Região espanhola libera caça a lobos com aprovação da UE
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Enviar comentário 30 novembro, 2007 - 07:21h
Foi consenso na audiência publica realizada nessa quarta, dia 28, que o número de terras na Amazônia de propriedade de estrangeiros tem crescido nos últimos anos. A estatística oficial aponta que hoje eles são proprietários de três milhões de hectares. Mas Luciméri Selivon, coordenadora de Cadastro Rural do Incra, admite que os números podem ser maiores.
O presidente da subcomissão de questões fundiárias e agrárias da Amazônia, deputado Asdrúbal Bentes/PMDB-PA, diz que a questão está fora de controle.
A situação é facilitada por uma brecha na lei. Hoje para o estrangeiro adquirir imóveis rurais no território nacional basta ter um sócio brasileiro, que pode participar com apenas 1% do capital.
- Cabe a policia fiscalizar, mas com essa lei fica de mãos atadas - lamenta Mauro Sposito, coordenador de Operações Especiais de Fronteiras da PF.
Na audiência, os parlamentares cobraram vontade política para revisar a lei.
Por: Sonia Campos
Fonte: Canal Rural
1 comentário 30 novembro, 2007 - 07:18h
A menos que a comunidade internacional decida cortar as emissões de carbono pela metade na próxima geração, as mudanças no clima serão muito provavelmente responsáveis por enormes prejuízos econômicos e humanos, além de catástrofes ecológicas irreversíveis, afirmou um relatório da ONU na terça-feira (27).
O Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU - Organização das Nações Unidas é uma das advertências mais contundentes já feitas sobre o impacto das mudanças climáticas no padrão de vida das pessoas, e serve de apelo para providências coletivas urgentes.
"Podemos estar prestes a observar um retrocesso no desenvolvimento humano pela primeira vez em 30 anos", disse à Reuters Kevin Watkins, principal autor do documento.
O relatório, apresentado em Brasília na terça-feira, estabelece metas e um guia de ação para reduzir as emissões de carbono, e serve de preparativo para a cúpula sobre o clima que a ONU realiza no mês que vem em Bali, na Indonésia.
As emissões de dióxido de carbono e de outros gases na atmosfera colaboram para que o calor fique aprisionado perto da superfície, como numa estufa, o que leva ao aquecimento global.
"A mensagem para Bali é que o mundo não pode esperar, que tem menos de uma década para mudar de rumo", disse Watkins, que também é pesquisador da Universidade de Oxford.
O surgimento de mudanças climáticas perigosas para o ser humano será inevitável se nos próximos 15 anos as emissões seguirem as tendências dos últimos 15 anos, afirmou o documento.
Para evitar um impacto catastrófico, a elevação na temperatura média global tem de ficar limitada a 2 graus Celsius. Mas as emissões de carbono provenientes de carros, usinas de energia e do desmatamento no Brasil, Indonésia e em outros ligares, hoje estão num nível que é o dobro do necessário para cumprir a meta, segundo os autores da ONU.
A mudança no clima pode condenar milhões de pessoas à pobreza, disse o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Desastres provocados pelo clima afetaram 262 milhões de pessoas entre 2000 e 2004, sendo que 98 por cento delas estavam no mundo em desenvolvimento.
E, segundo o texto, o impacto desses desastres na vida dos mais pobres não é momentâneo, mas sim se prolonga por toda uma geração, o que cria um ciclo vicioso de reprodução da miséria.
Uma elevação da temperatura média do planeta entre 3 e 4 graus Celsius desalojaria 340 milhões de pessoas devido à ocorrência de inundações, de secas que reduziriam a produção agrícola e do recuo dos glaciares, que diminuiria o fornecimento de água para até 1,8 bilhão de pessoas, afirmou o levantamento.
No Quênia, crianças de menos de 5 anos têm 50 por cento mais risco de ser desnutridas se nascem num ano de seca, o que afeta sua saúde e sua produtividade pelo resto da vida.
Os países possuem recursos técnicos e financeiros para agir, mas falta vontade política, afirmou o relatório. O documento ressaltou os Estados Unidos e a Austrália, as duas únicas potências econômicas ocidentais que não assinaram o Protocolo de Kyoto, acordo do qual participam 172 países na tentativa de cortar as emissões de carbono, e que expira em 2012.
