Panda gigante mais velho do mundo comemora 35 anos
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Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:45h
Ajudados por dois satélites da Nasa, os astrônomos descobriram a existência de um buraco negro que já ultrapassou um recorde anunciado há apenas duas semanas, em 17 de outubro. Com massa que pode chegar a 33 vezes a do Sol, ele é, agora, o buraco negro mais maciço que orbita outra estrela de que se tem notícia.
Pertencente à categoria dos buracos negros de massa que podem ser comparadas às de grandes estrelas, ele é menor do que os gigantes encontrados em centros de galáxias.
A nova descoberta foi localizada na constelação Cassiopéia, em uma galáxia-anã - a IC 10 - , a 1,8 milhões de anos-luz da Terra.
Os astrofísicos não esperavam encontrar um buraco negro deste tipo tão grande e passaram a crer que eles podem ser bem maiores do que antes se imaginava.
Fonte: Globo Online
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:44h
O tempo mínimo de crescimento usado como base para a exploração sustentável de algumas espécies de árvores da Amazônia precisa ser revisto, segundo pesquisadores. Hoje, existe uma única regra para qualquer tipo de árvore. Todos os planos de manejo são construídos em ciclos de 30 anos e permitem o corte de árvores a partir de 45 centímetros de diâmetro. Estudos indicam, porém, que as regras deveriam ser individualizadas para cada espécie.
Algumas podem ser cortadas em menos de 10 anos, mas outras precisam de quase 200 para atingir a maturidade. "A legislação é errada, pois trata a floresta como uma coisa homogênea", diz a pesquisadora Maria Tereza Fernandez Piedade, do Inpa - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, co-autora do estudo. A pesquisa foi apresentada ontem no simpósio de cinco anos da Rede Geoma - Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia, em Petrópolis (RJ).
Os pesquisadores estudaram especificamente as espécies de árvores de várzea - áreas alagadas que ocupam 200 mil quilômetros quadrados da Amazônia. É apenas 4% da área da floresta, mas de lá sai de 60% a 90% da madeira em tora que chega aos mercados da Amazônia Ocidental.
Cerca de 40 espécies de várzea são exploradas comercialmente, segundo o diretor científico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Helder Queiroz, que também assina o trabalho. As árvores são divididas entre as de madeira "mole" (também chamada de madeira branca) e "dura" ( madeiras de lei, mais valiosas).
As moles têm crescimento rápido e são usadas principalmente para a fabricação de compensados. Segundo Queiroz, algumas espécies poderiam ser exploradas em ciclos inferiores a dez anos.
Já algumas espécies duras, com crescimento mais lento, exigiriam ciclos de mais de 50 anos. "A lei não contempla a diversidade de espécies tropicais, portanto não é condizente com a nossa realidade", diz Queiroz.
Segundo Tasso Azevedo, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, os ciclos de 30 anos garantem a recuperação da floresta entre uma intervenção e outra. "O problema maior não é o corte individual da árvore, mas a entrada que precisa ser feita na mata para chegar até ela (com a abertura de trilhas e clareiras)", diz.
Fonte: Estadão Online
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:42h
Membros da União Européia (UE), Nova Zelândia, Noruega, os estados norte-americanos de Nova Jersey, Nova York e Califórnia, e províncias canadenses resolveram se unir para criar o primeiro mercado de carbono global com a assinatura na segunda-feira (29) da Parceria de Ação Internacional do Carbono (ICAP - International Carbon Action Partnership) em Lisboa.
"O mercado de carbono é a forma mais eficiente para reduzir emissões", afirmou o vice-presidente do Deutsche Bank, Caio Koch-Weser. A expectativa é de um crescimento de 30 bilhões de dólares em 2006 para 100 bilhões em 2010, segundo Kock-Weser.
Atualmente existem vários sistemas de troca de emissões de gases com efeito de estufa, sendo o principal deles o Esquema Europeu. O ICAP foi criado para uniformizar as negociações e, assim, dar uma maior estabilidade ao mercado de carbono global.
