A rede privada também passará a usar o "cartão da dengue" para acompanhar o histórico de atendimento dos pacientes.
Outra medida se refere ao setor privado adotar também as unidades de hidratação para intervir precocemente e diagnosticar os sintomas da doença. O ministro disse que serão usados os espaços de alguns laboratórios da rede em horários de ociosidade, já que possuem cadeiras e condições para o atendimento.
Sobre a contribuição do setor para o aumento do número de leitos, Temporão afirmou que espera contar com as entidades privadas e filantrópicas "caso haja necessidade, já que eles também estão enfrentando dificuldades". Conforme o ministro, não há risco de epidemia fora do Rio:
- Estamos monitorando e oficiando as outras prefeituras em todo o Brasil com o combate constante ao vetor e orientações de assistência. Faremos isso o ano inteiro e de forma continuada - disse, acrescentando que o plano já prevê resultados para 2009.
O ministro afirmou ainda que "não há comprovação" de dengue do tipo 4 no Brasil, como chegou a ser cogitado por uma publicação estrangeira.
Fonte: G1
31 março, 2008 - 07:21h
Pesquisadores escolheram local com grandes dificuldades em captação de água. Os longos períodos sem chuvas, agravados pela falta de recursos financeiros da população que reside no sertão nordestino, as dificuldades de acesso às tecnologias de construção de baixo custo e o mau uso dos recursos naturais existentes da região levaram um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), coordenado pelo Prof. José Geraldo Baracuhy, a desenvolver o projeto eco-residência.
A primeira eco-residência foi construída na comunidade de Latadinha, zona rural do município de São José do Sabugi (Paraíba). O projeto da casa, que contou com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e tecnológico (CNPq/MCT), busca proporcionar ao agricultor da zona rural nordestina condições de viver em grandes períodos sem chuva e de altas temperaturas com bem-estar e sem alterar radicalmente seu dia-a-dia a partir de métodos ambientalmente corretos.
Métodos ecológicos
O telhado da casa foi projetado com inclinação e quedas d´água para favorecer uma adequada captação das raras águas das chuvas. A cisterna que armazena a água foi construída próxima à residência, numa altura superior do terreno, para permitir o abastecimento apenas por gravidade, sem utilizar bombas ou qualquer outro contato.
- Até a arquitetura da casa buscou preservar o meio ambiente e reduzir custos, procurando resgatar velhos costumes da região, como a colocação de um sótão na casa. O interior da casa é arejado e bem iluminado, em razão do pé-direito alto e janelas maiores, o que resulta em maior circulação de ar, menor transpiração e consumo de água. Quanto à estrutura, foi construída sob fortes fundações, pilares e vigas em concreto armado e produção de tijolos ecológicos, utilizando solo-cimento - disse o pesquisador José Geraldo Baracuhy.
Como foi observado que a água utilizada para lavar as roupas eram despejadas no solo, encontrou-se a solução de reaproveitá-la, após a filtragem e decantagem, nas descargas sanitárias, reduzindo consideravelmente o consumo. Até estes resíduos sanitários, como também da cozinha, têm mecanismo para reutilização e infiltração no solo.
Custo
Para implementar o modelo da eco-residência, os pesquisadores de Campina Grande escolheram um local com grandes dificuldades em captação de água, sem poços tubulares, com usuários freqüentes de carros-pipa e dependentes das chuvas para represar a água.
Em razão da opção por trabalhar com materiais alternativos e acabamento mínimo necessário, reduziu-se o custo em quase 50% em uma construção de 78m2 de área construída (casa, sótão e lavanderia), resultando num custo de R$ 10, 6 mil, enquanto uma residência convencional na região alcançaria cerca de R$ 20 mil.
Fonte: CNPQ
31 março, 2008 - 07:20h
A baía de San Francisco poderia ser atingida a qualquer momento por um enorme terremoto que seria ainda mais devastador que o furacão 'Katrina' e, segundo os cientistas, seus habitantes não estão nem um pouco preparados para isso.
Esta é a conclusão de um recente estudo que amplia as previsões anteriores e indica que um tremor de magnitude 7 na falha de Hayward deixaria danos no valor de US$ 165 bilhões e prejuízos econômicos de mais de US$ 1,5 trilhão.
Isso sem contar com as mortes que poderia causar e supondo que não ocorram incêndios após o abalo, como aconteceu após o grande terremoto de 1906 (devido à falha de San Andreas), quando o fogo reduziu a cinzas bairros inteiros da cidade da ponte de Golden Gate.
A falha de Hayward atravessa a margem direita da baía de San Francisco e, ao longo dela, foram registrados grandes terremotos mais ou menos a cada 140 anos.
No dia 21 de outubro se completa o 140º aniversário do último grande tremor, que matou 30 pessoas e deixou danos materiais estimados, na época, em US$ 350 mil.
