Arquivos para março, 2007
31 março, 2007 - 07:44h
O "Dia D" de combate à dengue será realizado no Estado de São Paulo duas vezes por ano pela primeira vez em 2007: além de novembro, data usual e com abrangência nacional, a Secretaria de Estado da Saúde em parceria com as Prefeituras promoverá ações neste sábado, dia 31 de março. Será o maior Dia D já realizado em São Paulo. A decisão foi tomada por conta da epidemia de dengue, que já provocou 7.808 casos no Estado até o dia 19 de março em cerca de 170 cidades paulistas.
"A situação é grave, bastante preocupante. Nós gostaríamos que o dia de mobilização agisse como chamamento à população, para que haja ação e participação nesse dia, mas que elas não fiquem restritas a esse dia", disse o pesquisador científico da Sucen - Superintendência de Controles de Epidemias de São Paulo, Ricardo Ciaravolo.
Entre as atividades do Dia D estadual se destacam a troca de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, por picolés, em três cidades da região de Franca (Buritizal, São Joaquim da Barra e Miguelópolis). Em 90% dos municípios paulistas, haverá mutirões para limpeza com 20 mil agentes sanitários, distribuição de 6 milhões de folhetos e atividades nas escolas.
Na capital, às 9 horas agentes e vigilantes sanitários caminharão da Praça da Sé até o Largo São Francisco (centro), acompanhados da bateria da Escola de Samba Unidos de Vila Maria. Nos parques Villa-Lobos (Zona Oeste), Horto Florestal (Norte) e Zoológico (Sul), os visitantes poderão ver todo o ciclo de vida do Aedes aegypti, desde os ovos e as larvas até o mosquito adulto, nas tendas com equipamentos de laboratório instaladas pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
A cidade de Aparecida ganhará atenção especial por conta da chegada do Papa Bento XVI e terá ações de imunização. Campinas fará arrastões de limpeza em lugares onde foram identificados focos da doença. Na região de Sorocaba, as atividades terão caráter lúdico e educativo e na de Presidente Prudente a data será reservada para atividades físicas.
Na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, as rádios comunitárias vão divulgar informações sobre a doença e modos de combate ao mosquito. Em Araçatuba, uma das cidades mais afetadas no Estado, as atividades começam antes: nesta sexta-feira acontece o Dia D Municipal de combate à dengue.
Em Congonhas, haverá distribuição de material informativo nos balcões de check-in das companhias aéreas. Nas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e Dom Pedro I, os motoristas receberão folhetos explicativos.
Surto de dengue - Em São Paulo, as regiões vizinhas a Mato Grosso do Sul, estado brasileiro em que há maior contaminação por dengue, apresentam o maior número de casos da doença. Entre elas, Birigui, com 938 casos confirmados, e Araçatuba, com 915 casos. Para contornar a situação de Birigui, o prefeito Wilson Carlos Rodrigues tentou distribuir gotas homeopáticas que diminuiriam o número de casos de dengue. Mas a administração dessas gotas foi proibida pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo.
Para barrar o surto da doença no Estado, a Secretaria de Estado de Saúde divulgou que disponibilizará este ano R$ 20 milhões. Também criou um sistema de videoconferência para alertar professores e médicos sobre a importância de um rápido diagnóstico da doença. No entanto, segundo Ciaravolo, a maior parte do combate ao mosquito deve ser feito regionalmente: "O controle ao vetor é uma ação municipalizada. Além disso, temos verificado que em muitas regiões do Estado a doença se transmite o ano inteiro, o que torna o trabalho diuturno".
Em todo o Brasil, foram notificados 85.018 casos da doença até 12 de março, de acordo com o último boletim da dengue divulgado pelo Ministério da Saúde. Mato Grosso do Sul apresentava 50,4% dos casos do País, com 40.187 pessoas infectadas. Em seguida, apareciam os estados do Mato Grosso (7,2%), Rio de Janeiro (5,2%), Paraná (4,7%), Minas Gerais (4,6%) e São Paulo (3,6%). Na comparação com os dois primeiros meses de 2006, houve um crescimento de 29,58% no número de casos no País em 2007.