A Etiópia emite 0,1 tonelada de dióxido de carbono per capita, enquanto o Canadá, por exemplo, emite 20 toneladas. As emissões per capita dos Estados Unidos são mais de 15 vezes maiores que as da Índia.
Plano de ação - O mundo precisa investir 1,6 por cento da produção econômica global por ano, até 2030, para estabilizar o estoque de carbono e atingir a meta de não elevar a temperatura mais que 2 graus Celsius. Os países ricos, os maiores emissores de carbono, precisam assumir a liderança e cortar pelo menos 30 por cento até 2020 e 80 por cento até 2050. Os países em desenvolvimento têm de cortar as emissões em 20 por cento até 2050, disse o Pnud.
"Quando os moradores de uma cidade norte-americana ligam o ar-condicionado ou os europeus usam seus carros, suas atitudes têm consequências … que os ligam a comunidades rurais de Bangladesh, a agricultores da Etiópia e a favelados do Haiti", disse o relatório.
O Pnud recomendou uma série de medidas, entre elas a melhora na eficiência em termos do consumo de energia de aparelhos e carros, a imposição de limites às emissões e a possibilidade de negociar permissões de emissão. O órgão afirmou que a tecnologia experimental para armazenar de forma subterrânea as emissões de carbono é promissora para a indústria do carvão, e sugeriu a transferência de tecnologia para países em desenvolvimento que dependem do carvão, como a China.
Um fundo internacional teria que investir entre 25 bilhões e 50 bilhões de dólares ao ano em países em desenvolvimento para aumentar o uso de fontes de energia de baixa emissão.
Questionado se o relatório é alarmista, Watkins disse que ele se baseia na ciência e em evidências: "Desafio qualquer pessoa a falar com vítimas de secas, como fizemos, e pôr em dúvida nossas conclusões sobre o impacto de longo prazo dos desastres climáticos."
Fonte: Estadão Online
1 comentário 30 novembro, 2007 - 07:16h
A densidade aparente é influenciada pelas práticas de manejo do solo, e é também um índice usado como indicador da qualidade física do solo. O manejo incorreto de uma cultura pode provocar a compactação, alterando a estruturação e a densidade do solo. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo determinar os valores de densidade do solo e sua variabilidade espacial, em diferentes regiões e sistemas de manejo de plantas daninhas.
O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental do Glória, pertencente à Universidade Federal de Uberlândia-MG. Na área são cultivadas as variedades Catuaí e Acaiá com 4 anos de idade, plantadas no espaçamento 3,5 x 0,70 m. Foram delimitadas quatro malhas de 20 x 60 m, contendo 60 pontos cada. As malhas receberam os tratamentos: M1 - Controle de plantas daninhas com herbicida sistêmico e adubações semanais ministradas através da água de irrigação por gotejamento; M2 - Controle de plantas daninhas com grade niveladora em regime de sequeiro e adubação granulada aplicada na projeção da copa da planta; M3 - Controle de plantas daninhas com grade niveladora e adubações semanais ministradas através da água de irrigação por gotejamento; M4 - Controle de plantas daninhas com herbicida sistêmico em regime sequeiro e adubação granulada aplicada na projeção da copa da planta. Foram coletadas no mês de Fevereiro/2007 240 amostras indeformadas com a utilização do amostrador tipo Uhland e cilindro de Kopeky nas profundidades de 0-20 cm e 20-40 cm, alternadas nas posições meio da rua, projeção da copa e rodada do trator, resultando 480 amostras. A densidade do solo foi determinada conforme metodologia descrita pela Embrapa-Solos, Manual de Método de Análise de Solos 1997. As médias dos valores da densidade do solo foram comparadas pelo teste de Tukey a 0,05 de probabilidade com a utilização do programa Sisvar e a variabilidade espacial foi avaliada através da geoestatística com a utilização do programa GS + for Windows. Resultados e conclusões Percebe-se pela Tabela 2, que os tipos de sistemas de manejo de plantas daninhas não influenciaram nos valores de densidade do solo para profundidade de 0 - 20 cm. Para a profundidade de 20 - 40 cm, o sistema controle de plantas daninhas com grade/fertirrigado apresentou menores valores de densidade, porque com a gradagem ocorre a incorporação do material orgânico, que por sua vez promove redução da densidade do solo. Densidade g.cm-3 Profundidade Malha 1 (Herbicida / fertirrigado) Malha 2 (Grade / Sequeiro) Malha 3 (Grade / fertirrigado) Malha 4 (Herbicida / Sequeiro) 0-20cm 1,51 a A 1,49 a A 1,53 a A 1,54 a A 20-40cm 1,55 a A 1,51 ab A 1,49 b A 1,52 ab B Tabela 3- Modelos de semivariograma e variabilidade espacial do atributo químico potássio em diferentes sistemas de manejo. Densidade g.cm-3 Manejo Profundidade Modelo Co média Herbcida/irrigado (M1) ESF 0,000110 4,4700 1,53 ESF 0,000010 799,684 5,2600 1,52 Modelos: EPP- Efeito Pepita Puro; EXP- ExponencialExponencial; ESF-Esférico; LSP- Linear Sem Patamar; Autora: Patrícia Costa Silva, é Engº Agranoma, Mestranda em Manejo e Conservação do Solo pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU, atualmente sou bolsista da CAPES.