O primeiro-ministro português, José Sócrates, disse que o comércio de emissões é a forma "mais eficiente" e "mais econômica" de lidar com as mudanças climáticas. "Quanto mais parceiros e mais transações tivermos, melhores resultados iremos obter".
Segundo Sócrates, o mercado do carbono vai gerar fluxos financeiros para ajudar os países subdesenvolvidos no combate às alterações climáticas. "A melhor forma de combater o flagelo das mudanças climáticas são os mercados do carbono. Só assim passamos a ter custos para a poluição, o que é o melhor estímulo para a mudança de consciência e inovação tecnológica", afirmou.
O presidente da Comissão Européia (braço executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, classificou o projeto como um "sinal" para países desenvolvidos assumirem a liderança da redução das emissões. "Dar um preço ao carbono é o impulso vital necessário para assegurar um saudável mercado de tecnologias limpas. É uma das prioridades para a inovação, a criação de mercados e a atividade futura", afirmou Durão Barroso.
Mais uma vez a recusa do governo Bush em agir com firmeza contra as mudanças climáticas foi criticada. "Estamos desapontados que o nosso governo federal não esteja aqui", afirmou o governador do estado de Nova Iorque, Eliot Spitzer, adiantando "não ter dúvidas" de que o sucessor de Bush vai ter uma posição diferente sobre o assunto.
"Este é talvez o maior desafio global que enfrentamos", adiantou Spitzer, defendendo que é "uma obrigação moral" tratar do problema das alterações climáticas. "Espero que com a presença dos governadores dos Estados Unidos possamos trabalhar juntos pela criação de um mercado global de emissões".
Alguns governantes que não puderam estar presentes mandaram mensagens em vídeo, como o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, que encara o problema dos incêndios florestais. "Só porque não vêem Washington liderar esta questão, não pensem que nós não lutamos", afirmou.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também enviou sua vídeo-mensagem manifestando o interesse do seu país em aderir à iniciativa. "Trabalhando juntos, podemos fazer do mercado global do carbono uma realidade", disse.
Fonte: CarbonoBrasil
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:40h
A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) apresentou nesta terça, dia 30, durante café da manhã no L'Hotel, em São Paulo, o CCQ - Círculo do Café de Qualidade, um programa criado para servir de ferramenta de apoio técnico e educativo aos estabelecimentos que fornecem cafés finos. De abrangência nacional, o programa tem como objetivo fazer do CCQ um símbolo de diferenciação, junto aos consumidores, dos melhores estabelecimentos que trabalham corretamente com cafés de alta qualidade.
- O CCQ surge em resposta às mudanças do mercado, que agora busca mais qualidade nos seus cafés, e sua realização só foi possível porque contamos com a colaboração ativa dos sócio-fundadores - disse Sydney Marques Paiva, diretor de Marketing da entidade, durante o lançamento do programa.
O programa irá diferenciar três categorias comerciais: Casas de Café, que são os estabelecimentos especializados no produto café em diferentes opções e que oferecem serviços, ambiente e equipe diferenciados; Cafeterias, que são casas especializadas no produto café em opções mais limitadas e que oferecem bons serviços e qualidade; e Pontos de Café, que são os estabelecimentos que fornecem café de ótima qualidade, incluindo padarias, hotéis, restaurantes, etc., mas onde o café não é o principal produto.
- Com o CCQ todo mundo ganha. O estabelecimento certificado ganha a avaliação e o reconhecimento pela qualidade dos cafés servidos, melhorando sua imagem em relação ao público, o que reflete no aumento das vendas. Ganham também os consumidores, que terão garantia da qualidade dos cafés oferecidos, da manutenção desta qualidade ao longo do tempo, dos bons serviços, higiene e segurança alimentar. Ganham, inclusive, as torrefadoras associadas à ABIC, notadamente aquelas com café certificado pelo PQC, que poderão oferecer seus melhores produtos neste importante canal de distribuição - concluiu Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da ABIC.