O Ministério da Saúde não está promovendo o Dia D de março nacionalmente - a data é exclusiva de São Paulo -, mas lançou a campanha "Pan sem dengue", para tentar conter o surto da doença até a realização dos Jogos Pan Americanos no Rio de Janeiro, em julho.
Por: Amanda Rossi/ Estadão Online
31 março, 2007 - 07:19h
O governo federal prepara um plano nacional para combater as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, informou nesta quarta-feira (28) o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA - Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. Segundo ele, a proposta está sendo traçado por representantes dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores e do Meio Ambiente.
"O plano é uma proposta recente, que primeiro visa organizar todas ações que o Brasil já vem implementando, e a expectativa é que a gente possa, num prazo curto de alguns meses, ter uma primeira versão para submeter ao presidente da República, porque, a exemplo do plano de prevenção e controle ao desmatamento da Amazônia, o objetivo é que seja um plano detalhado, com ações objetivas, inclusive com orçamentos definidos, para que os diferentes órgãos de governo possam operar de forma integrada", explicou Capobianco. De acordo com ele, a proposta também será discutida com governos estaduais e municipais e com a sociedade.
O secretário participou pela manhã de audiência pública no Senado Federal para discutir o relatório das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Divulgado no dia 2 de fevereiro em Paris, o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) aponta para a elevação da temperatura terrestre até 2100, o aumento do nível do mar e a intensificação de catástrofes naturais.
"Certamente esse plano dependerá de uma discussão com os atores envolvidos. O Parlamento é essencial nesse processo, e está previsto inclusive que o Fórum de Mudanças Climáticas faça a relação dele (Parlamento) com a sociedade, traga as propostas da sociedade e do setor empresarial e acadêmico para esse plano. Eu imagino que nos próximos meses nós vamos ter um intenso debate com todos os atores para que esse plano represente de fato as idéias de todos", disse Capobianco.
O secretário afirmou que a maior colaboração do Brasil com o processo de aquecimento global resulta sobretudo das queimadas, que aumentam a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa. Já nos Estados Unidos e em países da União Européia, por exemplo, o problema está ligado principalmente à matriz energética, ressaltou o secretário.
"O Brasil, com o biocombustível, com o etanol e toda a sua potencialidade ambiental, tem efetivamente um caminho para frente diferente do de outros países. Temos países hoje que a sua economia depende da queima de combustível fóssil e não têm nenhuma alternativa na mesa. Nós não dependemos de combustível fóssil em grande parte e temos alternativa na mesa", destacou.
O secretário defendeu que o Brasil defina metas internas relacionadas ao desmatamento, que em dois anos teve uma diminuição de 50% na Amazônia. "Temos um ciclo muito positivo de experiência de integração de governo nos últimos dois anos que permitiram uma redução do desmatamento e permitem uma avaliação mais adequada de todos os vetores e fatores que levam ao desmatamento. Portanto eu considero que nós temos, no momento, condições adequadas para projetarmos metas que sejam factíveis", disse.
A audiência pública foi promovida pela Subcomissão de Aquecimento Global, da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, e pela Subcomissão de Acompanhamento do Regime Internacional sobre Mudanças Climáticas, da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.
Por: Juliana Andrade Agência Brasil
31 março, 2007 - 07:12h
A segunda morte causada por dengue, neste ano, foi confirmada no Paraná. Um homem de 66 anos morreu em Doutor Camargo, região de Maringá, no Noroeste do estado, em razão da dengue clássica. Élio Fusco tinha problemas de coração, diabetes e colesterol, mas após ser picado pelo mosquito da dengue teve a situação de saúde complicada e morreu.
Segundo reportagem do telejornal ParanáTV, 1.ª edição, além de Fusco, a filha, a mulher e a neta também tiveram os sintomas da doença. "A gente recebeu a confirmação de que ele realmente foi picado pelo mosquito da dengue. Como já tinha outros problemas houve complicação que levou à morte", afirmou a filha Maria Cristina Fusco.