Analisando a Tabela 1, verifica-se que os maiores valores de densidade do solo ocorreu na região de amostragem correspondente a linha de tráfego do trator (rodado) para as duas profundidades estudadas. Isso ocorreu devido ao tráfego excessivo de máquinas e implementos agrícolas, cujas forças mecânicas originadas da pressão causada pelas rodas sobre o solo, promovem e alterações de densidade e porosidade do solo, pois afetam a forma, dimensão e arranjo das partículas sólidas e dos poros. Já na saia do cafeeiro observou-se menores valores de densidade devido à presença de maior quantidade de material orgânico depositado, portanto houve uma correlação negativa entre matéria orgânica e densidade aparente, indicando que, com o aumento no teor de matéria orgânica ocorre uma redução nos valores de densidade do solo.
Quanto à variabilidade espacial observa-se pela Tabela 3 que para os diferentes sistemas de manejo empregados, os modelos de semivariograma que melhor se ajustaram foram o Efeito Pepita Puro (EPP) e o ESF (Esférico). O modelo EPP indica uma tendência geral de independência espacial para distâncias maiores ou iguais a 4 m (distância amostrada no experimento). Neste caso, é possível inferir que toda variabilidade destes elementos foi ao acaso, ajustando assim os estudos, interpretação de resultados para fins de recomendações de adubações e calagens bem como as técnicas de amostragens às situações classicamente adotadas. Já o modelo ESF indica haver dependência espacial, ou seja, as amostras para esses atributos estão correlacionadas entre si.
Tabela 1-Valores da densidade do solo, nas profundidades de 0-20 e 20-40 cm, em diferentes regiões do cafeeiro.
Co + C
a
0 – 20 cm
EPP
0,013698
13,0000
-
1,53
20-40 cm
ESF
0,000020
131,2000
5,4800
1,54
Grade/sequeiro (M2)
0 – 20 cm
EPP
0,010504
557,5000
-
1,49
20-40 cm
EPP
0,003688
103,9000
-
1,50
Grade/irrigado (M3)
0 – 20 cm
EPP
0,008153
630,5301
-
1,54
20-40 cm
EPP
0,007622
287,3134
-
1,51
Herbicida/sequeiro (M4)
0 – 20 cm
1969,000
20-40 cm
GAU- Gausiano. CO – Efeito Pepita ; CO + C- Patamar; a- Alcance (m).
2 comentários 30 novembro, 2007 - 07:13h
O vilarejo de Atafona (no município de São João da Barra, no norte fluminense), está perdendo a briga contra o mar. A praia vem sendo engolida pelas ondas que estão destruindo casas e expulsando moradores que vivem na orla.
Os ventos e as ondas são tão fortes que 180 construções próximas à praia já desapareceram e o farol teve de ser transferido duas vezes para dentro da cidade nos últimos 30 anos.
O vilarejo, que até os anos 50 atraía vários moradores para a costa, hoje tem apenas uma dezena de casas ainda de pé perto da areia.
Na opinião de especialistas, o aquecimento global é o grande causador do problema.
Pesquisadores da UFF - Universidade Federal Fluminense e da Uerj - Universidade Estadual do Rio de Janeiro estão investigando o que acontecerá com Atafona se as temperaturas e o nível do mar continuarem subindo.