- Não podemos saber quando ocorrerá exatamente o próximo grande terremoto, mas é certo que vai acontecer - disse à Agência Efe, David Schwartz, cientista do Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, pela sigla em inglês).
- Poderia ocorrer a qualquer momento - assinalou Schwartz, que acrescentou que, no entanto, apesar da falta de segurança, as pessoas não se preocupam muito porque estão preparadas.
Segundo este especialista, as agências governamentais e empresas responsáveis de infra-estruturas já estão reconhecendo o problema e tomando medidas, mas nem as lojas nem os proprietários estão fazendo alguma coisa para preparar suas casas para um grande tremor.
O estudo, do qual participou a USGS, estima que o valor dos danos em edifícios superaria os US$ 141 milhões do furacão 'Katrina', com a diferença de que entre 30% e 40% das perdas econômicas em Nova Orleans estavam cobertas por seguros.
Na área da baía de San Francisco, só entre 10% e 15% dos prédios comerciais, por exemplo, contam com seguro contra terremotos e isso porque se trata de uma zona de alta atividade sísmica.
Só na semana passada foram detectados quase 200 tremores na zona, mas todos de magnitude inferior aos 3,5 graus na escala Richter.
O último terremoto de grande amplitude na região, com 5,6 graus na escala Richter, foi registrado em 30 de outubro. A terra tremeu durante um longo minuto, mas, felizmente, não houve feridos ou danos materiais notáveis.
Assim como ocorreu após o furacão 'Katrina', as famílias mais pobres seriam as mais afetadas após um grande terremoto, pois não costumam ter seguros nem contam com fundos para preparar suas casas e melhorar sua resistência aos tremores.
Um terremoto provocaria também enormes danos às infra-estruturas da região e poderia interromper o fornecimento de serviços básicos.
Segundo o Instituto para a Pesquisa de Engenharia de Terremotos (EERI), os aeroportos de San Francisco e Oakland, assim como os portos da zona, são construídos com materiais bastante suscetíveis a sofrer danos em caso de tremor.
Seu fechamento colocaria em risco o fornecimento de produtos básicos a uma área onde vivem 2,4 milhões de pessoas.
O EERI acrescenta que tanto a ponte da baía, que liga San Francisco a cidades como Oakland e Berkeley, como o sistema de transporte suburbano BART precisam de trabalhos de atualização para evitar que sejam derrubados após um movimento sísmico.
Cerca de 180 mil pessoas passam pela ponte diariamente e o sistema de transporte BART e seu fechamento obrigaria a adotar rotas alternativas e a sofrer horas de engarrafamentos durante meses.
Fonte: JB Online
31 março, 2008 - 07:12h
Ter barriga avantajada por volta dos 40 anos pode quase triplicar o risco de desenvolver mal de Alzheimer e outros tipos de demência aos 70 anos, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos.
Os pesquisadores monitoraram, ao longo de uma média de 36 anos, 6.583 pessoas com idades entre 40 e 45 anos, do norte do Estado da Califórnia, e registraram suas medidas do abdômen.
Ao chegar aos 70 anos, quase 16% dos participantes receberam um diagnóstico de demência. O estudo constatou que quem tinha um abdômen mais avantajado tinha uma probabilidade quase três vezes maior de desenvolver doenças deste tipo do que os que tinham pouca gordura abdominal.
Ter uma barriga grande aumentou o risco de demência mesmo em casos em que os participantes tinham um peso geral normal.
Pessoas com o peso um pouco acima do considerado normal e com uma barriga avantajada tinham uma probabilidade 2,3 vezes maior de desenvolver demência em relação a pessoas com o peso normal e medida abdominal normal.
Pessoas obesas e barrigudas tinham uma probabilidade 3,6 maior de desenvolver demência em comparação às com peso e barriga considerados de dimensões normais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas acima do peso as pessoas com índice de massa corporal (IMC, uma relação entre o peso e a altura) acima de 25, enquanto aqueles com um índice superior a 30 são consideradas obesas.
Diabete e derrame - Os pesquisadores dizem que já foi demonstrado que ter barriga avantajada na meia-idade pode aumentar o risco de diabete, derrame e doenças coronárias, mas esta é a primeira vez que foi mostrado que isto também leva a um aumento do risco de demência.
No estudo, mulheres, pessoas com pressão arterial alta, colesterol elevado ou diabete apresentaram maior probabilidade de ter uma barriga maior.
Os cientistas aventaram a hipótese de que a associação de um abdômen avantajado à demência não seja provocado mais por um complexo conjunto de atitudes ligadas à saúde do que pela barriga em si.