Ao contrário do que vem ocorrendo em outras cidades do Paraná, o maior número de casos de dengue em Doutor Camargo é encontrado no Centro da cidade. Até a manhã desta quinta-feira (29) foram registrados 35 casos no município.
"A população é que tem que colaborar, se a população não se conscientizar do problema, não vamos acabar com a dengue", afirmou o secretário de Saúde de Doutor Camargo, Armando Cavalieri.
Dengue hemorrágica - Na quarta-feira (28) foi confirmado o segundo caso de dengue hemorrágica no Paraná. Uma mulher de 28 anos, que mora no bairro Aeroporto de Maringá, está internada na UTI da Santa Casa da cidade. O quadro de saúde dela é estável.
Na semana passada foi registrada a primeira morte causada por dengue hemorrágica no Paraná. Uma mulher morreu em Londrina (Norte), vítima de dengue hemorrágica. Ela pode ter contraído o vírus em Paranavaí ou Maringá.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
31 março, 2007 - 07:10h
A carteira de financiamento do BNDES para a área de biocombustíveis já soma R$ 7,2 bilhões. São 62 projetos de produção de etanol de cana e de biodiesel, cujos investimentos totais (a parte financiada, mais a das empresas) correspondem a R$ 12,2 bilhões.
- Os desembolsos têm dobrado a cada ano - disse o diretor da área social do banco de fomento, Élvio Gaspar, ressaltando que o segmento tornou-se prioridade nas políticas de financiamento.
No ano passado, o BNDES desembolsou R$ 2,1 bilhões para os biocombustíveis; em 2005, foram R$ 1 bilhão. A maior parte dos recursos tem sido destinada aos projetos de usinas de cana-de-açúcar. Dos R$ 7,2 bilhões em financiamentos previstos na carteira do BNDES, R$ 6,6 bilhões vão para etanol. Conforme Gaspar, o banco fixou critérios de proteção ao meio ambiente e de condições de trabalho para conceder crédito às usinas. Em relação ao meio ambiente, técnicos do BNDES visitam as áreas onde os empreendimentos serão instalados antes de aprovar o financiamento, afirmou.
Na parte trabalhista, o banco instituiu uma regra de cancelamento do contrato no caso de ocorrência de trabalho análogo ao escravo. A norma vale desde o ano passado, mas não houve qualquer ocorrência até o momento.
Em seminário sobre agroenergia e os impactos sobre os ecossistemas brasileiros realizado ontem na sede do BNDES, no Rio, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues defendeu a criação de um comitê executivo, vinculado à Presidência da República, somente para tratar dos biocombustíveis. Para ele, o Brasil precisa ter um órgão que defina junto com o setor privado as políticas para a área, como a quantidade da produção e os mercados a serem atendidos. Rodrigues ressaltou, ainda, a importância de um zoneamento agrícola para a cana para orientar políticas, incluindo as de financiamento da produção.
- Temos a chave para mudar a civilização através de uma energia limpa, justa e com distribuição de renda - disse o ex-ministro da Agricultura.
Para ele, o desenvolvimento do plantio de cana pode ser um vetor de redução da desigualdade, em um modelo no qual o usineiro ficaria apenas com a usina e as terras seriam dos pequenos produtores rurais. Para lidar com os problemas ambientais ligados à atividade, como as queimadas, o ex-ministro sugere a implementação de certificações de qualidade e de preservação do meio ambiente para as usinas em operação.
Fonte: Valor Online
31 março, 2007 - 07:09h
A Prefeitura da cidade americana de São Francisco aprovou na terça-feira (27) um projeto que proibirá os sacos de plástico fabricados com derivados de petróleo nos grandes supermercados, num esforço para proteger o meio ambiente.
O prefeito Gavin Newsom deve sancionar a lei, que fará de São Francisco a primeira cidade dos Estados Unidos a adotar uma medida desse tipo.
Segundo a legislação, os grandes supermercados não poderão distribuir sacos plásticos fabricados com derivados do petróleo dentro de seis meses. As grandes farmácias teriam um ano para se adaptar à medida.