Fonte: ABIC
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:38h
A contribuição do plantio de espécies exóticas visando à restauração de ecossistemas naturais nos biomas brasileiros para compor as áreas de reserva legal é praticamente nula para a conservação da biodiversidade. Essa é a conclusão de um estudo realizado por cientistas da Conservação Internacional (CI-Brasil) compilado na 5ª edição da revista eletrônica Política Ambiental. Em "Áreas recuperadas com vegetação exótica contribuem para a conservação da biodiversidade?", os pesquisadores avaliam uma série de trabalhos que mostram a incapacidade das culturas de plantas exóticas em proteger a biodiversidade.
A motivação da análise foi uma recente proposta de alteração do Código Florestal brasileiro que objetiva permitir, a proprietários rurais que não têm em suas terras a reserva legal exigida por lei, o uso de espécies exóticas para a recuperação de áreas degradadas. Reserva legal é um instrumento incluído na legislação ambiental brasileira que diz que parte da propriedade rural não pode ser desmatada e dever ser mantida para proteção da vegetação nativa e, consequentemente, da biodiversidade. O Código Florestal (Lei 4.771/65) define o tamanho da área de reserva legal conforme a região onde a propriedade se localiza.
Função social - De acordo com a constituição brasileira, toda propriedade rural no país tem que cumprir sua função social, destaca Ricardo Machado, diretor do programa Cerrado Pantanal da CI-Brasil e um dos autores do estudo. Ele lembra que isso acontece a partir de um conjunto de fatores, que vão desde o aproveitamento racional da propriedade e o respeito às relações de trabalho visando ao bem-estar humano até a utilização correta dos recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente. "A reserva legal é uma forma de garantir a sustentabilidade econômica, social e ambiental da propriedade. Assim, a idéia é usar menos a terra para poder usá-la sempre", explica.
A preservação ambiental nas propriedades rurais também é preconizada na Lei de Política Agrária, que em vários artigos menciona a necessidade de proteção do meio ambiente e recuperação ambiental de áreas degradadas. Para Machado, a proposta de mudança no Código Florestal, que possibilitaria ao dono de uma propriedade rural com passivo ambiental lançar mão do plantio de espécies exóticas para a recuperação da área, vem dificultar que aspectos essenciais da função social da propriedade sejam cumpridos. "A experiência mostra que áreas com exóticas pouco contribuem para a manutenção da biodiversidade. Isso só faz sentido se o objetivo é recuperar áreas degradadas com finalidade puramente econômica".
Literatura nacional e global - Ao longo do ensaio, os autores citam estudos que avaliaram a riqueza de espécies da fauna nativa comparando diferentes ambientes, segundo a presença ou ausência de vegetação exótica. Em 1996, um trabalho sobre a ocorrência de aves na região do rio Doce em Minas Gerais em remanescentes nativos, eucaliptais com sub-bosque nativo e eucaliptais limpos revelou que poucas espécies da fauna nativa conseguem sobreviver em monoculturas de eucalipto. Segundo o estudo, espécies mais exigentes e geralmente consideradas indicadoras da qualidade ambiental desaparecem dessas áreas, onde a perda de espécies chega a 67%. Dois anos depois, estudo semelhante no Parque Estadual do Rio Doce apontou que apenas 22 das 149 espécies de insetos e aranhas presentes na mata nativa sobrevivem nos eucaliptais.
No Cerrado, pesquisa realizada em 2000 comparando o número de espécies de aves no cerrado nativo e em áreas de pastagens mostrou que 78% das espécies não ocorrem nos ambientes artificiais, que também registraram apenas três das 10 espécies endêmicas. Estudos em plantios de cacau na Indonésia e no sul da Bahia indicam que a perda da biodiversidade nos cultivos - incluindo os sistemas agroflorestais - é significativa, com uma redução de cerca de 60% das plantas nativas. "Uma menor riqueza de espécies em ambientes artificiais pode ser responsável por uma maior incidência de pragas, pois as populações de predadores também são reduzidas", alerta Machado. "Espécies que sobrevivem em monoculturas sem serem controladas pelos predadores naturais podem acarretar sérios prejuízos econômicos".