Fonte: Folha Online
Enviar comentário 30 novembro, 2007 - 07:12h
Os índios americanos descendem de um único grupo, que migrou da Sibéria, diz estudo da Universidade de Michigan. A pesquisa, publicada na revista "PLoS Genetics", afirma que a migração não ocorreu em várias ondas migratórias, como vários trabalhos defendem.
A análise achou apenas uma variação genética na população americana, a mesma detectada só em pessoas que habitam o oeste da Sibéria.
"Com muitas migrações, vários grupos não teriam a variação e ela não se espalharia tanto", comentou a geneticista Noah Rosenberg, autora do estudo.
Fonte: Folha Online
Enviar comentário 30 novembro, 2007 - 07:10h
Cientistas britânicos e americanos reuniram mais de mil imagens de satélite da Antártica para criar o que afirmam ser o mais detalhado mapa do Continente Branco já elaborado.
Segundo os idealizadores do projeto, as imagens, em sua maioria feitas pelo satélite americano Landsat 7, formam um panorama em alta definição do continente, 10 vezes mais detalhado do que qualquer outro.
O projeto, chamado de Landsat Image Mosaic of Antarctica (Lima, na sigla em inglês), reúne cientistas da Nasa (a agência espacial americana), da US Geological Survey (USGS), da US National Science Foundation (NSF) e da British Antarctic Survey (BAS).
A equipe de cientistas teve de pesquisar milhares de imagens de satélite para encontrar fotos sem nuvens da Antártica e montar as imagens perfeitas.
Os cientistas afirmam que esse novo panorama detalhado vai revolucionar as pesquisas sobre o continente.
Segundo os pesquisadores, esse mapa vai fornecer um apoio inestimável em termos de logística, permitindo que equipes investiguem certas regiões antes de ir a campo.
A alta resolução das imagens também vai permitir que os pesquisadores consigam analisar mudanças em regiões de difícil acesso.
"Há imensas áreas que as pessoas simplesmente nunca tinham visto antes nesse nível de detalhe", disse à BBC o pesquisador Andrew Flemming, do BAS.
O programa é lançado no meio do Ano Polar Internacional (IPY, na sigla em inglês), que é um esforço conjunto da comunidade científica mundial para tentar responder às grandes questões relacionadas às regiões polares.
As imagens podem ser vistas pelo público na internet.
"A maioria das pessoas nunca esteve na Antártica. O Lima é uma maneira de levar a Antártida até elas", disse o pesquisador Robert Bindschadler, do Centro Espacial Goddard, da Nasa.
Fonte: Estadão Online
1 comentário 30 novembro, 2007 - 07:09h
Este ano deve terminar como o sexto ano mais quente da história, considerando registros iniciados há 150 anos. O ano acabou sendo mais fresco que o anteriormente previsto, o que deve ser um alívio para as estações de esqui da Europa e para os ursos que tentam hibernar.
"2007 provavelmente será quase igual a 2006, empatando como sexto ano mais quente", disse Phil Jones, chefe da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
A unidade, que fornece dados para a Organização Meteorológica Mundial (OMM), tinha previsto há um ano que 2007 poderia ser o ano mais quente da história, considerando os registros iniciados nos anos 1860. No meio do ano, a previsão foi mudada, e 2007 deveria ser o segundo ano mais quente.
O inverno quente no Hemisfério Norte que marcou o início do ano foi amenizado pelo fim precoce do fenômeno El Niño, o aquecimento anormal das águas do Pacífico.
Segundo Jones, 2007 deve ser menos quente que 1998, 2005, 2003, 2002 e 2004, que são os mais quentes já registrados, nessa ordem. Para a Nasa, 2005 foi ligeiramente mais quente que 1998.
Várias estações de esqui alpinas, na Europa, que no ano passado ficaram sem neve, já abriram. Na Suíça, 48 estações, mais de metade do total, abriram há dez dias, depois de boas nevascas antecipadas.
E os ursos de um parque búlgaro estão começando suas hibernações de inverno, na época normal - no ano passado, o inverno quente atrapalhou bastante o sono dos animais.
"Quatro dos ursos já estão dormindo. O tempo está meio quente mas na semana passada esfriou e nevou, e eles adormeceram", disse Raya Stoilova, da fundação Quatro Patas, que cuida de 24 ursos no parque.