As novas regras permitiriam apenas a distribuição sacos de plástico recicláveis, feitos com produtos derivados do milho. Seu uso é pouco freqüente hoje em dia. Papel reciclado e tela são outros materiais admitidos.
"Muitas cidades estrangeiras e outros países já adotaram legislações semelhantes", disse Ross Mirkarimi, o legislador que propôs a medida. Ele disse esperar que outras cidades americanas sigam o exemplo.
Fonte: Efe/ Estadão Online
31 março, 2007 - 07:07h
O Brasil bateu o terceiro recorde histórico no plantio de árvores comerciais em 2006. Segundo levantamento divulgado nessa semana pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, esse foi também o quarto ano consecutivo de crescimento.
Os produtores plantaram um bilhão de mudas de árvores, numa área de 627 mil hectares - 13% superior aos 553 mil hectares do ano anterior. Eucalipto, pinus e teca ocupam a maior parte da área plantada no ano passado, mas o estudo da Secretaria computou também o plantio de espécies como seringueira - principalmente em São Paulo e no Espírito Santo - e da árvore nativa paricá, na região Norte.
A área plantada aumentou em todas as regiões, com destaque para Centro-Oeste (26%) e Sul (36%). O menor crescimento foi no Sudeste (3%), região que mantém, ao lado do Sul, as maiores áreas de produção do país: 72% em 2006.
Os Estados de Minas Gerais (145 mil hectares), São Paulo (98 mil) e Rio Grande do Sul (90 mil) detêm as maiores regiões de plantio. Já Amazonas, Acre e Rondônia ultrapassaram os 500 hectares plantados no ano passado (o estudo não incluiu unidades da federação abaixo deste número). Nos últimos três anos, subiu de 14 para 21 o número de estados com áreas de plantio comercial acima de 500 hectares.
O estudo também revelou que houve crescimento da participação do pequeno e médio produtor florestal na atividade. A área plantada por esses dois grupos rurais cresceu 616% em quatro anos. Em 2002, eram apenas 7,8% do espaço de plantio. No ano passado, essa área saltou para um quarto do total da produção comercial do país.
- Este crescimento da participação do pequeno produtor revela uma mudança no perfil social das florestas plantadas no Brasil, que tradicionalmente se concentrava em grandes plantios de empresas - explicou Tasso Azevedo, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente.
Os dados divulgados pelo ministério foram levantados a partir do cruzamento de informações de secretarias estaduais de Meio Ambiente, empresas florestais e consumidoras de madeira, produtores de sementes, viveiristas e universidades.
Fonte: Agência Brasil
31 março, 2007 - 07:05h
O governador de Rondônia, Ivo Cassol, afirmou nesta terça-feira (27), em reunião do CDDPH - Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, que a extração ilegal de diamantes continua sendo realizada na reserva indígena Roosevelt. "A extração ilegal de diamantes continua. Continuamos sendo roubados. E as nossas riquezas estão indo embora", disse Cassol.
A reserva indígena Roosevelt fica no sul de Rondônia e na região oeste do Mato Grosso e é ocupada pela etnia Cinta Larga. A extração de pedras preciosas na reserva é proibida. Em 2004, foram assassinados 29 garimpeiros que exploravam clandestinamente uma mina na região.
Cassol disse que encaminhou denúncia ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público e comunicou os parlamentares. Segundo ele, os diamantes saem da reserva indígena em aviões clandestinos.
Por: Luciana Vasconcelos
Fonte: Agência Brasil
31 março, 2007 - 07:02h
Secretários de Agricultura de dezesseis estados brasileiros e do Distrito Federal se encontram terça-feira (03/04) com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, para discutir o controle nacional da febre aftosa. A ida a Brasília, organizada pelo secretário de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, é o resultado de um encontro realizado em fevereiro, em Belo Horizonte, que reuniu secretários e representantes de onze estados para elaborar propostas de controle sanitário nas fronteiras brasileiras.