Sustentabilidade ambiental - Os autores do estudo chamam a atenção para o fato de que a mudança proposta no Código Florestal não irá resolver o principal problema da agropecuária brasileira: a insustentabilidade ambiental. "O Código Florestal é uma legislação completa e moderna. Sabemos que ele ainda não é cumprido em muitas partes do país, mas não por isso devemos afrouxar a lei e ceder aos interesses puramente ruralistas, da produção a qualquer custo", esclarece Paulo Gustavo do Prado Pereira, diretor de Política Ambiental da Conservação Internacional e também autor do estudo. Para ele, a reserva legal cumpre os objetivos definidos na legislação brasileira quando é totalmente composta por ecossistemas originais. "Sem fiscalização e monitoramento, entretanto, a propriedade deixa de cumprir sua função social e não garante o desenvolvimento sustentável brasileiro. Para o melhor cumprimento da lei, o poder público tem que aprimorar esses processos e identificar mecanismos financeiros que estimulem o proprietário a enquadrar-se na lei, como por exemplo, via pagamento pelos serviços ambientais prestados à sociedade por meio da reserva legal".
Fonte: Assessoria Comunicação CI-Brasil
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:37h
O Conselho Federal da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil entrou com uma ação civil pública ambiental na Justiça Federal para que o governo federal repasse os recursos destinados à implantação do Parque Nacional das Nascentes do rio Parnaíba, entre os Estados do Piauí e Maranhão.
A entidade também quer que o governo garanta a adoção de todas as medidas necessárias à criação, demarcação e fiscalização do parque, que foi instituído em 16 de julho de 2002, mas não saiu do papel.
A ação foi ajuizada contra a União, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Instituto Chico Mendes e, também, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A OAB alega que o parque foi instituído por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002, mas "até a presente data não passa de uma promessa de papel, jamais tendo sido implementado na prática".
Na ação, a entidade defende ainda a necessidade de revitalização da bahia hidrográfica do rio e requer medidas para impedir a utilização do mesmo como depósito de esgoto e lixo dos centros urbanos.
Fonte: Folha Online
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:35h
Permanecem detidos na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Caruaru, em Pernambuco, à disposição da Justiça, os dois indígenas da tribo Xucuru, presos na última sexta-feira (26) por agentes da Polícia Federal por ordem da juíza Ivana Mafra Marinho, da 24ª Vara Federal. Eles são acusados de matar outro índio da mesma tribo por causa de uma disputa de terras.
Segundo o escrivão da Polícia Federal Edson Matias, o inquérito é sigiloso. Ele informou apenas que as diligências comandadas pelo delegado paraibano Marcos Vandervin continuam com a finalidade de prender um terceiro integrante da etnia, Edimilson Guimarães, que está foragido.
Matias informou que os índios Rinaldo Feitosa, de 38 anos, e Alexsandro Nogueira, de 22 anos, são acusados de assassinar a tiros o também índio José Lindomar de Santana, no dia 12 de agosto último. "O crime foi motivado pela disputa por terras na aldeia", disse.
Ele disse que a prisão dos índios é importante para acalmar os ânimos, que segundo ele estavam acirrados na reserva depois do homicídio.
O advogado Sandro Lobo, do Cimi - Conselho Indigenista Missionário, denuncia, no entanto, que as prisões foram feitas de forma arbitrária, às cinco horas da manhã, surpreendendo a tribo Xucuru.
Ele disse ter certeza que os índios presos não são culpados pelo crime. E afirmou que o advogado Gilberto Marques, contratado pela comunidade indígena, vai ingressar com pedido de habeas corpus.