"Autópsias mostraram que mudanças no cérebro associadas ao mal de Alzheimer podem começar na fase inicial ou média da vida adulta, e outro estudo mostrou que grande concentração de gordura no abdômen em adultos mais velhos está ligada a uma maior atrofia do cérebro", disse a autora do estudo, Rachel A. Whitmer, pesquisadora da Kaiser Permanente Division of Research em Oakland e integrante da Academia Americana de Neurologia.
"Estas conclusões implicam que os efeitos danosos da obesidade abdominal no cérebro pode começar muito antes do aparecimento de sinais de demência".
Segundo ela, são necessárias mais pesquisas para determinar quais os mecanismos que ligam obesidade abdominal à demência.
O estudo foi publicado na edição online da revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia. Fonte: Estadão Online
31 março, 2008 - 07:10h
Uma organização dos Estados Unidos está fazendo uma campanha para estimular o uso de transações financeiras via internet como forma de reduzir as emissões de CO2 (dióxido de carbono) e o desmatamento.
Segundo um estudo da PayItGreen Alliance, em média os norte-americanos recebem em casa 19 contas e correspondências bancárias e fazem sete pagamentos por papel todos os meses.
Caso passassem a utilizar a forma eletrônica, cada norte-americano economizaria 2,72 kg de papel por ano e deixaria de produzir 77,5 kg de gases do efeito estufa - o equivalente ao emitido durante um trajeto de cerca de 270 km de carro.
"Indivíduos que pensam que estão sozinhos e não podem, de fato, ter um impacto importante (na conservação do ambiente) devem reavaliar sua posição. Mesmo pequenas contribuições, em conjunto, podem gerar impacto", afirma Craig Vaream, membro da PayItGreen Alliance e do banco de investimentos JPMorgan Chase.
O JPMorgan Chase é um dos 16 membros do grupo, formado por empresas do mercado financeiro e que também inclui o Bank of America e o Fed (o Banco Central dos Estados Unidos). A associação é liderada pela Nacha, uma organização sem fins lucrativos que representa mais de 11 mil instituições que estimulam os consumidores a fazerem mais transações on-line.
O grupo foi formado em 2007, com o objetivo de divulgar o impacto ambiental positivo dos pagamentos eletrônicos. Segundo a organização, caso apenas 10% dos norte-americanos deixassem de fazer transações financeiras por papel, haveria uma redução na emissão de gases do efeito estufa equivalente a tirar 162,8 mil carros das ruas.
Fonte: Folha Online
31 março, 2008 - 07:09h
O governo do Chile enviará uma missão agrícola ao Brasil para obter maiores explicações sobre a decisão do país de suspender a importação de frutas chilenas. O Ministério da Agricultura anunciou nesta sexta, dia 28, que proibiu a importação de frutas procedentes do Chile que possam hospedar o ácaro Brevipalpus chilensis para proteger seus próprios cultivos.
- É uma situação que ocorre normalmente, e que está sendo tratada nas instâncias correspondentes, como o Serviço Agrícola e de Criação de Gado (SAG) - afirmou a ministra de Agricultura, Marigen Hornkohl, em declarações aos jornalistas.
A praga do ácaro Brevipalpus chilensis afeta a produtividade e qualidade das frutas, causando prejuízos aos produtores. "Estão suspensas as importações de frutas in natura como ameixa, amêndoa com casca, amora, cereja, chirimoya, damasco, figo, framboesa, groselha, kiwi, maçã, marmelo, nectatina, pêssego, nêspera e uva" - assinala comunicado Ministério.
A ministra chilena Hornkohl explicou que sua pasta receberá informação sobre esta situação, que qualificou de "esgotada", tão logo retornem as equipes técnicas enviadas ao Brasil. Ela garantiu que as relações bilaterais entre os dois países "estão em seu melhor momento, e assim permanecerão".
Com a medida tomada pelo Ministério da Agricultura serão afetadas as exportações de cerca de três milhões de caixas, de um total de 250 milhões que se enviam ao Exterior anualmente, segundo fontes agrícolas do Chile.
A decisão brasileira, com validade a partir de 27 de março, permanecerá vigente "até que nova análise de risco seja realizada para propor medidas que garantam a segurança fitossanitária necessária para evitar o risco de introdução e estabelecimento da praga no país", segundo o comunicado emitido pelo governo.
Dados do Ministério de Indústria e Comércio Exterior indicam que frutas frescas e secas estão entre os principais produtos que o Brasil compra do Chile. Em 2007 as aquisições totalizaram US$ 52 milhões.
Segundo o Ministério da Agricultura, desde o ano passado sua divisão de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) vem detectando a presença da praga em cargas de frutas advindas do Chile.
Fonte: Agência Efe
30 março, 2008 - 15:24h
Noticias www.zootecniabrasil.com.br
30 março, 2008 - 15:22h
Noticias www.faunabrasil.com.br
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