O painel da ONU sobre o clima atribuiu o aquecimento global a atividades humanas, em especial a queima de combustíveis fósseis.
Fonte: Estadão Online
Enviar comentário 30 novembro, 2007 - 07:08h
Os primeiros registros de lavouras com a proposta de agricultura orgânica no Brasil são da década de 1970, mas é a partir dos anos de 1990 que o setor toma impulso no Brasil. Contribui para isso o crescimento do consumo de alimentos orgânicos na Europa, que leva as principais certificadoras a procurar produtos orgânicos no Brasil para atender seu mercado interno.
Também contribui a realização, pela primeira vez no Brasil, da 9ª Conferência Científica da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (Ifoam - sigla em inglês), em 1992, em São Paulo. A Ifoam é o principal órgão internacional do setor. Em meados dos anos de 1990, a Comunidade Econômica Européia, que já começara a regulamentar o setor, passa a solicitar ou sugerir a regulamentação também a países fornecedores de alimentos para o seu mercado, como o Brasil.
As primeiras medidas legislativas do setor no Brasil são as Instruções Normativas (IN) 7 de 1999 e IN 6, de janeiro de 2002, da Secretaria de Defesa Agropecuária, do MInistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Elas regulamentavam a produção, a venda e a atuação das certificadoras desses alimentos orgânicos. Mas uma medida posterior, a IN 16, de 11 de junho de 2004, altera a IN 7 e revoga a IN 6. De acordo com Roberto Mattar, da Coordenação de Agroecologia do ministério, o governo considerou que a IN 6 criava uma reserva de mercado indevida para as certificadoras internacionais, pois definia que todos os produtos orgânicos deveriam ser certificados por elas.
Em 23 de Dezembro de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona a Lei 10.831, aprovada pelo Congresso. Ela estabelece o conceito de alimento orgânico e suas características, define que seus produtores deverão se regularizar junto ao governo e estabelece multas em casos de rompimento da lei. Mas a regulamentação, necessária e prevista para detalhar essa lei, ainda não aconteceu.
Em 2004, no Planejamento Plurianual 2004-2007, o governo cria através do ministério da Agricultura, o programa de Desenvolvimento de Agricultura Orgânica, o Pró-Orgânico (para mais detalhes, acesse o site). Em 15 de março de 2004, o ministério cria a Câmara Setorial da Cadeia Produtora da Agricultura Orgânica e, em 8 de julho do mesmo ano, publica a Portaria 158, que determina e regulamenta a criação e a participação de comissões estaduais e de uma comissão nacional do setor.
Em dezembro de 2005, a câmara setorial entrega ao ministério da Agricultura o texto para a legislação que regulamentará a lei 10.831.
Fonte: Agência Brasil
Enviar comentário 30 novembro, 2007 - 07:07h
Após três anos de redução nos índices de desmatamento na Amazônia, a derrubada de área florestal voltou a crescer. A informação é da organização não-governamental (ONG) WWF Brasil, que apontou um aumento de 8% na área desmatada entre os meses de junho e setembro, na comparação com igual período de 2006. Segundo a ONG, o motivo é a alta nos preços dos produtos agropecuários no mercado internacional.
O pesquisador Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio-Ambiente da Amazônia (Imazon), confirmou a relação direta entre esses preços e o desmatamento de florestas: "Nos anos recentes, o preço estava caindo bastante, aí o desmatamento caiu bastante. Entre 2004 e 2006, o preço do gado caiu 18% e o da soja, 48%. Mas desde o final do ano passado esses preços têm se recuperado, por isso uma tendência de aumentar o desmatamento."
Para os produtores rurais da Amazônia, a alta no mercado internacional não tem relação com os índices de desmatamento divulgados pelo governo federal. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre, Assuêro Veronês, disse que o momento atual não favorece o desmatamento. "É um exagero achar que haverá impacto sobre a floresta. Os órgãos de fiscalização da área ambiental estão muito bem aparelhados. E acho muito difícil que voltem a acontecer esses episódios que ocorreram no passado", comentou.
Já o pesquisador do Imazon destacou as diferenças regionais: "Por exemplo, a queda do preço mais forte foi da soja, e a queda do desmatamento mais forte recente foi em Mato Grosso, onde fica grande parte de produção de soja na Amazônia".