Os Xucuru, que vivem da atividade agrícola e do artesanato, estão distribuídos numa área de aproximadamente 27 mil hectares, no município de Pesqueira, agreste pernambucano, declarada reserva indígena pelo Ministério da Justiça desde 1994. Mas o processo de demarcação das terras ainda não foi totalmente concluído, o que provoca conflitos constantes na região entre posseiros e indígenas. Fonte: Agência Brasil
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:34h
O FNMA - Fundo Nacional de Meio Ambiente lançou, nesta segunda-feira (29), três termos de referência relacionados à seleção de projetos para a recuperação da sub-bacia do rio Taquari (Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul), a recuperação ambiental da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos (Rio Grande do Sul) e a conservação e o manejo da biodiversidade no estado da Bahia.
Juntos, os três termos de referências prevêem a aplicação de R$ 19 milhões. Os recursos originam-se de emendas parlamentares. Para a sub-bacia do Taquari deverão ser disponibilizados R$ 5 milhões. Já para a recuperação da bacia do Rio dos Sinos, R$ 4 milhões. Os outros R$ 10 milhões servirão para projetos da Bahia.
De acordo com os termos de referência, poderão apresentar propostas de projetos instituições públicas da esfera federal, estadual e municipal, além de consórcios intermunicipais constituídos nos termos do que estabelece a Lei nº 11.107/05 e o Decreto nº 6.017/07. Para tanto, essas entidades precisam ser referendadas por algum fórum de representação do seu estado ou bacia.
A gerente de projetos do FNMA, Ana Beatriz de Oliveira, explicou que serão selecionados os projetos das entidades que estejam legitimadas por fóruns de ampla participação popular. "É a sociedade que tem de definir o tomador do recurso", afirmou. "O ministério vai apenas definir se a entidade é elegível ou não", concluiu.
Em cada um dos termos de referências existem "chamadas" específicas para diferentes projetos. "Na verdade, cada chamada é um grande projeto", disse Ana Beatriz. Nas chamadas, estão estabelecidas a quantidade de recursos que será disponibilizada. Para obter outras informações, confira a íntegra dos termos de referências no endereço www.mma.gov.br/fnma.
Criado há 18 anos, o FNMA é hoje o principal fundo público de fomento ambiental do Brasil, constituindo-se como um importante parceiro da sociedade brasileira na busca pela melhoria da qualidade ambiental e de vida.
Fonte: MMA
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:31h
O presidente da Bolívia, Evo Morales, assegurou neste domingo, dia 28, após quase dois anos de seu governo, que é possível dizer que o país "é viável e confiável".
Morales fez a afirmação ao receber neste domingo, em Rimini (nordeste italiano), uma medalha outorgada pelo Centro Pío Manzú, organização internacional sem fins lucrativos e ligada às Nações Unidas, por sua defesa da população indígena.
O presidente boliviano assegurou em seu discurso que quando chegou ao poder ninguém queria investir na Bolívia, mas que após dois anos de governo o país "é, finalmente, viável e confiável".
Morales citou como exemplo o fato de as reservas do país não terem passado nunca de US$ 2 bilhões, e que em 2004 estas eram de US$ 1,7 bilhão. "Em 2007 chegaram a 5 bilhões de dólares", completou.
- Antes, todo esse dinheiro seguia para os bolsos de políticos, que depois levavam para o exterior - denunciou.
Além disso, explicou que o país este ano pôde contar com superávit fiscal, e que a última vez que isso havia ocorrido foi nos anos 60.
O presidente boliviano comentou que seu país tinha sido durante anos "o vice-campeão em corrupção", com uma classe política "que durante anos se dedicou a roubar", mas que o povo local é "honesto e trabalhador". Por isso, diz acreditar que o país seguirá sempre adiante.
- Com meu governo caiu a corrupção, que durante anos foi, junto com o modelo neoliberal, o pior inimigo da Bolívia - avaliou.
Morales contou ainda aos presentes à cerimônia de premiação como foi sua infância em uma comunidade indígena, vivida entre a pobreza e o trabalho no campo, e as dificuldades que as crianças tinham para receber educação.
Após a homenagem, Morales viajou para Roma para reunir-se com o presidente italiano, Romano Prodi, e encontrar-se com representantes da comunidade boliviana.