No encontro com o ministro, sete estados de fronteira (Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) vão apresentar as propostas para intensificar o controle da doença na região do Brasil com Paraguai, Argentina e Bolívia. "A defesa sanitária é um dos projetos estruturantes mais importantes para o agronegócio nacional. Infelizmente, ela ainda não é a ideal aqui no Brasil, não por falta de talento, mas por falta de recursos", afirma Gilman Viana.
Cada um dos sete estados vai apresentar seu projeto para a fronteira, com a indicação dos recursos necessários para intensificação do controle da febre aftosa. "A nossa reivindicação é que o Ministério da Agricultura aprove os projetos, libere a verba necessária para a execução e supervisione o trabalho proposto pelos estados", informa o secretário de Minas Gerais.
Dois outros assuntos, discutidos na reunião de Belo Horizonte, também serão levados ao ministro. Um deles é o uso do Exército para controle do trânsito de animais e produtos na fronteira. "É o que chamamos de cordão de vigilância perceptível. Se não há agentes sanitários suficientes para o controle, por que não usar as Forças Armadas ?", questiona o secretário.
Os secretários de Agricultura também irão pedir que o governo federal, por intermédio do setor diplomático, intensifique as negociações com os países vizinhos para, juntos, se adequarem a todas as normas de vigilância sanitária.
Também participarão do encontro os secretários de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Pará, Sergipe e Tocantins.
Status sanitário
A mobilização dos secretários de Agricultura foi provocada pela suspensão do status de área livre de febre aftosa de boa parte do território brasileiro pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). A decisão afeta inclusive Minas Gerais, que há 12 anos não registra nenhum caso da doença em seu rebanho. Hoje, apenas Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre são considerados áreas livres de febre aftosa com vacinação.
Os estados retirados da classificação de área livre da aftosa com vacinação, não contam atualmente com nenhum outro status e estão expostos ao mercado internacional, que pode tirar proveito da situação, com efeitos negativos para o Brasil. A retirada da classificação de área livre de febre aftosa ocorreu em 2005 por causa da reincidência de casos da doença na região da fronteira do Brasil com o Paraguai, Argentina e Bolívia.
De acordo com Gilman Viana, "as propostas que vamos apresentar na terça-feira, em Brasília, terão de ter efeito imediato para que o Brasil apresente soluções na reunião da OIE, no dia 25 de maio, em Paris, e possa recuperar seu prestígio internacional".
A Organização Internacional de Saúde Animal, que conta com mais de 160 países membros, compila e analisa as informações relativas às ações de defesa sanitária animal no mundo. É obrigatório que os países membros lhe informem imediatamente qualquer ocorrência sanitária constatada em seus territórios. A organização sistematiza as informações e as distribui para os demais países membros. Por isso, é fundamental uma vigilância sanitária permanente em cada país interessado na comercialização internacional, pois o que a OIE exige se transforma em referência internacional para o comércio de produtos de origem animal.
Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais - 31 3281-4996
31 março, 2007 - 07:00h
A morte de dois doentes de gripe aviária elevou para 71 o total de mortos pela doença na Indonésia, o país do mundo onde o vírus matou mais pessoas, informaram nesta quinta-feira (29) fontes oficiais. "Foram confirmados dois novos casos de morte pelo vírus H5N1 da gripe aviária", disse à agência de notícias Efe um porta-voz do Centro de Informação da Gripe Aviária em Jacarta.
Segundo a fonte, as novas vítimas são uma mulher de 28 anos que morreu na quarta em Jacarta e um adolescente de 14 anos, morto em 24 de março na cidade de Padang, no oeste da ilha de Sumatra.
Este ano morreram de gripe aviária 12 indonésios, quase todos na ilha de Java.
Os dados da Organização Mundial da Saúde até 28 de março de 2007 constatam 284 casos em todo o mundo e 169 mortes desde 2003.
Fonte: Efe/ Estadão Online
31 março, 2007 - 06:59h
A única maneira real e concreta de diminuir o desmatamento na Amazônia é aumentar a presença do poder público na região. Leis, licenças, multas, registros e tudo mais não terão nenhum êxito sem a presença maciça do poder público fiscalizando a floresta. Esse foi o foco da argumentação do físico e ex-secretário de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, durante debate com a imprensa e ONGs sobre a crise climática na última quarta-feira (28).