Assuêro Veronês defendeu que os produtores não querem "desmatar a Amazônia ainda mais". E que eles se sentem "patrulhados" pelos ambientalistas. "Nós passamos da hora, o governo entregou os pontos antes da hora, cedeu, se curvou a essa pressão toda feita pelas ONGs e pela comunidade internacional e acabamos criando um clima hoje totalmente desfavorável a qualquer desmatamento, então não estamos mais pretendendo isso", afirmou.
De acordo com o indicador de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da Escola Superior de Agricultura (Cepea/Esalq), a saca de 60 quilos da soja passou de R$ 29, em outubro de 2005, para R$ 40, em outubro passado. O preço da carne também foi valorizado e a arroba que custava R$ 55 em 2005 já chegou a R$ 64 neste ano.
Os estados que apresentaram maiores índices de desmatamento foram Mato Grosso, com avanço de 107%, e Rondônia, com 53%.
Fonte: Agência Brasil
Enviar comentário 30 novembro, 2007 - 07:05h
O Brasil já plantou 16 milhões de árvores neste ano e garantiu uma vaga entre os maiores reflorestadores do mundo, de acordo com a Unep, a agência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).
As informações fazem parte da iniciativa da ONU de plantar 1 bilhão de árvores em 2007 - proposta pela ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz de 2004 - e já superada no ano. A agência informou que mais de 1,5 bilhão de árvores foram plantadas.
"A iniciativa para catalizar o compromisso com a plantação de um bilhão de árvores foi bem-sucedida e inclusive ultrapassou a sua meta", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. A agência da ONU afirmou que a Etiópia foi a líder do ranking, com 700 milhões de árvores plantadas.
O país hoje tem uma cobertura florestal de apenas 3% do seu território. Há alguns séculos, as florestas ocupavam 40% da área. Entre os outros campeões do replantio em 2007 estão: México, com 217 milhões; Turquia, com 150 milhões; Quênia, cem milhões; Cuba, mais de 96 milhões; Ruanda, 50 milhões; Coréia do Sul, 43 milhões; Tunísia, 21 milhões; Marrocos e Mianmar, 20 milhões; e finalmente, Brasil, com 16 milhões.
Os países em desenvolvimento e pobres deixaram para trás os países ricos da Europa e da América do Norte, de acordo com os dados da Unep. A Europa responde por pouco mais de 10% do total plantado, já a América do Norte, por apenas, 5,6%. A África foi o continente que mais plantou, com 60,4% do total. Em seguida, vem a América Latina, com 27,4%.
A agência da ONU ressaltou o "entusiasmo" de cidadãos que, segundo a Unep, correspondem a metade dos plantadores. As empresas respondem por outros 13% do plantio.
A Unep destacou também que os governos da China, da Guatemala e da Espanha ainda não anunciaram o número de árvores plantadas no ano, mas devem acrescentar milhões à lista.
A Indonésia também anunciou que vai plantar 80 milhões de árvores antes do início da conferência sobre Mudança Climática da ONU, em Bali, na semana que vem.
A reunião vai discutir as bases de um acordo para limitar as emissões de gases do efeito estufa a partir de 2012, quando vence o Protocolo de Kyoto, que vigora atualmente e prevê reduções de emissões de carbono de 5% em relação aos níveis de 1990 até 2012. A iniciativa do bilhão de árvores foi lançada há um ano, em Nairóbi, no Quênia.
Fonte: UOL Notícias
Enviar comentário 30 novembro, 2007 - 07:04h
A Polícia Ambiental encontrou cerca de 60 galos na tarde deste domingo (25) em um local suspeito de realizar rinhas com os animais em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Vinte pessoas foram detidas. Segundo o sargento Silvan Macedo Marques, um animal foi encontrado morto e vários estavam feridos em uma espécie de ringue.
Uma denúncia anônima levou os policiais até o local, na rua do Carvalho Brasileiro, por volta das 15h30, onde fica uma casa com três ringues armados. Algumas pessoas fugiram na hora em que os policiais chegaram.
Os suspeitos ficaram detidas no local, onde foi feito um termo circunstancial pela polícia. Posteriormente, o documento será levado ao Ministério Público e os envolvidos serão intimados a depor e poderão responder por maus tratos.
Após apuração da perícia para constatar os maus tratos aos animais, os animais deverão ser conduzidos para um abrigo.
Fonte: Folha Online
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