Fonte: EFE
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:28h
A Índia e a União Européia (UE) encontraram pontos de convergência em assuntos como a abertura dos mercados a produtos industriais, por isso "estão mais perto do que nunca de fechar a Rodada de Doha" da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse nesta terça, dia 30, o ministro de Comércio e Indústria indiano, Kamal Nath.
Durante seu discurso em um encontro organizado pelas câmaras de comércio indianas, por ocasião da visita da chanceler alemã, Angela Merkel, à Índia, Nath disse que "é possível encontrar mais pontos de convergência nos próximos dois meses", segundo a agência indiana "PTI".
Merkel concordou em que a Índia precisa proteger os interesses de seus mais de 600 milhões de agricultores, mas destacou a importância de finalizar a Rodada de Doha antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro de 2008.
Durante o mesmo encontro, o ministro indiano convidou os empresários alemães a investir na Índia, um país que "continua sua marcha firme para se tornar uma nação industrializada nas duas ou três próximas décadas", segundo um comunicado ministerial.
De acordo com os dados do ministério, o comércio bilateral entre a Índia e a Alemanha foi de mais de 10 bilhões de euros em 2006, objetivo que o Governo indiano tinha marcado para conseguir em 2010.
A Alemanha está entre os dez maiores investidores na Índia, com uma cota de 3,6% do total.
Fonte: Agência EFE
Enviar comentário 31 outubro, 2007 - 06:25h
A secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA - Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug, defendeu a substituição de inaladores de dose medida (MDIs) que contêm clorofluorcarbonos (CFCs) - fluidos altamente danosos à camada de ozônio - por outros não-poluentes. Segundo ela, a não-comercialização desse aparelho, geralmente utilizado por pacientes asmáticos, deverá garantir ao Brasil cumprir sua meta de eliminar totalmente o uso de CFCs até 2010, conforme previsto no Protocolo de Montreal.
"Nesses 20 anos do protocolo, 200 milhões de toneladas de substâncias que destroem a camada de ozônio deixaram de ser produzidas. Nós conseguimos antecipar em 95% a eliminação de CFCs restando cerca de 200 toneladas relacionadas ao uso farmacêutico para doenças respiratórias", afirmou Thelma ao participar, nesta terça-feira (30), da abertura do simpósio Efeitos da Destruição da Camada de Ozônio sobre a Saúde. Promovido pelo MMA, em parceria com o Ministério da Saúde e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o evento ocorrerá até esta quarta-feira (31), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. O encontro tem por objetivo debater mecanismos para auxiliar no processo de substituição dos inaladores MDIs.
Thelma atribuiu o sucesso do programa de eliminação de CFCs a três fatores. O primeiro está relacionado aos recursos financeiros geridos pelo Pnud que somaram cerca de US$ 80 milhões e beneficiaram mais de 200 projetos para conversão das indústrias usuárias de CFCs. Outro ponto destacado pela secretária é a legislação brasileira com importante referência à resolução 267/2000 do Conama que restringiu os prazos para eliminação de CFCs pelo setor produtivo. O terceiro fator foi a cooperação entre governo e setor privado, que garantiu a antecipação de metas.
O diretor de Qualidade Ambiental do MMA, Ruy de Góes, esclareceu ainda que além de eliminar os CFCs, há um esforço também para gerenciar um passivo que está presente em aparelhos antigos. No caso de geladeiras, por exemplo, são 40 milhões de unidades que ainda possuem CFCs. "Treinamos 14 mil técnicos em refrigeração para lidar com esses equipamentos e evitar que o gás seja lançado na atmosfera", explicou Ruy.
Segundo ele, o que o Brasil conseguiu evitar em termos de produção de CFCs equivale a 8% do Protocolo de Quioto. "Seria o equivalente a 370 milhões de toneladas de CO2 que deixamos de lançar na atmosfera protegendo a camada de ozônio e mitigando o aquecimento global", comemorou.
O simpósio contou também com a presença do diretor presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello; do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, e do coordenador do Programa do Pnud, Alejandro Ramirez Pabon.
Fonte: MMA
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