O pesquisador citou a experiência bem sucedida, em sua opinião, de contenção do desmatamento da Mata Atlântica, em São Paulo, com o aumento do efetivo da polícia ambiental para mais de duas mil pessoas para sustentar seu ponto de vista.
Segundo seu raciocínio, levando-se em consideração a dimensão da Amazônia, de cerca de 15 vezes a área de São Paulo, seriam necessárias aproximadamente 30 mil pessoas nesse trabalho.
Goldemberg mencionou a grande responsabilidade brasileira em relação às mudanças climáticas tendo em vista a emissão de aproximadamente 4% do total de gases estufa do planeta, dos quais terço disso é resultante direto do desmatamento da Amazônia.
Ele também defendeu a idéia polêmica de que em um cenário pós-2012, quando se encerrariam os compromissos assumidos pelos países que ratificaram o acordo de Kyoto de reduzir a emissão desses gases, um novo acordo internacional deve ter como base que cada país assuma a responsabilidade sobre sua emissão histórica no estabelecimento de metas, independente de sua situação atual de desenvolvimento.
Além disso, citou os "créditos de carbono" como possível solução financeira, tanto para conter o desmatamento, com o pagamento desses créditos pela emissão de gases estufa, quanto para o benefício do desmatamento evitado na região.
Fonte: Amazônia.org
31 março, 2007 - 06:57h
O presidente da Funasa - Fundação Nacional de Sáude, Paulo Lustosa, foi exonerado do cargo, conforme registro no Diário Oficial da União de quarta-feira (28). O órgão, ligado ao Ministério da Saúde, é responsável por ações de saúde por meio do saneamento e também pelos cuidados com a saúde de comunidades indígenas.
Lustosa foi deputado federal pelo Ceará por três vezes e assumiu a Funasa, após passar pela secretaria-executiva do Ministério das Comunicações no governo Lula. Seu substituto na Funasa é Francisco Danilo Bastos Forte, que diretor-executivo desde 18 de agosto de 2005. Ele é natural de Fortaleza e graduado em Engenharia Mecânica e Direito.
Fonte: Radiobrás
31 março, 2007 - 06:56h
Multiplicadores estão sendo treinados para o uso de método alternativo de determinação de mercúrio em amostras ambientais na cidade de Itaituba, no Pará. O treinamento, que tem duração de 80 horas, acontece até o dia 03 de abril e vai ajudar a identificar o impacto ambiental da região causado pelo uso do mercúrio no garimpo. A realização do curso é uma parceria entre o Cetem - Centro de Tecnologia Mineral, a ETPP - Escola de Trabalho e Produção do Pará, a Prefeitura de Itaituba, a AMOT - Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós e recebe também o apoio do Ministério da Saúde.
Na década de 80, Itaituba viveu seu auge na extração de ouro. Milhares de pessoas estavam envolvidas com a atividade. O aeroporto da cidade chegou a ser o maior no mundo em movimentação de aeronaves. Estima-se que 600 toneladas de mercúrio foram despejadas nos rios da região. "A grande preocupação é com os efeitos à saúde que o metal pesado pode causar na população", afirma a pesquisadora do Cetem, Allegra Yallouz.
Com o método é possível fazer uma avaliação contínua da qualidade do pescado, visando a prevenção de intoxicação por peixe contaminado. Além disso, pode ser usado na avaliação da exposição do trabalhador ao mercúrio metálico e na avaliação da exposição ambiental em regiões historicamente afetadas pela poluição. O método é uma alternativa de baixo custo e fácil operação, chega a custar dez vezes menos do que os testes tradicionais e é possível obter os resultados em até quatro horas.
O mercúrio pode causar danos à saúde por inalação do vapor ou pelo consumo de peixe contaminado. A doença pode atacar o sistema nervoso e cérebro causando dormência nos membros, fraquezas musculares, deficiências visuais, dificuldades de fala, paralisia, deformidades e morte.
Fonte: Ascom Cetem
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